Made in Galiza


Eu nunca serei yo
Um caderno de trabalho de Séchu Sende

A minha obra neste caderno está licenciada baixo creative commons, copiceibe.

O autor solicita comunicar-lhe qualquer uso ou modificaçom da sua obra no email de contacto aqui sinalado.

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A viagem de Pancho Lapeña


De súbito aparece umha bolsa azul
no vento.
O vento vai recolhendo as bolsas azuis abandonadas.
Vemo-las passar de vez em quando
movendo-se em forma de oito ou em espiral.
Descansam derriba dos prados,
nos arames de espinho
ou em árvores frutais
atraídas por esses pedaços de espelhos
que penduram das ponlas.

Hai milhons de bolsas azuis a voarem no vento.
Se esperas um pouco nom tardará
em passar umha.
A gente pensa que as bolsas de plástico
vagam sem rumbo.
Todo o contrário, sempre vam cara a algures,
a morte.
Descobreu-no o mimetista Pancho Lapeña
que viajou vários anos detrás dumha bolsa azul
no vento.

Agora Pancho Lapeña está sentado
numha bombona de butano
e a bolsa azul de plástico descansa aos seus pés
entre umhas galinhas.
Quando volte soprar o vento ponheram-se em caminho.

Pola noite Pancho Lapeña enfoca a bolsa
com a lanterna que leva na fronte.
Quando dorme persegue a bolsa de sonho em sonho.
As bolsas azuis baleiras voam
lentamente cara á morte
como os elefantes aos seus cemitérios.

Muitas das bolsas que caem no mar
acabam nas gorjas das tartarugas.
E muitos corvos morrem com a cabeça dentro
de bolsas de plástico abandonadas.
Nom se sabe que buscam aí dentro.
As bolsas som grandes depredadoras.
Pancho Lapeña gravou em vídeo
como umha bolsa de plástico afoga um jílgaro
na beira dum rio.
Durante a sua viagem, a bolsa azul
intentou várias vezes
entrar na boca de Pancho Lapeña mentres durmia.

A raíz do estudo de Pancho Lapeña
sobre o comportamento das bolsas de plástico
famosos biólogos defendem que som seres vivos
e reclamam incluí-las
na família dos invertebrados.

Hai milhons de bolsas azuis a voarem no vento.
Se esperas um pouco nom tardará
em passar umha.
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 23-04-2009 20:49
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O monstro de Guatemala


Eu tinha vinteseis e eram as festas do verao. Fora viver áquela vila onde nom conhecia ninguém precisamente por isso, porque nom conhecia ninguém. Recordo que aquel dia merquei um livro num posto ambulante que havia ao lado dumha tómbola. O livro, Contos fantásticos, de Jack London, tenho-o na mao, tantos anos despois.

Recordo que foi mercar o livro e apartar-me um pouco da festa para o começar a ler, acheguei-me á praia e sentei na areia. E que essa noite durmira mal porque, como começava a ser habitual, tivera um pesadelo violento.

- Ola, gostas de ler?- Ela apareceu por detrás e falava portugués com sotaque do Brasil, devia ter os meus anos, algo menos talvez. Erguim o livro e ela exclamou Jack London, o meu favorito!

E assi foi como nos conhecemos a Equilibrista e mais eu, falando da Ilha das Focas e do bisté do boxeador e da aldeia da gente cega.

Chamava-se Estrela e caminhava sobre o arame desde os quatro anos. Viajava, como num circo, com a sua família de equilibristas, Os Solaris. Actuavam manhá a mediodia. Ao dia seguinte, quero dicer.

- E nunca cansas de viajar?
- Como é o Amazonas?
- Quantas línguas falas?

Eu sempre fum mais de fazer perguntas e escoitar que de resposta-las e falar. É que som umha persoa reservada. E as perguntas prefiro faze-las eu. Sinto-me mais seguro. Nunca sabes o que che podem perguntar e menos o que deves contestar. Eu som dos que resposta de forma diferente segundo a persoa que faga a pergunta. E quando me fam umha pergunta intento responder com outra. Em fim.

-E ti viches o monstro de Guatemala, nom si?- perguntei-lhe.

O monstro de Guatemala era umha das atracçons das festas, umha pequena carpa na que...

-É amigo meu, dixo.

- Amigo teu?

- Ahá.

- E como é isso de ser amiga dum monstro?, perguntei-lhe.

- Bah, é uma pessoa como outra qualquer... Nao sei se poderia dizer o mesmo de todos os monstros... AVamos lá, achegamo-nos á sua carpa e convido-te...

E alá fomos.

Nunca esquecim aquela voz a saír dos altofalantes, umha voz profunda como de voz em off de filme de série B de terror, grave e com ecos, anunciando-o misteriosamente: O monstro de Guatemala…mala, mala. Recem chegado do terremoto de Guatemala!, vomitado polas profundidades da terra! Aquí, entre nós, nom perdam a oportunidade de contemplar O monstro de Guatemala…mala, mala!

Ela colheu-me da mao e entrei da mao da equilibrista na carpa do monstro de Guatemala com umha seguridade que nem antes nem despois volvim ter.

