Palabras de Pedra


O blogue, cultural e divertido de Palabras de Pedra / Proxecto Mámoas do IES Marco do Camballón de Vila de Cruces Este proxecto foi recoñecido cun Premio á Innovación no Fomento da Lingua

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Gamy: "Palabras de Pedra"



Aí o tedes, onde o portal do noso insti, co graffiti que fixeron os colegas de Dios ke te Crew hai uns anos: Gamy!

O rapeiro Gamy, alumno do Camballón, presentou o tema "Palabras de Pedra" para pórlle música ao noso proxecto de normalización e participación social.

Bravo por Alex Gamy Gómez Santiso e pola xente do Novo Cruceiro Rock, espcialmente Álex Fiúza que nos acompañou no lanzamento, e vivan as compas da Biblioteca do noso instituto que montaron este vídeo tan xeitoso!

Comentarios (17) - Categoría: Actualidade - Publicado o 21-05-2014 10:24
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A lenda da espada do Vietnam, Anisia Miranda e Neira Vilas!


Vítor García Pinheiro, colaborador do proxecto "Palabras de Pedra", falou con Xosé Neira Vilas, no proceso de elaboración do "Mapa dos Tesouros de Vila de Cruces" e o escritor cruceño, ao coñecer a lenda da espada de Brandomés, sorprendeunos cunha história fantástica: A escritora Anisia Miranda escribiu a lenda da espada reconstituída nunha viaxe ao Vietnam, recollida da tradición oral vietnamita. É unha lenda sobre a resistencia dos pobos a seren invadidos. Nós transcribimos a continuación. Ma-ra-bi-llo-sa!



"Nas ribeiras do Lago da Espada Restituída ficamos até ben tarde. Aquí To Hoai recréase. Sabe o nome de cada herba, de cada flor, de cada árbore, os lugares do país desde onde foron traídos... Conta logo a lenda do lago: a dun guerreiro da época feudal que paseaba na súa barca por el, mentres pensaba en cal sería a mellor forma de vencer os enimigos que querían apoderarse do país. Daquela aparecéuselle unha tartaruga enorme, sobre cuxo lombo brillaba unha fermosa espada: tomouna nas súas mans e a tartaruga desapareceu nas augas. Con aquela espada o guerreiro arengou ás súas tropas, foi ao combate e venceu o enimigo.

Outro día, día de paz, o guerreiro volveu a pasear na súa barca polo lago, esta vez para descansar, cando outra volta se lle apareceu a mesma tartaruga, que seguiu xunto á barca moito tempo. Era evidente que o que desexaba era que lle devolvesen a espada; así o fixo o guerreiro e a tartaruga desapareceu para sempre. Baixo as augas do lago permanecerá a espada libertadora, disposta a vencer a quen queira intentar invadir a patria..."


Anisia Miranda, Treinta días en Vietnam,
Editorial Letras Cubanas, 1981


O texto, na versión orixinal, está na web da Fundación Neira Vilas


Viva a lenda da espada de Brandomés!

Graciñas, Xosé Neira Vilas!
Comentarios (17) - Categoría: Actualidade - Publicado o 20-05-2014 09:52
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Entrevista a Marcial Tenreiro, arqueólogo


O Clube da Língua entrevistou a Marcial Tenreiro Bermúdez, arqueólogo e dinamizador do blogue de arqueologia, etnohistória e etnologia Archaeoethnologica. Desde que descobremos a lenda da espada de Brandomés, Marcial colaborou com nós de forma generosa e entusiasta e ajudou-nos neste processo divulgativo que nos permite conhecer um pouco máis a nossa língua e a nossa cultura. Por exemplo, Marcial explica-nos mui bem porque escreve con NH em vez de Ñ ou porque o galego, entre outras muitas cousas, é umha língua internacional... E por isso nós tamém agora estamos a escrever em galego-português... ;-)


Antes de começar a falar de espadas e lendas, queriamos fazer-che umha pergunta sobre língua. No teu blogue sobre arqueologia , o galego que utilizas está escrito com NHs em vez de Ñs e outras cousas diferentes à forma que temos nós de escrever a nossa língua. Por que?


Bom, eu sou “reintegracionista”, é dizer, creio que o que falamos nós e o que se fala em Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Timor, etc.. é uma mesma língua, aínda que obviamente a falemos de formas distintas, tenhamos diferéncias na sotaque, nas palavras... De feito, a primeira vez que lim um livro em português (sem saber nada da normativa do português) sorprendim-me bastante do singelo que me era entender todo o que dizia ali e do rápido que avançava a leitura. Era algo que nunca me passara com outras línguas (francês, alemão, inglês) Logo, quando viajei e estivem em universidades doutros países, dei -me de conta de que os livros em galego sempre estavam na secção de português

Como vos contariam nas aulas de língua, todas as línguas tenhem dialetos, às vezes muito distintos entre sim. Pensade, por exemplo, no caso do castelhano. Pensade em como fala um andaluz, um argentino e pensade na normativa oficial do castelhano. Obviamente a forma em que todas estas pessoas falam é distinta, às vezes muito distinta, à forma na que escrevem. Isso é porque a normativa duma língua em realidade não representa o que cada falante fala, senão uma versão comum que todos podem reconhecer como essa língua.

Imaginade, por exemplo, os próprios dialetos do galego se agora a normativa do galego de Fisterra se “independizasse” da do galego da Corunha, ou a da Corunha, dos da zona Mindoniense.



Se algum dia falades com alguém português que viva justo do outro lado do Minho, daredes-vos conta curiosamente de que muitas vezes não pronunciam –ao no final de algumas palavras, a pesar de escrever assi, senão em –om como nós, já que o dialeto do Norte de Portugal tampouco coincide exatamente com a forma em que se escreve, e recorda nalgumas coisas a como falamos nós na Galiza.

