A debilidade é grande e a tarefa ardua, pero a necesidade histórica de construir unha alternativa global ao capitalismo é mais evidente e urxente que nunca.

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solidariedade cun sindicalista colombiano
Compañeiros/as, enviemos cartas de solidariedade cun sindicalista colombiano que está ameazado por bandas paramilitares. Se é posible, enviar o mais cedo posible os comunicados aos emails que van nelas.

E todo elo con copia:
presidencia@cut.org.co
pstcolombia@yahoo.com
asuntosdefensor@defensoria.org.co


Colombia é o país onde mais dirixentes sindicais son ameazados de morte e asasinados, chegando á cifra dos 2905 dende 1986, ano que foi fundada á Central Unica de Traballadores (CUT). Así o rexistra á Escola Nacional Sindical (ENS): "Cos 51 homicidios de sindicalistas no 2010 (49 homes e 2 mulleres), ascenden a 2.857 o número de sindicalistas asasinados en Colombia nos últimos 25 anos e 218 desaparecidos forzadamente, o que converte o noso país no lugar mais perigroso do mundo para exercer á actividade sindical".

É coñecida nacional e internacionalmente, chegando incluso aos tribunais, a relación de empresas como Coca-Cola, Drummond, Oxy, Chiquita Brands, Unión Fenosa, entre outras, con bandas paramilitares para ameazar e asasinar a dirixentes sindicais. Moitos empresarios consideran este costo máis baixo que satisfacer as reivindicacións e demandas de meioras salariais, estabilidade no emprego e diversos dereitos cando a dirección sindical as defende consecuentemente, sen venderse nin entregarse; cuando non cede ante a chantaxe económico, o soborno aos dirixentes o campañas de intimidación. O empresario colombiano non se limita a ameazar o asasesinar ao dirixente sindical se non que ameaza e atenta contra súa indefensa familia.
O actual goberno de Colombia como os anteriores son á vez responsáveis políticos desta situación. Alguns deles, coa estigmatización que tras as loitas obreiras e populares esconde-se o accionar de grupos armados insurxentes. Outros como o actual, cun discurso mais coidadoso non adoitan ningunha medida para frear a man asasesina dos empresarios.

http://www.pstcolombia.org/article/coca-cola-pone-en-riesgo-la-vida-de-dirigente-sindical

A/A del Señor Orlando Sardi de Lima, embajador de la república de Colombia en Madrid:
emadrid@cancilleria.gov.

co siguente texto:
Colombia sigue siendo el país donde más dirigentes sindicales son amenazados de muerte y asesinados, llegando a la cifra de los 2.905 desde 1986, año en que fue fundada la Central Unitaria de Trabajadores (CUT). Así lo registra la Escuela Nacional Sindical (ENS): “Con los 51 homicidios de sindicalistas en 2010 (49 hombres y 2 mujeres), asciende a 2.857 el número de sindicalistas asesinados en Colombia en los últimos 25 años, y a 218 los desaparecidos forzadamente, lo que convierte a nuestro país en el más peligroso del mundo para ejercer la actividad sindical”.
Empresas multinacionales como Coca-Cola, Nestlé, Chiquita Brands o Drummond, Unión Fenosa, sólo por citar algunas, al igual que la mayoría de los empresarios colombianos, han incorporado el método de la amenaza de muerte y el asesinato para acabar con los sindicatos, deshaciéndose de los dirigentes. Lo mismo hacen los ganaderos y terratenientes, para desplazar al campesinado pobre y apoderarse de su tierra, utilizando los paramilitares. Todo esto contando con la colaboración de los funcionarios del estado, especialmente de los organismos de inteligencia como el departamento Administrativo de seguridad (DAS) cuyo director, Jorge Noguera, en el gobierno de Álvaro Uribe, elaboraba listas de sindicalistas para entregarlas a los paramilitares para que los asesinaran.

asina organización:



É unha carta á dirección de Coca-Cola en Colombia: Fabricio Ponce ao siguente email: fabricio.ponce@kof.com.mx

El compañero Wilson dirigió una carta a la dirección de la empresa el 22 de mayo, solicitando su traslado para la Ciudad de Bogotá, por esa via mitigar la zozobra permante y los sufrimiento incesarios que la actual situación de amenaza de asesinato para el y para su familia.
Por todo ello exigimos que su traslado sea inmediato.

