Coordenadora de Equipas de Normalización Lingüística de Ferrolterra


Quota galego
Edelmiro Momán - Vieiros
Edelmiro Moman Noval nasce em Ferrol no ano da crise do petróleo. Sobrevivente do desmantelamento naval, doutora-se em química para realizar a seguir um longo périplo que o conduzirá através de diversos centros de investigação internacionais. À sua condição semi-nómada soma-se logo a de arraiano, já que, residente no Luxemburgo, atravessa quotidianamente a fronteira para trabalhar da Universidade das Terras do Saar, Pontes do Saar, Alemanha. »

Embora a Conselharia de Educação da Junta da Galiza semelhe estimar que qualquer forma de informação ou de debate constitui uma forma de coacção, o certo é que a rede ferve estes dias com discussões sobre qual deve ser, enviesado inquérito mediante, a futura política linguística educativa na Galiza. Tecnicamente falando, a mãe de todos os debates é a quota que deve corresponder à língua galega no ensino. O incumprido 30% não satisfazia plenamente os que querem dotar o galego da categoria de língua nacional. O salomónico 50% tem a capacidade de exasperar os que vêem no galego um estorvo de terceira categoria no contexto duma Espanha que desejariam mais homogénea. Detrás do véu da disputa percentual descobrimos, como não poderia ser outramente, que o debate real consiste em dirimir qual tem que ser o status que a língua galega ocupe na nossa sociedade. Repare-se aliás, perspectiva preconceituosa, em que sempre falamos da quota que deve corresponder à língua galega no ensino galego e nunca da quota que deve corresponder à língua castelã no ensino galego, nem muito menos da quota que deve corresponder à língua galega no ensino murciano. Partimos da base implícita de que o galego, como para o caso qualquer outra língua distinta do castelão, são contingentes e que apenas este é necessário.

Cingindo-nos ao estritamente académico, sempre acháramos um bocadinho absurdo e até contraproducente o sistema de quotas linguísticas, vigente na Comunidade Autónoma galega depois da proclamação da segunda restauração borbónica na Espanha. Que sentido tem, por exemplo, que uma aluna remate o ensino secundário sabendo todas as matemáticas em castelão e toda a biologia em galego? Para os que anseiam a eutanásia, quer activa, quer passiva, para o galego, a solução a este dilema é clara: tudo em castelão e pronto. No outro cabo do espectro, a maioria dos que apostam pelas mil primaveras mais para a nossa língua não ousam, contudo, propor um outro modelo.

Cientes de nadar contracorrente, vamos teimar mais uma vez numa possível terceira via para o galego: uma solução à la luxembourgeoise. Tem Luxemburgo três línguas oficiais: luxemburguês, alemão e francês. O luxemburguês é uma língua germânica muito próxima do alemão, embora com influências do francês (as analogias com o caso galego são evidentes). Ora, como pode um país ter três línguas oficiais? De acordo com determinados neodarwinistas-pró-etnocidio-ativo uma tal situação arriscaria a provocar o colapso neuronal dos mais jovens para além de desencadear traumatizantes conflitos cognitivos e emocionais. Impossível. Porém, que não se espalhe o pânico, não semelha ser o caso. Vivem as crianças e adolescentes luxemburgueses umas vidas tão tranquilas como lhes permitem as suas hormonas e não parece que essa placidez de carácter se veja alterada na idade adulta.

O leitor que tenha tido a paciência de ler até aqui, estará a perguntar-se qual pode ser o segredo que explicaria tais maravilhosos portentos. Os segregacionistas imaginarão um Luxemburgo dividido em comunidades linguísticas fechadas onde os pais escolhem a língua veicular do ensino e erguem altos valados linguísticos para que os seus pequenos não se contaminem de patois nenhum. Os partidários das quotas suporão que os luxemburgueses falam de química apenas em alemão, de gastronomia em francês e de história em luxemburguês. Felizmente, a realidade é distinta.

