Joao da Nova


Todo o referente o Navegante João da Nova
O navegante João da Nova (orixinalmente Joan de Nóvoa) nacido en Maceda-Ourense mostrase como un galego universal, o máis relevante do seculo XVI.

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PRIMEIRA OFICINA DE CORREOS
Accommodation-in-Mossel-Bay-The-Point-SunsetPRIMEIRA OFICINA DE CORREOS NO SUR DE ÁFRICA FUNDADA POR JOÃO DA NOVA (1)

Na web www.roc-taiwan.org, da Oficina económica e cultural de Taipei (capital de Taiwan) en Chile, atopamos unha interesante entrada na que amenta a João da Nova, o navegante galego -orixinario de Maceda- que “fundou a primiera oficina de correos” do que logo sería Sudáfrica, aínda que dun xeito pouco convencional. Eis a achega:
Joanesburgo, Sudáfrica, agosto 19 (CNA). Un árbol de la especie milkwood (madera de leche) en Mossel Bay, una ciudad portuaria sita en el Cabo Occidental de Sudáfrica, ha sido famoso como una estafeta de correos desde que Pedro de Ataide, el capitán de un barco portugués, dejó una carta para su familia a la sombra de ese árbol en el año 1500. En su mensaje dejado en el sobre de su carta, de Ataide pidió a cualquier marinero transeúnte que estaba a punto de volver a Portugal entregar la carta a su familia. El capitán dijo en su misiva que tres barcos mercantes de la flota a la que pertenecía su barco se hundieron al ser golpeados por una súper tormenta en el Océano Atlántico.
En 1501, la referida carta fue encontrada por João da Nova, comandante de la tercera flota de las Indias Orientales en ruta hacia la India, y entregada a su destinatario. De esta manera, "la primera oficina de correos en Sudáfrica fue fundada", dijo un portavoz del Museo Martholomeu Dias acerca de la pieza central del complejo de museos. Según el portavoz de dicho museo, el árbol ha sido declarado como un monumento nacional y, en general se conoce como "Árbol del Correo". Con un buzón en en la forma de una bota, el árbol sigue siendo un lugar en donde la gente puede enviar cartas o tarjetas postales. Todo el correo del mencionado buzón recibe una franca especial para conmemorar el hecho de que el árbol milkwood se convirtió en la primera oficina de correos de Sudáfrica, dijo el portavoz.
La Oficina de Correos formal de Sudáfrica (SAPO, siglas en inglés) no se abrió en Ciudad del Cabo hasta 1792, cuando se utilizaron los caballos de agricultores para entregar el correo. En 1994, Sudáfrica abolió el apartheid y fue readmitida a la Unión Postal Universal. Desde ese entonces, los servicios de entrega de correo deben estar disponibles para todas las personas en el país. Según los datos de la SAPO para el año 2015, la institución emplea a cerca de 23.820 personas, contando con un total de 2.486 sucursales en todo Sudáfrica. Ese mismo año, la SAPO generó ingresos por un total de 5 mil millones de rand sudafricano (US$371 millones), el 65 por ciento de los cuales eran de los ingresos provenientes de los servicios tradicionales de entrega de correo.
Categoría: 01-Biografia - Publicado o 15-02-2017 23:29
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A ILLA SANTA HELENA (4)
A Illa Santa HelenaNa bitácora “VIAJANDO NO TEMPO... e no espaço”, con data 31/03/2014, penduraron unha achega abondo salientábel sobre Joao da Nova e o seu vencello coa illa Santa Helena. Titulárona “A ilha onde Napoleao viveu os seus últimos días”. Eis a nova (fonte: www.viajandonotempo.blogs.sapo.pt):