Alguma gente às vezes me di que se utilizámos a normativa do português isso fai-nos menos galegos, pero eu penso que igualmente uma normativa internacional comum não lhes fai a outros menos argentinos, ou menos andaluzes quando escrevem … Ou não?

Logo digo-lhes também que ademais é essa é a primeira forma em que foi escrita a nossa língua (quando podia ser escrita aínda na Idade Media) Mesmo se algum dia podedes ler a versão original das obras de autores galegos anteriores à Guerra Civil poderedes ver que muitos deles optaram já pola opção de achegar a escritura do galego à normativa do português.

Outro dos motivos polos que som reintegracionista é porque creio que escolher escrever desta forma nos abre a um mundo que se o conhecemos não é muito distinto do nosso e nos enrriqueçe culturalmente, ademais de fazer-nos ver a importância real da nossa língua. Sabiades que a nossa língua é a 5º língua mais falada do planeta e que com ela podemos comunicar-nos com muitíssima gente repartida por quatro continentes (Europa, América, África, Ásia)? É curiosso quando te levam dizindo toda a vida que “falas uma lingua minoritaria” descobrir que falas uma língua Internacional, e das mais faladas da Terra.

Por ultimo, quereria comentar que até fai uns anos o próprio português tinha duas normativas internacionais: a de Portugal e a de Brasil. Mas fai uns anos unificarom-se ambas numa única normativa comum, a do chamado “Acordo Ortográfico”. Ademais, neste acordo ortográfico deu-se cabida também a Galiza polo que palavras galegas que às vezes desapareceram do Português de Portugal (ou que às vezes colheram outro sentido) agora vam entrar a formar parte dos dicionários do português oficial (por exemplo, a palavra “neno”).)

Conhece algumha lenda similar à lenda da espada de Brandomés? Na Galiza ou fora?

A verdade é que há poucas lendas deste tipo tanto em Galiza como na Europa, e temos que ir-nos já a textos escritos e de época medieval. À parte da lenda que já vos soará da espada Escalibur, há outra lenda que aparece noutro dos ciclo cavaleirescos da Idade Media, o de Roldão, aínda que não aparece no poema francês original (Canção de Roldão) senão numa versão escandinava deste poema.



Na lenda do rei Arturo, este pede a um dos seus cavaleiros que bote a sua espada no primeiro lago que atope, mas o cavaleiro quando vai lançar a espada pensa-o melhor e volta. Mas Artur da-se de conta e volta-o enviar. Volta passar o mesmo e Artur volta-o mandar uma terceira vez. Então o cavaleiro bota a espada ao lago e sae uma mão que a recolhe e brande-a várias vezes antes de meter-se na auga. Este episódio da lenda artúrica aparez por primeira vez numa novelinha sobre isto titulada “A Morte de Arturo” dum escritor de finais da Idade Media chamado Thomas Mallory.

Nesta novela há também outro episódio que aparez por primeira vez, o da Dama do Lago saíndo das águas para entregar-lhe a espada ao Rei, polo que tende a supor-se que a mão que colhe a espada ao final é a da mesma Dama do Lago à que lhe é devolva a espada mágica.

No poema francês original da Canção de Roldão, o cavaleiro morre atacado polos mouros e intenta romper a sua espada para que o inimigo não se faga com ela. Mas a sua espada é tam dura que não rompe quando a golpeia contra uma pedra, e mesmo a pedra termina rompendo. Na Cançao de Roldão, finalmente Roldão toca o corno para avisar ao Emperador Carlomagno (o seu tio) para que venham ajuda-los e depois disto morre. Pouco mais se sabe do que foi da espada, mas numa versão escandinava deste poema disse que Carlomagno rompeu depois a espada em dous e tirou os anacos a um rio para que ninguém pudera usa-la nunca mais.

Possivelmente este episodio que falta no poema da Canção proceda de alguma outra versão deste poema/as já que antes de ponher-se por escrito eram literatura oral cantada por jograres ambulantes que deberom ajudar a difundir estes poema por Europa (de feito conhecem-se versoes em Italiano e castelhano também)

Estas som duas versões que obviamente formam parte da literatura escrita pero que puderam basear-se possivelmente noutras versões destas lendas que deveram existir antes na tradição oral. A diferença é que estas duas tiveram a sorte de ser recolhidas daquela, outras versões que contaram outras coisas simplemente não o forom, e desaparecerom ... e outra recolheste-la vós por sorte ;-)


Que nos pode contar sobre o rito de tirar espadas aos rios?


Bom, normalmente os arqueólogos consideramos que o arrojar armas (espadas principalmente, mas também lanças, e nalguns casos cascos ou escudos) e em menor medida outros objetos (adornos, cerámicas, animais sacrificados, etc) é um rito e não resultado da perdida acidental por várias rações.



Uma delas é que normalmente os achádegos que som resultado duma perdida acidental soem ser mui raros, mentres que durante alguns períodos da pré-história europeia vemos uma quantidade demasiado grande de armas nas águas (rios fundamentalmente, pero também lagos, e mesmo nalgum caso fontes) para suponher que todas sejam resultado de perdidas acidentais.

O período no que encontramos armas e outros objetos nas águas é principalmente o Final da Idade do Bronze (que colhe em parte o 1º Milénio a.C, ou seja há quase 3 mil anos) Durante o Bronze Final este tipo de rituais encontram-se fundamentalmente na zona Atlântica de Europa [Galiza, Portugal, Ilhas Britânica, Bretanha francesa, e costa de França, chegando ate o Ocidente de Andaluzia polo sur e ao interior da Meseta da Península Ibérica polo este, e a Escandinávia polo Norte].

