Joao da Nova


Todo o referente o Navegante João da Nova
O navegante João da Nova (orixinalmente Joan de Nóvoa) nacido en Maceda-Ourense mostrase como un galego universal, o máis relevante do seculo XVI.

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1502.- JOÃO DA NOVA DESCOBRE AS ILHAS ASCENSÃO E SANTA HELENA
Carrack Joao da Nova 1502Fidalgo da Galiza que veio servir para Portugal, onde el-rei D. Manuel o fez alcaide de Lisboa.
Pouco depois do descobrimento da índia, e depois de ter partido para o Oriente a esquadra de Pedro Alvares Cabral, el-rei D. Manuel entendeu que devia contratar com alguns mercadores o armarem e carregarem também navios para a Índia, proposta que logo vários negociantes estrangeiros residentes em Lisboa aceitaram com alegria, sendo o primeiro que fez esse contrato um florentino chamado Bartolomeu Manhione. Armou ele um navio, o rei armou três, e a esquadra composta destas quatro embarcações, foi confiada ao comando de João da Nova, saindo de Lisboa a 5 de Março de 1501. Era a terceira esquadra que partia para a índia, considerando-se como primeira a da descoberta.

No caminho seguiu rumo muito ao ocidente como fizera Alvares Cabral, e assim descobriu a ilha da Ascensão. João da Nova primeiro deu-lhe o nome de ilha da Conceição, e foi Afonso de Albuquerque quem depois o mudou para o de ilha da Ascensão.

Chegando à Índia fundou uma nova feitoria, em Cananor, alegrou muito os por tugueses que Álvares Cabral deixara na índia e que não esperavam tão cedo navios da Europa, porque não supunham que partisse de Lisboa uma nova esquadra antes do ter regressado a de Alvares Cabral, e derrotou a esquadra de Calecut que se quisera opor à sua passagem, e que João da Nova levou adiante de si varejando a com a sua artilharia, afundando-lhe um ou dois navios a cada descarga, e maravilhando e aterrando esses pobres orientais, que não supunham que uma pequena esquadra de quatro navios pudesse praticar semelhantes façanhas.

Voltando a Portugal com uma boa carregação de pimenta e de outras especiarias, João da Nova descobriu um caminho nos mares da Africa Ocidental, uma nova ilha, a de Santa Helena, que depois se tornou tão afamada, por estar ali cativo o grande Napoleão. Em 1505 partiu do novo para a índia com o vice-rei D. Francisco de Almeida.

Apenas chegou a Cochim, porém, teve serias desavenças com D. Francisco, porque este lhe não quis reconhecer a nomeação que l evava para capitão-mor da primeira esquadra que tivesse do se fazer ao mar. Pediu então licença para voltar ao reino, e chegou a Lisboa ainda a tempo de tornar à índia como capitão de um dos navios da esquadra do Afonso de Albuquerque, esquadra que foi de conserva com a de Tristão da Cunha até Socotorá. O navio comandado por João da Nova era um dos melhores desse tempo, e chamava-se Flor de la mar. Em Socotorá separaram-se as duas esquadras, seguindo Tristão da Cunha para a índia, e Afonso de Albuquerque para o Mar Vermelho, afim de cruzar no estreito do Bal-el-Mandeb e assaltar as naus de Meca. Era essa uma nova empresa lucrativa que sorria muito aos seus capitães, mas Afonso de Albuquerque tinha outra empresa em mente, mil vezes mais gloriosa, a da conquista de Ormuz.

Tristão da Cunha, ao separar-se, devia deixar-lhe mantimentos suficientes, mas não deixou, e Afonso de Albuquerque aproveitou esse facto de menos lealdade do capitão-mor, para começar a pôr em execução os seus projectos. Declarou que precisava de ir procurar mantimentos à Arábia, e, como os não podia obter senão à viva força, assaltou vitoriosamente com esse pretexto Calayate, Curiate e Mascate. Os capitães não estranharam isso muito, e acompanharam-no sem murmurar, mas quando viram que ele prosseguia nessa empresa de assaltar as cidades da Arábia (porque o seu plano era o de chegar a Ormuz precedido duma reputação terrível) começaram a recalcitrar, e João da Nova, o mais orgulhoso e o mais insubordinado de todos, pediu-lhe licença para partir para a Índia. Afonso de Albuquerque declarou-lhe que não podia prescindir do seu navio. João da Nova mostrou-se descontente, soltando palavras descomedidas, e Afonso de Albuquerque prendeu-o, dando-lhe por menagem a sua nau. Em seguida foi tomar Orcafate, e nesse ataque resgatou João da Nova com a sua bravura a sua insubordinação.