Saímos da mao, rindo com lágrimas nos olhos, ela explicou-me a técnica de efectos ópticos com espelhos e daquela foi quando lhe dixem que agora convidava eu e que podiamos ir ao Safary Park, o da voz que anunciava Natureza selvagem, Lobos, osos e bestas feroces!.

Mas ela deu um passo atrás, e dixo Nom.

- Nao soporto a crueldade nem a violéncia. E aí dentro só há dor. É a coisa mais desgraçada que poidas imaginar. Animais em gaiolas, suciedade, angústia… Entrei uma vez e com o recordo vem uma náusea que se converte em rábia. Havia dois lobos e umha osa, e vários mandris encerrados e caminhando em círculo, desequilibrados mentalmente... O coidador é uma pessoa ruím que bate seguido nos animais com uma barra de ferro... Bate neles a dor, sabes... Á osa, que de vez em quando se poe de pé diante dele porque, claro, quer ser livre, já lhe rompeu vários óssos... Os lobos vivem aterrados com o rabo entre as pernas. Esse sim que é um monstro…

- Vamos, -dixem-lhe-, queres bailar? – Havia que cambiar de tema. Nom era a noite mais adecuada para falar de golpes e óssos rotos. Escoitavam-se os milheiros de vátios da orquestra a vibrar no vento.

No campo da festa havia milheiros de persoas. Achegamo-nos ao palco da orquestra abrindo caminho entre a gente, a Equilibrista levava-me da mao e avanzavamos em linha recta, com umha curiosa facilidade, como um coitelo a abrir caminho na manteiga.

Bailamos umha lenta e abraçamo-nos e voltamos á praia, olhar a lua na corda do horizonte.

- Sabes, os nomes das pessoas da minha família, desde há muitas geraçoes, sao nomes de corpos celestes. Meu pai é Júpiter, como meu avó, e meus irmaos Sol, Libra, Plutao e Marte.

- Por que?

- Porque sabemos estar aí arriba... Se uma estrela caesse do céu seria a fim do mundo, nao é?

- E o perigo?

- Quase sempre actuamos com rede. Mas nas ocasións especiais, quando necessitamos demostrar quem somos, a rede sobra. Por isso minha mae aprendeu-me as dez palavras para nao cair… Antes de dar o primeiro passo no arame sempre as pronúncio: Eu nom sou uma estrela. Eu sou uma mulher. Adiante!

- ...

- A noite que ela morreu, em Barcelona, era uma dessas noites especiais. E eu mirei-na cair como uma estrela fugaz.... Lembro a estela prateada do seu vestido de espelhos… Afastei a olhada para imaginar que, como as estrelas fugaces, ia desaparecer antes de dar com o chao.

- Só existe umha forma de me fazer perder o equilíbrio...- dixo um pouco despois.- Vou-cho contar porque confio nas persoas que comprendem a Jack London…

- Ssssh, -dixo-, é um segredo. Se entre a gente do público, lá abaixo, alguém, umha só pessoa, soprar com toda a sua força enchendo e vaciando os seus pulmoes cara a mim quando estou a caminhar no arame... a força dessa brisa, de raíz humana, pode fazer-me perder o equilíbrio, pode tumbar qualquer equilibrista... Esse sopro pode desquilibrar um funambulista com a força duma turbuléncia que bate contra dum aviom.


- Queres vir ao meu piso e escolher um livro e Jack London? - Perguntei.

- Meu bisavó foi o primeiro que cruçou de lado a lado numa corda tensa o Salto de Iguazu. Penso que ir ao teu piso nao pode ser mais perigoso…


- Claro que há ofícios mais arriscados... - explicou-me no elevador-. As estatísticas dizem que há mais mortes nas famílias de lançadores de cutelos… Por certo, tu em que trabalhas?

- O que?

- Em que trabalhas?

- Ah..., som funcionário...

- Isso nom debe ser muito emocionante, nao e? Vaia! Só tes livros de Jack London...? -asentiu diante dos meus dezasete volumes. Eu encolhim os ombros. Que vou fazer se é o único escritor que admiro?

E ela escolheu Koolau, o leproso, e achegou-se ao balcom. Um décimo andar.

- Nao me explico como a gente pode viver a tanta altura... Nao é natural, -dixo- , e botou-se para atrás...

- Tes vertige!?

- Tenho... fora do arame.


A mediodia na alameda havia tanta gente para ver os funambulistas como na verbena da noite anterior. Sabiamos que probavelmente nunca voltaria pola nossa vila um espectáculo como aquel. O arame atravessava o paseo da alameda por riba das palmeiras e o jardim, e alá arriba a família de equilibristas Solaris, que cruçaram Manhattam caminhando sobre arames tendidos entre 24 prédios, saudavam-nos respectuosamente com as maos a cámara lenta.

- Nao, nao, normalmente adestramos num arame a dois metros do chao. .. Sabes quantos óssos rompí caíndo do arame?, - dixera-me antes de ficar durmida a noite anterior.

- Seis? Sete? Mais?

