Joao da Nova


Todo o referente o Navegante João da Nova
O navegante João da Nova (orixinalmente Joan de Nóvoa) nacido en Maceda-Ourense mostrase como un galego universal, o máis relevante do seculo XVI.

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NA PARADISÍACA SRI LANKA E OS GALEGOS
Por mor dos terríbeis atentados en Sri Lanka [a mítica Taprobana que os portugueses chamaban Ceilán] o Domingo de Resurrección deste 2019, no que morreron dous galegos afincados en Pontecesures [“El traballaba na India e estaban de vacacións en Sri Lanka cando unha bomba no seu hotel de Colombo segou as súas vidas”. Voz de Galicia, 232/IV/2019], queremos lembrar que esa fermosa illa en forma de bágoa -acaroada á India- fora descuberta polo galego João da Nova no outono de 1501, na Terceira Viaxe á India organizada polo reino de Portugal e que ía comandada polo nauta galego vencellado á casa nobiliaria de Maceda. No noso pioneiro referencial volume “João da Nova, un mariño galego ao servicio da Coroa de Portugal” (Prol:2002, pp.135-147), imprentamos argumentos [e documentación] abondo solventes que amosan a presenza de João da Nova naquela altura en terras de Sri Lanka, na procura da cotizadísima canela que se cultivaba [e cultiva] naquelas vizosas terras orientais. Interesaba tamén aquela descuberta, non só pola súa importancia económica, senón que tamén pola estratéxica e simbólica naquela carreira de dominio cos castellanos. En Colombo [a capital de Sri Lanka á que antigamente chamaban Kolon Tota] consérvase un padrão cunha inscrición lusa e coas armas reais portuguesas. Actualmente está ubicado no parque Gordon Gardens. É a proba máis contundente da presenza de João da Nova alí na súa exitosa viaxe de descubertas, relacións diplomáticas [e bélicas] e de experimentación de novos navíos que comezaban a facer a Carreira á India. Que lle sexa leve a terra a esta parella de galegos [María e Alberto] afincados en Pontecesures, que tivo a mala fortuna de estar en Colombo, xusto cando a irracionalidade máis xélida tomou asento o domingo pasado. Beizón. [N.B.- A imaxe que acompañamos, apareceu no noso libro “João da Nova, un mariño galego ao servicio da coroa de Portugal” (Prol:2002), e que denantes imprentara o cronista Gaspar Correia no imprencindébel volume “Lendas da India” a mediados do século XVI].
Comentarios (0) - Categoría: 03-Illas - Publicado o 24-04-2019 23:47
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AS ARMADAS DA INDIA [1501 / 1505 e 1506]
Rota do CaboAs Armadas da India eran frotas de navios enviadas cada ano por Portugal pró Malabar, na costa oeste das vizosas terras orientais da pementa. Chamóuselle Carreira da Índia, seguindo a rota do Cabo das Tormentas [Boa Esperança] iniciada por Vasco da Gama en 1497-1499 coa descoberta do camiño marítimo cara a India (...). Eis -na entrada da www.pt.wikipedia.org- o que respecta ás tres armadas nas que estivo João da Nova, o galego [de Maceda] mais egrexio naquela altura a escala global: “Desde a sua descoberta, a rota do Cabo foi dominada pelos portugueses, tendo sido percorrida, de 1498 a 1635, por 917 partidas de armadas do Tejo para uma viagem que demorava cerca de seis meses a chegar ao destino. Durante mais de oitenta anos, as armadas da Índia puderam circular pela Rota do Cabo. O seu tamanho aumentou progressivamente desde os 120 tonéis da “S. Gabriel”. As naus típicas do tempo de D. Manuel I deslocavam 400 toneladas e atingiram as 900 toneladas durante o reinado de D. João III. A nau média da Carreira era em geral de 400 toneladas, seguindo em frotas acompanhadas de algumas caravelas. A guarnição tradicional de uma nau contava entre as 120 e as 168 tripulantes, contando-se obrigatoriamente um capitão, um escrivão, dois pilotos, mestre de manobra das velas, contramestre, guardião, capelão, carpinteiro, calafate, tanoeiro, barbeiro que servia de cirurgião, meirinho, cozinheiro, despenseiro e vários soldados e bombardeiros, além de marinheiros e grumetes.

1501.- D. Manuel I determina que todos os anos, entre Fevereiro e Março, saia uma armada de naus de carreira para a Índia. 15 de Março "Armada de quatro naus eram caravelas. Capitão mór João da Nova Alcaide de Lisboa, e os três Diogo Barbosa criado de D. Álvaro de Portugal [D. Álvaro de Bragança, Francisco de Novais, Fernando Vinete ou Vicente, Florentino. Descobriu o Nova à ida a Ilha da Conceição [sic](Ascensão); e à volta a de Santa Helena. Livro de Lisuarte de Abreu: João da Nova, Duarte Pacheco, Rui de Abreu, e Miçe Vicente. Livro das Armadas: por Duarte Pacheco vem Fernão Pacheco nome que é depois substituido por Diogo Barbosa. Por Fernando Vinete vem Misser Vineto, ou Fernam Vinet. Teresa Lacerda dá os nomes seguintes: João da Nova, Francisco Novais, Fernão Pacheco, e Misser Vinet, este ao "serviço de Bartolomeu Marchionni, um abastado comerciante florentino, instalado em Lisboa e que foi um dos grandes investidores da Carreira da Índia". "Deo á véla a 5 de Março."