Apareceu enfim diante de Ormuz, e ali estabeleceu o nosso domínio. (V. Albuquerque, Afonso de, Portugal, vol. I, pag. 130 e seguintes). Os capitães mostravam-se descontentes, e esperavam ansiosos que Afonso de Albuquerque se resolvesse a ir em busca das naus de Meca, que em tal não pensava, tratando placidamente de construir a sua fortaleza. O descontentamento foi aumentando até que se transformou quase em revolta aberta. Os capitães mostravam-se insolentes e eram os primeiros a incitar as tripulações a sublevar-se. João da Nova era um dos chefes deste movimento revolucionário. Um dia Afonso de Albuquerque ordenou-lhe que fosse a uma expedição à terra firme, e João da Nova respondeu que não ia.

Intimado para dizer a razão daquela recusa, replicou que a tripulação não queria ir, e ele não havia de ir sozinho. Então Afonso de Albuquerque, num ímpeto de cólera, foi à nau de João da Nova, onde a tripulação estava efectivamente revoltada, e pegando na espada dum grumete obrigou os tripulantes a embarcarem nos escaleres, e como João da Nova hesitava, puxou-lhe pelas barbas e também o obrigou a embarcar. João da Nova chorava de raiva e de vergonha ao lembrar-se de semelhante insulto, mas naquele momento não fez senão obedecer, e corno ele obedeceram os marinheiros, tal era o prestigio da energia de Afonso de Albuquerque, tal foi a influencia quase sobre-humana que Afonso de Albuquerque soube exercer naquele momento verdadeiramente terrível, em que jogava a sua vida e a sua autoridade.

Os capitães não pensaram mais em se revoltarem, mas pensaram em desertar; contudo, João da Nova ficara por tal maneira subjugado pela energia do seu comandante, que não foi o primeiro que desertou, apesar de ser o mais queixoso.

Desertaram os seus três colegas mesmo de Ormuz, e ficaram sós ele e Afonso de Albuquerque. Vendo o grande capitão a impossibilidade de continuar com dois navios em Ormuz, foi então cruzar para o cabo Guardafui. Dali lhe fugiu João da Nova, que foi levar as suas queixas ao vice-rei D. Francisco de Almeida. A intriga foi formidável; conseguiu semear no espírit o daqueles dois importantes vultos a discórdia e a desconfiança. D. Francisco de Almeida chegou a prender Afonso de Albuquerque, apesar dele estar nomeado governador da índia. Foi preciso que D. Fernando Coutinho, indo do reino, fizesse reconhecer a autoridade de Afonso de Albuquerque para D. Francisco de Almeida ceder.

João da Nova já então não tomava parte na luta que se travara entre o vice-rei e o governador; adoecera gravemente, vindo a falecer em Cochim em 1509. Afonso de Albuquerque, apesar dos muitos agravos que dele tinha, acompanhou o seu enterro com sinais de grande sentimento.

Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume Y, págs. 130-131 . Edição em papel © 1904-1915 João Romano Torres – Editor
Categoría: 05-Referencias - Publicado o 08-02-2008 18:07
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PRIMEIRA BATALHA NAVAL DA IDADE MODERNA
mapa da batalla de Canacor 1501Cananor - 31 de Dezembro de 1501 a 2 de Janeiro de 1502

A terceira armada da Índia que largou de Lisboa em princípios de Março de 1501, sob o comando de João da Nova, compunha-se apenas de quatro naus guarnecidas com cerca de trezentos e cinquenta homens dos quais somente oitenta eram soldados, já que D. Manuel estava convencido de que a armada que havia enviado no ano anterior, sob o comando de Pedro Álvares Cabral, teria conseguido fazer a paz com o Samorim de Calicut.

