A debilidade é grande e a tarefa ardua, pero a necesidade histórica de construir unha alternativa global ao capitalismo é mais evidente e urxente que nunca.

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incendios en Portugal
Corrente Vermella quere manifestar desde Galiza a sua solidariedade coas vitimas, ás suas familias e os bombeiros Portugueses, que hoxe viven umha verdadeira traxedia que, desgraciadamente, non nos resulta allea.

Galiza é com Portugal, umha das zonas de Europa onde a plantación de eucaliptos, e os incendios consecuentes, son umha praga. Como ben sabemos na Galiza, e berran constantemente os bombeiros, "os incendios apaganse no inverno", con medidas preventivas. Mentras, os gobernos mirar para outro lado, e as multinacionais da madeira e as celulosas seguen a medrar, a costa da vida da poboación.

Por elo, facemos nosas as palabras das nosas compañeiras e compañeiros da LIT en Portugal, Em Luta, e publicamos o seu comunicado.


Portugal: Toda a solidariedade às vítimas e suas famílias! Sem mudanças estruturais, o drama dos incêndios irá se repetir!

19/06/2017

Em Luta, seção portuguesa da LIT-QI

Neste momento de dor e tragédia, queremos, em primeiro lugar, prestar toda a solidariedade às vítimas e suas famílias. São as pessoas que sofrem pela perda dos seus mais próximos e muitos outros que estão feridos, amedrontados e afetados por toda uma região fustigada pelos fogos, com perdas pessoais e materiais.

Queremos também saudar a mobilização popular para ajudar e recolher bens, mostrando onde está a verdadeira força e solidariedade: entre os trabalhadores e povo pobre, que sabem o drama que é uma tragédia destas sobre a sua vida.

Não podemos também deixar de saudar os bombeiros, a sua coragem e determinação, quando arriscam a vida para salvar as pessoas e as florestas, mesmo perante um drama que se repete todos os anos.

Mas toda esta solidariedade e coragem serão infrutíferas se não discutirmos o que é preciso mudar e de quem é a responsabilidade da tragédia. Chorar as vítimas sem procurar as causas e as políticas necessárias para as mudar é simplesmente prepararmo-nos para chorar vítimas futuras. Não podemos deixar que continue o medo e a impotência perante a crônica de uma tragédia anunciada, num contexto em que, fora as particularidades portuguesas, o aquecimento global e as alterações climáticas só apontam para o piorar da situação. E o verão ainda só está no início.

Por isso, mesmo em tempo de luto, é preciso ter coragem de falar sobre a origem do problema e começar a levantar soluções para o mesmo.

Tragédia natural imprevisível ou um problema estrutural identificado?
Houve no caso de Pedrogão Grande, sem dúvida, uma combinação de fatores complicado: ar seco e temperaturas altas a que se juntaram trovoadas e ventos fortes. Isso foi também a origem de outros fogos, mas com consequências diferentes. A questão é, por isso, em que contexto é possível que esses fatores de risco se transformem numa tragédia como não há precedentes em Portugal? Não pretendemos aqui elencar todos, mas é preciso referir alguns aspectos sem os quais não será possível pensar o futuro.

No que toca ao problema estrutural, sabemos que a maioria das nossas florestas já não são as florestas originárias, nem em termos de diversidade nem de adaptação ao clima e a este tipo de situação (como teriam, por exemplo, o sobreiro, o carvalho ou o castanheiro). É do conhecimento público que a monocultura do eucalipto e do pinheiro – predominantes na política de reflorestação e na região do centro neste caso afetada – é combustível em potência para condições climatéricas propícias a fogos.

É também preciso dizer que esta monocultura está diretamente ligada (em particular no caso do eucalipto) aos interesses da indústria da celulose – uma das mais poderosas em Portugal –, que continuam a predominar sobre o interesse público de florestas “saudáveis”. Veja-se que, por exemplo, no início deste ano, o Governo assinou contratos no valor de 125 milhões de euros com as fábricas da Celtejo, em Vila Velha de Ródão, e da Celbi, na Figueira da Foz, enquanto o responsável do grupo Altri afirmava claramente que: “No meio de mitos e demagogias várias, demoniza-se a floresta de eucalipto e, com ela, toda a criação de riqueza que ela proporciona, sobretudo no espaço rural. O desenvolvimento econômico não é incompatível com a preservação da biodiversidade, muito pelo contrário”. No mesmo sentido, a antiga Portucel ameaçava que o seu investimento no país dependia da nova lei do eucalipto. Ficam claros os interesses que se impõem para a manutenção deste tipo de cultura, sem olhar ao impacto ambiental e florestal da mesma.

Há também o problema do tratamento da floresta. Apenas 3% está hoje nas mãos do Estado. A maioria está dividida por proprietários e é inexistente a sua limpeza e tratamento. A destruição sistemática dos serviços florestais especializados (como, por exemplo, a diluição dos guardas florestais na GNR) é parte fundamental da compreensão sobre o desleixo a que está jogada a nossa floresta – e, portanto, 30% do território nacional – e da desresponsabilização estatal da mesma.

Finalmente, precisamos de falar das condições em que se combatem fogos em Portugal. Hoje, temos meios de combate aos incêndios que só estão totalmente preparados a partir de julho. Temos um combate aos incêndios desligado do terreno e das populações que ali vivem e trabalham durante o resto do ano, sem que sejam envolvidas no processo. E temos também os bombeiros, muitos deles voluntários, que batalham corajosamente, mas que durante o resto do ano têm falta de meios e muitas vezes até salários em atraso.

Sem analisar os problemas estruturais, a prevenção e o combate, não será possível construir uma resposta a este problema que previna novas catástrofes.