firma la organización:

Comentarios (0) - Categoría: Internacional - Publicado o 30-06-2013 13:58
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CCOO E UXT: AO SERVIÇO DA PATRONAL E O GOVERNO
Nem maioritários, nem de classe!

non chaman ás cousas polo seu nome

Diz-se que um eufemismo é uma expressão politicamente aceitável ou menos ofensiva, que substitui a outra palavra de mau gosto ou tabu que pode ofender ou sugerir algo não placentero ou peyorativo ao oyente.
É pelisso que os eufemismos são muito empregados na linguagem política como instrumento de manipulação da linguagem para fazer assim mais fácil a aceitação de algo que exposto de outro modo resultaria inaceitável.
O “ERE não traumático”, os ERTES, “as baixas incentivadas” são exatamente isso, eufemismos para não chamar às coisas pelo seu nome evitando dizer lisa e claramente, que milhares de trabalhadores/as irão à rua e perder-se-ão esses postos de trabalho ou que lisa e claramente te vão baixar o salário.
Um dos eufemismos mais celebres que fez fortuna nos anos 80 foi o telefonema “Reconversión industrial”. Tinha que “reconverter a indústria” para poder entrar na União Europeia diziam. Dito assim não soava mau. Que passasse se chamasse às coisas pelo seu nome e dito por exemplo?: para entrar na UE a economia do Estado espanhol deve ocupar um local diferente na divisão internacional do trabalho e por tanto deve desmantelar o grosso da sua indústria, fechar astilleros, a siderurgia, o têxtil, o calçado, a madeira, pôr cotas de produção de azeite., leite… e mandar assim a dezenas de milhares de trabalhadores ao desemprego e de pequenos agricultores à ruína.
Em essência, "reconverter" foi deixar um solar onde antes tinha uma fábrica. Nem sequer os seus eufemismos impediram a luta heróica de milhares de trabalhadores que se opuseram ao desmantelamento industrial, pese a que o governo de turno (PSOE) e os dirigentes de CCOO e UGT fizeram uso e abuso do eufemismo de marras. Sobre esses solares montou-se o boom imobiliário e sobre os atuais edifícios vazios e as fábricas que não existem se assentam o desemprego em massa e a catástrofe social que vivemos hoje.


o 95% de eres e os ertes são com acordo

Os amigos dos eufemismos renovam-nos, agora os ERTES são apresentados pela patronal, o governo e os dirigentes de CCOO e UGT como uma medida “não traumática” para “defender o emprego”. Em base a esse argumento os sindicatos maioritários converteram-se em máquinas de assinar ERTES,
Por exemplo, durante os três primeiros meses de 2013 autorizaram-se/comunicaram à Administração um total de 8.415 expedientes, que afetaram a 112.752 pessoas. 7.861 (93,4% do total) foram pactuados, afetando a 97.891 pessoas.
Dezenas de milhares de trabalhadores/s mau vivem no calvario dos ERTES, vêm reduzidos os seus salários por suspensão temporária do contrato ou por redução da jornada laboral com a consiguiente redução salarial, além de demorar quatro ou cinco meses em cobrar o desemprego.
Para os dirigentes de CCOO e UGT e um dos seus valedores políticos Rubalcaba, o pacto pelo emprego deveria tomar como refere o “modelo alemão”, isto é a empresa recebe o apoio do Estado mandando temporariamente aos trabalhadores à sua casa e estes a mudança de “não ir ao despedimento” aceitam baixada de salários e cobrar do desemprego.
O negócio é redondo, a mudança do salário dos trabalhadores, de consumir a sua prestação de desemprego e do erário público (o dinheiro do SEPE) as empresas fazem caixa. Em realidade o “modelo alemão” é o mais parecido à atual generalização dos ERTES. Trata-se sem dúvida de uma medida nada “traumática”…para as empresas!, mas um autêntico trauma para os salários, os direitos dos trabalhadores e o erário público. E assim o dinheiro que não há para os mais de três milhões de parados que não percebem prestação alguma, o há e com generosidad para que as grandes empresas façam caixa.


as grandes contructoras põem-se as botas com a cumplicidade da burocracia sindical

