andreinho's wild life



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gabriandre
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Feira do livro da USP.
De Varios SP



Gostei mais que da Bienal de SP, a verdade. Comprei, entre outras coisas (ainda que não na feira) o dicionário de Cândido de Figueiredo (S.XIX, mas na 8ª edição de 1936). É um dicionário interessante porque tem muitas palavras da época, muitos regionalismos, que não existem mais em Portugal, mas que existem na Galiza. Também, como dicionário da época, tem outras particularidades. Alguma interessante (dá pra ver quanto evoluimos, xD):


Berciano, m. Um dos dialectos da Galiza.

Masturbar, v. i. Ter certos prazeres solitários, nocivos à saúde. (Lat. masturbare )

Vernes, 2 m. Ant. O mesmo que sexta-feira: "hum vernes sairom-se por um lugar..." Crom. dos Fern. Men., I, 28 (Cast. Viernes )

Comunista, M. [···]Sectário do comunismo.

Lesbianismo, m. Um dos vícios sensuais contra a natureza, nas mulheres. Aberração do instinto sexual.

E, finalmente:


Galego, m. Aquele que é natural da Galiza. Dialecto da Galiza. Mariola, moço de fretes. Casta de uva preta de Colares. Pop. Homem grosseiro, incívil. Bras. Deprec. Alcunha que os brasileiros dão aos portugueses. Prov. alent. Aquele que é natural do norte do País. Cf. Pombinho Jr., Cant. Pop. Alent., 59 Bras. do S. Deprec. Nome, que os republicanos riograndenses de 1835 davam a qualquer partidário do Imperador. Adj. Relativo à Galiza. Ordinário: Ginja galega. Prov. Diz-se do vento do norte. E diz-se também de uma espécie de trigo mole. Prov. beir. Diz-se da mesa em que não há pão. Prov. minh. Diz-se da variedade de feijão, de couve, de trigo, de centeio, de azeitona, de marmelo, de linho. Cf. P. Coutinho, Flora, 378. Ant. Dizia-se de uma qualidade de tecido de linho: "Deixo 4 varas de linho galego". (De um testamento de 1691). (do lat. gallaecus)
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado em 15-11-2008 06:39
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Os galegos não somos parvos: Sobre a campanha.

Hoje vou falar de www.aproldalinguagalega.org Essa campanha visa denunciar o trato que se dá à entrada "gallego" no dicionário da RAE, onde se fala do galego como se uma "fala" qualquer e onde aparece a definição de "gallego" como "tonto".

Tenho visto debater muito sobre esta campanha: Sobre se está bem focada, sobre se é necessária, sobre se ninguém a apoia... Pois bem, eu vou falar um pouco dela.

Eu conheço a pessoa que iniciou a campanha. Eu mesmo comprometi-me a ajudar com ela, mas afinal não pude porque me "pilhou" emigrando e tinha que fazer papeis constantemente e buscar moradia com urgência. Ainda assim sinto-me mal por me ter comprometido e não ter ajudado.

Eu concordo com que quiçá há campanhas mais importantes, mas esta merece todo o meu respeito e a minha admiração por estes motivos:

-A pessoa que iniciou a campanha está começando, é a primeira vez que pensa "vou fazer algo". É a primeira de todas. E na primeira vez que tenta fazer algo consegue montar algo assim!!!. Eu, quando decidi passar a "activo", o que fiz foi associar-me à Gentalha, entrar na Comissão de Língua, e aprender dos outros desde uma posição modesta (e nessas continuo xD), mas o desta moça é bem impressionante. Eu queria ser como ela.

-Não podeis imaginar as horas e o esforço que ela dedicou a isto, mas também a ilusão com que o faz. Nunca abandona, aproveita todas as vias e enfrenta a quem tiver que enfrentar. Eu vejo-a trabalhar e mover-se muito mais que qualquer activista histórico.Eu queria ser como ela.

-A quantidade de pessoas com as que contactou é imensa. Nunca conheci a ninguém com essa capacidade para conseguir ajuda e apoios, nem com essa determinação. Quem me dera ser como ela

-Finalmente: olho com ela!!! Uma pessoa que por vez primeira, sem nenhuma ajuda importante (inicialmente só pessoas que, como ela, estão a começar) e sem ter nem ideia de como mover-se ou com quem falar, consegue tanto como ela conseguiu (que, ainda que não se veja tanto através da campanha, o sabemos quem a conhecemos) vai ser uma pessoa muito importante na luta pelo galego. Isso, se não se não perde a ilusão e a esperança com a nossa falta de apoio. Quem nos dera ser como ela

Eu sou fã incondicional.
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado em 15-11-2008 04:16
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I'm alive. Fotos demonstrativas!!!
De Blumenau


Aí estão as fotos: http://picasaweb.google.com/gabriandre

Estou vivo! Estivem em Blumenau e Pomerode alguns dias. Blumenau é uma cidade de origem alemã, colonizada há cem anos, que cresceu graças à indústria textil. É bastante difícil hoje ouvir falar alemão em Blumenau, mas ainda ficam falantes e alguns meninos estudam a língua na escola. O facto de falarem alemão foi determinante para trazerem indústrias para esse país, algo que deveríamos aprender nós com o galego-português.