O discurso do “Não há dinheiro” para a prevenção
Perante a tragédia de Pedrógão Grande, vieram a público os importantes estudos realizados depois de 2003 (ano de grande incêndios e milhares de hectares ardidos) e respectivas propostas de combate. Com base nesses estudos, foi elaborada na época uma proposta de defesa da floresta centrada na prevenção – como vemos, os problemas estão há muito identificados-, mas, no essencial, esse plano não foi aplicado, insistindo-se no combate às consequências, sem mudar a prevenção que as poderia impedir.

Note-se, por exemplo, que foi num Governo do PS que foi extinto o Corpo dos Guardas Florestais, na perspetiva de diminuição do peso do Estado.

É de referir, em particular, que, como Ministro da Administração Interna à época da proposta desse plano, António Costa era o responsável pela Proteção Civil. Foi ao Governo do PS que este integrava que cabia a possibilidade de ter uma política de prevenção que evitasse tragédias desta dimensão, mas que esse Governo se negou a aplicar. Segundo notícia do Público: “Para conseguir pôr tudo isto de pé, seria necessário investir, até 2010, quase 700 milhões de euros. A resposta do Governo foi ‘não há dinheiro'”.

A verdade é que a “falta de dinheiro” é uma opção política. No atual Governo, as opções continuam as mesmas e bem claras: pagar religiosamente a dívida, resgatar bancos e diminuir o déficit à custa da diminuição do investimento público – cortando para tal nos serviços públicos, não contratando os funcionários necessários e mantendo os atuais sem aumentos salariais e cada vez mais precários e, acima de tudo, não fazendo os investimentos necessários em florestas ou elementos estruturais como saúde, educação, transportes e habitação porque custa dinheiro e aumenta o déficit. A austeridade continua e afeta as florestas, os campos, a cidade e a periferia; afeta, acima de tudo, os trabalhadores e o povo pobre, que continuam a sofrer.

É preciso relembrar que a manutenção da política da austeridade contra os trabalhadores e os interesses estruturais do país tem os seus custos a curto e longo prazo. Hoje, vemos as consequência da falta de uma política florestal e daqui a uns anos veremos as consequências dos ataques aos professores e à educação pública, os ataques aos trabalhadores da saúde e ao SNS, ainda que tenham sido as políticas públicas nestes setores estruturais que nos permitiram atingir altos patamares de qualidade em diversos setores.

É preciso exigir responsabilidades
Não basta a solidariedade. Porque temos um governo de esquerda, muitos tentam esquivar-se ao debate necessário sobre a responsabilidade nesta tragédia.

No tema das florestas, não existe apenas desleixo estrutural, há uma opção política que tem nomes e rostos. Há uma responsabilidade histórica – de décadas – de Governos do PS e do PSD, que sistematicamente se negaram a encarar o problema estrutural das florestas e dos incêndios recorrentes, cedendo, simultaneamente, aos interesses da indústria da celulose e às exigência dos cortes nos investimentos públicos da UE.

Mas, no caso concreto, não podemos afirmar – como fez o Presidente da República – que correu tudo muito bem e que foi feito tudo o que era possível, quando morreram 61 pessoas e 135 ficaram feridas (números inéditos). A maioria das vítimas morreu numa estrada que provavelmente deveria ter sido cortada preventivamente face as difíceis condições atmosféricas que já eram conhecidas e estavam previstas. O que aconteceu para isso não ter sido feito?

Não é uma questão de saber que cabeça queremos ver rolar, mas é preciso investigar em concreto, ver quais foram as falhas e não ter medo de exigir responsabilidade por uma tragédia que não tem paralelo na história recente. O Ministério da Administração Interna tem de investigar esta situação, pois só assim poderemos fazer jus às suas vítimas.

É preciso mudar para que a tragédia não se repita!
Não podemos evitar os problemas climatéricos e algumas das suas conjunções mais dramáticas, que geram os fogos. Mas é possível ter uma política para as florestas que previna que os fogos ganhem proporções catastróficas e que tenham consequências dramáticas em termos humanos e de sustentabilidade do país. Por isso, temos de pensar que país queremos, não apenas no imediato, mas a longo prazo e que opções políticas estamos dispostos a fazer para o conseguirmos. Não temos a pretensão de levantar uma proposta completa e acabada para o problema, mas consideramos que há algumas questões incortornáveis.

A responsabilidade sobre as florestas é essencialmente coletiva e, por isso, estatal e a sua proteção não deve estar essencialmente ligada à responsabilidade individual. Há que criar condições para que as nossas florestas não sejam um barril de pólvora. Para tal, é preciso romper com a corrupção de interesses com a indústria da celulose, que nos deixa reféns dos seus lucros e não do que é estratégico para o país. Nesse sentido, é fundamental uma política pública de limitação e restrição da cultura do eucalipto e pinheiro.

É preciso ter uma política pública para as florestas – com investimento e funcionários especializados afetos a isso – para o seu ordenamento, limpeza e tratamento correto, incluindo nelas as populações locais. É preciso fazer um levantamento dos terrenos, situação das florestas e seu tratamento, nacionalizando os terrenos florestais que estiverem ao abandono ou descaso para garantir a real aplicação de uma política pública no setor. Tal só é possível se rompermos com a lógica da UE do pagamento da dívida, do cumprimento do défice e da inclusão de Portugal numa divisão de trabalho europeia restrita ao turismo e serviços.

É preciso exigir que o Governo – e não apenas a solidariedade civil a que temos assistido – apoie financeiramente as populações atingidas no que for necessário, em particular, as famílias das vítimas.

É preciso que as organizações sindicais e dos trabalhadores organizem a solidariedade com as populações afetadas a partir das suas estruturas e locais de trabalho. Estas organizações, em conjunto com os movimentos sociais e ambientais, devem promover um grande movimento na sociedade portuguesa a favor da mudança, de uma vez por todas, desta política que mantém as florestas a arder.