“Há mais de 500 anos, mais concretamente no dia 5 de Março de 1501, D. Manuel I enviava para a Índia a 3.ª esquadra portuguesa, no curto período de 5 anos. A primeira foi a da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia capitaneada por Vasco da Gama, a segunda foi a que teve ao comando Pedro Álvares Cabral, que faria a importante descoberta oficial do Brasil e a terceira, a que mais importa tratar agora, levava ao comando o fidalgo galego-português João da Nova, ao serviço de Portugal há vários anos, tendo chegado a exercer mesmo o cargo de Alcaide de Lisboa.
Esta terceira armada que D. Manuel enviava para a Índia era composta de três naus e de uma caravela. Era enviada em reforço da armada de Pedro Álvares Cabral, pois nessa data o rei português não tinha ainda qualquer informação do que havia sucedido no continente asiático aos seus barcos comandados por Pedro Álvares Cabral. Nesta viagem para a Índia, João da Nova levava a recomendação real de parar na nova Terra de “Vera Cruz”, o que fez, navegando para Ocidente, como fizera Pedro Álvares Cabral um ano antes. Na sua navegação para a Índia, no Atlântico Sul, descobriu João da Nova as actuais ilhas de Santa Helena e de Ascensão que hoje pertencem à coroa britânica.
Foi na ilha de Santa Helena, que os portugueses nunca colonizaram, que haveria de viver os seus últimos dias, Napoleão Bonaparte. Depois de definitivamente derrotado na Batalha de Waterloo, em Junho de 1815, foi exilado pelos britânicos na Ilha de Santa Helena, onde acabaria por falecer, seis anos depois, mais concretamente, no dia 5 de Maio de 1821. Os portugueses nunca colonizaram esta ilha, mas paravam lá nas viagens entre Lisboa e Goa, e vice-versa, para se abastecerem, já que a ilha era bastante fértil e tinha água potável. Por isso, fizeram dela um “viveiro” de animais, como por exemplo de cabras que lá deixaram e depois se multiplicaram, contribuindo para o reforço alimentar dos barcos que aí se abasteciam.
Houve, no entanto, um português que, no século XVI, viveu isolado nesta ilha mais de 30 anos. Trata-se do militar português, nascido na baixa nobreza, Fernão Lopes que acompanhou Afonso de Albuquerque nas suas primeiras conquistas na Índia. Tendo ficado a comandar uma guarnição militar no Oriente, acabou por se deixar convencer pelo “inimigo”. Mais tarde, foi torturado pelos homens de Afonso de Albuquerque e tendo sofrido cortes de membros e tais deformações que lhe retiraram a coragem de regressar a Portugal, optando por viver isolado nesta ilha, pelo que foi o seu primeiro habitante humano. Apenas por um curto período veio a Portugal e Roma, querendo de novo voltar para a Ilha de Santa Helena, onde faleceu.
Mas, voltando à viagem de João da Nova, ele chegou, como previsto, à Índia, onde fundou a nova feitoria – Cananor, cujo primeiro Alcaide foi Lourenço de Brito e onde os portugueses construiriam a Fortaleza de Santo Ângelo de Cananor. A chegada da armada de João da Nova foi motivo de grande alegria para os portugueses que Álvares Cabral lá deixara na viagem anterior, porque nunca supunham que D. Manuel enviasse nova armada antes de chegar a Lisboa, Pedro Álvares Cabral.
João da Nova tentou entrar em Calecute, mas o Samorim barrou-lhe a entrada com uma frota muito mais numerosa. Pois, João da Nova brilhou com a nova táctica militar usada: pela primeira vez dispôs as suas quatro embarcações em coluna e delas disparou certeira e eficazmente sobre os barcos inimigos que foram derrotados, causando um misto de surpresa e de terror nos inimigos. Dizem as crónicas que a cada descarga da sua artilharia se afundavam um ou dois navios do Samorim. Esta nova táctica da guerra naval que permitiu a quatro navios vencer um adversário muito mais poderoso ficou na “berra” tendo sido utilizada nos confrontos belicistas no mar até à 2.ª Guerra Mundial.
Carregado de fama e de pimenta, e bem assim de outras especiarias orientais, João da Nova regressou a Portugal, donde empreendeu novas viagens à Índia. Em 1505, acompanhou o primeiro Vice-Rei da Índia, D. Francisco de Almeida; e em 1506 integrou a esquadra de Afonso de Albuquerque e de Tristão da Cunha, como capitão da nau Frol de la Mar. Envolvera-se em querelas com Afonso de Albuquerque que o prendeu, mas acabou por o perdoar, devido à sua valentia militar. Adoeceu gravemente, vindo a falecer em Cochim, no ano de 1509.
viajandonotempo
Categoría: 02-Lugares - Publicado o 11-02-2017 00:53
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AEROPORTO DE SANTA HELENA (3)
Aeroporto Santa HelenaNa salientábel publicación lusófona Globo / Turismo e viagems, con data do 14/05/2015, podemos ler titular e entradiña: “Ilha onde Napoleão morreu exiliado ganhará aeroporto e espera turistas. Com penhascos e pequeña capital, Santa Helena só é acessível de barco. Isolada, a ilha era local para onde Inglaterra enviava inimigos para morrer” (fonte:www.g1.globo.com).