O sistema luxemburguês de ensino está dividido, no que diz à língua veicular, em três etapas. A primeira etapa cobre o ensino pré-escolar e a maior parte da primária e nela produz-se uma imersão linguística quase completa em luxemburguês, estudando-se também as línguas cooficiais, alemão e francês, e outras como o inglês. É o luxemburguês um povo próspero e orgulhoso (poderia ter chegado a ser próspero sem ser antes orgulhoso?) e como tal, cuida do seu património, incluindo sem dúvida no conceito de património tudo o que atinge a sua herdança cultural e linguística. A língua luxemburguesa tem de ser, já que logo, o primeiro. Ao longo do ensino primário produz-se uma paulatina substituição do luxemburguês pelo alto-alemão, que passa ser língua veicular nos últimos anos da primária. Por último, durante a secundária, o alemão vai sendo progressivamente substituído pelo francês, que é a língua veicular nos últimos anos da secundária. Assim, para obter o diploma de Nível Secundário de Educação o alunado deve demonstrar uma competência adequada das três línguas oficiais e ser capaz de se desenvolver com fluidez em todas elas qualquer que for a matéria de conversação.

Mas a complexidade da situação linguística luxemburguesa não se restringe à aprendizagem das três línguas cooficiais. Num país de meio milhão de habitantes que concentra vários milhares de funcionários públicos das instituições europeias, provenientes de 27 países, na sua capital, o inglês tem-se convertido em mais uma língua franca de facto. Para mais, como todo país próspero, Luxemburgo é receptor de imigração. Entre os imigrantes predominam amplamente os portugueses e os oriundos doutros países galegófonos, resultando que a nossa língua é a quarta mais falada no país, atrás apenas das três oficiais, o que faz com que muitos documentos informativos e formulários oficiais sejam disponibilizados também em galego-português.

Se a diversidade linguística vem sendo um castigo divino, nesta pequena Babel que é o Luxemburgo, não virarão tolos os seus habitantes ante semelhante galimatias linguístico? Não. Adestrados os cérebros no plurilinguismo desde o berço, os luxemburgueses mostram uma grande facilidade para aprender línguas, adaptam-se com naturalidade à língua do seu interlocutor e participam como se nada se passasse em conversas multilingues. Vemos, pois, como o respeito e conservação do legado dos nossos antepassados é perfeitamente compatível, e ainda facilita, o multilinguismo e o cosmopolitismo. O luxemburguês é ponte entre duas das línguas mais importantes da Europa, assim como o galego é ponte entre duas das línguas mais extensas do mundo.

Para finalizar, quisera oferecer apenas um pequeno exemplo de como os luxemburgueses souberam também monetarizar este imenso capital linguístico. Não é por acaso que a maior companhia europeia de rádio e televisão, o RTL Group, sedeado no Luxemburgo, tivera as suas origens na Compagnie Luxembourgeoise de Télédiffusion, que foi conquistando mercados progressivamente, em parte, graças à sua facilidade para oferecer conteúdos em diversas línguas (originalmente luxemburguês, alemão, francês, inglês e neerlandês). Vamos capitalizar nós também a nossa riqueza linguística ou vamos deixá-la esmorecer definitivamente?
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 29-06-2009 22:36
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MANIFESTO DE APETEGA EN DEFENSA DA LINGUA GALEGA
Asociación do Profesorado de Tecnoloxía de Galicia
Apartado 142 - C.P. 15702 - Santiago de Compostela
www.apetega.org contacto@apetega.org

A Asociación do Profesorado de Tecnoloxía de Galicia (APETEGA) quere facer
público o seguinte comunicado:
Como asociación de profesorado, queremos manifestar a nosa preocupación ante a intención do novo goberno de Galicia de derrogar o Decreto 124/2007 polo que se regula o uso e promoción do galego no sistema educativo.
Consideramos que a lingua galega forma parte da riqueza e da idiosincrasia do noso país, e como todos sabemos o seu uso está en alarmante retroceso.
Dende as institucións educativas debe ser transmitida e apoiada para fomentar o seu uso, buscando unha situación de igualdade real entre as dúas linguas de Galicia.