Pomerode é muito mais pequeno. Eles identificam-se como falantes de alemão e orgulham-se disso, ainda que li nalguns textos que segundo alguns autores o que eles falam não é alemão. Não sei, não. Ali ainda ficam muitos falantes, a maioria velhos e do exterior. As pessoas falam em português com um profundo sotaque alemão, com alguma dificuldade alguns (igual que os velhos da Galiza) e com muitas castrapadas (é divertido estar a ouvir falar alemão, não entender nada, e, por vezes, escutar na conversa alguma palavra em português). Percebi também muita diglossia (mudam de língua em presença de pessoas de outros lugares, mesmo quando essas pessoas não tem nada a ver com eles... e também mudam de língua em Blumenau, acho, mas disso não tenho certeza). Aqui, o facto de falarem alemão, foi ainda muito mais importante para a economia, e eles sabem-no e aproveitam-no (ainda que lhe deixaram de falar aos filhos na sua língua, infelizmente, mas animam-nos a estudar alemão padrão).

Por certo, fui fazendo Couchsurfing, como disse, e foi uma experiência única. Acho que me vou mover muito com esse sistema hehe.
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado em 03-11-2008 05:18
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Que lembranças!!!


Nunca entenderei por que havia que esperar até a 1 da manhã para ver isto... nem que fosse REDES!
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado em 22-10-2008 05:51
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O isolacionismo no Brasil



Às vezes um emigra para descansar um pouco a cabecinha, mas este não é o caso. Entre todos os meus professores tenho um que defende o português brasileiro como língua independente. Contudo, as diferenças com o isolacionismo galego são imensas. Estas são as minhas primeiras impressões, prometo aprender mais sobre o tema:

-O isolacionismo brasileiro (com o que tive contato, não sei outras pessoas) apoia-se nas diferenças sintáticas com o português europeu, dentro de uma ótica generativista. Sintaxes diferentes = Línguas diferentes, pois a sintaxe costuma a variar menos. Eles consideram que neste caso a sintaxe portuguesa e a brasileira são suficientemente distantes como para constituir línguas diferentes. Curiosamente, a sintaxe portuguesa e galega são muito menos distantes entre elas que com a portuguesa (quase idênticas). Os isolacionistas galegos (os que conheço eu) preferem falar das diferenças fonéticas e léxicas (as quais para os brasileiros não são úteis, porque variam imensamente dentro do próprio Brasil). Estes não conhecem a sintaxe do Basco...

-O isolacionismo brasileiro não isola o português do Brasil, isola o de Portugal, que é o minoritário. Eles só perderiam um 20% de falantes.

-O isolacionismo brasileiro não inventa nem constrói as suas gramáticas copiando as de outras línguas.

Com isto não estou a defender o isolacionismo brasileiro, evidentemente... mas é uma boa amostra do incoerente que é o galego e, além disso, de como podemos usar um ou outro critério segundo nos convenha para criar uma língua. Investigarei mais sobre o assunto. Tenho que dizer também que são uma minoria as pessoas que concordam com estas teorias.

Quanto a mim, acho que vou aderir ao Acordo finalmente :).

O da foto é um erro de ortografia normal, mas na web da ligação há outros cartazes que representam bem o português brasileiro oral das classes mais baixas.
Comentários (1) - Categoria: Geral - Publicado em 14-10-2008 23:14
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Couch surfing
Estou pensando em fazer Couch Surfing polo Brasil. Para quem nom saibais o que é, consiste em entrar em Couch Surfing, fazer um perfil, explicar um pouco quem és, por que viajas e por onde viajaste e, depois disso, escolhes alguém dessa lista que che oferece um colchom na sua casa. É algo assim como a versom em alojamento do "autostop" (no Brasil, carona; em Portugal, boleia). Parece bastante seguro (tem um sistema parecido com o do eBay) e podo até acolher alguém na minha casa de baixo, que pra algo está vazia hehe.
Comentários (2) - Categoria: Geral - Publicado em 06-10-2008 03:27
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E, continuando... um país de contrastes.
Sempre quigem saber que seria o que havia nos lugares por onde passam as linhas imaginárias essas, os trópicos e o equador. Agora sei-no... umha favela. Os ricos dizem que este é um país de contrastes. Os pobres dizem que é um país de merda... nom será um país de desigualdades?
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado em 01-10-2008 04:53
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Trópico de Capricórnio
Neste domingo fomos a umha destilaria de cachaça numha cidade perto de São Paulo. Ali vim o maior alambique da minha vida, ainda que infelizmente nesse momento nom tinha a cámara para tirar fotos. Nom obstante, quando passamos polo Trópico de Capricórnio sim que tinha.
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado em 01-10-2008 04:52
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WTF??? Fraga Conquista o Brasil.
Um objetivo nacionalEm nengum lugar podemos estar seguros... nem no exílio... Tirei esta foto diante do restaurante universitário, nos pontos de venda de livros usados que há em todos os corredores.
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado em 26-09-2008 05:10
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Galiza bis.
Esta é a bandeira do estado do Pará. Curiosamente é umha bandeira da Galiza com as cores trocadas, mas coincide também com ser um dos primeiros estados do Brasil em receber imigrantes galegos alá no final do século XIX (ainda que umha cousa nom tem a ver com a outra, evidentemente). Estes imigrantes eram pseudo-escravos, pois vinham enganados trabalhar extraindo borracha das árvores da Amazônia. Aí muitos morrerom e, umha grande parte deles, fugirom para Belém (capital do estado), São Paulo, Rio, ou mesmo para Buenos Aires.

Outro dia falo dos imigrantes galegos na Bahia.
Bandeira do Pará na Wikipedia
Pará na Wikipedia
Comentários (0) - Categoria: Geral - Publicado em 25-09-2008 19:17
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