Finalmente, às portas das Eleições Autárquicas, é preciso cobrar aos candidatos municipais uma política diferente também a nível regional/municipal para a prevenção e o combate aos incêndios.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 20-06-2017 20:46
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Comunicado de Corrente Vermella
Baixo este lema, 'Isto vai de democracia' y 'Demokraziaz ari gara' —'Esto va de democracia', varias organizacions politicas e sindicais de Galiza e Euskadi teñen convocada mobilizacións de apoio ao proceso soberanista catalán.

Corrente Vermella apoia esta convocatoria, e chama a participar na que mañan, sabado, ás 12, desenvolverase na Pza do Obradoiro de Compostela.

Galiza, como Catalunya ou Euskadi, ten direito á decidir a sua relación co resto dos pobos, para reconstruir a unidade da clase traballadora; non confundamos “unidade” do estado opresor coa “unidade” da clase obreira. A “unidade” do estado opresor basease na división da clase traballadora entre nacions, sexo, raza ...

O goberno, no nome do rexime centralista do 78, confunde a “lei” coa democracia, cando a verdadeira esencia da democracia é xusto o direito o voto da pobación. Leis foron as racistas de Sudafrica, do franquismo ou as que permitiron o holocausto, e non por iso eran democracias.

O pobo traballador galego ten que apoiar a esixencia catalana como parte da loita contra un rexime, o do 78, que manten a sua marxinación, coa burguesia galega e os seus partidos, o PPSOECs, ao fronte. Por elo, as forzas politicas e sindicais galegas teñen que poñerse á tarefa para comezar umha campaña polo noso direito a decidir.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 09-06-2017 18:42
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manifestación o 7 de maio
Pola recuperación dos peiraos
POLA MUNICIPALIZACIÓN DOS CHAN E OS SERVIZOS PUBLICOS


A Comisión Aberta en defensa do Común convoca umha Manifestación para o 7 de maio, na Palloza, pola recuperación dos Peiraos ameazados pola Autoridade Portuaria, organismo dependente do goberno do PP, da sua venda para a especulación.

A venda dos peiraos foi umha idea do alcalde do PSOE, Paco Vázquez, para financiar a obra faraónica que é o Porto Exterior, a raíz do atentado do Prestige; e en vez de que fose financiada polo estado como se fai en outras ocasións (porto exterior de Xixón), o goberno de Aznar e o PSOE de Paco Vázquez tiveron a idea de que fose a cidadanía galega e coruñesa a que financiara a obra.

Moitos anos despois, e vendo a tremenda débeda que xerou a obra do Porto Exterior, volve a festa e a borracheira das recalificacións e a especulación, e o actual goberno do PP quere facer caixa coa venda dos peiraos.

Sen lugar a dubidas, é um motivo xusto para nos manifestar contra a volta aos dias de “viño e rosas” da privatización do chan e a especulación urbanística a costa do patrimonio da sociedade; mas consideramos que a loita contra a privatización do publico non ten que se parar no que poda facer o PP.

A poboación traballadora da Coruña e a área metropolitana sufre todos os días as privatizacións de servizos publicos de competencia municipal; desde o transporte coletivo ate a recollida do lixo, pasando polo proprio chan urbán a través da ORA. Cando uma persoa de calquera dos barrios o municipios da comarca trasladase ao traballo, ao centro de estudo ou á compra, ou ben ten gastar no coche particular ou ten coller uns buses, como a Cia de Tranvias, á que se lle acaba de prorrogar a concesión por tres anos.

O gasto no coche particular todo o mundo o sufre, como a ORA; e a alternativa, os buses urbanos ou metropolitanos, en mans de empresas privadas, teñen uns horarios non axeitados as quendas de traballo ou estudo. A primeira hora da mañan e pola noite é imposible moverse pola área en transporte colectivo.

Para a veciñanza da Coruña a loita por uns equipamentos públicos nos peiraos, primeiro, non resolve o problema dos equipamentos nos barrios; e uns bos equipamentos nos peiraos, sen un transporte publico de calidade e barato, estando como están lonxe de moitos dos barrios mais dinámicos da cidade (Novo Mesoiro, Os Rosais, Agra do Orzan, Castrillon, ...) xunto coa ORA e os aparcadoiros privados (O Canton, Palexco,...) que os rodea, fai deles unha illa publica nun mar de privatización do chan.

Corrente Vermella considera que esto tamen ten que ser de todos e todas, do comun, e por iso chama a ir mais aló da recuperación dos peiraos, a loitar pola municipalización de todos os servizos públicos; non se pode actuar vendo a “palla no ollo alleo e non ver a viga no proprio”.

Recuperemos os Peiraos, SI; municipalicemos todos os servizos publicos e o chan urban, tamen... Por iso, este ten que ser un primeiro paso na recuperación do publico para a poboación traballadora, que non se cingue á do “centro” da cidade senon a toda ela e mesmo a área metropolitana, pois miles de persoas entran e saen da cidade para ir o traballo ou estudar.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 04-05-2017 13:24
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No 1º de Maio FORA OS GOBERNOS DA CORRUPCIÓN E OS RECORTES
“Vívemos tempos revoltos” neste 1º de maio. A vitoria de Trump e o ascenso da extrema direita na Unión Europea, ameazas de guerra na Corea do Norte e bombardeos em Siria ou Afganistán... Folga Xeral em Brasil, e Folga indefinida na colonia francesa da Guyana. Países em venda por imposición da UE como Grecia, Brexit británico ao respecto da Unión Europea, provocando umha verdadeira crise de identidade no proxecto central do capital europeo. É obvio que son “tempos revoltos”.