Asociación do Profesorado de Tecnoloxía de Galicia, APETEGA
Santiago de Compostela a 12 de xuño de 2009
Comentarios (0) - Categoría: Manifestos - Publicado o 25-06-2009 21:46
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Esta lingua quere xastres
Iago Martínez, Xornalista

XORNAL.COM 2009-06-25 00:07:59


A ofensiva contra o galego está ben calculada e poderosamente armada. Era sabido: a dereita coñece a sintaxe do exterminio dende o mesmo intre en que o patentou, e opera nas atalaias máis privilexiadas, nas máis altas, nas máis seguras, dende que inventou para si propia o poder. Pero hai algo que nin o pedigrí nin a folla de servizos da dereita aseguran: a lucidez no diagnóstico. Feijóo e o seu goberno engánanse na lectura do escenario, e o que é peor, porfían na súa miopía. Esa é a súa debilidade. E tamén unha oportunidade.

A lingua é forte na medida en que son fortes, e moitos, e distintos, os que a defenden. O primeiro sinal de que o conselleiro de Educación non tiña en contra un partido político senón unha sociedade, a galega, ferida na súa dignidade e escandalizada pola obscenidade do seu ataque, dérona milleiros de persoas nas rúas de Compostela o pasado 17 de maio. Non estaban todos, pero tampouco estaban só os de sempre. Logo viñeron os editores, as escritoras, as aparelladoras, as universidades, os sindicatos, os mestres, o meu veciño do segundo, unha amiga do PSOE, un concelleiro nacionalista e un profesor moi facha que tiven na facultade. Viñeron todas as nais e todos os pais que viven nun país que Feijóo ignora. As nais e os pais cos que o conselleiro non contaba cando perpetrou ese pasaporte á demagoxia que se fai chamar enquisa.

Agora, o escenario demanda novas actitudes, novos argumentarios, outra estratexia colectiva. Das institucións relacionadas coa lingua galega cómpre agardar compromiso, non co nacionalismo nin coa soberanía senón coa lingua que as lexitima no ordenamento xurídico ou nos seus estatutos. Dos partidos políticos, un esforzo de centralidade no mínimo común da convivencia. Dos actores tradicionais na defensa do galego, intelixencia e xenerosidade para asumir que neste intre a lingua non os necesita na primeira liña. Nada pode prestar máis axuda a Feijóo que un traxe cativo. A resistencia pide roupas folgadas, elásticas, sen costuras. O galego non necesita frautistas nin destinos tráxicos nin museos. A lingua quere xastres. E moitas.
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 25-06-2009 21:43
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Idioma en Sol Maior
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 25-06-2009 10:30
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A mocidade coa lingua 2009 - primeiras fotos
Xa temos nos nosos álbumes as primeiras fotografías do certame A Mocidade coa Lingua celebrado no Parque Raíña Sofía, de Ferrol.


Comentarios (0) - Categoría: Actividades - Publicado o 24-06-2009 09:42
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Adictos á lingua Galega reivindicamos a normalidade do seu uso e consumo
Sr. Feijoo, diríxome a vostede para contarlle o meu problema, que é o de moitos cidadáns máis. O caso é que eu son adicta á Lingua Galega; falo galego moitas horas ao día e sinto a necesidade de chegar a facelo a tempo completo. Con frecuencia acudo a xornadas de dinamización da Lingua Galega onde nos xuntamos moitos adictos e planificamos como conseguir máis e máis espazo para a nosa lingua, tratamos de convencer a outros, especialmente á xente máis nova de que empreguen o galego, queremos que aos nosos fillos se lles garanta a súa aprendizaxe sen escusas. Xa ve vostede, somos uns viciosos da lingua, un atranco para o desenvolvemento do noso país, segundo opinión duns poucos.

Talvez iso teña que ver con que son galega e vivo en Galicia, con que son neta da Sra. María, unha muller da aldea que criou nove fillos falándolles só en galego, que lles meteu esa lingua no cerne do seu ser. Quizais tamén inflúa ser a filla de D. Xosé, mestre de escola e un deses vástagos da Sra. María, que tivo entre outras obrigas, como docente no franquismo, a de erradicar a que era a súa propia lingua da boca dos seus alumnos. Pero pasoulle coma a min, sentía mono de galego e aínda sabendo o que se xogaba, foi capaz de inculcar aos pequenos o amor pola lingua, polos contos de Castelao, de Cunqueiro, de Fole... E claro o mesmo fixo cos seus fillos, a proba evidente está no meu caso.

