Palabras de Pedra


O blogue, cultural e divertido de Palabras de Pedra / Proxecto Mámoas do IES Marco do Camballón de Vila de Cruces Este proxecto foi recoñecido cun Premio á Innovación no Fomento da Lingua

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Crónica do Regueibertso 2017


Alá fomos, gente dos IES de Burela, Baio e as Cruces, a Euskal Herria, levar o repente galego às terras do Bertsolarismo. Grande aventura! A nossa nave, um bus de Autos Fondo e um chófer, Mario, no que descobremos um parceiro mais de expediçom educativa.

O Projecto Regueifesta tem entre os seus objectivos conhecer e interactuar con outros povos improvisadores. E sabemos que viajar é umha fonte principal de conhecemento. Portugal, Catalunya, Cuba, Brasil som os nossos principais referentes. O Regueibertso é o intercámbio que construímos com Euskal Herria, o povo onde o bertsoarismo é elemento fundamental no processo de normalizaçom do euskera e de criaçom de identidade coletiva.


Do IES Pedrouro, de Burela, vinha a equipa de radio do Proxecto Neo. Do IES Maximino Romero de Lema, de Baio, o grupo VintenBaio, de música tradicional. Do Marco do Cambalhom, das Cruzes, regueifeiras e regueifeiros. Já passou no Regueibertso do ano 2016: quando Galiza vai a Euskal Herria chega a festa tropical!

Despois de nove horas de bus, chegamos a Areatza a noite do 28 de abril, quinta-feira, xoves. E onde dormimos? Pois na Casa do Concelho. Si, botamos os nossos sacos, colchóns hinchábeis e esterilhas em duas salas ao lado do despacho de alcaldia e do salom de plenos. E derom-nos a chave do Concelho de Areatza, onde entramos e saimos como da nossa própria casa. Assi começou a nossa aventura improvisadora: honrados pola hospitalidade. Eskerrik asko!





O 29 de abril abriu-nos as portas o instituto de Igorre, a vila mais grande do val de Arratia. E ali desenvolveu-se un evento ao ar livre onde houvo lugar para a música e a dança tradicional vasca, a poesia, e os bertsos e regueifas. O momento dramática: quando Nuria intentou regueifar e ficou sem voz, com umha afonia que nom lhe permitiria regueifar em toda a excursiom, salvando um pouquinho no último dia.










Despois fomos ao frontóm do instituto, onde estivemos a aprender a jogar à pelota basca com o pelotari profesional Imanol Agirre.





A tarde achegamo-nos a Areatza, onde fomos de visita guiada com Angel Larrea e conhecemos a história da vila graças ao dinamismo do professor de história do instituto local. Ali tivo lugar a primeira batalha de galos, fraterna e humanista, entre os professores Bernardo Penabade e Angel Larrea. Grandes!



E logo, festa na rua: improvisaçom em Areatza e, desta vez, si, batalha de galos e galinhas entre bertsolaris e regueifeiras. E que bem o figerom as nossas regueifeiras e regueifeiros!





A ceia tivo lugar no Gaztetxe de Areatza. Um gaztetxe é um local da gente nova. Hai-nos por toda Euskal Herria: locais que gestiona a própria juventude. Muitos som locais okupados, o de Areatza cedeu-no o concelho.




E em relaçom com esta cultura da autogestiom, da participaçom direta e autónoma própria da sociedade basca, quem preparou a ceia forom as mais e pais do alunado do IES de Igorre. Ali mesmo, diante do Gaztetxe, organizarom umhas grelhas e umha dúcia de adultos figerom de anfitrions da gente nova.

Logo, sessom de “Berbena”, onde um grupo de gente novinha intepretou no Gaztetxe um repetório de temas pop e rock populares bascos... É um formato mui extendido aló. Vaia, como se aquí se pom de moda que grupos fagam versons dos temas do Xabarín, Diplomáticos, Sés, etc. Éxito seguro!




Sábado voltamos almorzar nas instalaçons das piscinas de Areatza, onde as famílias nos prepraravam todos os dias o pequeno almorço. Comentarom-nos que para elas era umha oportunidade para se juntar e fazer cousas em comum e tamém porque se sentiam em déveda, porque o ano passado as suas crianças foram mui bem recibidas na Galiza. Tanta amabilidade vai ser difícil de superar! Fraternidade.

O segundo dia em Euskal Herria era dia para homenagear Gernika, a vila bombardeada em 1937 polos fascistas. Achegamo-nos a Zeanuri, onde tivemos a sorte de ir a um Festival de Dança que trouxo grupos de toda Euskal Herria. Gostamos especialmente do grupo de Iparralde, a ouvi-lo a falar em euskera com o seu sotaque com erres pronunciadas à francesa.