1505. - Dom Francisco de Almeida Vice-Rei com Fernão de Magalhães. 25 de Março "Armada de vinte e duas naus. Capitão-mor D. Francisco de Almeida, que ia por Vice-Rei da Índia, e foi o primeiro que teve esse título, ou cargo; e os outros capitães, João da Nova, Sebastião de Sousa, Pêro Ferreira Fogaça, Antonio Gonçalves Leitão Alcaide de Cesimbra, Diogo Correia, Lopo Sanches, Dom Fernando de Eça ou D. Francisco d'Eça, Rui Freire [de Andrade], Vasco Gomes de Abreu, João Serrão, Lopo de Deus, Antão Gonçalves [Capitão da nau São Cristóvão], Bermudo Dias [ou Alonso Bermudez ou Fernão Bermudez] Castelhano, Fernão Soares, Gonçalo Vaz, ou Gil de Góis [Gonçalo Vaz Góis], Gonçalo de Paiva, ou Gonçalo de Pavia, Lucas da Fonseca, Lopo Chanoca, Antão Vaz. Perdeu-se o Fogaça na linha, salvando-se a fazenda, e alguma gente." A capitania dessa armada fora inicialmente dada a Tristão da Cunha, que devia governar a Índia; mas por cegueira transitória que atacou este fidalgo foi transferida para D. Francisco de Almeida.
Comissões de serviço: "Vasco Gomes de Abreu devia andar entre o cabo de Guardafui e o cabo Comorim; João da Nova por capitão-mor de Cambaia; Pêro Ferreira Fogaça ia capitanear a fortaleza de Quíloa". Outro tripulante: Fernão de Magalhães. Íam 1500 homens de guerra. Onze das naus eram para voltar com carga ( Rui Freire, Fernando Soares, Vasco Gomes de Abreu, Sebastião de Sousa, Pedro Ferreira Fogaça, João da Nova, Antão Gonçalves, Diogo Correia, Lopo de Deus, e João Serrão ; onze para ficar de armada na Índia (D. Fernando d'Eça, Bermudo Dias ou Alonso Bermudez, Lopo Sanches, Gonçalo de Paiva, Lucas da Fonseca, Lopo Chanoca, João Homem, Gonçalo Vaz de Góis, e Antão Vaz).

6 de Abril de 1506. - Armada de seis naus. Capitão-mor Afonso de Albuquerque, (o famoso) segunda vez, e os outros, Francisco de Távora, Manuel Teles Barreto, Afonso Lopes da Costa, Antonio do Campo, e João da Nova, ou Novoa, que de qualquer maneira que se escreva sempre é a mesma pessoa. E com estas naus e as antecedentes ficaram em passar à Índia 22 este ano de 1506, havendo ido 30 o ano antecedente." Partiram essas duas armadas em 6 de Abril, Afonso de Albuquerque "hia para ficar na Costa da Arabia, no Cabo de Guardafú [Cabo Guardafui, e até Moçambique havia de ir debaixo da bandeira de Tristão da Cunha". Teresa Lacerda fala só de 9 velas para a primeira armada (não faz menção de João da Veiga, nem de Tristão Rodrigues, seriam passageiros ?), e de 5 para a segunda (ausência de João da Nova (...)”.
Categoría: 02-Lugares - Publicado o 28-02-2019 11:32
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VIAXE DE 1501 Á INDIA DE JOÃO DA NOVA / DAMIÃO DE GOIS (1566).
Chrónica de D. ManuelAtopamos en www.medium.com unha transcrición ao português moderno da “Chrónica de D. Manuel” escrita por Damião de Gois en 1566/67. Do capítulo LXIII, “De como o rei mandou João da Nova à Índia por capitão de quatro naus e do que se passou até regressar ao reino de Portugal”, recuperamos ese relato da viaxe de 1501 do nauta macedán; documento que xa utilizamos, xunto cos dos outros cronistas das descobertas para o canónico e xa referencial libro “João da Nova, un mariño galego ao servicio da Coroa de Portugal” (Santiago Prol, 2002). Eis o texto en portugués actual asinado por Maria Carmelita de Portugal e fechado en Lagos [Algarve] en abril de 2017:

“Com a informação que Dom Vasco da Gama deu ao rei das coisas da Índia e da Etiópia, modo e relacionamento da gente destas províncias, decidiu mandar regularmente cada ano uma armada àquelas partes e porque a que fora por capitão Pedro Álvares Cabral lhe pareceu suficiente para as coisas de Calecut se apacificarem e reforçarem as amizades com os reis da terra, não quis mandar no ano de 1501 mais do que treze naus e uma caravela grande de que deu a capitania a João da Nova, galego de nascimento, bom cavalheiro, em África tinha feito muitos serviços ao reino de Portugal e servia então como alcaide de Lisboa, ofício que, naquele tempo, não se confiava senão a homens fidalgos de boa consciência, por ser um dos principais da cidade que então servia um só homem (o rei) e não tantos como agora o fazem.