Pero o meu mal é pandémico, está moi estendido por toda Galicia e somos moitos, moitos os que padecemos esta doenza na lingua, e é curioso que aínda que levamos trinta e cinco anos tentando que nos dean unha solución, traballando arreo, loitando para que se normalice o consumo de galego, para que os nosos fillos, netos, bisnetos, tataranetos... poidan no futuro practicalo con espontaneidade e naturalidade, os nosos avances son pequeniños.

E agora nós, eses aos que nos meteron o galego nos miolos, temos que contemplar abraiados e impotentes como vostede dá un paso de xigante e vende a nosa lingua a esoutros que se dan en chamar bilingües, aínda que non o son; eses que axitaron un cóctel moi perigoso e crearon un conflito que non existía e que, con toda seguridade, lle vai estoupar a vostede nos fociños –con perdón pola expresión- E non me refiro á resposta de colectivos de profesores, escritores, sindicatos, asociacións, AMPAS, coordinadoras, etc.; falo da de milleiros de galegos e galegas netos e fillos tantas Sras. María que levamos o galego en vea e que nos estamos sentindo moi feridos por vostede e a súa política irrespectuosa e aniquiladora da nosa lingua nai.
Sr. Feijoo, está vostede atentando contra a dignidade de moitos cidadáns, está deixando eivados e parcialmente mudos aos nosos fillos e iso ten un prezo que terá que pagar. Lembre que a columna vertebral da cultura galega é a súa lingua e vostede está facendo algo que non é lícito nin ético, está poñéndoa ao servizo dos seus intereses.

A cidade cre que fóra dela non hai máis que paisaxe, patacas e leite; ignoran que tamén existe unha cultura e unha lingua nobre, antiquísima e insobornable.
(Castelao)


A neta da Sra. María

Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 22-06-2009 17:14
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En rumbo de colisión contra o galego
Xosé María Álvarez Cáccamo - Faro de Vigo


O día 8 de febreiro de 2009, un petroleiro de bandeira española denominado "Galicia Bilingüe" encallou nos baixos da Quintana dos Mortos. Entre os membros da tripulación, gobernada pola profesora viguesa Gloria Lago e procedente de diversos territorios do Estado, figuraban coñecidos militantes da Falange, de outros enclaves da ultradereita e do Partido Popular. Asediada pola maré chea do galego en abalo impositivo que ameaza con asulagar as áreas de reserva idiomática do castelán, unha muller moi alporizada berraba así: "¡Quieren que hablemos todos gallego! ¡Quieren que seamos todos paletos!"
O inicial verquido ideolóxico do petroleiro, que puido ficar concentrado nas coordenadas xustas dun feito social de reducido alcance, resultou sobredimensionado polos medios de comunicación galegos de fala castelá –maioría absoluta– e reciclado en fardos de lixo sólido por medio dos altoparlantes do daquela candidato á presidencia da Xunta de Galicia, Alberto Núñez Feijóo. O líder da dereita –que, sorprendentemente, aínda se reclama galeguista–, seguindo instrucións da empresa consignataria FAES (cuxas singraduras lingüísticas con destino ao noroeste organiza o profesor Andrés Freire), decidiu propiciar o espallamento da substancia emitida polo "Galicia Bilingüe" através dun rumbo errático de declaracións contraditorias, aínda que maiormente orientadas en rumbo de colisión, e destinadas a situar o buque monocasco (digo, monolingüe) no centro mesmo do mercado electoral.
Desde aquela, instalado o Partido Popular no goberno da Xunta de Galiza, a deriva de regresión españolizante contra o Plan Xeral de Normalización da Lingua Galega, dirixida polo conselleiro Jesús Vázquez coa inestimábel colaboración técnica do sociolingüista Anxo Lourenzo, as actuacións de control e censura sobre a opinión dos docentes, alén da cadea imparábel de trolas como fíos de plastilina en estiramento vertical, provocaron, máis unha vez, a mobilización da sociedade. Páxinas de internet de diversos formatos, cartas ao director, declaracións en medios radiofónicos, comunicados públicos, convocatorias de concentración na rúa... son os instrumentos utilizados polos voluntarios que acoden a loitar contra a contaminación do noso ecosistema cultural e lingüístico. Medra o número e a intensidade dos manifestos asinados por milleiros de cidadáns e por institucións e colectivos profesionais e sociais: asociacións pedagóxicas, equipos de normalización, xuntas e asembleas de directores de colexios e institutos, sindicatos do ensino, a Academia Galega, o Colexio de Sicólogos de Galiza, entre varias ducias de entidades asociativas. A comunidade escolar, sorprendida pola ocorrencia circense, surxida dun chapeu, dunha enquisa trapalleira, de conceptualización precientífica e xestión ilegal, de cínica formulación, destinada a obter un resultado que encaixe no proxecto redutor, desgaleguizador, dos enquisadores, recibe as bátegas desta aventura gubernamental cun sentimento de abraio no que se misturan a hilaridade e a carraxe.
O pasado día 17 de maio, a Quintana dos Mortos encheu e baleirou varias veces o seu pulmón civil cunha multitude inxente de manifestantes que multiplicou por dez o número dos que alí se concentraron, en dirección de intereses antípodas, o día 8 de febreiro. Somos –os do 17 de maio– os que queremos vivir en galego, desde a certeza, a naturalidade e a cordialidade que nos outorgan a historia, a realidade presente e as leis que conquistamos, de densidade aínda insuficiente para o horizonte de plena normalidade á que temos dereito todos os habitantes dun país cuxos sinais de identidade fundamental son a súa lingua e a súa cultura. Cultura Galega, un título que non lle gusta, precisamente, ao conselleiro de cultura, Roberto Varela. Un idioma de uso maioritario dentro dos lindes territoriais propios, os da nación chamada Galiza. Fala secular do pobo, de toda a xente, código internacional dunha literatura de altísimo nivel. O galego: raíz do pensamento chantada mesmo nos alicerces xenéticos dos tripulantes do citado petroleiro de bandeira española cuxo nome xa case non lembro.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 22-06-2009 08:21
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A mocidade coa lingua reivindica o emprego do galego entre os mozos
O festival tivo lugar no parque municipal Raíña Sofía