A minúscula Santa Helena é famosa principalmente -por ser descoberta por João da Nova en 1502- e por ser o lugar onde o emperador francês Napoleão morreu no exílio. Mas agora o destino da ilha deve mudar com a abertura do seu primeiro aeroporto, no próximo ano o que, espera-se, atrairá turistas. Cheia de penhascos vulcânicos com altura de 800 metros acima do nível do mar, a ilha do Atlântico Sul mede apenas 122 quilômetros quadrados – menos do que o centro de Paris. Desabitada quando descoberta pelos portugueses em 1502, Santa Helena passou para o domínio britânico em 1659. A ilha agora tem 4,2 mil habitantes, cerca de 850 deles na pequena capital, Jamestown, onde também fica o único porto. Apesar de estar perto do Equador, Santa Helena tem um clima que varia de acordo com a área: a costa seca é coberta de cactos e o interior úmido tem eucaliptos e pasto estilo irlandês. Sua vizinha mais próxima é a ilha da Ascenção -descuberta por João da Nova-, outro território britânico localizado a 1,2 mil km a noroeste. Angola fica a 2 mil km para leste e a costa brasileira, 2,9 mil km para o oeste. Com seus penhascos íngremes e rochas aflorando perto da costa, a ilha é perigosa. Seu território hostil e isolado tornou Santa Helena por muito tempo uma possessão preciosa para os britânicos, que enviaram seus inimigos mais perigosos para morrer ali.
Em 1815, Napoleão foi banido para a ilha até sua morte, em 1821. Depois dele, o rei zulu Dinizulu kaCetshwayo foi mandado para lá, em 1890. A política colonial da ilha como lugar de exílio continuou até recentemente, quando em 1957 três príncipes do Bahrein que se opunham à política britânica para o Oriente Médio foram enviados para lá. Atualmente, a única forma de chegar à ilha é por barco -geralmente uma viagem de cinco dias partindo da Cidade do Cabo, na África do Sul. Mas isso vai mudar em fevereiro de 2016, quando Santa Helena começará a ter voos semanais partindo de Joanesburgo. Território ultramarino britânico, a ilha tem suas próprias notas e moedas de libras com imagens da rainha. O câmbio é fixado em paridade com a libra esterlina britânica. O serviço de celular deve ser introduzido na ilha no fim de 2015. Os moradores são cidadãos britânicos – o direito foi revogado em 1983 pela primeira ministra Margaret Thatcher, mas retomado em 2002. Vivendo principalmente de subvenções do governo britânico e da renda de expatriados, a ilha importa quase tudo o que precisa da Grã Bretanha. Suas exportações incluem peixe, principalmente atum, e um pouco de café. Muitos moradores esperam que, com o novo aeroporto, o turismo se torne uma fonte de renda importante.
Categoría: 02-Lugares - Publicado o 31-01-2017 17:15
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O AEROPORTO DE SANTA HELENA NON PODE SER UTILIZADO (2)
Aeroporto Santa HelenaIsto é o que afirmaba a prestixiosa revista brasileira especializada en temas aeronáuticos, o 14 de xuño de 2016. Eis a nova completa: (fonte http://aeromagazine.uol.com.br/)

Pista foi construida sobre um platô 
O aeroporto internacional da ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, teve sua inauguração adiada por problemas de segurança nas operações de pouso e decolagem. Os voos de testes mostraram a instabilidade na aproximação por conta das fortes rajadas de vento. Por ter sido construído no topo de uma das montanhas do arquipélago, durante a rampa final de aproximação as aeronaves são surpreendidas por rajadas de vento acima dos 20 nós, com mudança constante de direção.
A construção do aeroporto, que custou £ 285 milhões (US$ 402 milhões), foi aprovada em 2010, durante a gestão do secretário de desenvolvimento britânico Andrew Mitchell, que tinha como objetivo dar maior independência econômica ao arquipélago. Descuberta por Joao da Nova e celebre por ter sido a prisão final de Napoleão Bonaparte, Santa Helena é um dos territórios ultramarinos britânicos mais isolados e dependentes do Reino Unido. Por sua localização no meio do Atlântico Sul, distante a 1.200 km de Angola, o país mais próximo, o território ainda é considerado estratégico para a Inglaterra, que mantém assim sua influência numa das regiões marinhas mais ricas do planeta.
A ilha de Santa Helena possui aproximadamente 4.000 habitantes, o que a torna um dos territórios ultramarinos mais caros para o contribuinte britânico. Sua ligação é basicamente depende do Royal Mail St Helena, o remanescente serviço postal marítimo criado pela Inglaterra ainda no século 17. De acordo com investigações independentes, durante as obras não foram realizados estudos detalhados sobre windshear, que se mostraram como um fenômeno permanente na ilha.
Tim Farron, líder dos liberais democratas, questiona por que o governo não encomendou previamente encomendar estudos sobre windshear antes do início das obras. “Este é um grave desvio do orçamento” disse. Para Amyas Morse, chefe do National Audit Office, a estabilidade financeira da ilha depende de uma série de fatores, como o número de turistas que poderão acessar a ilha e do quanto estarão dispostos a gastar. Sem uma ligação segura e fácil, a tendência é que a região, considerada uma das mais belas e intocadas do mundo, continue sem possibilidade de explorar seu potencial turístico. A inauguração do aeroporto depende agora de uma solução de engenharia inédita. Analistas acreditam que uma das medidas de curto prazo seja a instalação de barreiras paralelas a pistas, como árvores, que podem ajudar a diminuir a intensidade das rajadas de vento.
Categoría: 02-Lugares - Publicado o 26-01-2017 22:25
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AEROPORTO NA ILLA SANTA HELENA
A tartaruga Joanathan, hoje com 183 anos(A tartaruga Joanathan, hoje com 183 anos, é o mais célebre residente da ilha)

AEROPORTO NA ILLA SANTA HELENA DESCUBERTA POR JOÃO DA NOVA, O GALEGO UNIVERSAL ORIXINARIO DE MACEDA (1)