No resto de Europa durante esta época é case impossível atopar armas nas águas. Logo na Idade do Ferro (aprox. desde o IX a.C ao I a.C) também aparecem este tipo de rituais noutros lugares como Centroeuropa. Na Galiza durante a Idade do Ferro é mais raro atopar-se armas nas águas, aínda que temos vários puñais de antenas que apareceram nas águas, e o casco do Muséu Diocesano de Tui que apareceu no rio Minho. Com a invasão romana estes depósitos de armas nas águas vam desaparecendo definitivamente dos lugares de Europa ocupados polos romanos, mentres que ao outro lado da fronteira do Império, na Germania e Escandinávia, estas práticas seguiram-se realizando e documentam-se arqueologicamente até praticamente inícios da Idade Media. Sobre por que se faziam rituais nos que se botavam espadas e outras armas há várias hipóteses, varias possibilidades, e normalmente considera-se que não hai uma soa explicação.

Mais bem, o feito de que apareçam armas responderia a distintas causas, algumas vezes a uma destas e outras, a outra.

Estas possibilidades seriam as 3 seguintes:

1) Ritual funerário: É dizer, que apareça a espada (ou outras armas) relaciona-se com o ritual de enterramento de alguém. Pode parecer um pouco estranho já que nós quando nos enterramos só levamos com nós praticamente a nossa roupa e pouco mais, e não nos fazemos enterrar coas nossas coisas. Mas durante boa parte da Antigüidade e da Pré-história era muito comum que os mortos se enterrassem com as suas pertenças, considerando que assi as poderiam levar para o Além com eles.

E que tem que ver um enterramento com um rio?, pensaredes, pois mui simple: sabemos por alguns textos que os celtas e os germanos consideravam que a alma devia viajar ao outro mundo e que uma das formas de fazer essa viagem, era pola água, atravessando um rio ou o mar. Não é tão raro em povos que foram a fim de contas navegantes e sobre tudo se temos em conta que o caminho mais rápido num mundo sem autoestradas e aeroportos era o que se podia navegar.



Se pensades nalgum filme de vikingos que tenhades visto e no que um dos personagens tenha morto e fora metido num barco com as suas armas e as suas pertenças..., estades no certo pois possivelmente este tipo de tradições de botar os mortos às águas se baseem neste tipo de crenças que já existiriam na Idade do Bronze, e que nalguns lugares de Europa previveram.

Também vos pode recordar isto de novo a lenda artúrica, já que quando o cavaleiro volve de botar a espada no lago, atopa-se com que o cadáver de Arturo está sendo levado numa barca por três donzelas (aínda que, claro, aqui Artur não levou consigo a espada, ;-)) que o levam à Ilha de Avalon (literalmente a Ilha das Maças). Há igualmente na literatura medieval europeia muitas lendas similares que falam de viagens por mar, aos que se chega a uma Ilha Sobrenatural situada no Além

Tem-se utilizado esta hipótese para explicar o feito de que na Fachada Atlântica seja impossível atopar restos de cemitérios durante o Bronze Final, polo que se tem suposto que poderiam utilizar-se rituais como este (de botar ao defunto às águas) ou outros que não deixaram evidências arqueológicas. Pero não é a única explicação.

2)Oferenda aos deuses:

É dizer, são objetos que são oferecidos a uma divindade para ganhar o seu favor ou para agradecer-lhe algo.

As armas, e sobre todo a espada, som objetos mui importantes em uma cultura que possivelmente gira em torno à guerra, e que por tanto som dignos de ser oferecidos aos deuses. Os motivos polos que se ofereceríam as armas? Tenhem-se presentado distintas possibilidades em base a dados que aparecem nos autores clássicos, e em alguns textos medievais, que falam de costumes similares entre celtas e germanos

2.1. Oferendas em festividades cíclicas do ano: seriam simplesmente objetos que se oferecem aos deuses em rituais que se celebram periodicamente cada ano, vinculados a alguma festa do calendário religioso. Neste tipo de oferendas apareceriam tanto armas como outros objetos e mesmo às vezes animais sacrificados que teriam formado parte do ritual, e geralmente em grandes quantidades, seriam mais raro armas ilhadas.

2.2. Oferendas ocasionais por feitos concretos:

a) Oferendas agradecendo uma vitória militar: Ofereceria-se o botim capturado a um exército inimigo depois da batalha. Conhecemos por um texto de Paulo Orósio (um escritor romano nascido na Galiza) que os germanos depois de uma batalha soíam botar a algum rio próximo as armas dos inimigos mortos como oferenda agradecendo aos deuses a vitória. E têm-se explicado algum depósito de armas nas águas como resultado deste rito. Neste caso apareceriam grande quantidade de armas pero não outros objetos (como colares ou adornos ou cerâmica por ex.) Em ocasiões as armas também podem estar rotas adrede (não acidentalmente) ou dobradas

b) Oferenda por alguma catástrofe o feito inesperado: uma peste, uma fame, alguma catástrofe natural que punha em perigo a supervivéncia do grupo, e obrigava a ofrecer uma oferenda importante aos deuses para a salvação do grupo.

Igualmente que no caso da oferenda cíclica, os objetos (armas e outros) seriam abundantes e poderiam aparecer também restos de animais sacrificados. Seria um “sacrifício” extraordinário por circunstâncias extraordinárias.

c) Combate ritual: Durante a Antigüidade e na Idade Media sabemos que às vezes, para evitar a guerra, se decidia que em vez de enfrentar-se os exércitos das duas partes, se enfrentassem só uma pessoa ou um pequeno grupo de pessoas por cada bando (como muito 3 por cada um dos dous). É o que se chama “Combate Singular” (combate de um contra um) ou “Combate de Campeões” (pola pessoa o pessoas que cada bando escolhia para representa-lo).