- 17. - O primeiro aos seis anos, este, -sinalou a tíbia da perna direita-. A clavícula, 3 vezes. Se nom fosse equilibrista… Sempre sonhei com ser doutora. Traumatóloga. Sempre que rompia um ósso, crac, em Roma, em Croácia, na Índia, onde for, as pessoas que me atendiam vestidas com batas branquíssimas convertiam-se nas persoas mais importantes da minha vida... Delas dependia que voltasse a caminhar ou a escreber ou a ser eu mesma, -dixo levando a mao á cabeça-. Em fim, se tivesse outra vida gostaria de ser uma dessas persoas que arranjam os óssos rotos…

Ao mediodia vim como Estrela saudava no alto da andamiagem metálica a mais de vinte metros de altura, com um vestido vermelho, com as outras seis persoas da sua família que erguiam as maos cara ao céu. Juntos, vestidos de diferentes cores, era como se formassem um arco da velha.

Com os olhos entreabertos puidem ver como antes de dar o primeiro passo Estrela livrava dos lábios aquel poema: Eu nao sou uma estrela. Eu sou uma mulher. Adiante!

O arame sobre o que pissou apenas era visível debaixo do seu pé esquerdo. E quando chegou a néboa, de súbito, Estrela com o seu vestido vermelho semelhava caminhar de veras sobre o ar, no céu azul e branco. Olhei a gente que, abraiada, fitava cara arriba deixando entrar a néboa nas suas bocas abertas pola admiraçom.

E si, claro que o pensei, pensei, e se agora sopro? E se agora soprasse, pensei, poderei faze-la cair?... Poderá realmente umha persoa faze-la cair fazendo vento com a boca?

Olhei o público com medo de que a alguém, a um neno, por exemplo, se lhe ocorrese soprar.

Quando chegou ao outro lado do arame e recebeu os aplausos e bravos do público e olhou cara abaixo para saudar eu imaginei que me estava a buscar a mim entre a gente e por isso colhim o meu citroem e marchei longe.

Fugim.

Atravessando o país a 120, imaginei-na esperando por mim despois do espectáculo e achegando-se ao meu edifício e chamando ao timbre repetidamente e olhando cara arriba o balcom baleiro do décimo andar.

Nunca mais voltei a ve-la, fóra dos sonhos e dos pesadelos. Nos sonhos beijo-a delicadamente. Nos pesadelos Estrela sempre é umha manifestante vestida de vermelho que aparece de súbito no médio dumha carga e eu bato nela e, crac, rompo-lhe um ósso.






Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 23-04-2009 16:47
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De baixa
por ptnrdd

Abraços!
Comentários (25) - Categoria: Geral - Publicado o 21-03-2009 16:02
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Caramujos


Esta manhá fum com mamá e os avós apanhar caramujos e trouxemos umha bolsa cheínha para a casa e aló aínda quedavam um milhom de bolsas por recolher.

Avó e avoa iam ao xeitinho e colherom umha mao deles, e eu dei-lhe outros poucos, e dixerom-nos que lhes botaramos duas folhas de loureiro. É mui divertido comer caramujos porque necesitas umha agulha e tes que pincha-los, aínda que algum rompe e a carne queda dentro do caracol.

Pois estamos na cozinha e di mamá Ui, mira, estám cheos de chapapote! Nom se podem comer! E si, a água da pota tinha como aceite e os caramujos umha cousa negra e se achegavas o naris cheirava a gasolineira.

Dixo mamá Chama rápido aos avós e eu colhim o teléfono e Ola..., Ola, neninha, precisamente acabamos de comer os caramujos, que ricos, e vós já os comestes? Umm, dixem eu, nom, vamos deixa-los para manhá. E logo que querias? Pois nada, era por avisar de que já chegamos á casa e assi. E que tal estades? Pois mui bem. Pois eu tamém. Pois nada, alá, neninha, um biquinho. Pois... chau.

Um dia o avó barbeou-se e vinha com a barba mal afeitada. Mamá deu-se de conta de que tinha a coitela gastada e nom lhe cortava a barba e el nom se dava conta porque aínda que se mirasse no espelho já case nem se podia ver por culpa dos olhos.

Ai.
Comentários (10) - Categoria: Geral - Publicado o 16-03-2009 10:14
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Bicharada!


Genial.

Parabéns, Berrobambán! por abrir-lhes o caminho do coraçom das nenas e nenos a um escarabelho, umha formiga e umha aranha que nos aprenderom que as persoas, como os insectos, somos diferentes entre nós. Umhas comemos moscas, outras, cereixas e outras, bosta. E nom passa nada. E que trabalhando junt@s as cousas fam-se melhor. E que os idiomas no mundo dos insectos servem para fazer amig@s.

Um espectáculo mui, mui, mui divertido e recomendável para nenos e nenas... e gente maior egoísta e intolerante.
Comentários (7) - Categoria: Geral - Publicado o 15-03-2009 10:24
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Viva a Santa Companha!


Foi em Briom, hai uns anos, nas festas da Santa Mínia. O Mago Teto eligiu-me entre o público e pediu-me que o atara com um adival. Assi o fixem. Atei apertando e apertando e apesar da minha força e habilidade sem igual, o Mago Teto conseguiu-seliberar!

Teto, Galiza necesita escapistas como tu!

Viva A Mágia da Santa Companha!: "Somos o que somos, pero tamén somos o que fomos"

Viva o Mago Teto
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 14-03-2009 22:11
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O calcetim


Estimado Senhor/a Director/a da firma de calcetíns XXXX:

O passado 3 de março merquei nos almacéns de roupa deportiva XXXX um par de calcetins de ciclismo da sua marca do número 41, o meu número de pé.