Os outros capitães eram Diogo Barbosa, criado de Dom Álvaro, irmão de Dom Fernando, duque de Bragança, Francisco de Novais, criado do rei e, da caravela, Fernão Vinet, florentino de nascimento e criado de Bartolomeu Marchione de Florentim, senhorio da caravela, mercador muito rico, residente na cidade de Lisboa. Partiu esta armada do porto de Belém no dia 05 de Março de 1501. Nesta viagem, estando já no hemisfério sul, acharam uma ilha a que puseram o nome de Conceição e sem mais nada acontecer de relevo, chegaram a Moçambique no início de Agosto e dali foram ter a Quíloa onde encontraram António Fernandes, degredado, carpinteiro de naus que deu uma carta a João da Nova de Pedro Álvares Cabral, em que contava o mesmo que Pedro de Ataíde deixara escrito numa carta que acharam metida num sambarco (= faixa larga), pendurado numa árvore na aguada de São Brás, que relatava os negócios de Calecut.

De Quíloa navegou a Melinde, onde o rei lhe deu muita informação sobre todo o negócio de Pedro Álvares Cabral e partiu logo para a Índia e, com bom tempo, chegou à ilha de Anchediva, no mês de Novembro e depois de fazer aguada se foi a Cananor para se encontrar com o rei que lhe fez muito bom acolhimento e pôs à sua disposição carga para as naus se a quisesse comprar e empréstimo de dinheiro se dele precisasse, mostrando ser muito amigo do rei Dom Manuel. De tudo João da Nova lhe agradeceu, afirmando que não podia fazer nada sem primeiro ir a Cochim. No caminho tomou à força uma nau de Calecut que, depois de despejada, mandou queimar. Antes que João da Nova partisse de Cananor, o rei de Calecut mandou-lhe recado por um português de nome Gonçalo Peixoto: “No dia em que mataram Aires Correia, eu próprio me salvei em casa de Cojebequi. Peço desculpa do que aconteceu a Pedro Álvares Cabral, mas não tenho culpa do que então se passou. Peço-lhe que venha encontrar-se comigo como amigo e tome carga no meu porto, onde achará tudo o que lhe for necessário.”

Por Gonçalo Peixoto, Cojebequi mandou dizer a João da Nova: “Não se fie no rei de Calecut. Tudo são falsidades para o ter próximo e o matar e tomar as suas naus.” João da Nova não quis responder a nenhum dos recados e Gonçalo Peixoto não quis regressar a Calecut. A chegada de João da Nova a Cochim foi para os nossos ressuscitar e voltar de novo ao mundo porque ainda que o rei de Cananor os favorecesse muito e os mandasse de noite e de dia guardar pelos seus naires, andavam tão atemorizados por causa dos mouros da terra que lhes parecia que não podiam escapar de serem mortos e não mais verem pessoa do reino de Portugal.

O rei de Cochim fez muita honra e acolhimento a João da Nova, mandando-lhe logo dar toda a carga que lhe fosse necessária para as naus, emprestando-lhe dinheiro e todas as coisas que dele, do seu reino e vassalos viesse a precisar. Carregadas as naus com as especiarias que o feitor Gonçalo Gil Barbosa tinha prontas e outras que se compraram depois, João da Nova despediu-se do rei de Cochim e dos portugueses que ficavam na cidade para ir a Cananor comprar o que lhe faltava para a carga das naus ficar completa. Quando já estava prestes a partir, no dia 16 de Dezembro, apareceram, do mar, mais de oitenta paraus que o rei de Cananor mandou dizer a João da Nova que eram do rei de Calecut e que o vinham acometer. O seu conselho era se chegarem bem a terra para ele, se necessário fosse, o mandar socorrer porque com quatro velas que tinha, seria impossível defender-se de tantas e de tanta gente que nelas vinha.

João da Nova ficou muito agradecido e mandou-lhe dizer que esperava no Senhor Deus ter deles vitória sem outra ajuda. No dia seguinte, pela manhã, amanheceu a terra de Cananor cercada destes paraus e de outras naus que, ao todo, eram mais de cem. João da Nova, vendo que o porto e passo por onde havia de sair lhe estava tomado, veio colocar-se no meio da baía de tal maneira que tanto ele como os outros capitães se podiam ajudar com a artilharia, mandando que jogassem com ela sem cessar de modo que os inimigos não os abalroassem porque nisto estava toda a sua salvação. Isto se fez com tanta ordem que, apesar de as naus e paraus de Calecut trabalharem muito para os abalroar não o conseguiram fazer. Nisto se passou todo o dia até quase ao sol-posto e, nesta altura, já havia, dos indianos, quatrocentos e dezassete mortos como depois se soube e muitos feridos, algumas das naus e paraus foram metidos ao fundo. Então levantaram os inimigos uma bandeira de paz que pareceu mais manha do que vontade ou desejo de paz. João da Nova mandou levantar o seu guião, sem a artilharia cessar. Os inimigos não quiseram retirar a bandeira da paz, mas antes, capeando, davam a entender que queriam falar ao capitão. João da Nova mandou hastear outra bandeira, dando-lhes sinal de paz. Veio logo à nau-capitã um mouro pedir tréguas a João da Nova até ao outro dia. João da Nova concedeu-lhe a condição desde que saíssem logo da baía e deixassem o passo livre para a sua armada sair quando ele quisesse. Eles assim fizeram e indo eles adiante e a nossa frota na sua alçada, saíram todos da baía já era de noite, com pouca distância uma frota da outra.

