A debilidade é grande e a tarefa ardua, pero a necesidade histórica de construir unha alternativa global ao capitalismo é mais evidente e urxente que nunca.

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incendios en Portugal
Corrente Vermella quere manifestar desde Galiza a sua solidariedade coas vitimas, ás suas familias e os bombeiros Portugueses, que hoxe viven umha verdadeira traxedia que, desgraciadamente, non nos resulta allea.

Galiza é com Portugal, umha das zonas de Europa onde a plantación de eucaliptos, e os incendios consecuentes, son umha praga. Como ben sabemos na Galiza, e berran constantemente os bombeiros, "os incendios apaganse no inverno", con medidas preventivas. Mentras, os gobernos mirar para outro lado, e as multinacionais da madeira e as celulosas seguen a medrar, a costa da vida da poboación.

Por elo, facemos nosas as palabras das nosas compañeiras e compañeiros da LIT en Portugal, Em Luta, e publicamos o seu comunicado.


Portugal: Toda a solidariedade às vítimas e suas famílias! Sem mudanças estruturais, o drama dos incêndios irá se repetir!

19/06/2017

Em Luta, seção portuguesa da LIT-QI

Neste momento de dor e tragédia, queremos, em primeiro lugar, prestar toda a solidariedade às vítimas e suas famílias. São as pessoas que sofrem pela perda dos seus mais próximos e muitos outros que estão feridos, amedrontados e afetados por toda uma região fustigada pelos fogos, com perdas pessoais e materiais.

Queremos também saudar a mobilização popular para ajudar e recolher bens, mostrando onde está a verdadeira força e solidariedade: entre os trabalhadores e povo pobre, que sabem o drama que é uma tragédia destas sobre a sua vida.

Não podemos também deixar de saudar os bombeiros, a sua coragem e determinação, quando arriscam a vida para salvar as pessoas e as florestas, mesmo perante um drama que se repete todos os anos.

Mas toda esta solidariedade e coragem serão infrutíferas se não discutirmos o que é preciso mudar e de quem é a responsabilidade da tragédia. Chorar as vítimas sem procurar as causas e as políticas necessárias para as mudar é simplesmente prepararmo-nos para chorar vítimas futuras. Não podemos deixar que continue o medo e a impotência perante a crônica de uma tragédia anunciada, num contexto em que, fora as particularidades portuguesas, o aquecimento global e as alterações climáticas só apontam para o piorar da situação. E o verão ainda só está no início.

Por isso, mesmo em tempo de luto, é preciso ter coragem de falar sobre a origem do problema e começar a levantar soluções para o mesmo.

Tragédia natural imprevisível ou um problema estrutural identificado?
Houve no caso de Pedrogão Grande, sem dúvida, uma combinação de fatores complicado: ar seco e temperaturas altas a que se juntaram trovoadas e ventos fortes. Isso foi também a origem de outros fogos, mas com consequências diferentes. A questão é, por isso, em que contexto é possível que esses fatores de risco se transformem numa tragédia como não há precedentes em Portugal? Não pretendemos aqui elencar todos, mas é preciso referir alguns aspectos sem os quais não será possível pensar o futuro.

No que toca ao problema estrutural, sabemos que a maioria das nossas florestas já não são as florestas originárias, nem em termos de diversidade nem de adaptação ao clima e a este tipo de situação (como teriam, por exemplo, o sobreiro, o carvalho ou o castanheiro). É do conhecimento público que a monocultura do eucalipto e do pinheiro – predominantes na política de reflorestação e na região do centro neste caso afetada – é combustível em potência para condições climatéricas propícias a fogos.

É também preciso dizer que esta monocultura está diretamente ligada (em particular no caso do eucalipto) aos interesses da indústria da celulose – uma das mais poderosas em Portugal –, que continuam a predominar sobre o interesse público de florestas “saudáveis”. Veja-se que, por exemplo, no início deste ano, o Governo assinou contratos no valor de 125 milhões de euros com as fábricas da Celtejo, em Vila Velha de Ródão, e da Celbi, na Figueira da Foz, enquanto o responsável do grupo Altri afirmava claramente que: “No meio de mitos e demagogias várias, demoniza-se a floresta de eucalipto e, com ela, toda a criação de riqueza que ela proporciona, sobretudo no espaço rural. O desenvolvimento econômico não é incompatível com a preservação da biodiversidade, muito pelo contrário”. No mesmo sentido, a antiga Portucel ameaçava que o seu investimento no país dependia da nova lei do eucalipto. Ficam claros os interesses que se impõem para a manutenção deste tipo de cultura, sem olhar ao impacto ambiental e florestal da mesma.

Há também o problema do tratamento da floresta. Apenas 3% está hoje nas mãos do Estado. A maioria está dividida por proprietários e é inexistente a sua limpeza e tratamento. A destruição sistemática dos serviços florestais especializados (como, por exemplo, a diluição dos guardas florestais na GNR) é parte fundamental da compreensão sobre o desleixo a que está jogada a nossa floresta – e, portanto, 30% do território nacional – e da desresponsabilização estatal da mesma.

Finalmente, precisamos de falar das condições em que se combatem fogos em Portugal. Hoje, temos meios de combate aos incêndios que só estão totalmente preparados a partir de julho. Temos um combate aos incêndios desligado do terreno e das populações que ali vivem e trabalham durante o resto do ano, sem que sejam envolvidas no processo. E temos também os bombeiros, muitos deles voluntários, que batalham corajosamente, mas que durante o resto do ano têm falta de meios e muitas vezes até salários em atraso.

Sem analisar os problemas estruturais, a prevenção e o combate, não será possível construir uma resposta a este problema que previna novas catástrofes.

O discurso do “Não há dinheiro” para a prevenção
Perante a tragédia de Pedrógão Grande, vieram a público os importantes estudos realizados depois de 2003 (ano de grande incêndios e milhares de hectares ardidos) e respectivas propostas de combate. Com base nesses estudos, foi elaborada na época uma proposta de defesa da floresta centrada na prevenção – como vemos, os problemas estão há muito identificados-, mas, no essencial, esse plano não foi aplicado, insistindo-se no combate às consequências, sem mudar a prevenção que as poderia impedir.

Note-se, por exemplo, que foi num Governo do PS que foi extinto o Corpo dos Guardas Florestais, na perspetiva de diminuição do peso do Estado.

É de referir, em particular, que, como Ministro da Administração Interna à época da proposta desse plano, António Costa era o responsável pela Proteção Civil. Foi ao Governo do PS que este integrava que cabia a possibilidade de ter uma política de prevenção que evitasse tragédias desta dimensão, mas que esse Governo se negou a aplicar. Segundo notícia do Público: “Para conseguir pôr tudo isto de pé, seria necessário investir, até 2010, quase 700 milhões de euros. A resposta do Governo foi ‘não há dinheiro'”.

A verdade é que a “falta de dinheiro” é uma opção política. No atual Governo, as opções continuam as mesmas e bem claras: pagar religiosamente a dívida, resgatar bancos e diminuir o déficit à custa da diminuição do investimento público – cortando para tal nos serviços públicos, não contratando os funcionários necessários e mantendo os atuais sem aumentos salariais e cada vez mais precários e, acima de tudo, não fazendo os investimentos necessários em florestas ou elementos estruturais como saúde, educação, transportes e habitação porque custa dinheiro e aumenta o déficit. A austeridade continua e afeta as florestas, os campos, a cidade e a periferia; afeta, acima de tudo, os trabalhadores e o povo pobre, que continuam a sofrer.