Pola sua banda o Estado Español o principal partido do capital afúndese numha charca de corrupción, despois de ter desmantelado todas as conquistas obreiras e populares dos últimos anos: reformas laborais que converten en soños do pasado a xornada de 8 horas, a estabilidade no emprego, as vacacións, etc., privatizacións de todos os servizos públicos e sociais, recortes nas liberdades, reducindo á mínima expresión os direitos democráticos (expresión, reunión, manifestación...).

Os governos do PP, o central e a Xunta, “administradores” como son da herdanza do franquismo, herdaron a sua maneira de enriquecerse que baixo a ditadura se convertera em “política de estado”, o “capitalismo castizo” chámanlle ao saqueo sistemático de todos orzamentos das institucións, desde o concello mais pequeno ate o goberno central.

A corrupción no Estado Español é umha “política de Estado” da que o PP éo seu máximo expoente; o PSOE, que tamén tivo e tem moitas “aventuras” na corrupción (EREs, AVE, ...) é, coas cúpulas de CCOO e UXT, os cómplices necesarios para manter a “paz social”, evitando que estos gobernos caiam.

A estas alturas dos “tempos revoltos” no estado, non basta com esixir recuperación dos direitos, que si, como a derrogación das reformas laborais, a renacionalización dos servizos privatizados, da Banca ou das empresas estratéxicas ou non pago da débeda; há que ir mais alo, esixir a dimisión imediata destos governos de corruptos e “recortadores”, a expropiación dos bens dos políticos e empresários corruptos para que non sexa o pobo traballador que pague os seus roubos, e a imposición de penas exemplares por tribunais populares; non nos fiamos da xustiza neofranquista, com fiscais anticorrupción que son verdadeiros avogados defensores dos corruptos: por isso há que facer umha limpeza no aparello xudicial.

Dadas estas características do réxime do 78, estas esixencias non son posibles se non se da umha fortísima mobilización obreira e popular. O chamado “capitalismo castizo” é o núcleo duro do capitalismo español (as grandes construtoras, as eléctricas, as compañías de servizos,...), polo que a loita contra a corrupción, ligado á loita contra os recortes, vai contra uns dos piares fundamentais do seu enriquecemento e poder.

Por elo, se a classe obreira e os pobos queren recuperar os direitos roubados, e conquistar novos direitos, tem que romper com este governo e este réxime; non se lle pode esixir aos corruptos e ladróns que repoñan os direitos que desmontaron, é encamiñar a loita nun vieiro sem saída. A clase obreira e os pobos teñen que enfrontar os governos e o réxime como única garantía para recuperar eses direitos e gañar novos.

Temos unha oportunidade o 1º de maio, e o vindeiro 27 maio na convocatoria da Marcha a Madrid convocada polas As Marchas da Dignidade de xuntar forzas para berrar forte e claro: FORA OS GOBERNOS DA CORRUPCIÓN E OS RECORTES, no camiño dun proceso constituínte que rompa co Réxime do 78. Dende a base, dende os centros de traballo e estudio, barrios e vilas, a través de asembleas e votacións vinculantes, há que construír umha fronte de loita amplo para impoñer unha saída obreira e popular á crise.

Corrente Vermella sempre denunciou que no 1º de Maio obrigarase á classe traballadora a escoller baixo que siglas quere se mobilizar; o 1º de maio no é patrimonio de ninguén, mas tamén de toda a classe traballadora em loita. O exemplo dado polas compañeiras de Política Social/Consorcio e outros sectores da administración (bibliotecas, forestais, etc.) na Marcha do Persoal Precario da Administración o 16 de marzo, superando as divisións por siglas e o corporativismo dos diversos sectores da administración, é o que debemos seguir na procura dessa Frente de Loita.

Por isso, chamamos a participar com nós na manifestación convocada pola CUT/SAGAP/CNT/STEG/FORO INMIGRACIÓN, ás 12.30 na Porta do Camiño de Compostela.

Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 28-04-2017 09:17
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Galicia: a clase obreira en escena, construíndo a unidade desde a base

Algúns poderían esperar que a maioría absoluta do PP nas últimas eleccións galegas ían garantir paz social, e nada máis lonxe da realidade. Desde que as gañou, as mobilizacións sociais non deixaron de crecer en extensión e cantidade de xente mobilizada, cunha dinámica de aumento de resistencia aos plans da Xunta de Feijóo.
Comezaron en decembro as traballadoras de política social contra a perda dos seus postos de traballo, como persoal laboral da Xunta, folgas en Ferroatlántica contra as ameazas sobre os postos de traballo, traballadoras do téxtil e Pescanova, traballadores/as de Correos, que se sumaron ás folgas nacionais e estatais no ensino, telemarketing e a conflitividade nos Portos.
Pola súa banda, as Marchas da Dignidade convocaron unha importante manifestación que foi aproveitada por sectores sociais para expresar a súa unidade fronte aos ataques, cos e as pensionistas á cabeza, mentres o domingo 5 e o 8 de marzo, miles de mulleres saían á rúa para esixir os seus dereitos, continuou o 10 de Marzo, Dia da Clase Obreira Galega e seguiu o 16 de marzo coa manifestación unitaria de varios sectores, en Santiago contra a precariedade laboral do persoal das administracións públicas, convocada desde a base.