As grandes construtoras lançaram-se ao assalto monopólico dos serviços públicos, como a limpeza viária, a dos Centros de Saúde, Hospitais ou Parques e jardins. Prosseguem assim na linha que já aplicassem com a construção dos grandes Hospitais. O caso de Madrid é um exemplo notável. A Comunidade de Madrid sacou a licitación pública os serviços de limpeza dos Centros de Saúde de Atenção primária, reunificando em quatro Lotes as antigas áreas. O pliego de condições reduzia o serviço das mais de 25.000 horas semanais de limpeza a pouco mais de 14.000 e se adjudicaba a uma só empresa Ferroser, do grupo da construtora Ferrovial, que fica assim com o monopólio do serviço. A redução de horas de trabalho ia acompanhada de uma baixada de 12 milhões de euros sobre o modelo anterior. Ferroser subroga, por imperativo legal, às ao redor de 900 trabalhadoras/é das empresas de limpeza que prestavam os seus serviços nos Centros de Saúde, mas uma vez tomadas as riendas Ferroser apresenta um ERTE de redução de jornada onde as trabalhadoras vêem mermados em um 28% os seus já miseráveis salários.
Por que CCOO e UGT não denunciaram esse pliego de condições? Não era óbvio que semelhante licitación à baixa para adjudicarse o serviço acabá-lo-iam pagando as trabalhadoras? Por que não se alertou de tudo isto às trabalhadoras e se lhes chamou a organizar a luta contra o que se vinha inevitavelmente senão o parávamos? Por que nem em uma só ocasião os dirigentes de CCOO e UGT propõem sacar do setor a estes intermediários, propondo à Comunidade que esses serviços devem ser atendidos integrando ao modelo na Comunidade? Não defender-se-iam assim os postos de trabalho, os direitos sociais e ademais poupar-se-ia dinheiro das arcas públicas?
O vergonzoso é que foi uma associação da pequena e média patronal do setor a que disse o que os dirigentes de CCOO e UGT não quiseram dizer. A Associação patronal do Setor (AELMA) denunciou publicamente o pliego de concurso e assinalou que: “O que se oculta à opinião pública é que a redução no preço provem de uma redução do modelo ou de uma minoración nas horas de prestação, já que em outro caso não será possível uma baixada de 36%...” “Por conseguinte, a suposta poupança não se produz pela centralização do serviço tal e como indevidamente se afirma por vocês, senão pela redução de pessoal”
A cumplicidade por pasiva voltou-se cumplicidade ativa quando CCOO e UGT assinam o ERTE com Ferroser por três anos com redução de jornada e salário de 28%.
Hoje milhares de trabalhadores de jardinagem e limpeza viária esperam que as empresas adjudicatarias deste serviço o ponham em marcha o 1 de agosto. Neste caso é a Comunidade de Madrid quem sacou a licitación pública o serviço de limpeza viária e jardinagem de Madrid com um recorte de 235 milhões de euros para os próximos 8 anos. As construtoras lançaram-se a por o filão baixando o preço para combinar-se com a adjudicación e abrindo uma guerra jurídica entre elas. FCC, Sacyr, OHL e Ferrovial combinaram-se com o bolo licitando a uns preços que provocou a guerra jurídica com uma das excluídas, Urbaser, a empresa do grupo ACS, a construtora que preside Florentino Pérez. Com esses preços de adjudicación, a licitación é “temeraria” porque não pode cobrir o serviço e ao mesmo tempo manter o modelo que deve ser subrogada. A resposta dos dirigentes de CCOO e UGT foi a mesma, um protesto testimonial enquanto deixa-se passar a fraude desta licitación.
E de novo há que lhes perguntar por que não denunciaram e impugnaram a licitación? Por que não chamaram a todos os trabalhadores da limpeza e jardineira de Madrid a lutar para impedir a que se vem em cima? Por que não levantam a exigência de municipalización deste serviço e que se vão os vampiros das grandes construtoras?
Agora a empresa virão com o que está cantado, com um ERE, com um ERTE, ou com baixas incentivadas? porque há que cobrir a baixada na licitación a costa dos trabalhadores. E daí dirão os dirigentes de CCOO e UGT?, que é um exercício de “responsabilidade” e “realismo” negociar o ERTE ou o ERE ou aceitar que se perdam postos de trabalho via as baixas incentivadas?