É preciso relembrar que a manutenção da política da austeridade contra os trabalhadores e os interesses estruturais do país tem os seus custos a curto e longo prazo. Hoje, vemos as consequência da falta de uma política florestal e daqui a uns anos veremos as consequências dos ataques aos professores e à educação pública, os ataques aos trabalhadores da saúde e ao SNS, ainda que tenham sido as políticas públicas nestes setores estruturais que nos permitiram atingir altos patamares de qualidade em diversos setores.

É preciso exigir responsabilidades
Não basta a solidariedade. Porque temos um governo de esquerda, muitos tentam esquivar-se ao debate necessário sobre a responsabilidade nesta tragédia.

No tema das florestas, não existe apenas desleixo estrutural, há uma opção política que tem nomes e rostos. Há uma responsabilidade histórica – de décadas – de Governos do PS e do PSD, que sistematicamente se negaram a encarar o problema estrutural das florestas e dos incêndios recorrentes, cedendo, simultaneamente, aos interesses da indústria da celulose e às exigência dos cortes nos investimentos públicos da UE.

Mas, no caso concreto, não podemos afirmar – como fez o Presidente da República – que correu tudo muito bem e que foi feito tudo o que era possível, quando morreram 61 pessoas e 135 ficaram feridas (números inéditos). A maioria das vítimas morreu numa estrada que provavelmente deveria ter sido cortada preventivamente face as difíceis condições atmosféricas que já eram conhecidas e estavam previstas. O que aconteceu para isso não ter sido feito?

Não é uma questão de saber que cabeça queremos ver rolar, mas é preciso investigar em concreto, ver quais foram as falhas e não ter medo de exigir responsabilidade por uma tragédia que não tem paralelo na história recente. O Ministério da Administração Interna tem de investigar esta situação, pois só assim poderemos fazer jus às suas vítimas.

É preciso mudar para que a tragédia não se repita!
Não podemos evitar os problemas climatéricos e algumas das suas conjunções mais dramáticas, que geram os fogos. Mas é possível ter uma política para as florestas que previna que os fogos ganhem proporções catastróficas e que tenham consequências dramáticas em termos humanos e de sustentabilidade do país. Por isso, temos de pensar que país queremos, não apenas no imediato, mas a longo prazo e que opções políticas estamos dispostos a fazer para o conseguirmos. Não temos a pretensão de levantar uma proposta completa e acabada para o problema, mas consideramos que há algumas questões incortornáveis.

A responsabilidade sobre as florestas é essencialmente coletiva e, por isso, estatal e a sua proteção não deve estar essencialmente ligada à responsabilidade individual. Há que criar condições para que as nossas florestas não sejam um barril de pólvora. Para tal, é preciso romper com a corrupção de interesses com a indústria da celulose, que nos deixa reféns dos seus lucros e não do que é estratégico para o país. Nesse sentido, é fundamental uma política pública de limitação e restrição da cultura do eucalipto e pinheiro.

É preciso ter uma política pública para as florestas – com investimento e funcionários especializados afetos a isso – para o seu ordenamento, limpeza e tratamento correto, incluindo nelas as populações locais. É preciso fazer um levantamento dos terrenos, situação das florestas e seu tratamento, nacionalizando os terrenos florestais que estiverem ao abandono ou descaso para garantir a real aplicação de uma política pública no setor. Tal só é possível se rompermos com a lógica da UE do pagamento da dívida, do cumprimento do défice e da inclusão de Portugal numa divisão de trabalho europeia restrita ao turismo e serviços.

É preciso exigir que o Governo – e não apenas a solidariedade civil a que temos assistido – apoie financeiramente as populações atingidas no que for necessário, em particular, as famílias das vítimas.

É preciso que as organizações sindicais e dos trabalhadores organizem a solidariedade com as populações afetadas a partir das suas estruturas e locais de trabalho. Estas organizações, em conjunto com os movimentos sociais e ambientais, devem promover um grande movimento na sociedade portuguesa a favor da mudança, de uma vez por todas, desta política que mantém as florestas a arder.

Finalmente, às portas das Eleições Autárquicas, é preciso cobrar aos candidatos municipais uma política diferente também a nível regional/municipal para a prevenção e o combate aos incêndios.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 20-06-2017 20:46
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Comunicado de Corrente Vermella
Baixo este lema, 'Isto vai de democracia' y 'Demokraziaz ari gara' —'Esto va de democracia', varias organizacions politicas e sindicais de Galiza e Euskadi teñen convocada mobilizacións de apoio ao proceso soberanista catalán.

Corrente Vermella apoia esta convocatoria, e chama a participar na que mañan, sabado, ás 12, desenvolverase na Pza do Obradoiro de Compostela.

Galiza, como Catalunya ou Euskadi, ten direito á decidir a sua relación co resto dos pobos, para reconstruir a unidade da clase traballadora; non confundamos “unidade” do estado opresor coa “unidade” da clase obreira. A “unidade” do estado opresor basease na división da clase traballadora entre nacions, sexo, raza ...

O goberno, no nome do rexime centralista do 78, confunde a “lei” coa democracia, cando a verdadeira esencia da democracia é xusto o direito o voto da pobación. Leis foron as racistas de Sudafrica, do franquismo ou as que permitiron o holocausto, e non por iso eran democracias.

O pobo traballador galego ten que apoiar a esixencia catalana como parte da loita contra un rexime, o do 78, que manten a sua marxinación, coa burguesia galega e os seus partidos, o PPSOECs, ao fronte. Por elo, as forzas politicas e sindicais galegas teñen que poñerse á tarefa para comezar umha campaña polo noso direito a decidir.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 09-06-2017 18:42
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manifestación o 7 de maio
Pola recuperación dos peiraos
POLA MUNICIPALIZACIÓN DOS CHAN E OS SERVIZOS PUBLICOS


A Comisión Aberta en defensa do Común convoca umha Manifestación para o 7 de maio, na Palloza, pola recuperación dos Peiraos ameazados pola Autoridade Portuaria, organismo dependente do goberno do PP, da sua venda para a especulación.

A venda dos peiraos foi umha idea do alcalde do PSOE, Paco Vázquez, para financiar a obra faraónica que é o Porto Exterior, a raíz do atentado do Prestige; e en vez de que fose financiada polo estado como se fai en outras ocasións (porto exterior de Xixón), o goberno de Aznar e o PSOE de Paco Vázquez tiveron a idea de que fose a cidadanía galega e coruñesa a que financiara a obra.

Moitos anos despois, e vendo a tremenda débeda que xerou a obra do Porto Exterior, volve a festa e a borracheira das recalificacións e a especulación, e o actual goberno do PP quere facer caixa coa venda dos peiraos.

Sen lugar a dubidas, é um motivo xusto para nos manifestar contra a volta aos dias de “viño e rosas” da privatización do chan e a especulación urbanística a costa do patrimonio da sociedade; mas consideramos que a loita contra a privatización do publico non ten que se parar no que poda facer o PP.

