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<title>dedoscomovermes</title> 
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<description>os dedoscomovermes ceivam o roupeiro de todos os casulos que acumulam de tempos, algo cheirosos a humidade. os dedoscomovermes depositam tais casulos nesta pota de água a ferver, matando a crisálida para nom rachar o fio de palavras. só assim poderám urdir novas tapeçarias.



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<language>ga</language> 
<managingEditor> susarinsarrobayahoopontocompontobr</managingEditor> 
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   <title></title>
   <description><![CDATA[<br />
<div align=center><b>MUDO DE PÓLA:</b><br />
</a><u>mudo de póla</u><br />
<i>mudo de póla</i><br />
<br />
<a href=http://dedoscomovermes.blogaliza.org/ target=_blank class=tEnlac>http://dedoscomovermes.blogaliza.org</div>]]></description>
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   <category>Geral</category>
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   <pubDate>Mon, 01 Jun 2009 22:03:00 +0100</pubDate>
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   <title>seda 16. no meio do caminho</title>
   <description><![CDATA[<br />
No meio do caminho tinha uma pedra<br />
tinha uma pedra no meio do caminho<br />
tinha uma pedra<br />
no meio do caminho tinha uma pedra.<br />
<br />
Nunca me esquecerei desse acontecimento<br />
na vida de minhas retinas tão fatigadas.<br />
Nunca me esquecerei que no meio do caminho<br />
tinha uma pedra<br />
tinha uma pedra no meio do caminho<br />
no meio do caminho tinha uma pedra.<br />
<br />
<div align=right>Carlos Drummond de Andrade</div><br />
<br />
]]></description>
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   <category>sedas doutr@s bich@s</category>
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   <pubDate>Thu, 28 May 2009 23:30:00 +0100</pubDate>
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   <title>casulo 95. walpurgis</title>
   <description><![CDATA[é com vós  /	ancestrais deusas<br />
que aprendim a dançar  <br />
os sapatinhos vermelhos<br />
<br />
sem medo da música.]]></description>
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   <category>Geral</category>
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   <pubDate>Wed, 27 May 2009 20:58:00 +0100</pubDate>
 </item> 
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   <title>casulo 94. safári</title>
   <description><![CDATA[<br />
uma expedição pola tua vila<br />
e não por terras estranhas.<br />
tira da paciência e diligente<br />
a formiga pode ser vista.<br />
<br />
caminha uma rua. de vagar.<br />
escuita no silêncio. atende.<br />
não deixes de passear. calma.<br />
pode que escuites um rumor.<br />
um surdo bramir. apagado.<br />
comboio que freia. engrenagens.<br />
atende. pega a orelha. pode ser.<br />
grande portal. garagem familiar.<br />
muro sem recebo. bem pode ser.<br />
<br />
aguarda. espreita. chegada uma hora<br />
umha porta será aberta. escassamente.<br />
o justo para uma mulher sair. aguarda.<br />
não é esse o despojo da vitória. calma.<br />
já digem. é precisa paciência.<br />
dous minutos. outra mulher. só uma.<br />
sempre outra. sozinha sempre.<br />
e depois outra e outra e outra.<br />
<br />
eis o está. o formigueiro. e as escravas.<br />
não na china não. não na índia não.<br />
cá mesmo, cabo do garagem familiar.<br />
<br />
cá mesmo, inadvertidas como insectos<br />
coevas cativas costuram a moda<br />
<br />
bresca sara lebi´s lamper cossimo lutti<br />
<br />
que faz da tua pele ferida aberta<br />
da tua roupa formigante cicatriz. <br />
<br />
]]></description>
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   <category>Geral</category>
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   <pubDate>Sat, 16 May 2009 19:58:00 +0100</pubDate>
 </item> 
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   <title>casulo 93. o elevador</title>
   <description><![CDATA[<br />
sobe baixa sobe baixa<br />
de santa clara a rajoi<br />
sobe baixa sobe baixa<br />
no primeiro molotov<br />
sobe baixa sobe baixa<br />
no segundo uma borroka<br />
sobe baixa sobe baixa<br />
terceiro e sequestro express<br />
<br />
sobe baixa sobe baixa<br />
mas não sobe na gentalha<br />
sobe baixa sobe baixa<br />
mas não baixa no pichel<br />
<br />
e noutras roas da vila<br />
que sobe a intoxicação<br />
é noutras roas do ensanche<br />
que baixa a difamação<br />
é lá na casinha do conde<br />
que sim há elevador<br />
que directo das cloacas<br />
dispara quem sabe onde<br />
podredume e agressão.<br />
<br />
<br />
<br />
<b><div align=justify>vá para a gente da <a href=http://agal-gz.org/blogues/index.php/gent/2009/05/12/10000-para-calar-a-boca-do-conde-roa target=_blank class=tEnlac>gentalha</a>. nunca lá estivem (ainda) mas qual escarlate o'hara ponho a deus por testemunha de que algum dia hei de ir e hei de subir todos os andares... ...usando as escadas (e sabei que quem promete isto nasceu com a nugalha no lombo). </div></b>]]></description>
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   <category>Geral</category>
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   <pubDate>Thu, 14 May 2009 16:05:00 +0100</pubDate>
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