Estes combates realizavam-se com umas regras mui estritas, num térreo neutral para ambos (normalmente a fronteira entre dous territórios, ou uma ilha onde nenhum dos dous bandos podía ajudar a nenhum dos luitadores) O combate era a morte, e os combatentes punham-se baixo a proteção dos deuses. Entendia-se que os deuses decidiriam qual dos dous dous bandos tinha ração e devia ganhar, e que, polo tanto, quando algum dos campeões ganhava os dous entendiam que essa fora a decisão dos deuses sobre o assunto em conflito

Por isso era frequente que o vencedor oferecera -como “agradecimento” aos deuses por ter-lhe dado a ele e ao seu povo a vitória- as armas usadas no combate, frequentemente a espada. Podia-se oferecer segundo o costume a espada do vencedor, a espada do vencido (que passava a pertencer ao vencedor) ou vem as espadas de ambos os dous guerreiros.

Seria um caso similar ao da oferenda do botim das armas do exército vencido que vos comentei arriba pero aqui só com dous combatentes.

Nalguns casos também se soía utilizar este “combate singular” para solucionar problemas entre dous indivíduos da mesma comunidade. Na Idade Media conhecia-se isto como “Juízo de Deus”, ou “Juízo por Combate”. Ante determinadas acusações ou crimes e para evitar que empeça-se um ciclo de vinganças sanguentas entre as famílias dos implicados, às vezes, decidia-se por fim ao conflito enfrentando aos dous homens, e assim todo quedava amanhado pois o resultado do combate fora decidido por Deus, e ali rematava todo.

Neste caso apareceriam espadas ilhadas, ou bem por parelhas, e com marcas de ter sofrido danos polo uso sem que o seu gume fosse reparado depois volvendo a afia-lo.

É interessante ao respeito que nalguma lenda irlandesa como as do Ciclo do Ullster fala-se mesmo de combates singulares que se chegam a celebrar dentro do próprio rio, cos dous guerreiros médio cobertos polas augas.


3) Rituais de Guerra e Conquista
: Esta é uma hipótese que apresentei eu em dous artigos fai uns anos. Neste caso as armas seriam usadas em rituais relacionadas com um ritual que marcava o princípio (e nalgum caso a fim) duma guerra: arrojar um arma contra o território enimigo.

Normalmente este ritual fazia-se contra um lugar concreto da fronteira entre o território dos invasores e o território invadido.

E diredes... que tem a ver o rio com isto? Pois tem muito a ver porque os rios forom utilizados frequentemente como fronteiras naturais. Antes de que se inventassem os mapas e a topografia (a ciéncia que fai os mapas) era difícil saber onde estava o limite entre um e outro sitio. Por isso normalmente botava-se mão de elementos que fossem visíveis na paisagem: alguma pena especialmente alta ou visível, algum resto arqueológico (por ex. na Idade Media muitas mámoas eram utilizadas como limites de terras, paróquias, coutos, etc) E os rios eram igualmente mui úteis como fronteiras, já que, à parte de que ao alongar por uma boa parte do térreo, as vezes não eram sempre atravessáveis, já fosse pola força da corrente ou pola sua profundidade, por qualquer lugar... Polo que esses lugares por onde era fácil atravesar o rio –os vãos- eran mui importantes para a guerra.

O rito consistiria em atravesar o rio arrojando uma arma (normalmente uma lança, ou outra arma que se pudera lançar com facilidade, raramente uma espada) ao outro lado do rio, ou bem no próprio rio. Este rito era uma espécie de “declaração” de guerra ritual e possivelmente também equivalia a uma “conquista” anticipada magicamente do território no que se estava a entrar.

De aí que uma vez terminada a guerra, às vezes também se utilizasse o ritual de arrojar uma lança a algum outro rio que fixesse de fronteira para marcar o novo limite do território.

Na Idade Media este ritual também se utilizava como uma forma de aceso ao poder. Quando um nobre (um conde um duque, etc) morria e passava o seu título ao seu herdeiro, este tomava possessão do território que lhe pertencia fazendo como se o “conquistasse” e arrojava uma lança (frecha, machada, etc) no rio que fazia fronteira do seu senhorio.

Não sabemos se na Idade do Bronze esta última variante deste ritual já puído existir ou se é somentes uma evolução muito posterior do velho rito guerreiro. Um rito deste tipo poderia aplicar-se a aqueles depósitos de armas nas águas nos que há algumha arma ilhada (normalmente uma lança, e possivelmente excluíndo os de espadas)
Como vedes há varias possibilidades, e em realidade vários rituais, e o mais possível é que estes 3 rituais e as suas variantes estejam detrás do feito de que se encontrem armas nas águas durante o Bronze Final e em parte a Idade do Ferro.


Qual podería ser a origem desta lenda? Pode estar relacionada com a história de Excalibur, a espada do Rei Artur?


Bom, normalmente considera-se que este tipo de lendas foram inspiradas pola aparição de armas nas águas, que algum dia muito antes na pre-história foram botadas nalgum destes rituais.

As armas nas águas que nós, os arqueólogos, conhecemos som as que foram publicadas a partir de que empeçasse a haver arqueólogos e aparecesse a arqueologia como uma ciência no século XIX. Mas é óbvio que durante os séculos anteriores deveram de aparecer igualmente por casualidade muitas outras espadas e armas nas águas e que a gente as teria atopado.

Boa parte das próprias espadas e armas das que falamos os arqueólogos forom atopadas casualmente, pero como já havia daquela arqueólogos, livros de arqueologia onde puderam aparecer elas, já havia museus de arqueologia onde guardá-las, etc, agora temo-las medidas, fotografadas, desenhadas e todas essas cousas que fazemos os arqueólogos...