A poboación traballadora da Coruña e a área metropolitana sufre todos os días as privatizacións de servizos publicos de competencia municipal; desde o transporte coletivo ate a recollida do lixo, pasando polo proprio chan urbán a través da ORA. Cando uma persoa de calquera dos barrios o municipios da comarca trasladase ao traballo, ao centro de estudo ou á compra, ou ben ten gastar no coche particular ou ten coller uns buses, como a Cia de Tranvias, á que se lle acaba de prorrogar a concesión por tres anos.

O gasto no coche particular todo o mundo o sufre, como a ORA; e a alternativa, os buses urbanos ou metropolitanos, en mans de empresas privadas, teñen uns horarios non axeitados as quendas de traballo ou estudo. A primeira hora da mañan e pola noite é imposible moverse pola área en transporte colectivo.

Para a veciñanza da Coruña a loita por uns equipamentos públicos nos peiraos, primeiro, non resolve o problema dos equipamentos nos barrios; e uns bos equipamentos nos peiraos, sen un transporte publico de calidade e barato, estando como están lonxe de moitos dos barrios mais dinámicos da cidade (Novo Mesoiro, Os Rosais, Agra do Orzan, Castrillon, ...) xunto coa ORA e os aparcadoiros privados (O Canton, Palexco,...) que os rodea, fai deles unha illa publica nun mar de privatización do chan.

Corrente Vermella considera que esto tamen ten que ser de todos e todas, do comun, e por iso chama a ir mais aló da recuperación dos peiraos, a loitar pola municipalización de todos os servizos públicos; non se pode actuar vendo a “palla no ollo alleo e non ver a viga no proprio”.

Recuperemos os Peiraos, SI; municipalicemos todos os servizos publicos e o chan urban, tamen... Por iso, este ten que ser un primeiro paso na recuperación do publico para a poboación traballadora, que non se cingue á do “centro” da cidade senon a toda ela e mesmo a área metropolitana, pois miles de persoas entran e saen da cidade para ir o traballo ou estudar.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 04-05-2017 13:24
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No 1º de Maio FORA OS GOBERNOS DA CORRUPCIÓN E OS RECORTES
“Vívemos tempos revoltos” neste 1º de maio. A vitoria de Trump e o ascenso da extrema direita na Unión Europea, ameazas de guerra na Corea do Norte e bombardeos em Siria ou Afganistán... Folga Xeral em Brasil, e Folga indefinida na colonia francesa da Guyana. Países em venda por imposición da UE como Grecia, Brexit británico ao respecto da Unión Europea, provocando umha verdadeira crise de identidade no proxecto central do capital europeo. É obvio que son “tempos revoltos”.

Pola sua banda o Estado Español o principal partido do capital afúndese numha charca de corrupción, despois de ter desmantelado todas as conquistas obreiras e populares dos últimos anos: reformas laborais que converten en soños do pasado a xornada de 8 horas, a estabilidade no emprego, as vacacións, etc., privatizacións de todos os servizos públicos e sociais, recortes nas liberdades, reducindo á mínima expresión os direitos democráticos (expresión, reunión, manifestación...).

Os governos do PP, o central e a Xunta, “administradores” como son da herdanza do franquismo, herdaron a sua maneira de enriquecerse que baixo a ditadura se convertera em “política de estado”, o “capitalismo castizo” chámanlle ao saqueo sistemático de todos orzamentos das institucións, desde o concello mais pequeno ate o goberno central.

A corrupción no Estado Español é umha “política de Estado” da que o PP éo seu máximo expoente; o PSOE, que tamén tivo e tem moitas “aventuras” na corrupción (EREs, AVE, ...) é, coas cúpulas de CCOO e UXT, os cómplices necesarios para manter a “paz social”, evitando que estos gobernos caiam.

A estas alturas dos “tempos revoltos” no estado, non basta com esixir recuperación dos direitos, que si, como a derrogación das reformas laborais, a renacionalización dos servizos privatizados, da Banca ou das empresas estratéxicas ou non pago da débeda; há que ir mais alo, esixir a dimisión imediata destos governos de corruptos e “recortadores”, a expropiación dos bens dos políticos e empresários corruptos para que non sexa o pobo traballador que pague os seus roubos, e a imposición de penas exemplares por tribunais populares; non nos fiamos da xustiza neofranquista, com fiscais anticorrupción que son verdadeiros avogados defensores dos corruptos: por isso há que facer umha limpeza no aparello xudicial.

Dadas estas características do réxime do 78, estas esixencias non son posibles se non se da umha fortísima mobilización obreira e popular. O chamado “capitalismo castizo” é o núcleo duro do capitalismo español (as grandes construtoras, as eléctricas, as compañías de servizos,...), polo que a loita contra a corrupción, ligado á loita contra os recortes, vai contra uns dos piares fundamentais do seu enriquecemento e poder.

Por elo, se a classe obreira e os pobos queren recuperar os direitos roubados, e conquistar novos direitos, tem que romper com este governo e este réxime; non se lle pode esixir aos corruptos e ladróns que repoñan os direitos que desmontaron, é encamiñar a loita nun vieiro sem saída. A clase obreira e os pobos teñen que enfrontar os governos e o réxime como única garantía para recuperar eses direitos e gañar novos.

Temos unha oportunidade o 1º de maio, e o vindeiro 27 maio na convocatoria da Marcha a Madrid convocada polas As Marchas da Dignidade de xuntar forzas para berrar forte e claro: FORA OS GOBERNOS DA CORRUPCIÓN E OS RECORTES, no camiño dun proceso constituínte que rompa co Réxime do 78. Dende a base, dende os centros de traballo e estudio, barrios e vilas, a través de asembleas e votacións vinculantes, há que construír umha fronte de loita amplo para impoñer unha saída obreira e popular á crise.

Corrente Vermella sempre denunciou que no 1º de Maio obrigarase á classe traballadora a escoller baixo que siglas quere se mobilizar; o 1º de maio no é patrimonio de ninguén, mas tamén de toda a classe traballadora em loita. O exemplo dado polas compañeiras de Política Social/Consorcio e outros sectores da administración (bibliotecas, forestais, etc.) na Marcha do Persoal Precario da Administración o 16 de marzo, superando as divisións por siglas e o corporativismo dos diversos sectores da administración, é o que debemos seguir na procura dessa Frente de Loita.

Por isso, chamamos a participar com nós na manifestación convocada pola CUT/SAGAP/CNT/STEG/FORO INMIGRACIÓN, ás 12.30 na Porta do Camiño de Compostela.

Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 28-04-2017 09:17
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Acordo da Administración pública: Nin emprego, nin dereitos

O SOCORRO MUTUO DE GOBERNO E SINDICATOS ASINANTES

Despois de anos de destrución de postos de traballo, rebaixas de salarios, perdida de direitos e desmantelamento sistemático dos servizos públicos en todas as administracións públicas, desde os servizos sociais pasando polo transporte colectivo (RENFE), correos, ensino, sanidade... , CCOO, UXT e CSI-F asinaron un Acordo para a “mellora” do emprego público na Administración.