Apesar da trégua ainda durar, nem por isso os inimigos deixaram de mandar a nado alguns dos seus para cortarem as amarras às nossas naus e atrás deles almádias com gente para, assim que as amarras fossem cortadas, lançarem fogo para dentro das naus. O que fariam se não fossem pressentidos, tendo logo como resposta tiros de espingarda e de bombardas com que os fizeram afastar. Nisto se passou toda aquela noite até ao alvor do dia em que os nossos verificaram que toda a frota dos inimigos se ia recolhendo para Calecut. Os nossos agradeceram muito a Deus por os livrar de um tamanho perigo.

Dali partiu João da Nova sem regressar a Cananor por já se ter despedido do rei e dos portugueses que ficavam na cidade. Seguindo assim a sua viagem para diante até ao monte Deli, tomou uma nau de Calecut que, depois de saqueada, mandou queimar e dali veio ter a Melinde e de Melinde a Moçambique e, passado o cabo da Boa Esperança, veio ter a uma ilha a que pôs o nome de Santa Helena, onde fez aguada. Era uma ilha de muito bons ares, apesar de pequena. É muito proveitosa a todas as nossas naus que a ela vão ter pela boa água, frutas e carnes que nela encontram. Seguindo viagem, chegou João da Nova a Lisboa com a sua frota junta no dia 11 de Setembro de 1502 e foi recebido pelo rei e por todos da cidade com muito prazer pela boa viagem que fizera e ilhas que descobrira”.
Medium.com
Categoría: 02-Lugares - Publicado o 31-01-2019 10:44
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BIOGRAFÍA DE JOHAM DA NOVA [REAL ACADEMIA DA HISTORIA]
Castelo de Maceda onde pululou até que se largou a Lisboa.A Real Academia da Historia de España, na súa sección Biografías, insire a correspondente ao nauta macedán, que mesmo rescatamos desta volta. Salientar que na bibliografía tiran da nosa canónica achega ao navegante galego (Prol, 2002). Eis o texto -en castelán orixinal- desta entrada que vai asinada por Carlos Sixirei Paredes:
“Nova, Juan da. Maceda (Ourense), m. s. XV – Cochin (India), c. 1510. Navegante. Juan (Joham) da Nova o de Nóvoa, nació en la villa ourensana de Maceda, a la que estaba vinculado su linaje por lo menos desde el siglo XII.
En las tierras del Obispado de Ourense pasó su infancia y juventud hasta que en 1480 aparece en Portugal por su vinculación con la causa de la Beltraneja. En 1490 este hidalgo figura formando parte de la guardia personal del rey portugués Juan II y de su sucesor Manuel I, quien le otorgó el cargo de alcaide de Lisboa “por los servicios prestados en las incursiones atlánticas”; así se cita en un documento conservado en el Archivo Nacional da Torre do Tombo. No se sabe exactamente en qué consistieron estos servicios ni a qué incursiones hace referencia, pero sí se conoce que Juan da Nova era muy amigo del noble financiero Tristâo da Cunha, destacado miembro de la alta nobleza lusa, y en la Crónica de Damiâo de Góis se cita que el hidalgo gallego había realizado misiones en África. En 1501, el Rey portugués le encomendó la jefatura de la Tercera Armada que se disponía para viajar a la India compuesta por cuatro navíos y que fue la primera con ese destino financiada con capital real y de particulares. Durante ese viaje Da Nova descubrió la isla Ascensión, a la que él bautizó como de la Concepción, cambiándose el nombre, al parecer, por un error de transcripción. Según el historiador Duarte Leite, el descubrimiento se produjo el 13 de mayo de 1501. Este viaje a la India, del que regresó a Lisboa en septiembre de 1502, después de descubrir una nueva isla a la que bautizó con el nombre de Santa Helena, resultó de gran importancia no sólo para el conocimiento de nuevas rutas por el Índico, sino porque permitió el trazado de mapas con abundante y más fiable información sobre la India y la costa oriental africana que la existente hasta entonces. En 1505 partió de nuevo para la India en la armada a cuyo frente iba el nuevo virrey Francisco de Almeida, quien tenía plenos poderes para hacer la guerra al Islam y arruinar, si era posible, el comercio de los mercaderes árabes entre la India, Ceilán y los puertos del mar Rojo. Da Nova participó en los ataques a Quiloa y Mombasa y, una vez que la flota llegó a Cananor, en la India, decidió regresar a Lisboa con un navío cargado de especias; sin embargo, no llegó a la capital portuguesa, pues un accidente sufrido cerca de Madagascar le obligó a permanecer en los islotes de Angoche donde se encontró con una nueva armada lusa comandada por su viejo amigo Tristâo da Cunha. Una vez trasladada la preciosa carga a otro navío, Da Nova se unió con el suyo, bautizado como Flor de la Mar, a la expedición, tomando parte en la conquista de Socotora. Después de esta acción se integró en la flota con que Alfonso de Albuquerque intentó el cerco de Ormuz. Durante la fracasada operación, Da Nova y Albuquerque entraron en conflicto y el marino gallego fue apresado por un breve tiempo. De Ormuz la flota se trasladó a la India, adonde llegó en 1508. Al año siguiente, a las órdenes del virrey Francisco de Almeida, Da Nova fue clave en la Batalla Naval de Diu con su buque Flor de la Mar, lo que permitió el control temporal portugués del Índico. Da Nova murió en Cochin, según algunos historiadores en julio de 1509, aunque por ciertas fuentes parece más bien que su fallecimiento se produjo a comienzos o incluso mediados de 1510.