Do prestixioso xornal portugués Diario de Noticias, recuperamos unha nova abondo interesante, que mesmo ampliaremos en achegas posteriores, pois a pista amosa dificultades, tanto para despegar como para aterrar por mor dos ventos racheados. Eis a primeira entrega (fonte: www.dn.pt / 8/02/16):

“É um dos locais mais isolados e difíceis de visitar no planeta. Mas falta pouco tempo para isso mudar. A ilha de Santa Helena, situada no Atlântico Sul, a 2200 quilómetros da costa angolana, passará a ter um aeroporto operacional em maio. Será o fim de séculos de reclusão e acesso condicionado.
A ilha descoberta por uma armada portuguesa capitaneada por João da Nova, em 1502, e local de exílio final de Napoleão entre 1815 e 1821, só é acessível por meios navais: o navio de linha RMS St. Helena, cruzeiros e iates.
Estes últimos continuarão a aportar à ilha; o RMS St.Helena, com capacidade de transporte até 150 passageiros (além de contentores), tem a última viagem agendada para julho. As deslocações do RMS St. Helenapara a ilha principiam na Cidade do Cabo e implicam uma viagem de cinco dias, mas é possível a partida de um porto britânico, demorando-se então duas semanas. O preço médio da viagem Cabo-Jamestown era de 800 euros por pessoa, um preço agora inflacionado com as viagens finais a superarem os mil euros. Com o aeroporto, o RMS St. Helena e outros navios passarão apenas a transportar bens. Em menor dimensão, já que alguns destes chegarão por via aérea.

A ligação privilegiada será entre a Cidade do Cabo ou Joanesburgo e Jamestown, como sucede no plano marítimo. Decorrem já voos experimentais para testar procedimentos técnicos. A duração prevista do voo é de cinco a seis horas, estando assegurado, pelo menos, um voo semanal. E dos 1500 turistas que visitam Santa Helena por ano (número que não inclui visitas de cruzeiros), a responsável local do setor, Cathy Alberts, citada pela agência de notícias MercoPress, prevê que se passe para 30 mil visitantes a curto prazo, tornando a ilha autossuficiente em termos económicos. Território britânico, Santa Helena depende financeiramente do governo de Londres. No passado, conseguiu alguns breves período de autonomia económica, em especial no início dos anos 50 com as plantações de linho.

O maior número de turistas não deixa de preocupar os santa-helenenses (ou "santos", saints como são designados em inglês). Para os naturais da ilha onde chegaram os portugueses em maio de 1502, o turismo poderá mudar de maneira permanente o modo de vida local. A construção de hotéis - há inaugurações já para este ano -, estâncias balneares, a venda de propriedades, a própria pressão demográfica deixarão marcas na ilha que tem uma superfície de 122 km2 (a do Faial, nos Açores, tem 172 km2 e 15 mil residentes), paisagens deslumbrantes e uma temperatura média entre os 20-27 graus.
Lugar único no mundo, a antecipar futuras mudanças no plano demográfico, tem em curso, desde 1 de fevereiro até dia 14, um recenseamento do número de nascidos na ilha, residentes em Santa Helena e no exterior. No território, o recenseamento decorre hoje. Quanto aos naturais no estrangeiro, antecipa-se que superem a população local.
Para os céticos quanto ao futuro, os defensores do aeroporto recordam que a construção foi largamente aprovada em referendo há 14 anos. A construção iniciou-se há seis anos. Uma segunda transformação vai afetar os cerca de 4500 residentes. Questões de saúde mais complexas passarão a ter resposta rápida, com o transporte aéreo de doentes. Outro sinal das mudanças: há já uma operadora de telemóveis na ilha.

Além de destino turístico para aqueles que apreciam paisagens intocadas, a pesca e o mergulho, Santa Helena deve a sua reputação a um famoso hóspede (ainda que forçado): o antigo imperador dos franceses, Napoleão Bonaparte. Hoje, o residente mais famoso nasceu no século XIX, e chegou à ilha em 1882. É uma fleumática tartaruga gigante das Seychelles, com idade estimada em 183 anos. Ou seja, terá nascido em 1834... e há quem especule ter nascido ainda antes da morte de L"Empereur, em 1821. Só não se cruzaram na ilha que foi, ao longo do século XIX, importante entreposto comercial.
Neste período, pelo porto de Jamestown chegaram a passar mais de mil navios, da britânica Companhia das Índias Orientais e de outras nacionalidades, no desenvolvimento de um padrão estabelecido na época da descoberta. No século XVI, Santa Helena foi usada como base para as aguadas e para o abastecimento das tripulações em frutas, vegetais e carne.