Chamarom-me a atençom polo seu desenho moderno e essa cinta elástica azul por riba do nocelho, como a dalguns ciclistas professionais.

Já foi difícil vesti-los nos pés, e nom porque fossem pequenos senóm porque a parte elástica cinguia-se de mais ao talom e tivem que empuxar com força para entra-los bem até dentro.

Umha vez calçados estes calcetins de ciclismo resultarom asombrosamente cómodos, ajustando-se como nunca puidem imaginar que uns calcetins se podiam ajustar a uns pés.

Assi que saím dar um paseo na minha bice como um neno com calcetins novos. Por certo, a aerodinámica dos calcetins é espectacular. Parabéns.

O problema e motivo desta carta é que ao chegar de volta á casa e intentar tirar os calcetins fum incapaz de faze-lo. Foi impossível.

Os calcetins adheriram-se aos meus pés e nom havia forma de extrae-los.

Com a ajuda dum amigo ao que chamei por teléfono -entre outras cousas porque tem uns bons bíceps- conseguimos sacar o calcetim do pé direito.

Mas por muito que o intentamos, com todas as nossas forças, tivemos que desistir com o calcetin do outro pé. Tivem que me duchar com o pé por fóra da banheira e ao dia seguinte, por muito que insistim, voltei fracasar.

Bem é certo que cheguei a colher as tesoiras para acabar de vez com esta opresom que me cingue o pé. Mas pensei que romper o calcetim era, ademais de tirar os cartos, umha soluçom absurda. Ademais eu som mui túzaro e nom podo consentir que ningum calcetim me ganhe um pulso.

Já levo 10 dias com o calcetim no pé esquerdo. É mui cómodo, isso si, mas despois de tantas jornadas o calcetim em nada se parece a aquel calcetim branco e com olor a novo. Todo o contrário.

E já nom aguanto mais. Perdim a paciéncia. O calcetim nom me dá soltado e, como ás vezes quedo sem calcetins brancos limpos do pé direito, a gente pergunta-me porque levo os calcetins de diferente cor e eu tenho que inventar escusas absurdas.

Ademais, por causa do mal olor a minha vida social esta-se vendo seriamente afectada e nom quero entrar em detalhes.

Por todo isto dirijo-me a vostede, como máximo responsável da empresa desenhadora e fabricante do calcetim que invadiu o meu pé esquerdo, para comunicar-lhe que ou solucionam este grave problema ipso facto e me liberam do calcetim ou, se nom me deixam outra saída, estou disposto a denuncia-los por danos e perjuíços.

Atentamente, o seu cliente:

Séchu Sende

Santiago de Compostela,
Galiza


....


Cher Monsieur/Madamme le directeur de l’usine de chaussettes XXXX,

Le 3 octobre dernier j’ai acheté, dans les magasins de vêtements de sport XXXX de Santiago de Compostela, la Galice, une paire de chaussettes de cyclisme de la taille 41, ma taille. Leur dessin moderne a attiré mon attention, de même que cette rayure bleue et élastique au-dessus de la cheville comme emportent certains cyclistes professionnels.

Elles ont été difficiles à mettre, non pas parce qu’elles étaient trop petites mais parce que la partie élastique ne passai pas au niveau du talon et j’ai dû forcer pour les enfiler complètement. Une fois enfilées, ces chaussettes de cyclisme se sont avérées étonnamment confortables, épousant la forme des pieds comme jamais je n’aurais pu l’imaginer.

Je suis donc sorti faire un tour sur mon vélo comme un enfant avec des chaussettes neuves. D’autre part l’aérodynamisme de ces chaussettes est spectaculaire. Toutes mes félicitations.

Le problème et la raison de cette lettre, c’est qu’une fois rentré chez moi, il m’a été impossible d’enlever les chaussettes. Tout à fait impossible.

Les chaussettes me collaient aux pieds et il n’y avait pas moyen de les enlever. Avec l’aide d’un ami, auquel j’avais téléphoné parce qu’il a, entre autres, de bons biceps, nous avons réussi à enlever la chaussette du pied droit.

Mais nous avons eu beau essayer de toutes nos forces, d’enlever la chaussette de l’autre pied, impossible, nous avons dû y renoncer. J’ai dû me doucher, le pied en dehors de la baignoire, et le lendemain, j’ai eu beau insister, j’ai échoué à nouveau.

S’il est vrai que j’ai même pris les ciseaux pour en finir une fois pour toutes avec cette oppression de la chaussette sur mon pied. Puis j’ai pensé que casser la chaussette, en plus de jeter l’argent par les fenêtres, était une solution absurde. D’autre part je suis très têtu et je ne peux consentir de perdre face à une chaussette.

Ça fait 13 jours déjà que je porte cette chaussette au pied gauche. Elle est très confortable, c’est vrai, mais au bout d’autant de jours, la chaussette ne ressemble en rien à cette chaussette du premier jour : blanche et qui sentait le neuf. Sinon l’inverse.

Je n’en peux plus. Ma patience est épuisée. La chaussette ne me lâche pas et comme quelques fois, il ne me reste aucune chaussette blanche propre pour le pied droit, les gens me demandent pourquoi je porte deux chaussettes de couleur différente et je dois inventer des prétextes absurdes. D’autre part ma vie sociale se voit sérieusement touchée en raison des mauvaises odeurs, et je vous passe les détails.