Bibl.: VV. AA., Gran Enciclopedia Gallega, Gijón, Silverio Cañada Ed., 1974-1994; A. Cortesâo, Os Descobrimentos Portugueses, vol. VI, Lisboa, Livros Horizonte, 1981; A. Landín Carrasco, Galicia e os descubrimentos xeográficos, Santiago, Xunta de Galicia, 1991; L. de Albuquerque (dir.), Diccionario de História dos Descobrimentos Portugueses. Vol. II, Lisboa, Ed. Camninho, 1994; J. M. Flores, Os portugueses e o Mar de Ceilâo (1498-1543), Lisboa, Ed. Cosmos, 1998; S. Prol, João da Nova.Um mariño galego ao servicio da Coroa de Portugal, Ourense, Deputación Provincial, 2002.
Real Academia de la Historia
Categoría: 01-Biografia - Publicado o 17-01-2019 10:14
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FICHA DA CIA SOBRE JUAN DE NOVA ISLAND
Juan_da_Nova_Island_100_francs_2013Penduramos hoxe na bitácora -dándolle forma- a ficha que a Axencia Central de Intelixencia americana [CIA] ten pendurada na arañeira sobre a illa que leva o nome do nauta orixinario de Maceda [Ourense, Galiza] e que eles recoñecen como “o famoso navegante e explorador español João da Nova”. Logo catalogan: “É posesión francesa dende 1897. Está localizada no sur leste de África, no Canal de Mozambique entre a costa africana e Madagascar. As súas coordenadas xeográficas son: 17 03 S, 42 45 E. Abrangue unha lonxitude de 4,4 quilómetros e unha liña de costa de 24,1 quilómetros. Posúe clima tropical. Terreo baixo e chan cunha elevación máxima de 10 metros sobre o nivel do mar. Posúe un 90 % de bosque. Outrosí soporta ciclóns periódicos. Non hai nativos. Só unha pequena guarnición militar francesa, algúns meteorólogos e ocasionalmente outros científicos. O seu nome convencional é Juan de Nova Island aínda que os franceses coñécena como Ile Juan de Nova. A súa temperatura media abeira os 27, 2 graos celsius. No seu estatus actual consta como posesión francesa administrada por un alto comisionado da República de Francia residente en Reunión. Prevalecen na illa as leis vixentes en Francia. Non ten representante diplomático en USA. A súa economía baséase na extracción de guano e outros fertilizantes. Posúe unha estación meteorolóxica. Non ten porto, só un pequeno lugar de ancoraxe. Posúe un aeroporto [de area branca] de 1.523 metros. Militarmente a súa defensa é responsabilidade de Francia. A illa é reclamada por Madagascar como parte natural do seu territorio”. Eis a ficha da CIA actualizada o 10 de febreiro de 2005 [http://www.iiasa.ac.at/~marek/fbook/04/geos/ju.html].

N.B.- A dobre imaxe que ilustra esta achega é unha moeda de coleccionista de 100 francos [2013] dedicada á ILLE JUAN DE NOVA. TERRES AUSTRALES FRANÇAISES pola cara e pola cruz ao galeón Sant Yago de Compostela, 1540 [http://www.jfvcoins.com/Juan-da-Nova-Island-100-francs-2013]
Comentarios (0) - Categoría: 03-Illas - Publicado o 14-01-2019 00:15
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ILHA DA TRINDADE EN 4 EPISODIOS
Mapa Ilha TrinidadeXa temos comentado que a Ilha da Trindade fora descuberta por João da Nova na altura de 1501. O nauta galego (orixinario da casa nobiliaria de Maceda), cando capitaneou a III Expedición á India, logo da de Vasco da Gama e da de Cabral (que aínda non regresara), sabía que debería facer unha aproximación ás costas brasileiras para encarar con garantías o Cabo das Tormentas (Boa Esperanza), xa que logo os ventos alisios, que sopran de sul cara norte e as correntes marítimas do Atlántico Austral, non lle permitirían abordalo linealmente. Foi así como o nauta galego descubriu a Ilha da Trindade e avistou os illotes de Martín Vaz. João da Nova puxéralle a esta illa volcánica o nome de Asunção. Ao ano seguinte, na IV Expedición á India, Estevão da Gama -ignorando que fora atopada por João da Nova que aínda non regresara a Portugal cando Gama partira do Restelo lisboeta- rebautizouna co nome co que a coñecemos hoxe. No Brasil focalizan sempre a súa descuberta en João da Nova.

