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Recanto para a música
Nova e sorprendente versión do famosísimo poema de Rosalía de Castro:



Música de Berrogüeto: "Xente"




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No niño novo do vento
hai unha pomba dourada,
meu amigo!
Quén poidera namorala!

Canta ao luar e ao mencer
en frauta de verde olivo.
Quén poidera namorala,
meu amigo!

Ten áers de frol recente
cousas de recén casada,
meu amigo!
Quén poidera namorala!

Tamén ten sombra de sombra
e andar primeiro de río.
Quén poidera namorala,
meu amigo!













O meu país/ é verde e neboento
É saudoso e antergo,/ é unha terra e un chan.
O meu país/ labrego e mariñeiro
É un recuncho sin tempo/ que durme nugallán.

Q quece na lareira,/ alo na carballeira
Bota a rir.
E unha folla no vento/ alento e desalento,
O meu país.

O meu país/ tecendo a sua historia,
Muiñeira e corredoira / agocha a sua verdá
O meu país/ sauda ao mar aberto
Escoita o barlovento/ e ponse a camiñar

Cara metas sin nome/ van ringleiras de homes
E sin fin.
Tristes eidos de algures,/ vieiros para ningures,
O meu pais.

O meu país/ nas noites de invernía
Dibuxa a súa agonía/ nun vello en un rapaz.
O meu país/ de lenda e maruxias
Agarda novos días/ marchando de vagar.

Polas corgas i herdanzas
Nasce e morre unha espranza/ no porvir.
E unha folla no vento/ alento e desalento
O meu país.




Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...

Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...

Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Branco navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...

Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...

Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...

Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...

De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...

Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)...



Busca as túas letras e músicas neste portal:
Vagalume


Chove en Santiago
meu doce amor
camelia branca do ar
brila entebrecida ao sol.

Chove en Santiago
na noite escura.
Herbas de prata e sono
cobren a valeira lúa.

Olla a choiva pola rúa
laio de pedra e cristal.
Olla no vento esvaido
soma e cinza do teu mar.

Soma e cinza do teu mar
Santiago, lonxe do sol;
agoa da mañan anterga
trema no meu corazón.


Solo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente,
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacia y sola sin haber hecho lo suficiente.

Solo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente,
Que no me abofeteen la otra mejilla
Despues que una garra me araño esta suerte.

Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.



Solo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede mas que unos cuantos,
Que esos cuantos no lo olviden facilmente.

Solo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado esta el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente.

Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.







Comentarios (0) - Categoría: Recanto para a música - Publicado o 30-04-2010 22:03
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25 DE ABRIL SEMPRE
25 DE ABRIL SEMPRE

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Aproveitamos a feliz e emotiva data para lembrarnos da película "Capitaes de abril", de María de Medeiros,sempre emocionante.
Témola en DVD na biblioteca.



FILIPA PAIS
Sabes a letra desta fermosa canción?
Ó lua faz-me uma trança
P'ra de dia desmanchar
Guarda-me a última dança
Quando o fio se acabar

Gosto de ver o teu rosto
Que a mil caminhos se presta
Para uma noite desgosto
Por uma noite de festa

Voltaria à tua terra
Por um mergulho de mar
Entre a cidade e a serra
Fica algures o meu lugar

Este mundo não tem porta
Nem uma chave escondida
Por trás de tudo o que importa
Vem um sentido p'rá vida

Se te fizeres ao caminho
Em horas de arrebol
P'ra fermentar o meu vinho
Traz-me um pedaço de sol

Vamos escrever uma história
Rever um filme a passar
Logo virá à memória
O que eu te queria dar

Será verdade ou mentira
Como um segredo roubado
Sou como a lua que gira
Hei-de dançar ao teu lado
Este mundo não tem porta
Nem uma chave escondida
Por trás de tudo o que importa
Vem um sentido p'rá vida



http://www.vagalume.com.br/filipa-pais/a-porta-do-mundo.html#ixzz0ziDDx740
Comentarios (0) - Categoría: LUSOFONÍA - Publicado o 25-04-2010 22:28
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ECOLINGUA
. Vai a vimeo.com para veres vídeos sobre "Ecolingua", nome do Simposio celebrado en Vigo en decembro do 2009.

Podedes ver vídeos interesantes no blog boedense que aparece nos recomendados; interesante a categoría "LINGUAS MINORIZADAS" deste blog
Comentarios (0) - Categoría: EnREDE coa LINGUA - Publicado o 24-04-2010 23:25
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OBSERVATORIO DA LINGUA GALEGA
observatorio da lingua galega

Utilísimo recanto para todo tipo de cuestións de sociolingüística a traves de estatísticas, documentos, multimedia,...
Comentarios (0) - Categoría: EnREDE coa LINGUA - Publicado o 24-04-2010 22:27
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PONTES DE CULTURA


Experta en literatura medieval e literatura brasileira, Ria Lemaire está esta fin de semana no congreso Pontes de Futuro.

Di Ria Lemaire:
A literatura medieval galego-portuguesa é o primeiro "monumento" da criação dos povos do noroeste peninsular. Onde está a sua originalidade?
A sua originalidade está, por exemplo; na sua poesia que guarda as reminiscências de uma tradição de poesia dialogada, improvisada, cantada tanto pelas mulheres, ? as cantigas paralelísticas ? , quanto pelos homens ? as tensos ? da cantiga de escárnio e de maldizer. Essa poesia dialogada que, por sua essência mesmo pertence ao mundo das civilizações da oralidade, existe até hoje na área cultural do galego-português, no despique e na desgarrada. Ela será, com a chegada da poesia trovadoresca, substituída por uma poesia de amor monologada, a qual, no mundo da literatura escrita, será considerada a primeira e verdadeira poesia de amor.

Outro aspecto da sua originalidade consiste no facto de ela pertencer a uma área cultural bem antiga que não é nem portuguesa, nem espanhola, sendo que ela existia bem antes de os Estados-Nações ?Espanha e Portugal ? existirem e que esta área cultural tão antiga corresponde, mais ou menos, a uma realidade e área que, no século XXI, corresponderá á Euro-região Galiza-Norte de Portugal.


Se queres ler máis:
fonte: www. vieiros.com
Comentarios (0) - Categoría: XERAL - Publicado o 24-04-2010 21:14
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