A reorganización política
Neste tres longos anos de período electoral, foi cristalizando politicamente as réplicas sociais do terremoto do 15M e as Marchas da Dignidade do 22M do 2014. Primeiro foi a Alternativa Galega de Esquerdas (AGE), despois, a nivel estatal, Mover Ficha. Viñeron as Europeas e Podemos galvanizou electoralmente todo un sector do activismo. O pasado ano foron as Mareas municipalistas, Unidos Podemos, etc., que viñeron encher o espazo á esquerda do PSOE e EU, e en parte, do BNG.
En Marea, sucesora de AGE, é un claro paso atrás pois se sitúa desde o principio no marco Constitucional. Como dixo o seu portavoz o xuíz Villares,”todo dentro da lei, nada fóra da lei”. O BNG puido aguantar o tirón sen deixar o nacionalismo, con lemas vagamente rupturistas e mantendo a dirección da CIG.
A reorganización política está, neste momento, dentro dos límites do réxime burgués e cun programa socialdemócrata, sen estruturas e raíces na clase traballadora, nin sequera na súa base social, as clases medias asalariadas e a mocidade. Pero non é un fenómeno pechado, porque a crise do réxime monárquico non axuda e obrígalles constantemente a facer chiscadelas á súa esquerda, mais se é un feito que cristalizou ao redor dun programa socialdemócrata progresista con saudade do pasado do Estado do Benestar.

A reorganización sindical está nos seus comezos
Despois de anos de paz social, a clase obreira, como vimos, comeza a facer acto de presenza nun marco determinado por un gran retroceso na conciencia de clase imposto, entre outras, pola precarización das relacións laborais, e ligado á dexeneración e crise dos sindicatos estatais maioritarios, CCOO e UXT.
A CIG, ademais de ser parte do proxecto político do BNG, esta ligada a través das subvencións, cursos e liberados, ao aparello do estado; por iso, aínda mantendo un pasado combativo, a CIG está na pendente da burocratización e a acomodación na rutina sindical, como se manifestou abertamente en conflitos como o de Política Social/Consorcio.
A paz social destes anos tiña unha base material na conciencia da xente, moitas persoas creron iso de que “cando chegue a recuperación, todos/as beneficiarémonos”; pero isto era mentira, e obviamente non está a suceder, senón que seguen quitando dereitos.
Ante esta situación as direccións sindicais seguen coas mesmas receitas que no pasado de “bonanza”, o que lles permitiu ás empresas repartir algunhas migallas. Non entenden que iso se acabou, que hoxe as empresas necesitan máis precariedade, baixar os salarios, seguir destruíndo emprego; que para recuperar a taxa de ganancia teñen que aumentar a explotación da clase obreira e destruír ata as raíces as conquistas do Estado do Benestar, e que a Xunta, como todos os gobernos, actúan en consecuencia, como goberno burgués defende os intereses da súa clase.
Non entenderon nada de todo isto, por iso seguen coas súas receitas do sindicalismo de negociacións de salón, confiando no seu ?labia? e ?despacho?, cando enfronte o que hai son representantes dunha clase social, o capitalismo, que declarou a guerra á clase obreira e o pobo. Créronse as mentiras da democracia burguesa, de que podemos ?recuperar? os dereitos a través dun pouco de presión, un moito de negociación e un nada de asembleas decisorias onde non só os delegados e delegadas, senón os traballadores e traballadoras expresen a súa vontade.
Este choque entre unha realidade de loita de clases exacerbada e unhas políticas sindicais conservadoras, rutineiras, abre ocos polos que entra a loita espontánea dos traballadores e traballadoras. Como en política non existe o baleiro, estes ocos énchenos as persoas traballadoras como poden, apelando a pequenas organizacións como a CUT, SAGAP, PROSAGAL, COBAS, Modepen, etc. Todas teñen unha característica, expresan o cambio na relación entre a clase traballadora e as súas organizacións de sempre.
Pero non confundamos, este cambio na relación de confianza non garante que automaticamente vaian xurdir novas organizacións, mellores que as anteriores. A conciencia antipartido e antiorganización, a decepción e a pasividade, a radicalización ultraesquerdista, expresado no individualismo na resposta aos ataques, son ?monstros? que sempre están presentes na clase obreira.
A crise, as políticas da UE e a Xunta, os recortes e as privatizacións impoñen a máis ampla unidade na resposta; é criminal soster que é posible responder á virulencia destes ataques desde a autoafirmación sectaria. O camiño da reorganización das forzas sindicais e políticas da clase obreira é longo, e pasa por construír ferramentas unitarias de loita, por encima de siglas, para enfrontalos.
O sindicalismo de clase, combativo e democrático, baseado nas asembleas de base decisorias, tamén se reorganizará cando se entenda que a defensa da unidade da clase obreira pasa polo respecto aos dereitos nacionais do pobo galego.
O camiño que está a comezar é longo, e non exento de problemas; mais, imprescindible para enfrontar as políticas mentireiras e hipócritas dos gobernos de quenda.
Por iso a mobilización unitaria o pasado 16 de marzo en Santiago, do persoal traballador precario da administración pública, en defensa dos postos de traballo e dos servizos públicos é un bo comezo para avanzar e consolidar esa unidade da que partiu.

O cansazo ante tanta mentira
Feijóo, e os medios que subvenciona (todos), non se cansan de repetir que Galiza está “preto de alcanzar os niveis previos á crise”. E isto é unha mentira como unha casa. Nos anos de goberno do PP 234.000 galegos e galegas tiveron que emigrar, un 10% da súa poboación, 66 mil novos no últimos catro anos. Así o PP pode dicir que en Galicia o paro non é tan alto como noutras zonas do Estado: expulsando aos parados calquera non maquillas as cifras.
Este proceso baséase nunha calculada política de desindustrialización, coa caída de dous puntos na súa achega ao PIB, e apostando abertamente por unha economía ao servizo dunha Galicia “colonizada”, a “marisquería” de España, ... , baseada na máis absoluta precariedade -máis de 7 millóns de contratos de traballo asinados nos últimos díez anos, e os baixos salarios, onde se perderon máis de 100 mil postos de traballos, que aínda non foron recuperados.
Mentres Feijóo alardea de “Galicia Calidade”, o prezo do leite segue sendo o máis baixo do Estado sendo o primeiro produtor, as eléctricas contaminan coas súas térmicas e os seus encoros, mentres o pobo galego paga o mesmo prezo que o resto do estado e os seus impostos páganse en Madrid; os estaleiros piden esmolas á Unión Europea sen ter un plan a longo prazo, que permita aos traballadores/as non estar no fío, ou se segue prohibindo nos feitos a construción de buques civís no estaleiro máis moderno do Estado.
Todas estas mentiras, evidentes, están a acumularse entre a poboación traballadora, e non o dubidemos, como cando Nunca Mais, o feito máis imprevisible faraas explotar.



Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 28-03-2017 18:04
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O 16 DE MARZO, DIANTE DO PARLAMENTO EM COMPOSTELA
CORRENTE VERMELLA SUMASE Á CONVOCATORIA DA PRIMEIRA MARCHA DO PERSOAL PRECARIO DAS ADMINISTRACIÓN PÚBLICAS

Este mes de marzo fai un ano que o persoal eventual do Sergas convocados polos sindicatos de SAGAP e PROSAGAL, sairon á rúa para denunciar a precariedade de seus contratos e a falta de direitos como persoal de segunda respeito ao persoal do fixo, todo elo contra das cúpulas dos sindicatos maoritarios no sector.
Este 16 de marzo a esta marcha sumanse outros coletivos, como Forestais, Política Social, Consorcio de Igualdade e Benestar, Bibliotecas Públicas, traballadores da CRTV, ....á invitación feita, vendo que ten en fronte ao mesmo patrón, a Xunta.
Dende que se "declarou" a crise económica, os e as traballadoras de todas administracións do Estado español estamos sufrindo grandes recortes en dereitos laborais.
O goberno da Xunta, como ven demostarndo dende fai 8 anos é un alumno aventaxado aplicando as políticas do goberno central e da UE, para reducir o déficit, entregando ás empresas privadas os servizos públicos. Este ano coa lei de acompañamento prantexase a funcionarización do persoal laboral da Xunta, um suposto “agasallo” que nas súas mans convertinse unha ferramenta para destruir postos de traballo, un ERE encuberto.
Con esta funcionarización do persoal laboral da Xunta non ofrece estabiliade nun sector onde a eventualidade en alguns casos chega ata 90% dos cadros de persoal, negan a posibilidade de indemnización de miles de contratos en fraude de lei, e también significa a perdida de dereitos e condicións salariais, anulando melloras como a incorporación das traballadores do Consorcio de Igualdade ao V Convenio de laborais.
O pasado mes de decembro as traballadoras de Política Social comenzaron a se mobilizar contra esta lei, ante o silencio cómplice das cúpulas dos sindicatos maioritarios. Elas coñecen ben o que supon este caramelo envenenado.
¡Usuarios/as e traballadores/as, defendamos os servizos públicos, defendamos os postos de traballo !
A falta do persoal afecta á calidade dos servizos prestados e por ende a todos e todas as usuarias.
A defensa dos postos de traballo e recuperar os que se perderon é inseparable do rexeitamento da súa privatización, e esixir uns servizos 100% públicos
Por iso os e as usuarias xunto cos traballadores/as dos sectores afectados ten que unirse e participar desta mobilización, como nas que veñan NA DEFENSA DOS POSTOS DE TRABALLO E OS SERVIZOS PUBLICOS.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 15-03-2017 19:34
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O 25 F na Defensa das Pensions Publicas
CONTRA O SAQUEO DO FONDO DE PENSIONS
AS PENSIONS SON UN DIREITO E NON UN NEGOCIO