C’est la raison pour laquelle, je m’adresse à vous – en tant que responsable maximum/directeur de l’entreprise dépositaire et fabricante/productrice du modèle de chaussette qui s’est rendu maître de mon pied – pour vous communiquer que ou bien vous résolvez ce grave problème ipso facto ou bien si vous ne me laissez aucune autre option, je suis près à vous dénoncer et à vous réclamer des dommages et intérêts.

Amicalement, votre client :


Séchu Sende

Santiago de Compostela,
Galiza
Comentários (5) - Categoria: Geral - Publicado o 12-03-2009 19:45
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O mundo ao revés
O xornal que merca meu pai todos os días dicía hoxe que un señor maior foi agredido por un mozo radical nunha manifestación. Había unha foto do señor cun ollo hinchado e as súas declaracións. Algo así como Colleume polo abrigo e caímos ao chan e deume un puntapé no ollo. Eu non pelexei, son un avó de sesenta anos.

Papá, cantos lectores ten este periódico cada día?, preguntei. Pois penso que uns 100.000.

Eu teño 16 anos e son unha tipa curiosa. Papá sempre di que por iso os ollos non me deixan de medrar desde que nacín. Podería dicir Son unha rapaza normal, se non fora porque cada día que pasa estou máis convencida de que ninguén é normal neste mundo. Prendín o PC, busquei un pouco e, vualá, alí estaba, un vídeo da manifestación gravado por un cámara dun xornal dixital que non coñecía. O vídeo tiña 325 visitas. 326.

Play! Comecei a ollar as imaxes e ao pouco recoñecín o señor maior, co seu abrigo. Podedes imaxinar a situación. Dun lado, un grupo de xente nunha manifestación, música do Himno da Alegría, e o señor maior, de verde, nervioso. Do outro lado, outro grupo de xente, mais nova. Son momentos de tensión. No medio, un cordón de policía antidisturbios, separándoos.

O señor maior berra Hijo de puta! Un rapaz novo bérralle Fascista!, provocador!, e outro mozo dille a un policía Ao señor non o identificades? É un provocador…

Daquela vese ben como a cámara segue o señor maior que, rapidamente, se cola entre a policía e se bota enriba dun rapaz, coas mans por diante. Acaban os dous polo chan. Os antidisturbios comezan a cargar, con violencia, a porrazo limpo, sobre os rapaces e rapazas novas. Doulle ao Pause coa boca aberta.

Ups, pensei, pois o xornal ten 100.000 lectores e o vídeo, 325 visitas. No xornal o señor maior aparece como unha vítima e nas imaxes como o agresor. Puff. E digo eu, penso, vai ser difícil convencer a esas 100.000 persoas de que o xornal non di precisamente a verdade. Aínda que supoño que hai que intentalo…

Papá, viches esta noticia? Ahá. Pois non di precisamente a verdade… E ti de onde sacas esas ideas? Mírao ti mesmo, vese aquí, neste vídeo. Ahá, ben, xa o mirarei despois, agora voume traballar. Por certo, nena, ollo, estas cousas son moi serias, ten coidado, que non te manipulen, que a vida é máis complicada do que parece.

E isto foi o que aprendín hoxe sobre a verdade, a mentira, o conflito interxeracional e unhas 100.000 persoas que viven cun pé no mundo ao revés.

Por certo, agora quedei intrigada, mañá teño que ver cal era o motivo da manifestación. Como era iso da árbore e o bosque?


Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 12-03-2009 19:14
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AID, em galego para o mundo!


Aid, Ai non!, no Festival Heineken Greenspace 2008, Valéncia, no que, entre mais de 1.300 trabalhos, resultou ganhadora.

Com xeito.

Upa!
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 08-03-2009 19:26
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"Busco amante galego-falante". A campanha


Quando Desoños se dirigiu a mim para colaborar no desenho dumha campanha que tinha como um dos objectivos dar a conhecer a Área de Normalizaçom Lingüística de Universidade de Vigo considerei que...

1. O objectivo devia ser a participaçom da comunidade universitária -a mim interessava-me especialmente a gente nova- na reflexiom e na acçom sociolingüística.

2. Podia ser interessante abordar o conflito lingüístico desde umha situaçom provocativa, mesmo humorística, oferecendo umha comunicaçom atractiva, próxima, interactiva, e que suscitasse o grao suficiente de sorpresa como para deter-se e reflexionar um minuto sobre o nosso idioma, e animar a responder. o diálogo.

3. Tinha que estar relacionada com a situaçom actual da língua e as suas fortalezas e debilidades, nom despegar-se da realidade senom formar parte dela. Por isso a forma de apressentar o texto foi fazendo-o passar como real, de verdade, de veras.



"Busco amante galego-falante" tem como protagonista umha persoa estrangeira que acaba de chegar a Galiza e quere aprender a nossa língua "de forma aberta, comunicativa, sem prejuíços".

Mas por que umha persoa estrageira como protagonista?

Na nossa experiéncia com gente que chegou de fóra -Asturies, Itália, Romania, Argentina, Marrocos, República Checa...- puidemos comprobar que as que se botarom a falar galego ao pouco de chegarem aqui fixerom-no porque, entre outras raçons, virom-no algo necessário.

