Gosto de ir á recta de X. É um lugar tranquilo, mui mui tranquilo. É umha recta dum quilómetro mais ou menos ali no alto de X, antes de chegar a X.
Umha vez ou duas ao ano eu digo na casa: Vou á recta dos coelhos. E colho o coche e o cesto e umhas luvas e alá vou.
Adoito chegar aló na madrugada, bem tarde, a partir da umha ou as duas.
As noites mais escuras som as melhores.
Colho, paro o coche ao princípio da recta, nom fai falha apagar o motor, e aguardo fumando um cigarro.
Com a última calada, ras, cinco, dez, vinte, sesenta por hora… E os coelhos começan a aparecer como tolos diante das luzes.
É toda umha técnica, que fum conseguindo ano tras ano, a de saber destelhar com as luzes, saber cambiar das curtas ás longas, pim, pam, pim, pam, para que, num momento dado, o coelho quede cego e paralisado polo fogonazo dos faros.
Os olhos do coelho relampam com toda a luz dentro e a noite fóra e plas!, esse ruidinho amortiguado contra o morro do coche.
Aparco, apago o motor, ponho as luvas, apanho a lanterna e ponho-me a buscar o coelho. Para o cesto!
Ás vezes aparece aginha, no asfalto, ou na beira. Outras tarda em aparecer, num prado, ou entre as giestas.
Hai coelhos que nunca aparecem. Um mistério.
Volto ao coche e conduzo até a outra ponta da recta. Prendo num cigarro e aguardo escoitando a rádio. E com a última calada, outra volta.
Luzes e acçom!
Tenho apanhado bem de coellos nessa recta, uuuii!. Umha noite cheguei aos catorce!
Parece mentira, animalinhos, como quedam paralisados com os olhinhos brilhando para ti.
Se me paro a pensa-lo..., um pouco bruto si que som.
Fum á manifestaçom
para receber a minha justa dose de malos tratos
cantando vamos liberar as nossas frustraçons
se nom o fazemos, estouparemos como um fusíbel de cincuenta ampérios
Mais nom sempre podes conseguir o que queres
nom sempre podes conseguir o que queres
nom sempre podes conseguir o que queres aínda que se o intentas algumhas vezes
poderias atopa-lo
e conseguir o que necessitas
Mesa: "Presenza e invisibilidade das/os escritoras/es na sociedade actual".
"A literatura. Internet e novas tecnoloxías".
"Literatura, sociedade, nación"
Recital: A mantedora foi Antía Otero e os artistas Estíbaliz Espinosa, María Lado + Lucía Aldao, García (Dios Ke Te Crew), Enma Couceiro, Celso Sanmartín e O Leo
Dürer pintou o primeiro rinoceronte
que chegou a Europa,
a Portugal, no século XVI.
Dürer pintou na Alemanha
um rinoceronte que nunca viu diante,
que só puido imaginar
a partir dumha carta
com umha descriçom de quatro linhas
que enviarom desde Lisboa.
Nom vaiades pensar
que antes de Dürer
os rinocerontes tinham esse corno
por riba do nariz.
Nanai.
Dürer desenhou-lhe um corno
ao rinoceronte
porque tinha muita imaginaçom
e o gravado quedou tam bem
que desde aquela todos os rinocerontes
som como os pintou Dürer,
com um corno aí
no méio da cabeça.
Investigadores galegos estudam um novo jacimento de fóseis achado nas montanhas do sul de Lugo
Segundo redigia Francisco Albo, redactor de La Voz de Galicia em Monforte, um equipo científico da Universidade da Corunha investigou umha grande cantidade de fóseis marinhos atopados na serra do C@urel que, “ajudarám a reconstruír a história geológica desta parte da Península".
O jacimento foi achado no mesmo lugar onde um grupo de científicos de Madrid localizou hai anos umha série de fóseis do período Silúrico.
Os que forom estudados em 2002 pertencem ao período Devónico, umha época geológica posterior, porém mui primitiva.
Os fóseis localizados polos investigadores da Universidade da Corunha atoparom-se nos arredores do grande pregamento tectónico de Campodola, nos límites dos municípios de Quiroga e Folgoso do C@urel -mui pertinho, justo ao lado, das obras da nova estrada entre Quiroga e Folgoso- e som do período Devónico -iniciado hai 400 milhons de anos.
Os restos pertencem a animais marinhos, pois quando quedaron sepultados, o território da Galiza aínda estava afundido no oceano e as terras que com o tempo acabaríam por converterem-se nas montanhas do C@urel formavam parte do fondo dumha gran ria ou fiordo.
Segundo explicava Javier Sanz, os restos destes animais aparecerom en grandes quantidades e todo fai pensar que forom acumulados polas tempestades marinhas.
A fauna do Devónico achada em Campodola estava formada por peixes, trilobites -crustáceos primitivos-, braquiópodos -invertebrados provistos de cuncha-, corais e briozoos ou moluscos diminutos.