Mas que passaria se de repente um paisano do século XI, ou XII ou do XVI atopasse uma espada estranha nas águas dum rio ou dum lago? E como seria recordado esse achádego? Seguramente inventariam-se lendas para explicar como acabou no fondo do rio, pensaria-se que pertencia a seres sobrenaturais da mitologia popular como as Mouras, que na tradição popular ademais frequentemente vivem debaixo da água, e não só debaixo dos castros e mámoas... A fim de contas não vos recorda muito a Dama do Lago (loira, vestida de branco) a uma Moura galega? ;-)

Em fim, possivelmente tanto a lenda de Excalibur como a de Brandomés que tedes recolhido forom inspiradas por esse tipo de achádegos casuais, aos que a gente quixera dar uma explicação mítica para entender que faziam ali dentro do rio.

Cre que se se buscasse a espada podería aparecer?

O rio Ulha é o que conta em toda a Galiza com mais achádegos de armas nas águas, polo que não seria raro que qualquer dia aparecessem mais... Mas em fim, estas cousas sempre dependem da sorte e das circunstáncias ;-)

Era frequente que as espadas fossem de ouro?

Não, de feito o ouro é mal material para armas porque é mui brando. As espadas forom primeiro de Bronze (uma mistura de cobre e estanho), e logo mais tarde de ferro. O que si puído haver nalgum caso forom elementos decorativos de ouro (no mango), mas no caso das espadas do Bronze Final não temos evidencias deles. Alguma espada do Bronze Antigo atopada em Centro-Europa (mas não na água) tem conservado cravos de ouro para unir a folha da espada ao punho.

Nas lendas de mouros soe ser frequente que se fale de que todos os objetos que pertencem aos mouros são de ouro. E possível que se perguntades quando ocorreu a batalha na que o homem perdeu a espada no rio em Brandomés vos digam que foi no "tempo dos mouros".

As espadas faciam-se aqui ou vinham de fóra?


Faziam-se em cada lugar, aínda que tinham modelos que vinham de fora nalguns casos.

Durante o Bronze Final boa parte da Europa Atlântica comparte os mesmos tipos de espadas, aínda que normalmente estas se fabriquem em cada lugar. Durante esta época hai uma grande atividade comercial relacionada com o comércio de metais. No Atlântico (Galiza, Ilhas Britânicas, especialmente) tinhamos minas de cobre e, o que era mais importante, de estanho -que é menos frequente-, metais que eram necessários para fabricar o Bronze, que nesta época era um metal que quase podíamos dizer estratégico, quase como o Petróleo o seria hoje para a nossa sociedade. E o Atlântico abastecia a grande parte de Europa e mesmo Oriente próximo dos minerais necessários para fazer o bronze.

O resultado disto foi que durante o Bronze Final intensificarom-se os contactos entre os povos das costas atlânticas, e seguramente fixo-se necessário estabelecer alianças e relações diplomáticas entre estes povos. Ao mesmo tempo todos estes contatos levarom não só metais senão ideias, com as gentes que os levavam, como costumes, formas de vestir-se, rituais, etc. Muitas destas ideias nao podemos conhece-las porque não deixaram rastros arqueológicos; outras, como possivelmente os rituais relacionados com as armas, sim.

Ao mesmo tempo, entre estes elementos culturais também viajavam as técnicas para elaborar as armas, os seus tipos e formas. Os arqueólogos consideramos que uma parte importante disto se deveu a que os próprios artesãos encargados de fabricar estas novas armas viajaram também nessas expedições para buscar matérias primas (metais) ou bem para ofrecer os seus serviços aos poderosos doutras terras, dando a conhecer os novos tipos de armas aos seus companheiros em cada lugar, mesmo algum possivelmente quedaria a viver na nova terra e fundaria o seu próprio talher.

Essas espadas tinha-as a povoaçom em geral ou só alguns privilegiados e guerreiros?


As espadas durante a maior parte da história forom um objeto que poucos podiam ter. Na Área Atlântica, como não temos tumbas durante o Bronze Final, é difícil saber com seguridade se era um objeto mais ou menos escasso. Polo contrário em Centro-Europa, onde sim existem tumbas durante a mesma época, as espadas som muito escassas. Algum arqueólogo mesmo tem calculado analisando as necrópoles (cemitérios) dessa época que só haveria uma tumba ou duas com espada em cada geração, que normalmente soía coincidir com a mais rica em enxoval (e possivelmente seria a do líder da Comunidade)

A verdade é que durante a maior parte da história as espadas longas como as que se usavam no Bronze Final não eram a arma principal da maioria da tropa que luitava numa guerra. Por exemplo quando pensamos numa batalha medieval pensamos em toda a gente luitando a espadaços pero em realidade só tinham direito a levar espadas os cavaleiros de origem nobre. A maioria dos que luitavam num exército faziam-no com escudo e lança.

O feito de que nos depósitos de armas nas águas a espada seja tam frequente durante o Bronze Final, aínda sendo tam pouco corrente entre a maioria dos que luitavam, explica-se possivelmente por esse caráter como objeto prestigioso, reservado só a uns poucos. Ter uma espada, ou melhor dito, ter o direito de leva-la, era um símbolo do poder, de prestígio, de estatus social, etc.

Ademais mentres que as técnicas para manejar uma lança eram relativamente singelas de aprender, a espada necessitava dum adestramento específico para poder usa-la, polo que só uns poucos estariam capacitados para usa-la com efetividade. De feito, a espada foi uma das primeiras armas usadas especificamente para o combate, a diferéncia doutras como a lança e /ou o arco, que também se podiam usar para a caça. Por isso se considera que a aparição da espada a começos da Idade do Bronze marca claramente a aparição duma classe de guerreiros especializados só na guerra, e que constituiriam uma minoría dentro da sociedade.