Atopamos en youtube un documental (en 4 achegas) abondo interesante que debe formar parte desta bitácora e no que nomean ao nauta galego (aínda que o narrador di que era portugués) xa ao comezo do primeiro episodio. Pegamos o texto -en portugués do Brasil- que Emerson Cabral inseriu cando o publicou na arañeira: “Esta série especial em quatro reportagens apresenta a ilha da Trindade. Um pedaço do Brasil pouco conhecido, no meio do oceano Atlântico. Com o apoio da Marinha do Brasil nossa equipe teve o privilégio de participar de duas expedições à Trindade. Em dezembro de 2016 e abril de 2017. Esta foi a reportagem exibida em 08/08/2017 no Jornal Capixaba. Produção, reportagem e edição de texto de Emerson Cabral. Imagens de Renan Rauta, Vitor Barbosa e Thiago Machado. Arte de Alexandre Borges. Edição de imagens: R2 Filmes. Foto de capa: Vitor Barbosa”. Eis os links aos 4 episodios:

Episodio 1
Episodio 2
Episodio 3
Episodio 4
Categoría: 03-Illas - Publicado o 19-06-2018 17:10
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A ROTA DAS ESPECIAS: PEMENTA E CANELA
Sri Lanka 1482Imos achegar á bitácora novos documentais [ferramentas que na altura de 2002 -cando publicamos o libro sobre o mariño galego- non tiñamos coa profusión e profundidade de hogano. Tampouco existía Youtube, que naceu en febreiro de 2005 e revolucionou o mundo audiovisual]. Desta volta sobre o contexto no que se moveu João da Nova (Maceda, ca.1460 – Cochim, 1509) na xeira das descubertas portuguesas en Oriente.

As especias forxaron o mundo moderno co mercantilismo como eixo central, con viaxes interminábeis -circunnavegando África- dende Lisboa até as costas occidentais do Sur da India. O filme, presentado por Kate Humble, titúlase “The spice trail: pepper and cinnamon”. Emitido por TVE-2 e publicado en Youtube pola Asociación Cultural Iberoasiática IBERSIAN S. A., dura 57´47´´. Mergúllase na rota dos primeiros buscadores europeos de especias [o ouro negro dos séculos XV e XVI]. Creáronse e destruíronse imperios. Fortunas e moitas vidas estragadas. Un dos períodos máis apaixonantes da Historia de Occidente (e de Oriente). Xustificábase case todo en nome das especias [mesmo coa conivencia papal]. Este documental procura un achegamento a Cochim, o centro neurálxico do comercio das especias [pementa e xenxibre] no Malabar indio [actual estado de Kerala]. Mergúllase no microcosmos das plantacións, recollida, elaboración e comercialización da pementa negra [planta rubideira] que se daba moi ben naquelas terras. Os intres claves que focalizan aos pioneiros portugueses [Vasco da Gama, Álvares Cabral, João da Nova...] podemos ollalos dende o minuto 11´30´´ en adiante.

Logo viaxa até a Illa da Canela, a mítica Taprobana, antano Ceilán e hogano Sri Lanka. Lembremos que João da Nova tocou esa illa en 1502, aínda que non se oficializou a súa “descuberta para os occidentais” até 1506. A incursión comeza no minuto 34´17´´. A canela aportaba un sabor exótico moi apreciado pola elite europea do século XVI. O seu proceso de elaboración -sempre manual- esixe moito esforzo e profesionalidade. Os portugueses tamén foran a Oriente para “salvar almas”. Apenas puideron “meterlle o dente” ao budismo dominante [e ao dente de Buda]. Eis este fascinante documental, que nos traslada ao Kerala indio, ao que se achegou o mariño ourensán, cando comezaba o século XVI, mesmo sentando as bases dunha nova realidade política, económica e social a escala mundial.