O goberno do PP, non contento con darlle según contas oficiais, 60 mil millóns á banca para o seu resgate, co correspondente aumento da debeda, ven de saquear sistemáticamente o Fondo das Pensións, que pasou de 66 mil millóns ha 5 anos, 15 mil hoxe. E logo din que as pensións están en“perigro”... Como non va a estar ameazadas, ¡se o PP é como raposo gardando-lo galiñeiro!
Este goberno, como antes o do PSOE, aplican as directrices da UE e do FMI, que teñen como maxima convertir nun negocio todos os direitos sociais conquistados pola clase traballadora. Destrúen a sanidade publica, os servizos sociais, a educaciòn, venden o mellor postor o chan urbán, e calqueira servizo básico como o transporte público ou a electricidade, é unha fonte de negócio. Nesta cadro, as pensión tamen son carne de privatización.
Para empurrar á poboación traballadora a asumi-lo, rebaixan a cuantía das pensións forzando ao empobrecimento social. As pensións no estado español son, na maioria das ocasions, de mera supervivencia, cumha media enganosa de 900 euros. A estadística agochan diferenzas entre os 1100 do Pais Basco e os menos de 800 na Galiza ou Extremadura. A politica sicopata do PP -a sua empatia co sufrimento non existe- faise o servizo do 10% da poboación, dona do 50% da riqueza do Estado.
As pensións son o resultado de que aforran os traballadores e traballadoras desde as primeiras retencións nas nominas. Non é ningumha graciosa concesión de ninguen, nin tampouco é que os xovenes actuais lle paguen as pensións aos que se xubilen hoxe; é umha mentira interesada para dividir entre xeracións, alem de desmobllizar á xuventude, como se a xubilación non fose o seu problema, porque xa vira outra xeraciòn que llo pague: cada xeración pagase as suas pensions a través das cotizacións que fan o longo da sua vida de traballo.
Por moito que os medios, o PP, o PSOE e demáis axentes do capital alardeen, os bancos e as empresas precisan de seguir sendo resgatados polo estado. A taxa de ganancia segue baixo minimos, e o goberno aprestase a darlles diñeiro para cubrir o que non son capaces de sacar na producción de bens e servizos. Ben directamente, dandolles diñeiro a fondo perdido como a Banca ou exencions do pago de impostos de sociedades, ben indirectamente, en rebaixas nas cotizacións da Seguridade Social, subvencións prezos de productos como Plan Pive da industria do automobil que pagamos todos e todas. Este diñeiro vai á conta da Debeda Publica, que cada vez engorda mais, cun pagamento de xuros feito obriga constitucional polo artigo 135 pactado polo PPSOE.
O Pacto de Toledo foi a porta de atrás pola que comezou a entrar a privatización das pensión, ao permitir a xestión privada dumha parte delas. Esta xestión transformouse numhas empresas onde estan a Banca, as aseguradoras e os Sindicatos maioritarios, e moven miles de millóns de euros dos aforros dos traballadores e traballadoras. E agora, o goberno pode roubar impunemente os nosos aforros do Fondo, porque no 2012 suspendeu as limitacións legais de disposición de diñeiro.
As pensions, frente a esta loxica e politica privatizadora do Pacto de Toledo, son un direito e teñen que ser umha obriga do Estado non suxeita ás contribucións anuais, senon garantidas na política Orzamentaria e a partir dumha política fiscal progresiva, “que pague mais quem mais ten”.
O roubo do Fondo de Pensións é o roubo dos aforros dos traballadores / as que desde a primeira nomina lles descontan umha parte, por iso afecta o conxunto de todos e todas, polo que non pode ficar numha loita meramente sindical, é umha loita política. Á sua cabeza non so teñen que estar os sindicatos, mas tamen as organizacións políticas que rexeiten o desmantelamento do público, para coordenar dun xeito unitário a mobilizaciòn contra estas medidas da UE e o governo. Neste cadro, tense que incluir com destaque as reivindicacións e a loita da mulleres cara o 8 de marzo.
Corrente Vermella chama a participación na Manifestación convocada polas Marchas da Dignidade, para o 25 de Febreiro, ás 12, na Coruña; onde saíran duas columnas, umha do Pza do Opera e outra do Campo da Leña.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 21-02-2017 18:30
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POLA NOSA SEGURIDADE: ACUDE Á CONCENTRACIÓN O 26 N
Hai 15 dias, na Fábrica, en Oleiros, houbo umha asemblea para debater sobre os fallos dos semáforos que há na Avda das Mariñas, na antiga Nac VI á altura de Perillo, que poñen en perigo a miles de veciños e veciñas de Oleiros e Cambre, alen dos traballadores e traballadoras das ducias de empresas que alí están instaladas.
O semáforo en cuestión estropease cada vez que ha umha tormenta, e desde o Ministerio de Fomento en Madrid lle negan á policía local de Oleiros mesmo cambiar umha bombilla. Nun alarde de prepotencia centralista, o Ministerio arrogase o direito a decidir sobre a seguridade de miles de galegos e galegas, que teñen que “suplicar” que cambien a bombilla para que funcione o semáforo.
A asemblea acordou convocar concentracións XA, para esixir do Ministerio solucións, e que pola urxencia que teñen, non se podían adiar para xaneiro, que era a proposta inicial.
Corrente Vermella apoia as mobilizacións, mas considera que esas medidas urxentes, e mesmo o plan explicado polo alcalde na asemblea, non van o fondo do problema: o tráfico, os 90 000 automóbiles e camións que a pasan todos os días pola zona, co conseguinte risco para a poboación.
A solución pasa por retirar vehículos da circulación, favorecendo o transporte colectivo e publico, aumentar as frecuencias, alonxar os horarios mais alo das 22.30 horas que pasa o ultimo. Establecendo conexións para ir e voltar dos centros de traballo ou estudo.
Retamatar xa obras como a Via Artabra e quitando a peaxe de Guísamo, para desviar o tráfico, especialmente o pesado, cara os polígonos sen necesidade de atravesar unha zona urbana como esa.
E por último, o resgate das Avda para a poboación, sobre a base dun bulevar desde o Temple ate a Ponte do Pasaxe, que conecte e humanice as dúas beirarrúas dá Avda das Mariñas, hoxe desconectadas pola Nacional VI.
Estas esixencias sitúan o problema na consideración da Avda das Mariñas como o que é nos feitos, umha Vía Urbana, onde ha barrios e empresas, e non umha estrada como fai o Ministerio de Fomento. Por elo, para nós, a única solución real pasa por la recuperación das competencias para o Concello no cadro da Area metropolitana.
Umha Area que integre un verdadeiro Plan de Transporte Urbano, que combine os diferentes medios de transporte (o mais que necesario Tren de Proximidades cos buses), con paradas dentro dos polígonos e centros de estudo, e horarios axeitados ás necesidades da xente traballadora, e non dos interese das contas de resultados das empresas como Cal Pita, Tranvias, Arriva,..., as compañías de combustible (Repsol, Cepsa,….), etc.
De non ser así, seguiremos co mesmo problema, se adopten as medidas que se adopten, e dentro duns anos estaremos discutindo, de novo, sobre a perigrosidade da Nacional VI.
E que non digan que non ha diñeiro, que costa moito, pois a seguridade da poboación non ten prezo; e gastáronse miles de millóns de euros en resgatar bancos e empresas, que xa dixeron que non ían devolver. Ademais, facer un verdadeiro plan, serio e con proxección de futuro, non é mais custoso que facer hoxe un, e dentro de cinco anos ter que facer outro.
Diñeiro ha, so que regalado aos bancos e empresas; por iso ese non pode ser o problema, salvo que se admitan as políticas de recortes dos gobernos do PP. A cuestión é de prioridades, ou resgatar aos capitalistas e banqueiros, ou garantir a seguridade da veciñanza.
O mesmo tempo que se convocan estas mobilizacións, a poboación de Guísamo e Sada están a cortar a Nacional VI para esixir medidas de seguridade e a súa consideración como Vía Urbana, pola cantidade de vivendas e empresas que ha o longo do seu percorrido.
A Nacional VI ten que deixar de seren un pesadelo para a veciñanza e os usuarios / as, e é un máis dos casos do sángrante centralismo que os galegos e galegas temos que soportar no Estado Español… Ate para cambiar umha bombilla temos que “suplicar” a Madrid que deixe facelo.
Para CV temos que dar os pasos necesarios para respostar dun xeito unido ao que é un perigo para a poboación, acordando asembleas conxuntas das zonas afectadas, para levar adiante un calendario de mobilizacións ate que Fomento ceda, e conquistemos a recuperación para nós a Nacional VI.