Todos estes fóseis eram restos e fragmentos de tamanho minúsculo que só podem identificar-se com o auxílio dum microscópio ou um escáner de barrido.
Como seguimos lendo no artigo de La Voz de Galicia, a estudante Carmen Expósito realizou a sua tese de licenciatura sobre esta descuberta, dirigida polos professores José Román Montesinos e Javier Sanz, do departamento de Ciéncias da Navegaçom e da Terra da Faculdade de Ciéncias da Educaçom da Corunha.
O artigo, de junho de 2002 asegura que o material recolhido na serra do Courel continua sendo estudado. Segundo Javier Sanz, na zona onde foron achados estes restos aínda queda muito por investigar.
....
Evidentemente, umha zona com a riqueza científica e cultural do C@urel, mais alá das suas potencialidades para O desenvolvemento dumha economia sustentável diversificada, exige, -e mais quando se está comprobando o fracasado caminho sem saída do sector da lousa, baseado na destruçom irreversíbel do meio- umha aposta pola inversom em projectos sustentáveis de investigaçom e desenvolvemento em todos os campos.
Todas e cada umha delas
edificarom de vagar.
a nossa forma de ser.
Porque as palavras nom nos obecedem.
Todo o contrário.
As palavras som a espécie
mais inteligente do planeta.
E nós obedecemo-las, indiscutibelmente.
As palavras som a espécie superior por exceléncia.
2.
Desde um ponto de vista biológico
as palavras
levam relativamente
pouco tempo sobre a Terra.
Desde que colonizarom
os primeiros seres humanos
até hoje só passarom
uns milheiros de anos
e porém
hoje som a espécie mais numerosa
e invulnerábel.
Vai ser difícil liberar-se delas,
estám em todas partes
e reproducem-se dentro do nosso cráneo.
Cada dia duplicam o seu número
e aumenta o seu poder incesante,
e nós sem dar-nos conta
de que somos os seus servos,
territórios ocupados,
fontes de energia,
e as alimentamos
para que se reproduzam
infinitamente.
3.
As palavras
primeiro conseguirom moldear na nossa gorja
as nossas cordas vogais,
convertendo em voz os sons
do nosso espazo interior,
e despois lograrom reproducir-se
através dos nossos dedos
quando inventarom a escritura
-com consecuéncias dramáticas
para a memória humana-
nesse momento em que se di que começa
a história.
Com a invençom da imprenta em China,
em 1048,
na Europa em 1448 por Gutemberg,
puxemos a nossa tecnologia ao serviço
da sua reproduçom em masa.
E despois o teléfono, a rádio, a TV,
satélites, internet e todos os mecanismos
que nos oprimem hoje
sem dar-nos conta
de que a história do ser humano
obedece servilmente os intereses das palavras.
4.
É necessário pois estirpar,
extraer as palavras do nosso corpo,
erradica-las do planeta.
É a única maneira
de salvar-nos como espécie.
Vaciar-nos de palavras
e voltar a ser os animais
livres que sempre fomos
antes de que as palavras
decidiram fazer-nos crer
que nós as creamos a elas
quando, sem dúbida,
foi justo ao contrário
e elas nos eligirom a nós
pola nossa debilidade
entre outros animais,
o rinoceronte ou o lagarto,
por exemplo.
É necesário liberar-nos das palavras
antes de que seja demasiado tarde.
Se abres um livro
si, pode que nom gostes del.
Fecha-o!
E abre outro
e segue buscando.
Confia.
Como as mulheres
e os homes,
nom todos os livros som iguais.
Se abres um livro de poesia
coidado,
pode que nunca voltes ser @ mesm@.
Melhor.
Se abres um livro de pintura
pode que as formas dos teus sonhos cámbiem.
Se abres um livro de fotografia
talvez aprendas a deter o tempo.
Se abres um livro de história
vai ser mais difícil que te enganem os tipos de gravata
que saem pola tv.
Se abres um livro de viages
poderás marchar a...
Se abres um livro sobre política
ao melhor descobres por que papá nom tinha raçom
aquel dia.
Se abres um livro de filosofia...
uf, se abres um livro de filosofia...
pois como se abres umha coca-cola
e te pos a pensar
qué fago eu com umha Coca-Cola na mao.
Se abres um livro sobre a natureza
talvez atopes um ouriço cacho
a viver ai dentro, no teu peito.
Se abres um livro de aventuras
pode que o teu corpo gere adrenalina,
se che dilatem as pupilas,
aumente o teu ritmo cardiaco,
o teu cerebro produza dopamina
e chegue a criar adicçom:
daquela estás perdid@.
Se abres um livro pode que aparezas tu.
Precisamente tu,
a gente que conheces
e a que aínda nom conheces.
Com ocasiom do Día de la Raza, a plataforma cidadá Sei o que nos figestes... nos últimos 525 anos organiza umha grande Fiesta Españhola no Centro Social O Pichel