Encontrava-se João da Nova em Cananor ultimando os preparativos para a viagem de regresso quando, a 30 de Dezembro, ao entardecer, apareceu à vista uma armada que o Samorim de Calicut organizara com o propósito de dar combate à sua, composta por cerca de quarenta naus e cento e oitenta paraus e zambucos (embarcações de remo e vela semelhantes às fustas) em que iam embarcados para cima de sete mil homens.

Na manhã do dia seguinte puderam os portugueses constatar que estavam rodeados pelos navios malabares e que estes se preparavam para os abordar. Aproveitando o terral (brisa da terra) João da Nova fez-se ao mar com as suas quatro naus disparando furiosamente a artilharia por ambos os bordos. Rota a cintura de navios que os envolvia, os portugueses formaram em coluna e continuaram a navegar para o largo perseguidos pela matilha de paraus e naus malabares que faziam todos os esforços para os aferrar. Mas, a navegar no alto mar, as naus, dispondo de maior bordo livre (maior altura), tinham clara vantagem sobre os paraus e os zambucos. No duelo de artilharia a vantagem estava também do lado dos portugueses uma vez que dispunham de navios mais robustos e de canhões mais potentes.

Durou a batalha dois dias e duas noite sofrendo os navios malabares muitos estragos e baixas sem terem conseguido nunca abordar qualquer das naus portuguesas. Ao amanhecer do dia 2 de Janeiro tendo os malabares perdido já três naus e nove navios de remo, afundados pela nossa artilharia, e tendo muitos outros gravemente avariados, puseram termo à luta batendo em retirada para sul. Perseguidos pela armada portuguesa durante algum tempo perderam ainda mais duas naus e três navios de remo. Soube-se mais tarde que tiveram para cima de quatrocentos mortos e muitos mais feridos. Da parte dos portugueses houve apenas uma dezena de feridos ligeiros.

A batalha naval de Cananor de 1501/1502 é um marco importante na História Naval por várias razões. Pela primeira vez foi utilizada em combate de uma forma sistemática e consciente a formatura em coluna que havia de durar até à 2ª Guerra Mundial; foi a primeira vez que uma batalha naval se resolveu apenas com o uso da artilharia, o que marca a transição do navio guarnecido com soldados para o navio armado com canhões; através dela ficou inequivocamente demonstrada a superioridade da tecnologia naval europeia sobre a tecnologia naval dos povos do Oriente, o que marca o início do domínio do Mundo, durante quase cinco séculos, pelos Europeus. Por tudo isso nos parece que a batalha naval de Cananor de 1501/1502 poderá ser considerada a primeira batalha naval da Idade Moderna.
Marinha Portuguesa
Categoría: 05-Referencias - Publicado o 08-02-2008 18:02
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LOS NAVEGANTES GALLEGOS
Juan de Nova descubre la isla de Santa Elena.
Por Avelino Rodríguez Elias – (De la Academia Gallega)
Con una costa común, tan marineros eran los gallegos como los portugueses, y para aquéllos, el servir al rey de Portugal en empresas maritimas, era igual que ayudarle en la toma de Ceuta o en la conquista de Santarén.
Uno de los gallegos que de ese modo estuvieron al servicio del monarca lusitano, fue el célebre Juan de Nova, O Galego, como le apodaban los portugueses, afirmando así su legítima oriundez.

Bien sabido es que Juan de Nova o de Nóvoa, era de familia hidalga, y que en Portugal tuvo tan valimento que se le confió el cargo de alcalde de Lisboa.

Como entendido marino que era, tomó parte en la expedición de Vasco da Gama. Y después, en 1500, obtuvo el mando de una fuerza de cuatro buques. Con esta flota venció, en las costas de la India a una escuadra del Zamoría de Calient, y a su regreso, después de doblar el cabo de Buena Esperanza, se apartó de las costas de África y situada frente a Mosamedes. Como aquel día era la festividad de Santa Elena, emperatriz, Juan de Nova bautizó así aquel pedazo de tierra, que desde entonces ha llevado siempre el nombre de la madre de Constantino. (......)