Unha propaganda que falsea a realidade e encobre miles de postos de traballo perdidos
Como veñen denunciando diversas organizacións sindicais (SAGAP;COBAS;CUT....), máis aló de toda a propaganda mediática, en rigor, o acordo o único que recolle é unha imprecisa oferta de emprego público (OPE) e outra, máis imprecisa aínda, taxa de 100% de reposición en sectores prioritarios para o 2017, todo iso “respeitando os límites e regras de gastos estabelecidos” . Iso que están a vender como “unha gran medida”, non é máis que, no mellor dos casos, sacar a OPE as xubilacións do ano pasado, o que supón unha renúncia expresa a recuperar as prazas perdidas desde o início da crise, e seguir sen repor, é dicir perdendo, o 50% das prazas nos sectores, segundo eles, non prioritarios.

Con respecto á redución da temporalidade, expoñen facer “fixos” a unhas 250.000 prazas que, eles calculan, reducirán a temporalidade nun 90% deixándoa nun 8%. Pero segundo un dos sindicatos asinantes, a temporalidade nas administracións afecta ao redor de 700,000 postos. Estas prazas levan na súa maioría ocupadas durante anos, porque a Administración incumpre as súas propias normas e leis, permitindo que miles de postos de traballo estean en fraude de lei e durante estes anos, ademais, non convocou OPEs adecuadas á realidade que se vive dentro da Administración. Isto permítelle adelgazar o persoal ao seu antollo, ter ao persoal da zeca á meca, roubándolles dereitos anos tras anos; así pode reducir o déficit público, e “mellorar a economia” á conta dos e as traballadoras da Administración.

Agora coa conivencia das direccións sindicais asinantes do pacto, o Goberno falsea as cifras de temporalidade, tenta lavarse a cara ante a opinión pública, argumentando que a situación de precariedade e recortes así como a deterioración dos servizos públicos, non é tal como denúnciana os traballadores/as organizadas en Mareas, Marchas,... , que están fartos: son eles os que garantiron, moitas veces á conta da súa propia saúde, que o sistema público non se derrubou.

O Pacto, contra o que se pretende vender mediáticamente, non garante a centenares de miles de traballadores/as, nin a conversión de interinos a fixos, nin a súa consolidación. Todos e todas terán que pasar por unha oposición e ao final non saben se poderán continuar na súa praza despois de levar en moitos casos máis de 20 anos traballando para a Administración! A única forma de que este pacto fóra en benefício dos e as traballadoras, e así poder prestar un bo servizo público que todas e todos pagamos cos nosos impostos é que todo o persoal temporal pasase a fixo como determina a lei.

O pacto asinado, ademais, profunda na mobilidade xeográfica e funcional, así como na continua perda de poder adquisitivo dos salarios.
É obvio que con este Acordo, o Goberno e as Centrais Sindicais asinantes, pretenden ratificar os retrocesos do “ERE encuberto” que ao longo de todos estes anos de crises, desde o goberno de ZP ata os actuais, viñéronse aplicando, a maior gloria das privatizacións e desmantelamento das conquistas sociais chamadas “Estado do Benestar”.

Un Pacto Social entre o Goberno e burocracia sindical para sosterse mutuamente
“A recuperación comezou”; agora hai que estabilizar os datos económicos, facendo as “reformas estruturais” que faltan. Pero é un goberno en minoría no Parlamento, que non pode facer como ata agora, gobernar a golpe de decreto; senón que precisa do “diálogo”, do “pacto”, para sacar adiante as súas medidas. Por iso este pacto é, segundo o Ministro Montoro, “unha importante contribución á completa recuperación económica do país”.

Está claro que o goberno necesita despexar o perigo de ver as rúas con protestas sociais e necesitaba un balón de osíxeno despois das sentenzas de Estrasburgo e Vigo, ao equiparar os dereitos dos traballadores/as da Administración aos da privada, coa fervenza de demandas contra a Administración, que está a obrigar a pagar millóns de euros en indemnizacións por despedimentos, que se aforraron durante todos estes anos e as posibles demandas futuras.

Por iso Rajoy apela ao Pacto social, a recuperar unha sorte de novos Pactos da Moncloa, mentres dá pasos no mesmo sentido mantendo os Pactos de Toledo (para as pensións), agora o da Administración Pública e prosegue co laborioso intento do Pacto pola educación. Son os Pactos que as reformas estruturais que a Unión Europea e o FMI esixen, a poder ser, mantendo a paz social.
CCOO, UXT e CSIF necesitan “ofrecer algo” aos traballadores/as, aínda que sexa fume que sirva para tentar gañar tempo e soster o seu cada vez máis escasa credibilidade. E precisan das axudas financeiras do Estado, imprescindibles para soster os seus monstruosos aparellos. Pero esa “axuda” hai que gañarlla demostrando a utilidade social do investimento que neles fai o Estado, aínda que o acordo sexa unha chapuza que valla para aquilo do “suxéitache mentres cobro”. Unha sorte, en esencia, de “socorro mutuo” entre a burocracia sindical e o Goberno, a costa (como sempre) dos dereitos e as condicións de emprego dos traballadores/as.


Rexeitar o Acordo e recuperar a rúa para poder recuperar os dereitos

O Acordo subscrito é un “acordo marco”, cuxa aplicación agora hai que negociala en todos os niveis da Administración, desde a central ata a autonómica, pasando pola local e deputacións. Sen dúbida que esa negociación non estará exenta de tensións, porque o Goberno seguirá aplicando o seu criterio do “control do déficit” acordado coa Unión Europea, de respecto a “os límites e regras de gastos estabelecidos” e desde o respecto a toda a iniciativa privada, os amigos do Goberno, que fan os seus negocios medrando ao redor das Administracións. E CCOO, UXT e CSI-F xa se sabe onde se sitúan, pero terán que pelexar as migallas que poidan rebañar para dar visos de bondade a esta infamia que asinaron, a este ERE encuberto que co seu beneplácito coou o Goberno.

Imos a un escenario de posibles “mobilizacións comparsa” para negociar mellor o pacto social e o Acordo vergoñoso, no medio do inevitable perigo de que miles de traballadores/as dediquen todos os seus esforzos a preparar unha oposición-lotaría que lles “garantir” o posto de traballo ante a situación de paro masivo. Esa venda de ilusións é a maior canallada deste Acordo, mentres os traballadores/as resígnense a seguir perdendo postos de traballo, dereitos e salarios e dediquen o seu empeño a unha oposición lotaría, mais asegurada estará a paz social e ata unha boa veta de negócio das academias.

O Acordo é un pau para os traballadores/as, e pretender embelecer o feito ou minimizalo non é máis que dar indulxencias aos burócratas que o asinaron, a estes correveidiles do Goberno que asinan para os traballadores/as o que non se van a aplicar para eles mesmos.