Non basta con protestar, pola nosa seguridade temos que gañar

ACUDE Á CONCENTRACIÓN O 26 N, NO CRUCE DE SOLYMAR CARA MONTROVE, ÁS 12 h.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 24-11-2016 19:11
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26-O: Dez razóns para que pais e nais fagamos folga contra as reválidas
1. Son un modelo pedagóxico arcaico. As reválidas son a expresión dun modelo pedagóxico basado nunha sucesión continua de exames configurados como barreiras que pretenden impedir a maior cantidade posible de alumnado que poida exercer o dereito á educación. Foron eliminadas no noso país en 1970 por ser consideradas unha práctica nefasta que impedía a permanencia na educación da meirande parte do alumnado.

2. Os nosos fillos e fillas quedarán fora do sistema educativo. As reválidas terán como consecuencia directa que unha boa parte do alumnado, aínda que teña todas as ensinanzas superadas, quede fora do sistema educativo. Sen títulos ós que ten dereito, o seu futuro académico e laboral quedará gravemente afectado.

3. Deslexitiman ó docente. As reválidas supoñen a deslixitimación do docente e do cuestionamento total da súa avaliación continua. A súa función queda minusvalorada e posta en tela de xuízo ata que un exame externo corrobore, se é que o fai, que a súa avaliación é correcta. Ademais, fan empregar un tempo valioso na súa preparación, obrigando a desvirtuar os obxectivos primordiais da educación.
4. Son realizadas por persoas alleas ós nosos fillos e fillas. As reválidas serán realizadas por persoas que non coñecen en absoluto ó alumnado que avaliarán, xerando ademais un estrés innecesario a quen sometan ás probas porque xogarano todo con elas. Aqueles que as realicen non poderán saber nin valorar o seu progreso educativo, o esforzo de moitos anos de estudo, as circunstancias persoais que lles fan especiais en moitas facetas da súa vida que non serán avaliadas en absoluto, e a pesar diso, a nota que saquen determinará o seu futuro. Estas probas poden tirar ó lixo o traballo dun mínimo de 13 anos para o título da ESO e de 15 para o de Bacharelato.

5. Negaranlles unha titulación ós nosos estudantes. As reválidas son un método de negación da titulación que non existe ó finalizar a ESO en ningún país do noso entorno do que tomar bo exemplo. Neses países tampouco ó finalizar o bacharelato se lles nega o título a quen superase tódolos seus estudos, nin o acceso a estudios superiores.

6. Frean o acceso ó Bacharelato e a Universidade. As reválidas só teñen un obxectivo, impedir que acceda ó Bacharelato e logo a Universidade un porcentaxe tan alto como na actualidade. Forma parte do recorte do dereito á educación pública e do ataque o noso precario Estado de Benestar.

7. Están cuestionadas por toda a Comunidade Educativa. As reválidas foron cuestionadas seriamente por tódolos sectores da Comunidade Educativa, así como por moitos gobernos autonómicos e da inmensa maioría dos responsables políticos. Só quen forma parte do goberno actual, e o partido que o sustenta, insisten en impoñer antidemocráticamente estas probas externas.

8. Buscan un negocio para uns poucos. As reválidas permitirán un suculento novo negocio para empresas que se queiran dedicar a presentarse a concursos para que lles encarguen a súa realización. É só mero negocio para uns poucos a costa do sufrimento dunha parte importante da sociedade.

9. Son precarias e sen tempo de preparación. As reválidas, ademais, nin sequera foron desarrolladas a tempo para que o alumnado saiba de que se lle vai examinar, nin para que o profesorado saiba como axudarlle. Son unha auténtica chapuza lexislativa que xera inseguridade xurídica ó alumnado.

10. Loitamos pola educación das nosas fillas e fillos. As reválidas póñennos ante un dilema: ou defendémo-los dereitos dos nosos fillos e fillas, ou pode que teñamos que pedirlles desculpas a toda a vida por non telo feito.

Asegúrate de ter unha boa resposta á pregunta: ¿que fixeches ti para evitalo?

OU CONSEGUIMOS A SÚA DEROGACIÓN, OU CANDO CHEGUE A DATA FARANSE, AINDA QUE LOGO AS ADMINISTRACIÓNS AUTONÓMICAS PIDANNOS DISCULPAS POR NON PODER EVITALAS
O 26 DE OUTUBRO FAGAMOS FOLGA BALEIRANDO AS AULAS
NON ÁS REVÁLIDAS!
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 26-10-2016 13:38
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PRESENTACIÓN DO LIBRO SOBRE A CUESTIÓN NACIONAL
Presentación do libro: A Cuestión Nacional Hoxe e o Marxismo Revolucionario, na rua Pontejos 7, na Coruña; o 25 outubro ás 19.30, presentado por Carlos Velasco, historiador e profesor de Historia, no que intervirá Roberto Laxe, coautor do libro e militante de Corrente Vermella.
A crise ten removido todas as estruturas politicas, desde os partidos ate os estados, co proceso catalán a cabeza, ou a propria UE, que viu como a Gran Bretaña aprovaba en referendo o Brexit.
No libro tentase enfrontar os reptos do direito dos pobos a decidir a partir do estudo de procesos históricos, e cómo inflúen nas perspectivas futuras.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 10-10-2016 08:22
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