A língua -apesar da sua situaçom minorizada e desvalorizada por umha parte da povoaçom- favorece o proceso de adaptaçom social, é um factor de melhora das relaçons sociais, realmente imprescindível se queremos viver sem déficits de comunicaçom e interacçom social nesta terra e este tempo.

Conhecemos muitas persoas que vivem na Galiza e que som inadaptad@s sociais por raçom de língua. Os casos mais extremos som aqueles que entendem a língua galega como umha língua prescindível, inútil ou innecesária, no ensino, na administraçom, ou, em geral, nas relaçons sociais.

Mas tamém conhecemos gente que chega de fóra de Galiza que aprende a língua e se bota a fala-la com menos prejuíços que persoas que levam aqui toda a vida.

O feito de que umha persoa que acaba de chegar sinta a necesidade de aprender a nossa língua deveria dar que pensar a muita gente que nom a valora como umha língua útil e necessária e imprescindível na nossa sociedade.

A relaçom que procura esta persoa estrangeira que protagoniza a campanha "Busco amante galego-falante" é umha relaçom persoal porque quere aprender a falar a nossa língua desde esse ámbito. A orelha e a língua d@ amante. As persoas vivemos em sociedade e as línguas som construçons sociais que se enriquecem mediante todo tipo de relaçons: sentimentais, laborais, económicas, culturais, administrativas, sexuais...



Hai gente que identifica a língua galega quase em exclusiva com o ámbito do sentimentalismo: É umha língua agarimosa, que hai que incentivar com carinho. As línguas hai que ama-las..., dim. Muita gente identificou durante muito tempo a língua a galega com a poesia, e mais aínda com a poesia sentimental: o galego é umha língua mui poética, é tam doce..., dim. O Franquismo foi um experto em sentimentalizar até a nhonheria a nossa língua.

Mas estas actitudes respondem a um prejuíço agresivo contra a língua galega porque nom podemos restringir funcionalmente o nosso idioma ao ámbito da sentimentalidade, e qualquer idioma deve desenvolver-se nom só como língua de "amor" senom tamém como língua de economia, de comunicaçom social, das matemáticas, da música punk ou dos tíquets de compra dum supermercado.

Durante anos e anos atopei nos asentos dos autobuses que me levavam ao colégio coraçons de amor pintados com rotulador. Dentro dos coraçons de amor lia-se Maria y Tomás, Lucas y Vanessa. A gente que escrebia esses coraçons de amor falava galego mas para eles o "normal", o que a sociedade imponhia como norma, era tratar dos asuntos do coraçom na língua de prestígio, o Y espanhol.

É curioso. E triste.



O objectivo da campanha "Busco amante galego-falante" era intentar trascender a dimensiom publicitária convencional, muitas vezes recibida com pasividade por parte das persoas receptoras, e transgredir umha convención social aceptada com normalidade por umha parte da cidadania: ás persoas estrangeiras fala-se-lhes em espanhol.

Resulta curioso situar-se diante desse tópico da sociologia de que ás vezes é a gente de fora quem valora mais que algumhas de nós a nossa própria riqueza: natureza, cultura, língua...

Hai dez anos em Ribeira conhecim umha rapaza italiana que chegara á Galiza havia 3 meses. Seu pai era submarinista, tinha os olhos grises, nacera ao pé do Vesúbio. Vinha a um curso de iniciaçom de língua porque queria aprender a nossa língua. Mercou livros, um dicionário, gostava descobrendo a nossa a literatura, a nossa música, a nós, e acabou escrebendo galego com umha facilidade sorprendente, em pouco mais de dous meses!

Mas falando quase nom dava palavra. Ela queria aprender a falar galego e a gente, @s vizinh@s, galego-falantes habituais, quando a atendiam no súper ou na panadaria, em quanto percebiam que era "de fóra" passavam a falar castelhano.

Umha anécdota mais: recordas, Miro, aquela profe de portugués que che dixo que o melhor lugar para aprender umha língua era a cama?

Em fim, espero com impaciéncia o resultado do concurso "Busco amante galego-falante". De seguro que entre os audios, os textos e os vídeos atopamos novas formas de olhar e comprender o conflito lingúístico.

...


Animamos desde aqui ao alunado, professorado e persoal nom docente da Universidade de Vigo, e campus de Ourense e Pontevedra, a participar de forma criativa neste proceso que desde o primeiro dia resultou e está a resulta mui participativo.


Ligaçons:


A noticia da apariçom dos anúncios na universidade de Vigo

A notícia da apariciom dos anúncios em vieiros e em chuza

A notícia da rolda de prensa explicando a campanha em galicia-hoxe


Xa se deu a coñecer o/a amante galego-falante

A PÁGINA DE CONTACTO


Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 06-03-2009 17:49
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Activistas no C@urel


1. Março 2009



2. Janeiro 2009




3. 2007
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 04-03-2009 07:31
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Foi-se Avelino Abuín de Tembra


¿Por que hai que insistir tanto no concepto "lingua de Galicia"? Porque aínda hai quen considera, a estas alturas autonómicas, que a lingua de Galicia tamén o é o castelán. Séntense cómodos e oufanos con esa pírrica victoria. Unha falacia. O castelán é lingua cooficial por razóns constitucionais, estatutarias, políticas, pacificadoras, contemporizadoras, indulxentes e transixentes. Por debilidade, tal vez, da Comisión dos 16.