há que os botar
Nestes dias as/vos trabalhadores de Soldene, da limpeza da Universidade Complutense de Madrid, jogaram abaixo o ERTE assinado pela empresa com CCOO e UGT, as ruturas dos filiados e delegados/as com CCOO e UGT, passando a Cobas foram muitas e nestes dias preparam-se para revogar do Comité aos representantes destes dois sindicatos.
Como em tantos locais as normas mais básicas do sindicalismo de classe são pisoteadas sem misericórdia, não se informa às trabalhadoras/es, não se respeita o lembrado pelas assembleias, não há o menor espírito de luta e se divide aos modelos. Atuam não como representantes dos trabalhadores senão como se fossem “intermediários” entre estes e a patronal e quando a patronal aperta a sua cumplicidade não tem limites, a tal ponto que Soldene se apresentou a julgamento levando como testemunhas ao seu favor às dirigentes de CCOO e UGT na empresa. As liberadas, pagam assim a sua dependência material da patronal.
As fraternales relacionamentos entre as grandes construtoras e os dirigentes de CCOO e UGT são conhecidas desde faz muito. Todo o processo de generalização das subcontrataciones no setor quando o boom imobiliário assomava à porta foi decisivo para que as grandes construtoras amassassem fortuna, como o foi a permisividad da burocracia sindical com as condições desumanas de trabalho na construção quando o boom era um facto e como o foi em notáveis pelotazos especulativos com os clubs de futbol vinculados a construtoras. Valha recordar o da Cidade Desportiva do Real Madrid ou a vertiginosa ascensão do Getafe. Os dirigentes de CCOO e UGT nunca ocultaram os seus extraordinários relacionamentos com Florentino Pérez ou com Ángel Torres.
Quando as construtoras resolveram “diversificar o risco” e desembarcaram, entre outros, em serviços de limpeza, lixos e jardinagem, os bons relacionamentos continuaram.
A dependência de CCOO e UGT do Estado via as subvenções, a formação ou as empresas mistas (com Bancos) de gestão dos fundos de pensões são mais que conhecidas mas não é menos essa dependência material via as libertações pagas pelas empresas. E é essa dependência material a que leva a que atuem dessa maneira canalla assinando ÉREs e ERTES como quem assina autógrafos.
Se no plano político geral é impossível esperar nada de quem sustenta por pasiva ao governo, apoia o pagamento da dívida infame que afunda o país para glória dos banqueiros, é defensora a ultranza dessa gruta de bandidos que chamam UE, divide as lutas e as leva a callejones sem saída, nas muitas batalhas que nestes dias se desenvolvem nas empresas o papel de CCOO e UGT é o dos cúmplices necessários para que as empresas levem a cabo os seus tropelías.
O recente voto a favor da nova reforma das pensões dado pelo representante de CCOO na Comissão de experientes é um escândalo mais que mostra o miserável papel servil da burocracia.
Pelisso a batalha pelo emprego, pelo salário, pelos direitos, contra o Governo está associada não só a lutar senão a romper com estes sindicatos chamando à desafiliación dos mesmos e passar a revogar dos Comités de empresa a todos estes burócratas vendidos à patronal.

Ángel Luis Parras
Membro da direção de Cobas-Madrid

CCOO E UXT: AO SERVIÇO DA PATRONAL E O GOVERNO
Comentarios (0) - Categoría: Estado Español - Publicado o 17-06-2013 20:20
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O que hai detrás da reforma da Lei de aborto?
A crise do goberno acelérase. O retroceso democrático que supón a proposta de reforma da Lei do aborto está a provocar fisuras dentro das propias filas do PP, e á súa vez acrecenta a resposta social de colectivos feministas, sumándose ás protestas contra o saqueo dos dereitos das mulleres da clase traballadora no estado español. O "escrache feminista" que tivo lugar o 16 de maio en varias cidades do estado e en Madrid ás portas da sede do PP e da casa de Gallardón, súmase ás protestas que espontaneamente xorden nas rúas para enfrontar o acoso brutal ao que nos están sometendo.
A verdadeira cara deste réxime exprésase con cada decretazo, reforma e recortes impostos por este goberno en favor dos intereses da Troika e dos sectores máis reaccionarios da Igrexa católica, que xa están a saír a escena para defenderse con uñas e dentes.