Jantamos no frontom, com vários centos de persoas e umha organizaçom eficacíssima. E na sobremesa tivemos a oportunidade de homenagear Gernika e em defensa das persoas refugiadas, com um poema de Celso Emilio Ferreiro , com regueifas de Noa, Fran, Xandre e Lorena. E música e dança do grupo VintenBaio. Ongi Etorri Errefugiatuak! Benvindas e benvindos, refugiadas!








E aínda tivemos tempo para gravar cousas como esta:



Logo voltamos regueifar na rua, com o alunado de Igorre, numha roda de quase trinta cantoras e contores, na praça da vila.









O domingo achegamo-nos´a Ondarroa, vila marinheira. Fomos recebidos por bertsolaris pequeninhos que cantarom com a melodia da regueifa, a de Pinto de Herbón, e acompanhou-nos o poeta Quique Roxios, que recitou dous extraordinários poemas. Quique Roxios é um escritor nacido em Boal, na banda de alá do rio Eo, que se situa na Galiza irredenta, que administrativamente é Asturias. Quique acompanhou-nos com um poema -A fala- que nos estremeceu pola sua qualidade, proximidade e fondura.





A anécdota negativa da jornada: Quando um de nós
lhe deu as graças a umha senhora, por deixar-lhe um asento livre:
Eskerrik Asko.
E a senhora contesta:
Ni eskerrik asko ni ostias, que yo soy de Guitiriz.

Logo caminhamos até a Casa da Galiza em Ondárroa, mas polo caminho umha actriz e um actor sorprenderom-nos com duas performances que nos derom a conhecer a presença dos galegos e galegas nesta vila marinheira. Muito humor para aprender, in situ, como é recebido o nosso povo na emigraçom numha vila onde chegou a haver 800 galegos e onde hoje se escuita a nossa lingua em qualquer esquina.












Camarinhas, um marinheiro de setenta e pico anos, falou-nos da sua vida, de como chegou a Euskal Herria aos 18 anos, e explicou-nos como algumhas palavras do euskera e do galego se compartem nas vilas marinheiras, da Galiza e de Euskal Herria. Tamém vinherom com nós Txerra Rodríguez, tradutor do galego ao euskera, e Eider Palmou, colaboradora com a Regueifesta, que nalgum momento figerom de intérpretes entre as duas línguas.

Na Casa da Galiza cantamos e cantamos, em galego e em euskera. Improvisamos com a melodia do Pousa Pousa, cantamos Quero-te Mais de Porrotx e Pirritx, na versom do Sonoro Maxin, e mentres fora diluviava, a festa foi festa rachada, entre bertsolaris e regueifeiras. A media de idade dos galegos que nos receberom na Casa da Galiza era de sesenta e muitos anos, mas o Regueibertso levou a força da juventude e, por um día, a Casa da Galiza vibrou com a mocidade galega em pé. Entregamos-lhe um Castelao ao presidente do Centro Galego que, emocionado, dixo que ia ponhe-lo ao lado da Virgem do Carme.

Aqui, uns segundos da festa rachada:





O Regueibertso 2017 transcorreu como umha aventura coletiva emocionante e repleta de ideias e emoçons. A gente da Galiza aprendemos do povo basco, e a gente de alá aprenderom de nós, entre nós. Mais alá da cultura que envolve a improvisaçom oral em verso, -bertsolarismo e repente galego- conhecemos persoas que participam para conseguir umha sociedade melhor, tendo nas relaçons humanas, no trabalho coletivo, na organizaçom cooperativa alguns dos princípios básicos da sua sociedade.








Eskerrik asko, gente de Euskal Herria. Parabéns, gente da Galiza, em misiom internacional!

E que viva o repente galego!


....

Eskerrik asko, graças a toda a gente que fixo possível esta aventura. Especialmente a Inhaki e Illar. Ainda que, claro, isto nom seria possível sem o trabalho e a colaboraçom de mais gente:


ESKERRIK ASKO hau posible egin duzuen denoi:

Antolatzaileak: Arratiako Bertso Eskola eta Arratia BHI

Parte-hartzaileak: bertsolari eta regueifera/o gazteak (eta ez hain gazteak), dantzariak, istrumentu joleak...

Laguntzaileak: Bizkaiko Bertsozale Elkartea, Igorreko udala, Areatzako udala, Ondarroako udala, Areatzako Kultur eta Kirol batzordea, Ucraia eta Zirkinik bez taldeak, gurasoak, Laminetxe gaztetxea, Angel Larrea, Ondarroako Casa Galicia, Ibai Muñiz, Eneko Arrate, Nerea Gartzia...


Comentarios (0) - Categoría: Actualidade - Publicado o 05-05-2017 15:19
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