(.....) Una señora inglesa estuvo a visitarlo en la casa donde él habitaba. Cuando terminó la visita, Bonaparte salió con la dama para acompañarla hasta el límite de su residencia. Iban por un estrecho sendero y al ver acercarse en sentido contrario a un negro que conducía un pesado bulto, Napoleón se apartó para dejarle paso. La señora no lo hizo y el emperador cogiéndola por un brazo, la hizo apartar también al mismo tiempo que decía:
Respetemos la carga señora.
La otra es ésta: al morir Bonaparte un sargento de la guarnición británica de la isla se hizo acompañar de un hijo suyo hasta Longwoodhouse, y mostrándole el cadáver, le dijo así:
- He aquí lo que resta de aquel gran Napoleón.
Para el sargento no quedaba más que un cadáver. Para la historia una figura gigantesca; para el mundo el nombre de la isla descubierta por Juan de Nova o Galego enlazado al de Napoleón Bonaparte.

Avelino Rodriguez Elias. Revista del Hospital Gallego- Paraguay 1955
Categoría: 05-Referencias - Publicado o 15-01-2008 15:48
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Xoan de Nóvoa foxe a Portugal
MACEDA. 1480. O nobre macedán Xoán de Nóvoa, colaborador e aliado de Pedro Álvarez de Sotomaior nas súas loitas contra os irmandiños e posteriormente membro do partido de Xoana a Beltranexa ocn el, acaba de fuxir a Portugal por segunda vez na súa vida e agora para sempre.

Estivera exiliado nas terras do sur entanto non se organizaba a recuperación señorial de Galicia nos tempos das Irmandades, pero a súa volta, o panorama non foi o que esperaba. As novas institucións que se forman este ano de 1480 como parte do plano real para efectivizar o seu dominio sobre Galicia (A Santa Irmandade, organismo popular de control social directamente ó servicio da Coroa, e a todopoderosa Real Audiencia de Galicia) serán definitivas á hora de que decida pór o seu carácter inquedo e aventureiro ó servicio da coroa portuguesa.

Crónica de 2000 años. – La Voz de Galicia
Categoría: 05-Referencias - Publicado o 15-01-2008 15:47
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Xoán de Nóvoa parte cara á India
COCHIN (INDIA). Xullo de 1509. Acaba de morrer nesta cidade do sur da India o que fora nobre galego exiliado na corte portuguesa, e activo participante da ampliación do marco xeográfico coñecido, Xoán de Nóvoa. Logo dun primeiro exilio en Portugal na época da revolta Irmandiña, e dun definitivo desde 1480, foi nomeado alcaide menor de Lisboa pola súa axuda á causa portuguesa no norte de África. Partira en marzo de 1501 ó fronte dunha escuadra de cinco carableas fretadas con apoio de comerciantes florentinos buscando unha ruta á India, Florencia –ó mesmo que Xénova- buscan na súa alianza con Portugal, encontrar un novo camiño en contra do monopolio que a alianza turco-veneciana exercía no mediterraneo oriental.

Xoán de Nóvoa, ó mando do seu barco Flor de la Mar, descubrirá nas viaxes de ida e volta, as illas de Asunción, Santa Elena, as Sheychelles –alí bautizará unha illa como A galega en lembranza da sua terra de orixen- e chegará exitosamente á India.

Logo de numerosos incidentes armados cos musulmáns que tratan de que non se estableza esa liña directa India Portugal, e de entrar en contacto cos portugueses que uns anos antes chegán, volverá cargado de riquezas. Ós tres anos da súa volta, en 1505 volverá camiño da India integrado na escuadra de Afonso de Albuquerque. Aguerrido combatente por todo o leste de África e sur da asia occidental, verase involucrado nos problemas civís entre o vicerrei Fernando de Almeida e o pretendente Afonso de Alburquerque, apoiando ó primeiro. Sen embargo, será só o segundo o que, cando lle chega a morte, arruinado e esquecido no sur da India, asista ó seu enterro, perdoando tódalas afrentas e problemas que tiveron entre eles.