Robinson Crusoe... português
Embora Portugal nunca tenha colonizado Santa Helena, que passou por mãos holandesas antes de se tornar britânica no século XVII, o primeiro habitante permanente foi um português, Fernão Lopes. Refugiado por vontade própria na ilha, em 1515 (após punição de Afonso de Albuquerque), seria chamado a Portugal por D. João III, que lhe pagou uma viagem a Roma, onde se encontrou com o papa Clemente VII. Voltaria em seguida à ilha para uma vida de quase total isolamento, espécie de precursor da figura de Robinson Crusoe. Morreu em Santa Helena em 1545.
A ilha está associada ao combate à escravidão, sendo utilizada como base pelos britânicos na interceção aos negreiros que prolongavam o comércio após a abolição decretada por Londres em 1834. A partir de 1840, navios britânicos intercetaram embarcações com escravos da África ocidental para os EUA e Brasil, sendo especificamente citados "os navios negreiros portugueses" em instruções daquele ano. A inacessibilidade voltou a ser útil para a detenção de prisioneiros bóeres na guerra Anglo-Boer (1899-1902). Mais de seis mil pessoas aqui foram forçadas a viver”.
Diario de Noticias
Categoría: 02-Lugares - Publicado o 23-01-2017 22:47
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JOÃO DA NOVA NA WEB DO CONSELLO DA CULTURA GALEGA
No Álbum da Ciencia do Consello da Cultura Galega aparece un interesante traballo sobre a figura de João da Nova, que coidamos merece pendurarse na bitácora de referencia -a escala global- sobre o navegante macedán (que se consulta dende moi diferentes lugares do noso planeta). Vai asinado polo divulgador científico galego Xosé A. Fraga Vázquez. Fai unha síntese da traxectoria deste Fillo Sobranceiro de Maceda ao servizo da Coroa de Portugal e Galego Universal dende hai máis de 5 séculos. Parabéns pola iniciativa e publicación na web dunha institución salientábel do Noso País.

Acceso o árticulo

Bibliografía:

Bibliografía secundaria:


BARROS, Joao de (1552): Asia de Joao de Barros, dos fectos que os Portugueses fizeram no descobrimento et conquista dos mares et terras de Oriente , Lisboa: Germão Galharde; hai unha 3ª edición de 1982.

BOUCHON, G. (1980): A propos de l´inscription de Colombo (1501). Quelques observations sur le premier voyage de Joao de Nova dans l ´océan Indien, Revista da Universidade de Coimbra, XXVIII: 223-270.

LANDÍN CARRASCO, A. (1991): Galicia e os descubrimentos oceánicos, A Coruña: Xunta de Galicia.

PROL, S. (2002): Joao da Nova: un mariño galego ao servicio da Coroa de Portugal, Ourense: Deputación.

REY TRISTÁN, E. (1999): Participación gallega en los inicios de la expansión portuguesa en el Índico: Joao da Nova, Semata. Ciencias Sociais e Humanidades, 11: 85-114.
JOÃO DA NOVA NA WEB DO CONSELLO DA CULTURA GALEGA
Categoría: 06-Prensa - Publicado o 31-12-2016 00:25
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O Ouro de Ourense
O ouro de OurenseO Ouro de Ourense, libro publicado no ano 2015 pola editorial Engaiolarte no que o autor Bieito Iglesias acompañado das fotografías de Xulio Gil misturando a literatura e o ensaio presentan libro moi especial sobre a cidade máis literaria de Galicia, unha proposta de viaxe física, histórica, paisaxística e mesmo autobiográfica. En palabras do seu autor “coido que construín unha viaxe á semente, unha evocación do pasado de Ourense, que como di o tópico, sempre é unha viaxe a un país estranxeiro”.

Dentro das súas 216 paxinas atopamos o seguinte na páxina 146:
“Apuntaremos unhas notas sobre os Nóvoa, vencellados ao señorío de Maceda e que deron varios bispos afinais do século XIII e principios do XIV, protagonistas de medio século de estarrecente dominio eclesiástico sobre a cidade de Ourense: Pedro Eanes de Nóvoa, déspota, pirómano e sacrílego que ordenou queimar o convento franciscano, Gonzalo Nuñez Daza e Osorio, Gonzalo Pérez de Nóvoa e Álvaro Perez de Biedma. Entro outros rnovos laicos paga a pena mencionar a un Xoán de Nóvoa que defendeu a ponte romana en 1386 contra o duque de Lencastre, pero sobre todo sobrancea Joao da Nova, mariño ao servizo da coroa portuguesa historiado por Santiago Prol, descubridor das illas da Ascensión e Santa Helena, da Taprobana (Ceilao ou Sri Lanka), navegante con illa que leva o seu Nome no canal de Mozambique e que viaxou tres veces á India para morrer en Cochim.
Como mareado polos bandazos da nau Frol de la Mar na que navegaba don Joao, retorna o viaxeiro…”


Libro recomendado.
Editorial Engaiolarte
Categoría: 11-Libros - Publicado o 21-07-2016 12:26
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João da Nova / Xoán de Novoa
Artigo de Francisco Carballo publicado no xornal "A Nosa Terra" nº 1035.

"O 21 de maio hai festa de descobremento en Sta. Helena. Festa grande nista illa de posesión británica. Fora descoberto este paradisíaco enclave oceánico por João da Nova á volta da sua primeira viaxe á India, 1502.