Por isso a espada, ao mesmo tempo que um bom objeto valioso que ofrecer às divinidades, também seria a arma típica para os combates singulares entre guerreiros como os que vos comentei arriba.
Possivelmente esse caráter de objeto prestigioso favoreceu que as distintas formas e variantes de espadas que as vezes procediam de regiões afastadas como Centro-Europa ou o Mediterrâneo, se difundissem e foram imitadas tam facilmente durante o Bronze Final por toda a área Atlântica, porque formavam em certa forma parte das novas “modas” da época.


Quere comentar algo mais?


Nada mais, simplesmente agradecer-vos a vossa curiosidade e as vossas perguntas e dizer que se tedes alguma outra pergunta a que vos poda respostar não duvidedes em faze-la ;-)

Uma aperta e obrigado

Marcial
Comentarios (18) - Categoría: Actualidade - Publicado o 13-05-2014 13:31
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Caixa Rural e a lingua dos caixeiros automáticos. Unha investigación fallida



Dentro do proxecto Palabras de Pedra, un proceso de participación social e normalización da lingua galega que impulsamos desde o IES Marco do Camballón de Vila de Cruces, fixemos unha pescuda que saiu do Equipo de Normalización e continuou co alumnado dunha aula de 4º da ESO, para coñecer o uso das linguas galega e española nos caixeiros automáticos de Caixa Rural.

Estes son os correos electrónicos que intercambiamos entre nós e un dos responsábeis da Caixa Rural.

Temos que comentar que tamén nos puxemos en contacto con Nova Caixa Galicia, que nin contestaron á nosa proposta.



1.

Estimadas señoras e señores de Caixa Rural:

Ola! Escribimos desde o IES Marco do Camballón, en Vila de Cruces, Pontevedra, desde o Clube da Língua do noso Instituto.

Hai uns dias descubrimos esta noticia sobre o uso do euskera nos caixeiros de Laboral Kutxa no País Vasco, Kutxazain automatikoak, euskara erabilpenaren neurgailu gisa, e decidimos dirixirnos á Caixa Rural para coñecer algúns datos sobre o uso da lingua galega e da lingua española nos caixeiros.

Pensamos que tanto para nós, que estamos interesados en fomentar o uso e o coñecemento da nosa lingua, como para a Caixa Rural, que utiliza o galego no seu traballo diario, coñecer estes datos pode ser moi interesante, desde o punto de vista educativo e cultural.

Nestes tempos nos que tan importante é o concepto de proximidade e de humanización para as empresas, e nos que tan mala imaxe teñen os bancos, pensamos que para Caixa Rurall sería moi positivo compartir algúns datos sobre este tema con profesorado e alumado dun instituto.

A nós interesaríanos saber cousas como estas: E en Vila de Cruces, onde se fala maioritariamente o galego, en que porcentaxe utilizamos a nosa lingua no caixeiro? E en cidades como en Vigo, a xente utiliza pouco, bastante, moito o galego nos caixeiros? E cal é o caixeiro onde máis se utiliza o castelán? E o galego?

Como poden comprobar, gustaríanos coñecer cousas parecidas ás dese estudo que se fixo público no Pais Vasco, onde saben, por exemplo, cales son os 10 lugares onde máis se utiliza o euskera e os 10 onde menos se utiliza.

Estes datos poderían ser moi interesantes para facer unha reflexión sobre a nosa lingua e onde se usa máis e menos.

Que lles parece? Axúdannos? A súa colaboración será de grande axuda. Gustaríanos contar coa súa axuda e para iso poñémonos ao seu servizo para o que faga falta.

Un saúdo do Equipo de Normalización do IES Marco do Camballón

...

2.

Bos días

En primeiro lugar agradecerlle que se dirixa a nós con tan interesante cuestión. Ó tempo teño que decirlle que non temos neste intre datos disponibles para elaborar a estadísticas pero xa fixen os contactos precisos co Departamento de Informática para ver que estén dispoñibles, extraelos e tratalos.

En canto teña algunha información tratable ó respecto fáglle chegar os resultados.

Agradecendo de novo o interese pola Entidade, remítole un cordial saúdo.

José M. López

...

3


Olá, José Manuel!

Aquí estamos na aula de 4º D da ESO saltando de alegría. Escribimos entre todos e todas estas palabras. Estamos moi agradecidos polo seu interese e pola súa colaboración.

O certo é que pensabamos que a xente do banco -da Caixa- non nos íades facer caso. Pero isto demostra que estabamos equivocados e que na Caixa Laboral sodes boa xente por colaborar con nós, as alumnas e alumnos do IES Marco do Camballón.

Esta información será de grande axuda para nós, e para a nosa educación, que non só se constrúe dentro das aulas senón tamén fora, falando con xente como ti, Jose Manuel.

Unha grande aperta de todos os alumnos e alumnas de 4º D e do profe, Séchu.

Esperamos a túa contestación e pedimosche que, da nosa parte, lles deas as grazas á xente do dapartamento de informática.


Toni, Brais, Ana, Alba, Tamara, Uxía, Inma, Marcos e Séchu

...


4.


Bos días de novo!!

Alégrame ver tanto entusiasmo!!!

Sólo puntualizar que somos Caixa Rural Galega e non Caixa Laboral!!

En canto teña dato xa vos informo:

Saludos.


...

5.