Debe afirmarse que a única lingua de Galicia é a lingua galega. A lingua galega é a lingua natural, orixinaria, indíxena, nativa e oriúnda de Galicia. A lingua galega é a lingua aborixe, autóctona, vernácula e auroral de Galicia. A lingua galega é a lingua esencial, fundamental, primordial, inherente, substancial e básica de Galicia. Tanto e tanto, que sen ela Galicia desaparecería do mundo.

Deixaría mesmo de existir. De nada serviría que os galegos falasen castelán, ou francés, ou inglés. Eses idiomas son estranxeiros. Non nos confiren carácter nin condición humana, cuño e sinal, carimbo e xenio, personalidade e temperamento. Tanto máis cando son instrumentos necesarios de colonización. Especialmente o castelán.

Ventos ábregos
, Galicia-Hoxe, 2007

Em Laínho, 1931-2009

...

Sempre comigo.
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 03-03-2009 19:52
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Moa


Pedro e Pile vivem na aldeia de Horreos, na Volta Grande do Courel. Poderia dicer-se que em Horreos só vivem Pedro e Pile se nom fosse porque com eles estam Aira, umha cadela ovelheira, e Moa, a mastim, e Chewaka, Choko, Brinco, Barriga Negra, Xuguete, Cabrelha, Nutela, Copito, Nuve ou Media Asta e vinte e cinco cabras mais e mais quince ovelhas e sete galinhas e mais um gato, todos com o seu nome, ao que sabem responder.

Moa é umha cadela de veras única no mundo. De muitos caos di-se que entendem quase como persoas. Que atendem a umha dúcia ou mais de palavras com inteligéncia e reconhece-se pola sua forma de olhar que percebem ás vezes mais do que pensamos quando escoitam umha conversa.

Si, a gente sabe que o cao é um animal que lhe tem muito respeito ás palavras.

Moa conseguiu desenvolver umha habilidade fora do comum. Moa conhece os lugares polo nome. Hai caes que quando escoitam Vai á casa ou Entra no alpendre sabem de que sitios se está a falar. Pois por causa do seu trabalho de pastoreo na montanha, de sol a sol, de inverno a inverno, a cadela Moa aprendeu a conhecer os nomes dos lugares da Volta Grande do Courel. Moa conhece polo seu nome os prados, outeiros, revoltas e soutos polos que acompanha as cabras e as ovelhas a diário.

Se Pedro lhe di Moa, ao Prado dos Maragatos, Moa conduce o gado polo caminho que sobe e baixa e volta a subir e a baixar e logo vira e revira e chega e aló bota a pacer as cabras e as ovelhas, justo no Padro dos Maragatos.

E se Pile lhe di Moa, vai ao Souto do Lobo, ou ao Prado das Troitas ou á Pena de Tumbalacazám ou á Revolta dos Guerrilheiros, a Moa sabe onde ir.

Nom é só que Moa conheça os lugares, nom, o extraordinario é que Moa conhece as palavras que lhe dam nome á terra e conhece os caminhos que levam dum lugar a outro, no mapa da montanha dentro da sua cabeça, os sons que pronúncia a língua humana.

E Moa sabe onde começa a Horta das Abelhas e onde acaba o Souto dos Arandos, onde, a Campa de Arriba e onde, o Prado das Estrelas, e parece saber que cada pedaço de terra, como cada persoa, como cada ovelha, é único e se distingue do resto, entre outras cousas, porque tem um nome próprio e importante, como o seu, Moa.

Mas história nom acaba aqui, aínda temos noventa e tres palavras por diante até o ponto final. Porque Pile está de seis meses e de caminho vem umha nena que tem o nome de Tegra. E como Moa é umha cadela sensível seguro que se leva bem com a nena.

Imagino como vai ser. A Tegra com oito anos perguntando-lhe á cadela polos nomes dos lugares que lhes escoita a seus pais e aínda nom conhece. Moa, leva-me ao Prado das Estrelas, ao Prado das Estrelas. Venha, Moa...

E imagino-as polos caminhos da montanha adiante, abrindo o paso a cadela.

E Tegra será a única nena do mundo que aprenda geografia seguindo os pasos dum cao.

Comentários (8) - Categoria: Geral - Publicado o 26-02-2009 12:33
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Busco amante galego-falante!


Curiosidade sociolingüística.

Anúncios na Universidade de Vigo:


BUSCO AMANTE GALEGO-FALANTE

Acabo de chegar do estranxeiro e quero aprender galego.

Busco unha relación comunicativa, libre, sen prexuízos.


A notícia n´A Nosa Terra e em Vieiros...
Comentários (3) - Categoria: Geral - Publicado o 25-02-2009 14:46
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Nace un Planeta na Galiza...




... de Equipos de Normalización e Dinamización Lingüística.


Planeta Aqui

Mais info no Caderno da Lingua

"Con este planeta de ENDL pretendemos visibilizar o labor dos equipos a nivel social e apostar pola comunicación por medio da rede porque hai que (e)levar a tensión lingüística, en termos construtivos, á sociedade."