Nós/as queremos dirixirnos aos traballadores/as que saíron á rúa a defender a estabilidade no emprego e a recuperación de dereitos, aos/as que desde o SAGAP, COBAS, CUT, CXT, CIG, desde as bases de CCOO ou UXT, ou non afiliados, rexeitaron este Acordo. Non podemos darnos por vencidos!. Todos/as os que o rexeitamos debemos unir forzas, facer unha fronte sindical de rexeitamento, que prosiga cunha intensa e extenso labor de explicación de leste Acordo-fraude; que chame a non perder a rúa e a mobilización. O próximo mes temos dúas datas xa marcadas para saír á loita, o 1º de Maio e o 27 de Maio coas Marchas da Dignidade. Ténsenos que ver en ambas as aos traballadores/as das Administracións públicas, loitando co resto dos traballadores/as, por pan, traballo, teito e igualdade, pero reclamando o noso e de todos/as, que polo traballo estable, a recuperación de dereitos e salario dicimos NON AO ACORDO.
Comentarios (0) - Categoría: Estado Español - Publicado o 20-04-2017 10:23
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Galicia: a clase obreira en escena, construíndo a unidade desde a base

Algúns poderían esperar que a maioría absoluta do PP nas últimas eleccións galegas ían garantir paz social, e nada máis lonxe da realidade. Desde que as gañou, as mobilizacións sociais non deixaron de crecer en extensión e cantidade de xente mobilizada, cunha dinámica de aumento de resistencia aos plans da Xunta de Feijóo.
Comezaron en decembro as traballadoras de política social contra a perda dos seus postos de traballo, como persoal laboral da Xunta, folgas en Ferroatlántica contra as ameazas sobre os postos de traballo, traballadoras do téxtil e Pescanova, traballadores/as de Correos, que se sumaron ás folgas nacionais e estatais no ensino, telemarketing e a conflitividade nos Portos.
Pola súa banda, as Marchas da Dignidade convocaron unha importante manifestación que foi aproveitada por sectores sociais para expresar a súa unidade fronte aos ataques, cos e as pensionistas á cabeza, mentres o domingo 5 e o 8 de marzo, miles de mulleres saían á rúa para esixir os seus dereitos, continuou o 10 de Marzo, Dia da Clase Obreira Galega e seguiu o 16 de marzo coa manifestación unitaria de varios sectores, en Santiago contra a precariedade laboral do persoal das administracións públicas, convocada desde a base.

A reorganización política
Neste tres longos anos de período electoral, foi cristalizando politicamente as réplicas sociais do terremoto do 15M e as Marchas da Dignidade do 22M do 2014. Primeiro foi a Alternativa Galega de Esquerdas (AGE), despois, a nivel estatal, Mover Ficha. Viñeron as Europeas e Podemos galvanizou electoralmente todo un sector do activismo. O pasado ano foron as Mareas municipalistas, Unidos Podemos, etc., que viñeron encher o espazo á esquerda do PSOE e EU, e en parte, do BNG.
En Marea, sucesora de AGE, é un claro paso atrás pois se sitúa desde o principio no marco Constitucional. Como dixo o seu portavoz o xuíz Villares,”todo dentro da lei, nada fóra da lei”. O BNG puido aguantar o tirón sen deixar o nacionalismo, con lemas vagamente rupturistas e mantendo a dirección da CIG.
A reorganización política está, neste momento, dentro dos límites do réxime burgués e cun programa socialdemócrata, sen estruturas e raíces na clase traballadora, nin sequera na súa base social, as clases medias asalariadas e a mocidade. Pero non é un fenómeno pechado, porque a crise do réxime monárquico non axuda e obrígalles constantemente a facer chiscadelas á súa esquerda, mais se é un feito que cristalizou ao redor dun programa socialdemócrata progresista con saudade do pasado do Estado do Benestar.

A reorganización sindical está nos seus comezos
Despois de anos de paz social, a clase obreira, como vimos, comeza a facer acto de presenza nun marco determinado por un gran retroceso na conciencia de clase imposto, entre outras, pola precarización das relacións laborais, e ligado á dexeneración e crise dos sindicatos estatais maioritarios, CCOO e UXT.
A CIG, ademais de ser parte do proxecto político do BNG, esta ligada a través das subvencións, cursos e liberados, ao aparello do estado; por iso, aínda mantendo un pasado combativo, a CIG está na pendente da burocratización e a acomodación na rutina sindical, como se manifestou abertamente en conflitos como o de Política Social/Consorcio.
A paz social destes anos tiña unha base material na conciencia da xente, moitas persoas creron iso de que “cando chegue a recuperación, todos/as beneficiarémonos”; pero isto era mentira, e obviamente non está a suceder, senón que seguen quitando dereitos.
Ante esta situación as direccións sindicais seguen coas mesmas receitas que no pasado de “bonanza”, o que lles permitiu ás empresas repartir algunhas migallas. Non entenden que iso se acabou, que hoxe as empresas necesitan máis precariedade, baixar os salarios, seguir destruíndo emprego; que para recuperar a taxa de ganancia teñen que aumentar a explotación da clase obreira e destruír ata as raíces as conquistas do Estado do Benestar, e que a Xunta, como todos os gobernos, actúan en consecuencia, como goberno burgués defende os intereses da súa clase.
Non entenderon nada de todo isto, por iso seguen coas súas receitas do sindicalismo de negociacións de salón, confiando no seu ?labia? e ?despacho?, cando enfronte o que hai son representantes dunha clase social, o capitalismo, que declarou a guerra á clase obreira e o pobo. Créronse as mentiras da democracia burguesa, de que podemos ?recuperar? os dereitos a través dun pouco de presión, un moito de negociación e un nada de asembleas decisorias onde non só os delegados e delegadas, senón os traballadores e traballadoras expresen a súa vontade.
Este choque entre unha realidade de loita de clases exacerbada e unhas políticas sindicais conservadoras, rutineiras, abre ocos polos que entra a loita espontánea dos traballadores e traballadoras. Como en política non existe o baleiro, estes ocos énchenos as persoas traballadoras como poden, apelando a pequenas organizacións como a CUT, SAGAP, PROSAGAL, COBAS, Modepen, etc. Todas teñen unha característica, expresan o cambio na relación entre a clase traballadora e as súas organizacións de sempre.
Pero non confundamos, este cambio na relación de confianza non garante que automaticamente vaian xurdir novas organizacións, mellores que as anteriores. A conciencia antipartido e antiorganización, a decepción e a pasividade, a radicalización ultraesquerdista, expresado no individualismo na resposta aos ataques, son ?monstros? que sempre están presentes na clase obreira.
A crise, as políticas da UE e a Xunta, os recortes e as privatizacións impoñen a máis ampla unidade na resposta; é criminal soster que é posible responder á virulencia destes ataques desde a autoafirmación sectaria. O camiño da reorganización das forzas sindicais e políticas da clase obreira é longo, e pasa por construír ferramentas unitarias de loita, por encima de siglas, para enfrontalos.
O sindicalismo de clase, combativo e democrático, baseado nas asembleas de base decisorias, tamén se reorganizará cando se entenda que a defensa da unidade da clase obreira pasa polo respecto aos dereitos nacionais do pobo galego.
O camiño que está a comezar é longo, e non exento de problemas; mais, imprescindible para enfrontar as políticas mentireiras e hipócritas dos gobernos de quenda.
Por iso a mobilización unitaria o pasado 16 de marzo en Santiago, do persoal traballador precario da administración pública, en defensa dos postos de traballo e dos servizos públicos é un bo comezo para avanzar e consolidar esa unidade da que partiu.