João da Nova é un dos exemplos da perda de memória de nós os galegos, sendo un dos 4 máis importantes navegantes das "descobertas" lusas do XV-XVI: Vasco da Gama, Cabral, João da Nova e Ameida.

Dirixiu a III expedición descobridora no 1501. Os froitos foron considerabeis. Navega costeando África: nos dias 13-15 de maio, 1501, descobre a Illa de Ascensión. Dobra o cabo de Boa Esperanza e arriba á "João de Nova Island" no noroeste de Madagascar. Tivo o honor de fixar un "padrão" como primeiro europeu na illa de Ceilán. Recorreu a Malabar, cargou gaños en abundáncia e voltou a Lisboa e nesa volta descubriu Sta. Helena.

Participou nunha 2ª viaxe e permaneceu na India. Foi decisiva a súa acción na batalla de Diu, 1509, que deu a Portugal unha efémera hexemonia no Índico. Faleceu na India, 1509 ou 1510.

Datos estes que non constan nin nas histórias hispanas, nin sequera nas de Galiza. Pero máis: Xoán de Novoa era da família dos Novoa de Maceda (Ourense); un dos numerosos nobres que abandonaron Galiza ante a conquista dos Reis Católicos. No 1480 está xa camiño de Lisboa como João de Nova. É alcaide da fortaleza; xoga un papel político co "Prícipe perfecto" João II, e con Don Manuel.

Focar o momento histórico da invasión dos Reis Católicos, da fuxida de nobres a Portugal uns, outros á conquista de Granada, é resgatar un capítulo necesário para comprender o pasado aínda presente na devaluación de tantos aspectos da Galiza. Un historiador novo, experto, compenetrado coa memória do País e da súa vila natal, Santiago Prol, elaborou unha bibliografia de Xoán de Novoa: Fascinio das navegacións, surpresa do descoñecido, ilusión dos protagonistas, deseños de naus e caravelas, unha novidade historiográfica a sair do prelo en seguida."
Categoría: 06-Prensa - Publicado o 13-10-2015 15:04
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O mariño galego máis relevante do século XVI
Joao da Nova 03.05.2009 O investigador Santiago Prol, que recuperou a historia dun dos maiores diplomáticos, navegantes e descubridores de Galicia ao servizo da Coroa de Portugal, procura agora que a Xunta faga, no 500 aniversario do seu pasamento, unha declaración institucional para valorar a importancia dun galego menosprezado pola historia
VANESA OLIVEIRA

Impresión dun gravado en madeira de Francisco Pastor sobre o mariño galego FOTO: Santiago Prol
Impresión dun gravado en madeira de Francisco Pastor sobre o mariño galego
FOTO: Santiago Prol
Da súa escasa biografía, iconografía e descubrimentos só fica en Portugal unha cativa rúa que leva o seu nome. Unha rúa pequena na freguesía de Santa María de Belém que, segundo di Santiago Prol no libro que escibiu en 2002 sobre o mariño galego, "semella a rúa do parente pobre", aínda que as súas expedicións no século XVI o coloquen á altura doutros descubridores como Cristóval Colón, Vasco da Gama ou Magalhães .

Do mesmo xeito, en Galicia, Xoán de Nóvoa –que se cambiou o nome polo de João da Nova– o mariño galego ao servizo da Coroa de Portugal máis relevante da época pero que continúa a ser un perfecto descoñecido, tamén ten unha rúa dedicada á súa memoria na vila de Maceda (Ourense), onde naceu arredor do ano 1450. Este ano cúmprese o cincocentos aniversario do seu pasamento. Con este motivo, o historiador Santiago Prol continúa a reivindicar para o navegante, descubridor e diplomático unha reparación histórica da súa memoria que continúa sen chegar. No libro João da Nova. Un mariño galego ao servizo da Coroa de Portugal, aludía ás razóns do "menosprezo" deste personaxe. A súa condición de estranxeiro ou mesmo a difamación da que foi obxecto nalgúns medios que quixeron "inmortalizalo como felón e desestabilizador dende 1507" –indica Prol no volume– condenárono a cinco séculos de marxinación.

Pioneiro das grandes expedicións mariñas

Porén, este nobre de Maceda foi un pioneiro na época das grandes expedicións mariñas. Entre as súas fazañas cóntanse dirixir a sixilosa III Expedición á India en 1501, despois da de Vasco da Gama e da de Álvares Cabral; tamén descubriu as illas do Atlántico Ascensión e Santa Helena e mesmo a desexada Taprobana, hoxe Sri Lanka, como sinala a historiadora francesa G. Bouchon. Mesmo no Canal de Mozambique unha illa leva o seu nome. Ademais, grazas á súa faceta como estatista e diplomático, conseguiu o primeiro tratado comercial sólido dos lusos na India, cando as especias eran o "ouro negro" da época.