A Rota das Especies
Categoría: 02-Lugares - Publicado o 20-05-2018 21:08
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A BATALLA DE DÍU, UNHA VINGANZA PERSOAL
Nao Frol de la MarRecuperamos do xornal Expresso [14/02/2009], un clarificador traballo de Margarida Magalhães Ramalho, titulado “A Batalha de Diu, uma vingança pessoal”, que vai la liña do que nós publicamos en “João da Nova, un mariño galego ao servicio da Coroa de Portugal” (Prol, 2002) e en “ João da Nova, o galego máis relevante do século XVI”, capítulo central do volume “Nobres vencellados ao Castelo de Maceda” (Prol, 2009), no que puñamos ao día as pescudas sobre este macedán universal e que retomaremos en chegando [engadímoslle desta volta un vídeo de 2’ 17’’ moi clarificador]. A Batalla Naval de Díu -comandada pola Nao Frol de la Mar baixo a dirección do nauta macedán co vicerrei Almeida dentro da mesma- foi transcendental para que o imperio otomano deixase de ser hexemónico nas augas do Índico naquela altura. Un país pequeno, con pouco máis dun millón de habitantes a comezos do século XVI, pero cunha das mellores mariñas do mundo coñecido, prantoulle cara aos otomanos e logrou vencelos -cunha flota moderna- nunha histórica batalla que supuxo un fito e un novo rumbo xeoestratéxico entre Oriente e Occidente. Eis o clarificador traballo de Margarida Magalhãses Ramalho:

“Apesar de já estar substituído como vice-rei da Índia, D. Francisco de Almeida consegue ludibriar o novo representante do rei D. Manuel, Afonso de Albuquerque, e parte para Diu onde inflige uma derrota histórica aos Rumes, apenas para vingar a morte do filho, morto meses antes em Chaúl. Para o comandante Saturnino Monteiro, (antigo professor da escola naval, autor da obra em oito volumes "Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa" e um dos militares portugueses que participou na recuperação de Timor, em 1945, depois da saída dos japoneses) a Batalha de Diu, que se travou há 500 anos, a 3 de Fevereiro de 1509, foi "a mais importante de toda a História da Marinha Portuguesa e uma das mais importantes da História Naval Universal". Para este investigador e sob o ponto de vista estratégico esta batalha de aniquilamento "só encontra paralelo em Lepanto (1571), Aboukir (1798), Trafalgar (1805) ou Tsuchima (1905)" já que com esta vitória Portugal assegurava por quase um século, o domínio absoluto do oceano Índico.

Numa palestra realizada no dia 14 no Museu de Marinha [Lisboa], no âmbito das habituais "Conversas Informais", que aí se realizam aos segundos sábados de cada mês, Saturnino Monteiro explicou, não só os antecedentes desta empresa naval como, também, todo o desenrolar dos acontecimentos que levaram à estrondosa vitória da armada lusa. A chegada dos portugueses ao Índico não foi pacífica já que para a maioria dos Rumes (nome geralmente dado a todos os habitantes muçulmanos desta região e que abrange árabes, mamelucos, turcos e indianos), e para os venezianos esta presença representava uma forte concorrência comercial. Nesse contexto, Veneza irá apoiar com dinheiro e conhecimentos técnicos a construção de uma armada, construída em moldes europeus, capaz de fazer frente ao poderio naval português que será comandada por Mir-Hocem. Mesmo assim, Portugal beneficiava de vários factores, nomeadamente o facto de ter canhões de bronze, navios mais resistentes, uma infantaria bem preparada e couraçada e o inestimável apoio do rei de Cochim. O estabelecimento do comércio português nesta região foi, por isso, feito pela força.

Como antecedentes directos da batalha de Diu esteve, porém, um problema pessoal. Em Março de 1508, a frota de D. Lourenço de Almeida, filho do vice-rei, é atacada em Chaúl, pela armada de Mir-Hocem, beneficiando, também, de algum apoio de Meliqueaz, senhor de Diu, tendo D. Lourenço morrido durante a retirada portuguesa. Ambas as armadas ficaram muito danificadas, regressando a muçulmana a Diu e a portuguesa a Cochim. Com uma poderosa armada, reforçada entretanto com mais naus que tinham chegado, por acaso de Lisboa, o vice-rei cessante dirige-se para Diu para vingar a morte do filho. A armada de Mir-Hoceim encontrava-se em formação, lado a lado, dentro do estreito canal de Diu, cuja entrada era guardada por dois fortes. Um pouco afastados, os fustes (embarcações ligeiras) de Diu estavam prontos a envolver a retaguarda da armada portuguesa. Provavelmente por indicação de João da Nova, homem experiente em confrontos navais que acompanhava a expedição, os navios portugueses entraram no canal em coluna, tendo ficado a nau Frol de La Mar e outras embarcações a bloquear a saída dos fustes. Apesar de os portugueses terem começado por usar a artilharia, rapidamente passaram à abordagem e ao combate corpo a corpo. Pelas cinco da tarde, a batalha estava ganha e os portugueses retiraram-se para o mar alto. Apesar de, anteriormente, os presos portugueses de Chaúl terem sido bem tratados e entregues, a sede de vingança de D. Francisco de Almeida levou-o a matar de forma cruel todos os combatentes inimigos que nesse dia caíram nas mãos dos portugueses”.