Transición: un dereito democrático que non se chegou a conseguir

A reforma proposta polo Ministro de Xustiza para equiparar a actual lei coa establecida hai 30 anos, evidencia a gran mentira que supuxo a Transición española para o conxunto da clase obreira e popular e dos sectores oprimidos da mesma: mulleres, mocidade e nacionalidades. As restricións que queren impor e a penalización do dereito ao aborto son unha demostración máis da limitación aos dereitos democráticos que realmente supuxo a Transición. O esforzo daquelas mulleres que puxeron as súas esperanzas nela, e que loitaron pola igualdade e a liberdade de decidir sobre as súas vidas e os seus corpos, vese constreñido dentro dos límites deste réxime antidemocrático, a pesar de que nolo vendesen como a panacea da "moderna democracia europea". A realidade que vivimos as mulleres traballadoras dentro dun réxime herdeiro directo do franquismo, demostra que é imposible sequera manter os poucos dereitos conquistados en todos estes anos de loita dentro dos seus límites e que, por tanto, a única saída real está fóra del.

A Transición foi en realidade unha gran traizón, froito do pacto das direccións sindicais e políticas tradicionais do movemento obreiro coa burguesía e o aparello franquista, co obxectivo de frear o perigo revolucionario que viña da clase traballadora encabezando o movemento de oposición ao réxime. Por iso o operativo que se dispuxo promovía reformas controladas desde arriba, é dicir limitadas, que asegurasen a orde social burgués. E para que a propia debilidade do réxime non saíse á luz fíxose de forma parcial e ao redor da figura do propio rei que, a pesar de ser o alicerce central de continuidade e lexitimidade do réxime anterior, aparecía como unha moderna monarquía parlamentaria.

O discurso hipócrita da Igrexa católica

Vivimos, ou mellor devandito, malvivimos nun réxime sucesor do franquismo e das súas propias institucións e ideoloxía. Por iso a institución que xogou un papel máis activo na época franquista, a Igrexa católica, sae agora á palestra co seu séquito máis reaccionario, as asociacións prol-vida, para atacar os dereitos democráticos das mulleres, alegando a protección do dereito á vida dos "nenos non nados".

A hipocrisía da Igrexa non ten límites. Unha entidade que mantivo durante séculos a súa fortuna acabando coa vida de milleiros de inocentes; principal cómplice e responsable de miles de mortes de nenos, mulleres e homes asasinados durante o franquismo; cos hábitos ensanguentados e os petos repletos de riqueza allea, e atrévense a dicir que a normativa do aborto "se basea no absurdo ético e xurídico de que existe un dereito de alguén a quitarlle a vida aos seres humanos que van nacer" (cardeal Rouco Varela). Unha Santa Sé encubridora de pedófilos e traficantes de recentemente nados, promotora de negocios escuros e que no estado español é unha das maiores propietarias inmobiliarias. Unha Igrexa católica española que, ademais de estar exenta de impostos, benefíciase do erario público (cada ano recibe máis de 11.000 millóns de euros), mentres centos de familias son desafiuzadas e condenadas á miseria.

Negocio e saúde

A criminalización da interrupción do embarazo non salva vidas, senón todo o contrario. Aboca ás mulleres sen recursos, mulleres da clase traballadora, a acudir a lugares clandestinos, arriscando as súas vidas en condicións insalubres e sen ningún tipo de garantía, mentres as mulleres ricas poderán optar por pagar o que faga falta en clínicas privadas, estranxeiras ou non, para poder ter acceso a un aborto seguro.

O transfondo desta reforma da lei que queren aplicar é parte do novo modelo de explotación e da política de recortes do goberno, quitando dereitos aos máis desfavorecidos e negociando co sufrimento da clase traballadora. Forma parte da privatización da saúde e dos servizos sociais, coa única intención de sacar beneficios nas clínicas privadas, mentres nos rouban o dereito fundamental a decidir sobre a nosa sexualidade e a nosa maternidade.

Por iso a reivindicación democrática polo dereito ao aborto legal, libre e gratuíto, debe e ten que ser parte das reivindicacións de toda a clase traballadora na loita para derrubar a este goberno e este réxime corruptos. As nosas vidas non son moeda de cambio para seguir pagando esta débeda que non é nosa.
Comentarios (64) - Categoría: Estado Español - Publicado o 03-06-2013 20:05
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