A historiografía oficial fai referencias illadas e moitas veces, nesgadas sobre João da Nova. Vicente Risco, Filgueira Valverde, ou mesmo máis recentemente Víctor F. Freixanes refírense ao descubridor pero ninguén abordou a súa figura con tanta profundidade, documentación e rigor investigador como Santiago Prol, que acaba de editar unha obra sobre os nobres vencellados ao castelo de Maceda. É aí onde se atopan as orixes do mariño galego.

Poucos datos se conservan sobre a súa infancia e xuventude, que, por certo, coincidiu coa segunda Revolta Irmandiña (1467-69) na que a torre do castelo foi asaltada e derrubada en parte.

Entres os datos confusos da historiografía da época,o único constatable é que en 1480 João da Nova marchou a Lisboa na busca de aventuras, tras a decisión dos Reis Católicos de controlar Galicia, traizoando así á nobreza galega coa que se aliñara contra os irmandiños.

A capital portuguesa era daquela un "inmenso mercado internacional de redistribución de produtos europeos e africanos e, de contado, asiáticos e americanos". Á vangarda das exploracións mariñas á vez que corrompida e miserenta, a cidade portuaria a mediados do século XV recibía ouro, sal , aceites, animais exóticos ou escravos.

Axudado por amigos da nobreza lusitana, en particular coa axuda do seu bo amigo Tristão da Cunha, "favorito da Corte", o nauta galego enrolouse
nunha das "mariñas máis prestixiosas de finais do século XV", baixo o reinado de Manuel I. João da Nova fora nomeado alcaide de Lisboa, un posto político-administrativo que tiña xurisdición sobre a garda e defensa do castelo de San Jorge e nas relacións comerciais cos financeiros que chegaban á capital lusa.

A comezos de 1501, o rei Manuel I ordenoulle a João da Nova que levase o mando dunha
escuadra de catro carabelas con 400 homes na que sería a III Expedición á India, ao regreso de Vasco da Gama. O seu obxectivo era aproximarse ás costas brasileiras para encarar con garantías o Cabo das Tormentas. O roteiro foi organizado con suma discreción xa que un dos seus cometidos era probar "novas técnicas navais para a Rota da India con navíos veloces" .

Porén, desta viaxe de
João da Nova desapareceron case a totalidade dos documentos. Nesta expedición, o mariño galego descubriu as illas volcánicas de Ascensión e Santa Helena. Tras un breve paso por Brasil, as catro carabelas "collerían rumbo a un dos puntos máis conflitivos da viaxe", o perigoso Cabo das Tormentas. A súa incursión no canal de Mozambique conqueriulle outro descubrimento: o dunha illa que bautizou co seu propio nome, Juan de Nova Island, como aparece referenciada hoxe e que recolleu mesmo Jules Verne en Historie des grandes voyages et grandes voyageurs.

Cando arribou á India, João da Nova asentou unha ‘feitoría’ para realizar transaccións comerciais sen problemas. Aínda que a súa viaxe non estivo exenta de enfrontamentos, o mariño galego foi un dos poucos que conseguiu regresar da India con todos os barcos intactos.

A historiadora francesa Geneviève Bouchon publicou un estudo no que incide en que João da Nova descubriu nesta expedición polo Índico a illa de Ceilán, actual Sri Lanka e daquela coñecida como Taprobana que ademais de riquezas materiais, fora idealizada como un lugar mítico e paradisíaco ao que ansiaban chegar dende había tempo. Con esta viaxe, "sentou João da Nova os alicerces que lle garantiron ao reino de Portugal o incipiente dominio do mercado da especiaria asiática". De feito, tras o regreso do mariño galego, o rei Manuel I decidiu viaxar a Compostela cun séquito real para celebrar a fazaña do galego cunha visita á catedral.
A nao ‘Frol de la mar’ capitaneada polo galego de 1505 a 1509 FOTO: Santiago Prol
A nao ‘Frol de la mar’ capitaneada polo galego de 1505 a 1509
FOTO: Santiago Prol
Porén o achado deste territorio non trascendeu ao longo dos séculos, segundo explica o investigador Santiago Prol, "por mor do que se deu en chamar a política do sigilo e polo menosprezo manifesto de non poucos historiadores".

En 1505, João da Nova partiu de novo á fronte da impoñente nave Frol de la Mar, a de maior porte que facía daquela a Carreira da India. Este buque está considerado "un dos máis prestixiosos da época", segundo conta o historiador Santiago Prol. Era o mellor "construído e armado" do seu tempo. Interviu en batallas navais e foi un dos barcos de carga que máis veces fixo a Carreira da India.

De feito, era unha das naves máis grandes do século XVI, de maneira que tiña máis capacidade de carga que as da época. Definido como "o buque insignia da mariña portuguesa da época", antes de ser capitaneado por João da Nova, en 1501 estivo comandada por Tristão da Cunha e logo por Estevão da Gama na II expedición de Vasco da Gama cara á India.