Acceso o video
Categoría: 04- Nao Frol de la Mar - Publicado o 06-03-2018 19:27
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O GLORIANA FAI A ROTA EN MEMORIA DE JOÃO DA NOVA
Santiago ProlCon este título, na sección da Hemeroteca do xornal La Voz de Galicia en Ourense [22/02/2018], lembran o comezo da viaxe do veleiro Gloriana, hai xusto agora 20 anos, e que procuraba “a rota dos portugueses”. Naquela altura nós estabamos investigando a fondo ao mariño da casa nobiliaria de Maceda, que callaría no pioneiro, sólido e referente volume “João da Nova, un mariño galego ao servicio da Coroa de Portugal” (Santiago Prol, 2002), que tivo a ben publicarnos a Deputación Provincial de Ourense. Dende a redacción central de La Voz de Galicia na Coruña, puxéranse en contacto con nós en febreiro daquel 1998, para que lle fósemos aportando información sobre o nauta galego, á par que eles ían imprentando semanalmente a singradura do veleiro. Eis a nova recuperada do xornal La Voz de Galicia, que mesmo aparece cunha imaxe nosa de Nadal de 2004 [do fotoxornalista Santi M. Amil], diante da estatua xacente dun familiar directo de João da Nova, que se acha soterrado na Igrexa de San Pedro de Maceda, nunha homenaxe e ofrenda floral que lle tributamos ao egrexio navegante, un galego universal, o máis salientábel de finais do século XV e comezos do XVI:

“El Gloriana sigue surcando el mar para realizar la conocida como la «Ruta de los portugueses», en memoria del ourensano João da Nova (Maceda ca. 1460 - Cochin, India, 1509). El velero levó anclas el día 18 en la isla de San Vicente (Cabo Verde) con José Manuel Iglesias como patrón e «inició la navegación por los mares del recuerdo y con un solo rumbo marcado en sus cartas: la recuperación de la memoria de los navegantes gallegos, en este caso la del ourensano Juan da Nova». Francisco Vigo y Francisco Felipe completan la tripulación de este velero clásico que está sufriendo los vientos desfavorables y las corrientes en contra en estos días. La expedición ha puesto rumbo al archipiélago canario y se encuentra a 300 millas al nordeste de San Vicente y a 300 de la costa mauritana. La figura de viajero ligado a la casa de Nóvoa de Maceda ha sido recuperada por el historiador Santiago Prol (…). João da Nova se traslada a Lisboa y se a lista en la marina portuguesa. Es entonces cuando cumple su sueño de viajar e inicia sus expediciones por África”.

La noticia en La Voz
Noticia Original
Categoría: 06-Prensa - Publicado o 27-02-2018 23:59
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ILLA SANTA HELENA / GRANDES DOCUMENTAIS DE TVE-2
De www.pilotguides.com -a casa matricial de Globe Trekker-, recuperamos un vídeo abondo interesante de 51´23´´, incluído nos Grandes Documentais de TVE-2 que se emiten os venres pola tarde (logo do veterano concurso “Saber y Ganar”). Titúlase “Isolated Islands: Saint Helena” (tempada 17). Cando comezamos esta aventura oceánica na procura da biografía, heroicidades e descubertas do navegante da casa nobiliaria de Maceda (Ourense), recollido despois no pioneiro volume “João da Nova, un mariño galego ao servicio da Coroa de Portugal” (Santiago Prol: 2002), non existía Youtube nin ferramentas similares de vulgarización.

Neste documental de Globe Trekker, o viaxeiro-presentador Zay Harding vai dende Cidade do Cabo (Sudáfrica) até Santa Helena -en cinco días de travesía e 3.100 quilómetros-. Naquela altura (outubro de 2011) aínda estaba a medio construír o polémico aeroporto (inaugurado en 2017). Esa atmosfera oceánica retrotráenos 515 anos, cando João da Nova descubriu a illa ao regreso do Mabalar indio cara Lisboa, con catro caravelas revolucionarias. O luxoso buque transatlántico RMS Saint Helena veu facendo a travesía cada tres semanas (50 tripulantes, 150 pasaxeiros e 1.800 toneladas de carga). Non hai porto nin espigón por mor do calado. Os buques teñen que ancorar perto da capital Jamestown e achegarse en barcos pequenos. Hogano viven en Santa Helena menos de 5.000 habitantes. A cuarta parte aséntase na capital -enlatada entre cantís-. No documental ollamos panorámicas da volcánica illa. Guía local en Jamestown. Referencia á descuberta polos lusos ao mando de João da Nova en 1502. Dominio inglés (1659). Escravitude. Post Office. Escaleira de Jacob con 699 chanzos. Taxi Chevy Charabanc de 1929. Recreación do exilio de Napoleón Bonaparte (1815-21). Briars Pavilion. High Knoll Fort. Longwood House. Napoleon´s Tomb. Tartaruga xigante duns 180 anos en Plantation House (a Casa do Gobernador). Obras en Saint Helena Airport [a 6 km de Jamestown]. Pista de 1.950 metros para avións de tamaño medio. Plantación de café arábica en Bamboo Hedge. Cumio da illa en Diana´s Peak (823m). Bretemosos bosques de árbores endémicos. Fentos xigantes. Golfiños perto de Lemon Valley. Regreso. ¡Quedemos emprazados para esta extraordinaria experiencia!

Video
Categoría: 03-Illas - Publicado o 25-12-2017 22:50
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