O cansazo ante tanta mentira
Feijóo, e os medios que subvenciona (todos), non se cansan de repetir que Galiza está “preto de alcanzar os niveis previos á crise”. E isto é unha mentira como unha casa. Nos anos de goberno do PP 234.000 galegos e galegas tiveron que emigrar, un 10% da súa poboación, 66 mil novos no últimos catro anos. Así o PP pode dicir que en Galicia o paro non é tan alto como noutras zonas do Estado: expulsando aos parados calquera non maquillas as cifras.
Este proceso baséase nunha calculada política de desindustrialización, coa caída de dous puntos na súa achega ao PIB, e apostando abertamente por unha economía ao servizo dunha Galicia “colonizada”, a “marisquería” de España, ... , baseada na máis absoluta precariedade -máis de 7 millóns de contratos de traballo asinados nos últimos díez anos, e os baixos salarios, onde se perderon máis de 100 mil postos de traballos, que aínda non foron recuperados.
Mentres Feijóo alardea de “Galicia Calidade”, o prezo do leite segue sendo o máis baixo do Estado sendo o primeiro produtor, as eléctricas contaminan coas súas térmicas e os seus encoros, mentres o pobo galego paga o mesmo prezo que o resto do estado e os seus impostos páganse en Madrid; os estaleiros piden esmolas á Unión Europea sen ter un plan a longo prazo, que permita aos traballadores/as non estar no fío, ou se segue prohibindo nos feitos a construción de buques civís no estaleiro máis moderno do Estado.
Todas estas mentiras, evidentes, están a acumularse entre a poboación traballadora, e non o dubidemos, como cando Nunca Mais, o feito máis imprevisible faraas explotar.



Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 28-03-2017 18:04
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O 16 DE MARZO, DIANTE DO PARLAMENTO EM COMPOSTELA
CORRENTE VERMELLA SUMASE Á CONVOCATORIA DA PRIMEIRA MARCHA DO PERSOAL PRECARIO DAS ADMINISTRACIÓN PÚBLICAS

Este mes de marzo fai un ano que o persoal eventual do Sergas convocados polos sindicatos de SAGAP e PROSAGAL, sairon á rúa para denunciar a precariedade de seus contratos e a falta de direitos como persoal de segunda respeito ao persoal do fixo, todo elo contra das cúpulas dos sindicatos maoritarios no sector.
Este 16 de marzo a esta marcha sumanse outros coletivos, como Forestais, Política Social, Consorcio de Igualdade e Benestar, Bibliotecas Públicas, traballadores da CRTV, ....á invitación feita, vendo que ten en fronte ao mesmo patrón, a Xunta.
Dende que se "declarou" a crise económica, os e as traballadoras de todas administracións do Estado español estamos sufrindo grandes recortes en dereitos laborais.
O goberno da Xunta, como ven demostarndo dende fai 8 anos é un alumno aventaxado aplicando as políticas do goberno central e da UE, para reducir o déficit, entregando ás empresas privadas os servizos públicos. Este ano coa lei de acompañamento prantexase a funcionarización do persoal laboral da Xunta, um suposto “agasallo” que nas súas mans convertinse unha ferramenta para destruir postos de traballo, un ERE encuberto.
Con esta funcionarización do persoal laboral da Xunta non ofrece estabiliade nun sector onde a eventualidade en alguns casos chega ata 90% dos cadros de persoal, negan a posibilidade de indemnización de miles de contratos en fraude de lei, e también significa a perdida de dereitos e condicións salariais, anulando melloras como a incorporación das traballadores do Consorcio de Igualdade ao V Convenio de laborais.
O pasado mes de decembro as traballadoras de Política Social comenzaron a se mobilizar contra esta lei, ante o silencio cómplice das cúpulas dos sindicatos maioritarios. Elas coñecen ben o que supon este caramelo envenenado.
¡Usuarios/as e traballadores/as, defendamos os servizos públicos, defendamos os postos de traballo !
A falta do persoal afecta á calidade dos servizos prestados e por ende a todos e todas as usuarias.
A defensa dos postos de traballo e recuperar os que se perderon é inseparable do rexeitamento da súa privatización, e esixir uns servizos 100% públicos
Por iso os e as usuarias xunto cos traballadores/as dos sectores afectados ten que unirse e participar desta mobilización, como nas que veñan NA DEFENSA DOS POSTOS DE TRABALLO E OS SERVIZOS PUBLICOS.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 15-03-2017 19:34
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8M: DÍA INTERNACIONAL DA MULLER TRABALLADORA
É TEMPO DE LOITAR CONTRA A DESIGUALDADE

O 8 DE MARZO VOLVEMOS ÁS RÚAS!!


As mulleres cada vez máis e en moitas partes do mundo, estamos a saír ás rúas para loitar contra os ataques que os gobernos están a levar a cabo cara á clase traballadora e os sectores máis desfavorecidos desta. As mobilizacións contra todas as opresións, os feminicidios e outras formas de violencia machista, toman cada vez máis forza. Unha violencia contra as mulleres, as persoas imigrantes ou os sectores LGBTI, é apenas a expresión máis visíbel da violencia económica, política, social e policial, deste sistema capitalista.

Aquí no Estado español, nós tamén resistimos. Coas Marchas da Dignidade, coas Plataformas que se están organizando en defensa das pensións públicas, na loita pola educación pública, contra a violencia machista. Porque nós, as traballadoras, as xubiladas, as estudantes, as desempregadas, estamos a recibir os peores golpes das sucesivas reformas laborais, os recortes sociais, a privatización dos servizos públicos e o saqueio da hucha das pensións.

Seguen os feminicidios
Unha vez máis, comezamos o ano con 15 mulleres asasinadas por violencia machista, das que só dúas denunciaran. A peor cifra rexistrada desde o 2008. Unhas mortes que mostran en toda a súa crueza a falta de recursos materiais que teñen moitas mulleres para escapar desta violencia, a desconfianza nun sistema xudicial que segue infestado de estereotipos machistas e o fracaso dunha Lei insuficiente á que nunca e menos desde que estalou a crise, dotouse do orzamento necesario.

E seguimos á cabeza do paro, a precariedade e a pobreza.
Segundo datos da EPA, o desemprego feminino sitúase nun 20%, tres puntos por encima do dos homes.

Actualmente hai 2.624.500 traballadores/as a tempo parcial, a maioría de forma involuntaria. Unha cifra que creceu nunhas 400.000 persoas desde que comezou a crise. Delas, o 73%, son mulleres. O principal motivo que aducen é ter que encargarse do coidado de menores ou persoas dependentes ou outras responsabilidades familiares. E é que as mulleres nos vemos obrigadas a levar a cabo máis de dous terzos dos 144 millóns de horas diarias de traballo non pagado de alimentación, hixiene e coidado dos demais.

A brecha salarial entre homes e mulleres non deixou de crecer, chegando ao 24 % nos sectores máis feminizados. Case o 70% de quen cobran o salario mínimo son mulleres.

Como consecuencia de todo iso, a prestación contributiva que recibimos é de media de 703 euros, fronte aos 869 euros dos homes e as nosas pensións son un 31% máis baixas. Dous millóns de persoas perciben pensións de xubilación por baixo do limiar de pobreza, das que o 67,3%, son mulleres. Pensións miserables despois de traballar toda a vida.