Tras falecer o mariño galego, a nave caeu en mans de Afonso de Albuquerque e participou nas conquistas lusas máis aló da India. Naufragou á altura de Sumatra por mor dunha tempestade afundindo un dos maiores tesouros xamais perdidos.

Unha macromisión para controlar os mares

João da Nova viaxaba con Francisco de Almeida, "un fervente inimigo do mundo islámico", rumbo ao Índico. O galego tiña unha macromisión estratéxico-militar case imposible: controlar os mares que van do cabo Comorim ás illas Maldivas. E ademais, levaba un documento secreto para exercer como capitán maior de toda a India se o considerase oportuno.

En total, vinte navíos con 1.500 soldados e catrocentos mariñeiros formaban parte da expedición. Construíron fortalezas na illa Angediva e Cananor e João da Nova exerce de diplomático en varias misións. Porén, tras ser agraviado por Almeida que ascendeu ao seu fillo a capitán maior en detrimento do galego, o mariño decidiu regresar a Lisboa decepcionado.

A carreira á India pasaba polo ‘Cabo das tormentas’: no mapa sinálanse as illas que descubriu João da Nova FOTO: Santiago Prol
A carreira á India pasaba polo ‘Cabo das tormentas’: no mapa sinálanse as illas que descubriu João da Nova
FOTO: Santiago Prol
Porén nesta viaxe de volta,
João da Nova viviu numerosos contratempos. Tantos que decidiu pasar o inverno na costa africana por mor do monzón desfavorable. Alí atopouse de novo coas naves do seu bo amigo e compadre Tristão da Cunha, coas que
decidiu ir até Mozambique.

Segundo as crónicas da época, en 1506 João da Nova estaba moi enfermo e o seu barco debía ser reparado. Lista para navegar, a Frol de la Mar sucaría de novo os mares para conquistar Socotorá, hoxe pertence á República Democrática do Iemen do Sul e naquela época considerada xeoestratéxica polos portugueses para impedir a navegación dos mercaderes musulmáns.

En 1507, o mariño galego embárcase na conquista de Ormuz co capitán Afonso de Abuquerque. Unha vez conseguido, o galego teima en marchar á India como quedara consensuado con Tristão da Cunha ante o que Albuquerque lle bota en cara que se queira ir.

Brás, o fillo deste capitán, acusaríao de ser o instigador de todos os conflitos que a flota tivo con seu pai. Un panexírico terxiversado "abondo difundido e comentado ao longo dos séculos", asegura Prol, un documento que acabaría danando a imaxe pública de João da Nova.

De feito, moitos dos historiadores recolleron esta versión "distorsionada, equívoca e provocadora" en numerosos manuais enciclopédicos. "Escritores de sona, vírono como un felón e desestabilizador por seguir devotamente a versión de Brás. Algúns fitárono como un estranxeiro aínda que estivese perfectamente integrado na súa patria de adopción". Santiago Pol defende que o mariño galego "foi un home do seu tempo íntegro, con fidelidade absoluta –sen ningún tipo de fisuras– aos soberanos portugueses aos que serviu". Porén, tivo que enfrontarse cos lances sanguentos e crueis de Albuquerque aínda que non acababa de entender "tanta impiedade, tanto fanatismo, tanta piromanía, tanta aniquilación e tanta traxedia".

Foi un ano despois cando o mariño galego tocou por terceira vez as costas do Malabar indio, coa súa nave en deficientes condicións de navegación. Alí, reencontrouse con Almeida quen, tras a morte do seu fillo en 1508, puido comprobar a lealdade do mariño galego que o acompañou na batalla naval de Diu contra turcos, exipcios e indios. Con esta vitoria, paradoxalmente, "Almeida e João da Nova despexáronlle un inimigo perigosísimo ao futuro gobernador (Afonso de Abuquerque)". A ruta da especiaría pasou entón a estar controlada por Lisboa, de aí a importancia da batalla.

Cochim, a sede do vicerreinado, foi a derradeira morada de João da Nova. Logo de resultar ferido en combate, a súa saúde resentírase. No tramo final da súa vida aparecen "intres confusos", escribe Prol. Aínda que a historiografía manexa a data de xullo de 1509 como a da súa morte, outras fontes apuntan a finais de ano ou mesmo no 1510.

No seu testamento, aínda que João da Nova morreu "pobre e abandoado", refírese que deixou un patrimonio en Lisboa e o rei fixo doazóns aos seus herdeiros, porén descoñécese se estaba casado ou se tiña fillos.

O investigador Santiago Prol xa comezou as xestións para intentar que a Xunta, á volta do verán, faga algún tipo de declaración institucional co fin de desmontar a "lenda negra" que o acompañou inmerecidamente ao longo dos séculos. "A historiografía galega debe incorporar ao descubridor vencellado coa casa nobiliaria de Maceda, á nómina dos Grandes Persoeiros da Nosa Historia", conclúe Prol.
Artigo Galicia Hoxe
Categoría: 06-Prensa - Publicado o 06-07-2015 19:12
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Categoría: Xeral - Publicado o 07-10-2014 17:55
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