Energia e força no caminho!
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 24-02-2009 23:45
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O Merdeiro de Vigo


"O merdeiro é un personaxe do entroido vigués de caracter popular que remitiu nos anos 20 do século XX por medio de ordenanzas municipais que sen mentalos atacaban a súa figura.

Vestirse no entroido de merdeiro era un costume típico entre os mariñeiros da ribeira viguesa. O seu obxectivo era incordiar á xente na época do entroido, restregando indiscriminadamente ás súas vítimas con restos de peixes apodrecidos. O motivo da creación desta figura foi a xenreira existente entre mariñeiros e labregos."

da galipedia.



O desenho da careta é de Pánchez, investigador das máscaras da Europa.

A investigaçom, de Gerardo Fernández Santomé.

A acçom cultural, do Centro Social Revolta

Mais aqui
Comentários (4) - Categoria: Geral - Publicado o 22-02-2009 12:03
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Castanha eleitoral


Desde o C@urel, cousa curiosa:

A castanha entra em campanha eleitoral!

Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 20-02-2009 17:55
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Galiza nom se Vende


Governe quem governe.

Pois!

Umha pantasma percorre Galiza..., o Ridiculismo
...

Aqui, mais info
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 16-02-2009 00:51
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Rocio C. Romeo: "Isto é umha revoluçom"


A professora Rocio C. Romeo naceu na Barqueira (A Corunha)-1972- e os seus estudos sobre a educaçom e a estimulaçom infantil venhem de dar como resultado um método revolucionário, popularmente conhecido com "Limpa-te, nen@".

Made in Galiza - Pode ponher-nos em antecedentes?

Professora Rocio C. Romeo - Diversos estudos sobre o desenvolvemento psico-motriz tenhem analisado profundamente os processos de evoluçom do bebé humano, mesmo já na vida intra-uterina.

Essa evoluçom é um caminho cara á autonomia persoal, a independéncia, vaia. O neno ou a nena adquire pouco a pouco destrezas numha sucesom de logros continuados, desde o control das cordas vogais até o equilíbrio sobre as extremidades inferiores.

As nais e os pais acompanham com admiraçom e sorpresa, mas tamém estimulando e motivando cada cámbio nese caminho...

- E é nesse processo onde tem lugar a sua experiéncia?

- Ahá. Nesse caminho podem-se acadar logros inusitados no desenvolvemento, como o que demos em chamar Método de Autolimpeza Infantil.

- Em que consiste?

- Durante séculos os pais e nais vivirom o crecemento das crianças como umha sucesom de pasos adiante que, entre outras, passa pola tortuosa etapa do control dos esfíncteres.

Entre os dous e os tres anos, nalguns casos um pouco mais tarde, dependendo da madurez da criança em questiom, as nenas e os nenos abrem um processo de descoberta, conhecemento e relaçom persoal com os próprios excrementos.

- Ahá... E os cueiros...?

- Segundo um estudo da Universidade de Michigam, mudar os cueiros é a tarefa mais denostada por pais e nais. Nós preguntamo-nos... Como pode ser que na história da evoluçom nom dirigisemos a nossa capacidade criativa de cara a mitigar este importante trastorno...?

- E aí entra o seu Método...

- Ahá. O Método de Autolimpeza Infantil levado da teoria á practica com um éxito cientificamente comprobado, -este estudo tem o aval da Universidade de Santiago de Compostela...- tem como objectivo que -despois dum trabalho de educaçom psico-motriz, estimulaçom muscular e motivaçom condutual- o bebé consiga cambiar-se os cueiros a si mesmo.

- É isso realmente possível? De veras? Algo assi como um "Limpa-te, nen@?

- Si, claro, comprobamos que no caminho cara á autonomia..., ou independéncia, melhor, do neno ou a nena, a partir dos 13 meses, e como resultado do nosso programa, o bebé pode chegar a, em primeiro lugar, retirar o cueiro sujo, despois, limpar-se, mais ou menos exhaustivamente, e, logo, claro, pór um cueiro limpo.

Poderam ve-lo proximamente, na presentaçom mundial, com vídeo, em Estocolmo... Ademais de desconcertante é simpatiquissimo!

- Vaia.. E que supóm isto?

- Nós pensamos que isto introduce um cámbio de paradigma, um giro copernicano na história da educaçom infantil... Sem dúbida haverá um antes e um despois do Método de Autolimpeza Infantil ...

- Porque, claro, pensam que vai ser bem recibido nesta sociedade...

- Claro, claro, a descuberta supom um logro para o bebé, mas sobre todo para a nai e o pai. Já sabemos que na sociedade actual o tempo é ouro, e já nom podemos perder minutos e minutos cambiando cueiros. Sabe quantos cueiros gasta umha criatura? Puff!.

Estamos a falar dum importante aforro energético, ademais de solucionar muitos problemas com pais e nais aos que lhes repugnam os excrementos das suas crianças. Muita gente vai-no agradecer... isto é umha verdadeira revoluçom.

Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado o 14-02-2009 11:28
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Primeiro disco de AID!


Flooooooooooooooooooww!

Jugando, aqui podes escoitar Non importa e Ai non

Da poesia ao rap

Aí vai Aid!







Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado o 13-02-2009 20:04
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