A brecha nas prestacións de desemprego, así como a diferenza das nosas pensións, é a expresión do machismo social existente e de toda-las discriminacións que sufrimos as mulleres no mercado laboral.

A esta situación hai que sumar a das empregadas de fogar, que en moitos casos non están nin sequera dadas de alta na Seguridade Social e no caso das mulleres inmigrantes, ademais da precariedade laboral e o machismo teñen que enfrontar o racismo e a xenofobia que é promovido en primeiro lugar polas políticas do goberno central e autonómicos, ou desde moitos Concellos.

O exemplo da Revolución Rusa
Este 8 de Marzo ten un significado especial para Corrente Vermella, xa que se cumpren 100 anos da Revolución Rusa. Unha revolución obreira e popular que comezou precisamente coa iniciativa espontánea de miles de mulleres obreiras téxtiles, que se lanzaron á rúa en demanda de Paz, Pan e Terra.

Aquela foi unha revolución vitoriosa en que as mulleres conseguiron grandes avances. Unhas conquistas que lamentablemente foron destruídas polo estalinismo e hoxe, para a vergoña e humillación de todas as mulleres do mundo, na Rusia capitalista de Putin, se descriminaliza a violencia machista a mulleres e nenas/os.

Cando o sistema capitalista mostra toda a súa podremia e miles de mulleres saen á rúa en todo o mundo, alertamos de que non será posible conseguir ata o final nin un só dos dereitos que hoxe nos son negados unha e outra vez, sen enfrontar as medidas que banqueiros, empresarios e gobernos imperialistas ao seu servizo, veñen implementando. Trump é a expresión máis clara e elocuente de como a burguesía imperialista utiliza as opresións para dividir á clase, para poder descargar os seus plans de sobrexplotación ás mulleres e ao conxunto da clase obreira, para tentar facer saír á economía capitalista da súa profunda crise e recuperar a taxa de ganancia dese 1% privilexiado, que acapara a maioría das riquezas a nivel mundial.

Reivindicamos os ensinos da Revolución Rusa e o papel que as mulleres xogaron nela, non como un feito histórico que mirar con nostalxia do pasado, senón como un exemplo a seguir e unha referencia que necesitamos coñecer para a revolución socialista que hoxe, cen anos despois, é máis necesaria que nunca.

Pola unidade de todas as loitas!
A situación das mulleres traballadoras co novo/vello goberno do PP non vai mellorar, pois as raquíticas subidas do SMI en 50 euros, do 0,25% en pensións ou o lixeiro incremento no orzamento para educación, sanidade, protección contra violencia machista ou dependencia aprovados no seu día, non logran reverter o efeito dos recortes de anos anteriores. Iso sen contar con que coa "inestimable" axuda do PSOE, non dubidará en continuar pola senda dos recortes, as privatizacións e as reformas estruturais que sexan necesarias para cumprir coas esixencias da UE e o FMI.

É imprescindible enfrontar este goberno, inimigo da clase traballadora, ao que non é posible derrotar mediante unha oposición institucional conforme ás regras do xogo desde o parlamento, senón mediante a loita e a mobilización na rúa. Máis que nunca, as mulleres traballadoras necesitamos organizarnos xunto a nosa clase, combatendo o machismo en todos aqueles lugares onde participamos e construír en unidade con todas as organizacións sociais, políticas e sindicais de clase, así como co movemento estudantil, un 8 de Marzo unitario, de clase e combativo.

Hai que seguir rodeando de apoio e solidariedade a todas as mulleres que loitan polos seus dereitos como é o caso en Andalucía das xornaleiras de Agrícola Espino e Baena Franco, ás que se quere facer cómplices da fraude cometida polo empresario que as contratou. Ou a das traballadoras do 061, 112 e Saúde Responde, que sofren as consecuencias da privatización dun servizo tan imprescindible como é o servizo de emerxencias sanitarias. Ou a das Mulleres estibadoras do Estado que están a loitar de xeito conxunto cos seus compañeiros na loita contra o decreto que o goberno pretende imporlles para "liberalizar" o sector. E tantas otras.

Dende Corrente Vermella chamamos a participar a dar continuidade á mobilización despois do 8 M, participando na Folga Estudiantil e da Comunidade Educativa o 9 M, e na Manifestación do Persoal Precario da Xunta o 16 M em Compostela.

E o próximo 8 de Marzo, todas e todos á rúa para esixir:

---Emprego estable e salarios dignos! Derrogación de toda-las reformas laborais! A igual traballo, igual salario! Non á precariedade, EREs e ERTEs!
---Pensións públicas dignas a cargo dos Orzamentos Xerais do Estado!
---Nin unha menos! Esiximos recursos suficientes para prevención, atención e protección inmediata de todas as mulleres e de toda forma de violencia machista.
---Orzamento para a Lei de Dependencia! Educación, sanidade e servizos públicos de calidade!
---Non ao pago da débeda!
---Aborto público, libre e gratuíto na Seguridade social
---STOP homofobia, lesbofobia, transfobia e discriminación por orientación sexual!


Secretaría estatal de Muller de Corrente Vermella
Comentarios (0) - Categoría: Estado Español - Publicado o 04-03-2017 13:21
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O 25 F na Defensa das Pensions Publicas
CONTRA O SAQUEO DO FONDO DE PENSIONS
AS PENSIONS SON UN DIREITO E NON UN NEGOCIO