Boas tardes

En relación coa petición que nos facía, teño que comunicarlle que aínda que é posible localizar o idioma no que se realiza unha operación de caixeiro, este dato non se extrae do mesmo para que esté dispoñible en tablas que a posteriori se poidan tratar. É decir, que habería que consultar no diario de fondo de cada caixeiro as operacións unha a unha para dispoñer deste dato. Tan só estarían realtivamente accesibles os datos de unha semana, o cal é pouco representativo.

Esto só responde ó diseño inicial do soporte informático que extrae os datos dos caixeiros para procesalos. Como non se incluíu esta variable, os datos non están dispoñibles. Para obtelos habería que facer consultas manuales de todas as operación realizadas nun período determinado, o cal comprenderá que é inviable.

En todo caso, tras o intento de localizar os datos por parte dos informáticos e buscando os poucos dispoñibles que son muy recentes e dun período moi curto, o resultado é que a maioría operan en Castelán.

En todo caso, o resultado, o meu xuicio, estaría moi sesgado dado que o caixeiro inicia a conversa en Castelán e o idioma que aparece en primeiro lugar para selecionar é o castelán. Creo que esta ciscunstancia desvirtúa o resultado en canto ó uso do idioma xa que hay unha circunstancia que leva a elexir o Castelán e que é que sendo o primeiro idioma evita buscar outro e a operación faise máis rápida. Ademáis a conversa entre o usuario e máquina e casi sempre a mesma polo que o usuario tende a non leer as mensaxes dándolle pouca importancia ó idioma.

A razón pola que figura o castelán en primeiro lugar é porque compartimos sistemas informáticos con outras Caixas Rurais e o Castelán é o idioma que todas compartimos polo que para moitas cuestións prima sobre os idiomas locais.

En todo caso si quere aclarar algo ou comentar alguhna cuestión relativa a este tema pode chamarme a calquera dos número que abaixo se indican.

Sentindo non poder atender a petición e agradecendo o interese pola Entidade, remitolle un cordial saúdo.


...

6.

Olá, José Manuel!

Vaia.

Queremos agradecerche o teu tempo e interés, a túa axuda nesta nosa investigación.

Un saúdo e grazas, outra vez, en nome do alumnado de 4º D e o seu titor!

séchu, Toni, Brais, Ana, Alba, Tamara, Uxía, Inma, Marcos


...

7.

Estimado Séchu:

Non te preocupes por nada, non hai problema. En todo caso felicítovos por iniciativas que fan refelxionar, pensar e traballar aos máis pequenos. Non hai mellor maneira de medrar e aprender que traballando e descubrindo o mundo por medios propios para logo poder ter criterio propio ante a vida.

Un cordial saúdo.
Comentarios (18) - Categoría: Actualidade - Publicado o 07-05-2014 11:25
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Jorge Mira e os niveis de desprotección do galego


Aquí podedes ollar a crónica da visita de Jorge Mira, no blogue da nosa biblioteca: Abre os ollos

Mais nós queriamos falar un pouco sobre o que Mira nos contou sobre a lingua galega. Podedes velo no vídeo a partir do minuto 15.07

Ei, isto é moi interesante!

Jorge Mira apuntou que vén de traballar nunha investigación que demostra, desde o punto de vista científico, a desigualdade existente entre o galego e castelán e o nivel de desproteción da nosa lingua.

Dixo, como se pode ollar no vídeo: "Agora ben, a día de hoxe o estatus do castelán é maior que o do galego, por se alguén o dubidaba, a importancia do castelán e o poderío do castelán socialmente, que tamén lle dei o traballo ao Secretario Xeral de Política Lingüística. Agora mesmo está máis en perigo o galego que o castelán. Isto é evidente."

Despois da palestra, Jorge Mira contounos que proximamente se fará público este estudo que visibiliza os niveis de desprotección da nosa lingua. De momento non podemos contar máis sobre este informe que Jorge Mira elaborou en colaboración cunha importante entidade sociolingüística do país e que xa lle foi enviado ao Secretario Xeral de Política Lingüística.

Ademais, Jorge Mira explicounos que vivimos nunha sociedade con dúas linguas, que aquí existe un conflito lingüístico e que, por riba doutros factores, a nosa identidade como grupo ten moitísimo que ver coa lingua..

Esta situación é habitual no planeta: en sociedades con dúas linguas iso produce conflitos. Isto, por exemplo, sucedeu entre o español e o quechua en América, fruto do imperialismo a partir do século XVI, e ese proceso provocou que moitas linguas propias desaparecesen. Sobre isto fala no vídeo a partir do minuto 9.45.


Comentarios (17) - Categoría: Actualidade - Publicado o 06-05-2014 12:08
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Unha alianza con espadas, palabras, aturuxos e música!


Aquí podedes ollar o acto de Irmandade no Castro de Borneiro entre o IES Marco do Camballón e o IES Maximino Romero de Lemao pasado 28 de abril.

Non podían faltar uns vivas pola nosa cultura, a nosa lingua e por nós!

Bravo por ese acordeonista!

Com Manolo Gago e Manolo Maseda e as espadas de Brandomés!

Ei! E non podía faltar o aturuxo colectivo, un grande berro seco entre xente amiga!

Comentarios (18) - Categoría: Actualidade - Publicado o 06-05-2014 09:55
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Alianza entre o Festival Cruceiro Rock e o Festival da Carballeira de Zas


Dentro das actividades do proxecto Palabras de Pedra, o pasado 28 de abril unha expedición de alumnado e profesorado do IES Marco do Camballón visitamos o Instituto de Baio, Maximino Romero onde, entre moooooooitas outras cousas, fixemos unha alianza entre dous dos festivais de música máis importantes do país. Vítor García, da Asociación Cultural Cruceiro Rock, acompañounos e representou o activismo polo rock en galego de Vila de Cruces. O día en que Xurxo Souto e o alumnado do IES de Baio homenaxeaban a Alexandre de Fisterra, inventor do futbolín, nós quixemos facer o noso pacto de amizade cunha partida de matraquinho.