Crónica de 2000 años. – La Voz de Galicia
Categoría: 05-Referencias - Publicado o 15-01-2008 15:47
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NOVA, JUAN DE
Nova, Juan de (m. 1509). Navegante español. Se puso al servicio de Portugal y, tras ser nombrado alcaide de Lisboa, aceptó el mando de la tercera armada de la India que zarpó de Lisboa en 1501. Descubrió las islas de la Ascensión y Santa Elena. En 1505 volvió a la India con la armada del virrey Almeida; pero durante el viaje de regreso desertó, al indisponerse con el capitán general Albuquerque.

Diccionario Enciclopédico Salvat Universal.
Categoría: 05-Referencias - Publicado o 15-01-2008 15:45
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NOVA (Juan de)
NOVA (Juan de), navegante español (+Cochin 1509). Entró al servicio de Portugal, quien le nombró, junto con Américo Vespucio, comandante de la escuadra que se dirigía a Brasíl (1501); descubrió las islas de la Concepción y Santa Elena. En 1506 formó parte de la expedición de Alfonso de Albuquerque, pero desertó y huyó a la India.

Gran Enciclopedia Larouse – Tomo 16 Editorial Planeta.
Categoría: 05-Referencias - Publicado o 14-01-2008 15:18
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JUAN DA NOVA (1501)
Aínda que imprecisas, as noticias que posuímos de Juan da Nova, tamén apelidado Gallego, fano natural de Galicia, e mesmo de Pontevedra, descendente dunha familia fidalga, establecido axiña en Lisboa, onde desempeñou, antes da súa primeira expedición ultramarina, cargo de segundo alcaide.

Das súas condicións para o mando e dos seus coñecementos náuticos é revelador o feito de que se lle encomendase, como capitán maior, a xefatura dunha flota de catro naves (a terceira armada da India) coa que se faría ó mar desde o barrio lisboeta de Belén o 4 de marzo de 1501; mandaba unha desas naves Diego Barbosa e supoñen algúns, con escaso fundamento que en calidade de cosmógrafo embarcou tamén Américo Vespucio, daquela ó servicio de don Manuel o Afortunado.

Nesta viaxe, con recalada previa na costa brasileira, cruzou novamente o Atlántico camiño de Oriente e o 20 de maio descubría a illa por el chamada da Concepción, que máis tarde don Afonso de Albuquerque, segundo vicerrei da India lusitana, rebautizaría co seu nome actual: Ascensión. Esta illa, duns 88 quilómetros cadrados, está sobre a costa occidental africana, cara ós 8º baixo o ecuador e os 14º cumpridos de lonxitude occidental, á altura da angolana San Paulo de Luanda.

Na costa india de Malabar venceu Nova a unha agrupación de 40 naves locais que se opoñían ós seus designios. Desenbarcado en Cananore, provincia de Madrás, puido fundar alí unha factoría lusitana. Xa de regreso á metrópole, o 15 de abril de 1502 viu por vez primeira a tamén africana illa de Santa Helena, volcánica, de 241 quilómetros cadrados, en 15º 57´ de latitude sur e 5º 42´ de lonxitude leste, que sen dúbida debe a súa posterior celebridade ó feito de ter sido escenario da prisión e morte de Napoleón Bonaparte. O 11 de novembro do último ano citado entraban as naves de Juan da Nova polo esteiro do Texo, e xa no chan lisboeta foi o noso capitán recibido e agasallado polo rei Manuel.

Fixo polo menos outra viaxe ó continente asiático en 1505, agora coa flota de Francisco de Almeida, primeiro vicerrei da India portuguesa, familiar dos condes de Abrantes e colaborador dos Reis Católicos na guerra de Granada. O brillo de tan próximo adaíl nubraría xa os merecementos de Da nova, que sempre defendeu nobremente a causa do seu xefe, mesmo en aberta oposición co seu sucesor no vicerreinado, don Afonso de Albuquerque.

Galicia e os descubrementos oceánicos. – Amancio Landín Carrasco.
Categoría: 05-Referencias - Publicado o 14-01-2008 15:17
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