O goberno do PP, non contento con darlle según contas oficiais, 60 mil millóns á banca para o seu resgate, co correspondente aumento da debeda, ven de saquear sistemáticamente o Fondo das Pensións, que pasou de 66 mil millóns ha 5 anos, 15 mil hoxe. E logo din que as pensións están en“perigro”... Como non va a estar ameazadas, ¡se o PP é como raposo gardando-lo galiñeiro!
Este goberno, como antes o do PSOE, aplican as directrices da UE e do FMI, que teñen como maxima convertir nun negocio todos os direitos sociais conquistados pola clase traballadora. Destrúen a sanidade publica, os servizos sociais, a educaciòn, venden o mellor postor o chan urbán, e calqueira servizo básico como o transporte público ou a electricidade, é unha fonte de negócio. Nesta cadro, as pensión tamen son carne de privatización.
Para empurrar á poboación traballadora a asumi-lo, rebaixan a cuantía das pensións forzando ao empobrecimento social. As pensións no estado español son, na maioria das ocasions, de mera supervivencia, cumha media enganosa de 900 euros. A estadística agochan diferenzas entre os 1100 do Pais Basco e os menos de 800 na Galiza ou Extremadura. A politica sicopata do PP -a sua empatia co sufrimento non existe- faise o servizo do 10% da poboación, dona do 50% da riqueza do Estado.
As pensións son o resultado de que aforran os traballadores e traballadoras desde as primeiras retencións nas nominas. Non é ningumha graciosa concesión de ninguen, nin tampouco é que os xovenes actuais lle paguen as pensións aos que se xubilen hoxe; é umha mentira interesada para dividir entre xeracións, alem de desmobllizar á xuventude, como se a xubilación non fose o seu problema, porque xa vira outra xeraciòn que llo pague: cada xeración pagase as suas pensions a través das cotizacións que fan o longo da sua vida de traballo.
Por moito que os medios, o PP, o PSOE e demáis axentes do capital alardeen, os bancos e as empresas precisan de seguir sendo resgatados polo estado. A taxa de ganancia segue baixo minimos, e o goberno aprestase a darlles diñeiro para cubrir o que non son capaces de sacar na producción de bens e servizos. Ben directamente, dandolles diñeiro a fondo perdido como a Banca ou exencions do pago de impostos de sociedades, ben indirectamente, en rebaixas nas cotizacións da Seguridade Social, subvencións prezos de productos como Plan Pive da industria do automobil que pagamos todos e todas. Este diñeiro vai á conta da Debeda Publica, que cada vez engorda mais, cun pagamento de xuros feito obriga constitucional polo artigo 135 pactado polo PPSOE.
O Pacto de Toledo foi a porta de atrás pola que comezou a entrar a privatización das pensión, ao permitir a xestión privada dumha parte delas. Esta xestión transformouse numhas empresas onde estan a Banca, as aseguradoras e os Sindicatos maioritarios, e moven miles de millóns de euros dos aforros dos traballadores e traballadoras. E agora, o goberno pode roubar impunemente os nosos aforros do Fondo, porque no 2012 suspendeu as limitacións legais de disposición de diñeiro.
As pensions, frente a esta loxica e politica privatizadora do Pacto de Toledo, son un direito e teñen que ser umha obriga do Estado non suxeita ás contribucións anuais, senon garantidas na política Orzamentaria e a partir dumha política fiscal progresiva, “que pague mais quem mais ten”.
O roubo do Fondo de Pensións é o roubo dos aforros dos traballadores / as que desde a primeira nomina lles descontan umha parte, por iso afecta o conxunto de todos e todas, polo que non pode ficar numha loita meramente sindical, é umha loita política. Á sua cabeza non so teñen que estar os sindicatos, mas tamen as organizacións políticas que rexeiten o desmantelamento do público, para coordenar dun xeito unitário a mobilizaciòn contra estas medidas da UE e o governo. Neste cadro, tense que incluir com destaque as reivindicacións e a loita da mulleres cara o 8 de marzo.
Corrente Vermella chama a participación na Manifestación convocada polas Marchas da Dignidade, para o 25 de Febreiro, ás 12, na Coruña; onde saíran duas columnas, umha do Pza do Opera e outra do Campo da Leña.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 21-02-2017 18:30
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POLA NOSA SEGURIDADE: ACUDE Á CONCENTRACIÓN O 26 N
Hai 15 dias, na Fábrica, en Oleiros, houbo umha asemblea para debater sobre os fallos dos semáforos que há na Avda das Mariñas, na antiga Nac VI á altura de Perillo, que poñen en perigo a miles de veciños e veciñas de Oleiros e Cambre, alen dos traballadores e traballadoras das ducias de empresas que alí están instaladas.
O semáforo en cuestión estropease cada vez que ha umha tormenta, e desde o Ministerio de Fomento en Madrid lle negan á policía local de Oleiros mesmo cambiar umha bombilla. Nun alarde de prepotencia centralista, o Ministerio arrogase o direito a decidir sobre a seguridade de miles de galegos e galegas, que teñen que “suplicar” que cambien a bombilla para que funcione o semáforo.
A asemblea acordou convocar concentracións XA, para esixir do Ministerio solucións, e que pola urxencia que teñen, non se podían adiar para xaneiro, que era a proposta inicial.
Corrente Vermella apoia as mobilizacións, mas considera que esas medidas urxentes, e mesmo o plan explicado polo alcalde na asemblea, non van o fondo do problema: o tráfico, os 90 000 automóbiles e camións que a pasan todos os días pola zona, co conseguinte risco para a poboación.
A solución pasa por retirar vehículos da circulación, favorecendo o transporte colectivo e publico, aumentar as frecuencias, alonxar os horarios mais alo das 22.30 horas que pasa o ultimo. Establecendo conexións para ir e voltar dos centros de traballo ou estudo.
Retamatar xa obras como a Via Artabra e quitando a peaxe de Guísamo, para desviar o tráfico, especialmente o pesado, cara os polígonos sen necesidade de atravesar unha zona urbana como esa.
E por último, o resgate das Avda para a poboación, sobre a base dun bulevar desde o Temple ate a Ponte do Pasaxe, que conecte e humanice as dúas beirarrúas dá Avda das Mariñas, hoxe desconectadas pola Nacional VI.
Estas esixencias sitúan o problema na consideración da Avda das Mariñas como o que é nos feitos, umha Vía Urbana, onde ha barrios e empresas, e non umha estrada como fai o Ministerio de Fomento. Por elo, para nós, a única solución real pasa por la recuperación das competencias para o Concello no cadro da Area metropolitana.
Umha Area que integre un verdadeiro Plan de Transporte Urbano, que combine os diferentes medios de transporte (o mais que necesario Tren de Proximidades cos buses), con paradas dentro dos polígonos e centros de estudo, e horarios axeitados ás necesidades da xente traballadora, e non dos interese das contas de resultados das empresas como Cal Pita, Tranvias, Arriva,..., as compañías de combustible (Repsol, Cepsa,….), etc.
De non ser así, seguiremos co mesmo problema, se adopten as medidas que se adopten, e dentro duns anos estaremos discutindo, de novo, sobre a perigrosidade da Nacional VI.
E que non digan que non ha diñeiro, que costa moito, pois a seguridade da poboación non ten prezo; e gastáronse miles de millóns de euros en resgatar bancos e empresas, que xa dixeron que non ían devolver. Ademais, facer un verdadeiro plan, serio e con proxección de futuro, non é mais custoso que facer hoxe un, e dentro de cinco anos ter que facer outro.
Diñeiro ha, so que regalado aos bancos e empresas; por iso ese non pode ser o problema, salvo que se admitan as políticas de recortes dos gobernos do PP. A cuestión é de prioridades, ou resgatar aos capitalistas e banqueiros, ou garantir a seguridade da veciñanza.
O mesmo tempo que se convocan estas mobilizacións, a poboación de Guísamo e Sada están a cortar a Nacional VI para esixir medidas de seguridade e a súa consideración como Vía Urbana, pola cantidade de vivendas e empresas que ha o longo do seu percorrido.
A Nacional VI ten que deixar de seren un pesadelo para a veciñanza e os usuarios / as, e é un máis dos casos do sángrante centralismo que os galegos e galegas temos que soportar no Estado Español… Ate para cambiar umha bombilla temos que “suplicar” a Madrid que deixe facelo.
Para CV temos que dar os pasos necesarios para respostar dun xeito unido ao que é un perigo para a poboación, acordando asembleas conxuntas das zonas afectadas, para levar adiante un calendario de mobilizacións ate que Fomento ceda, e conquistemos a recuperación para nós a Nacional VI.

Non basta con protestar, pola nosa seguridade temos que gañar

ACUDE Á CONCENTRACIÓN O 26 N, NO CRUCE DE SOLYMAR CARA MONTROVE, ÁS 12 h.
Comentarios (0) - Categoría: Galiza - Publicado o 24-11-2016 19:11
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