Viva a música en galego e viva a xente que traballa porque a nosa música estea con nós nas nosas vilas e cidades!

Viva a xente que impulsa, proxecta, programa a música no noso idioma!
Comentarios (20) - Categoría: Actualidade - Publicado o 06-05-2014 09:47
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E ti... como podes cambiar as cousas? Guille Cid compartiu con nós algunhas claves sobre como mudar o mundo


Lingua e liberdade, lingua e dereitos sociais, e moitas outras cousas!

Pois sobre isto falou Guillermo Cid no noso instituto, nun encontro co alumnado de 2º da ESO.

Que é o movemento antiglobalización?
Que significa ser activista social? Quen defende o "sistema"? Quen son, ou somos, antisistema?
Que ten que ver a nosa lingua con todo iso?
E a ecoloxía, e os dereitos humanos, e os bancos...?

Os medios de comunicación... por que emiten as mesmas mensaxes incansabelmente? Que é a infotoxicación?

É certo que o que sempre foi así ten que seguir sendo así? Que podes facer ti para mudar as cousas que non che gustan?



É verdade iso de que "Por moito que faga non vale para nada?" Ou, pola contra, está demostrado que cando a xente, ti, por exemplo, fai algo iso sempre ten consecuencias para mudar as cousas? Como inflúe o que ti fas nas persoas que te rodean?



A quen lle interesa que a saúde social da nosa lingua non mellore? Por que o tema da normalización da nosa lingua non sae nos medios de comunicación como unha preocupación social?

Podemos participar para cambiar o mundo ou o noso entorno? É certo que existe un movemento mundial para transformar, no sentido da xustiza social, moitas das cousas das que non gostamos? Quen está a participar?

É a nosa lingua pouco útil, menos válida ou menos importante que outras, como algunha xente pensa...? Ou estamos diante de prexuízos sociais que podemos combater con intelixencia e cultura?

Até que punto nós somos responsábeis do que sucede?



Guille foi profe de lingua galega no noso instituto hai uns anos. Ten colaborado con Amnistía Internacional, unha organización en defensa dos dereitos humanos, e actualmente é un activista social que participa no movemento vigués, na Plataforma ECOAR para a construción e coordinación de alternativas e resposta social . Ten publicado en xornais como Diagonal ou Rebelión.

Un abrazo, amigo, e moitas grazas por todo.

Comentarios (26) - Categoría: Actualidade - Publicado o 05-05-2014 23:40
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Entrevista a Julio Cacheda


Fixémoslle unha entrevista a Julio Cacheda, veciño de Oirós que traballou nas excavacións arqueolóxicas das mámoas do Camballón cando era un rapaz cuns quince ou dezaseis anos.


Estimado Julio Cacheda :

Somos Alba e Ana, unhas rapazas do IES Marco do Camballón, e gustaríanos facerche unhas preguntas xa que nos interesa moito a túa experiencia vivida nas excavacións arqueolóxicas de Oirós cando eras mozo.


Esperamos non ser unha molestía e que nolas poida responder.

Grazas.

Julio Cacheda: De nada, perdón polo retraso.

Palabras de Pedra: Como foi a túa experiencia cos arqueólogos?

J.C.: Eu era un rapaz da vosa idade. A experiencia foi boa, xa me coñecian de anos anteriores, das visitas que lles facía.

PdP: Tiveches algún soldo ou simplemente axudabas por diversión?

J.C.: Si, algo si que nos pagaban, non recordo pero era un xornal normaliño.

PdP: Cantos anos tiñas cando viviches esa experiencia?

J.C.: Creo que 16/17

PdP: Os arqueólogos atoparon algo mentres os axudabas? Lembras algunha cousa en especial?

J.C.: Si, deron cun machado de pedra e creo que un coitelo de silex.

PdP: Parecíache interesante o seu método de traballo?

J.C.: Si, marcaban as liñas de corte sobre o terreo e logo moi eran coidadosos e peneiraban toda a terra extraída.

PdP: En que consistía o teu traballo?

J.C.: Basicamente en ir sacando a terra con carretillos e peneirala, limpar a maleza antes do comenzo,etc.

PdP: Como era o día a día?

J.C.: Pois desde as 8 da mañá ás tres da tarde, xornada continua e media hora para o bocadillo.

PdP: Que supuxo todo isto en Oirós?

J.C.: Salvo a xente que traballou alí, o resto do lugar non moito, dado que non están tan próximas ao núcleo de pobación.

PdP: Pódesnos contar algunha anécdota?

J.C.: Lembro o día que toparón o machado, como saltaban coa alegría os estudantes que o toparon.

PdP: Aprendeches algo durante ese tempo?

J.C.: Sobre todo, a ser coidadoso e respectuoso coas antigüidades de todo tipo.

PdP: Por que despois de axudar, non te decantaches por estudar arqueoloxía?

J.C.: Supoño porque son de moverme máis que de estudar, aínda que ao longo da vida non deixei de estudar en todo o que vou precisando.

PdP: Na túa aldea dáselle valor ás mamoas?

J.C.: Creo que menos do que se debería, o feito de quedar todo tan parado tantos anos abocáronnas un pouco ao olvido.

PdP: Que pensas sobre as mámoas de Oirós?

J.C.: Penso que o feito de ter miles de anos como teñen e como están concebidas nos demostra que xa por entonces existía unha civilización ordenada e con gran respecto polos seus integrantes.

Moitas grazas.
Comentarios (17) - Categoría: Actualidade - Publicado o 05-05-2014 13:21
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