Luis Polo - Redacción Diario de Ferrol Sábado 20 de Junio de 2009


No medio da polémica xurdida pola consulta sobre as linguas no ensino por parte da Consellería de Educación, o festival “A mocidade coa lingua” celebrado onte no parque Raíña Sofía serviu para, ademais de gozar da música, reivindicar o emprego do galego entre os mozos. Uns 500 rapaces de varios institutos da cidade e comarca, como o Concepción Arenal, Sofía Casanova, Canido, Saturnino Montojo, Neda e Fene, entre outros, déronse cita no parque ferrolán nun acto que contou coas actuacións de varias bandas: os Royalties de Santiago de Compostela, O ghaiteiro de Trashmonte (Neda), Arredemo (Fene) e o Mago Martín, que puxo en escena o seu espectáculo “Alimentando ilusións”.

A presidenta da Coordenadora de Equipas de Normalización Lingüística de Ferrolterra, Carmela Loureiro, fixo un chamamento á mocidade para que empregue o galego na súa vida cotiá, criticando ao mesmo tempo as medidas restrictivas e regresivas sobre o uso da lingua que se están a promover desde a Consellería de Educación do actual goberno da Xunta.

“A mocidade coa Lingua”, un festival que onte viviu durante toda a mañá a súa duodécima edición, naceu precisamente co obxectivo de por en valor aqueles grupos e bandas da cidade e comarca cuxa faceta artística tiña a lingua galega como protagonista. Aínda que o evento mudou nos últimos anos o seu contido, o obxectivo segue a ser o mesmo: reivindicar a lingua galega na sociedade.
Comentarios (0) - Categoría: Actividades - Publicado o 20-06-2009 22:09
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Queixa das familias perante a Axencia de Protección de datos
Por se queredes secundar esta iniciativa como parte afectada no proceso de consulta sobre as linguas iniciado pola Consellería de Educación en tanto que membros da comunidade educativa, velaí estes documentos e instrucións relativas aos mesmos:

1. Enderezo ao que se envía:

AGENCIA ESPAÑOLA DE PROTECCIÓN DE DATOS
SUBDIRECCIÓN GENERAL
SECRETARÍA GENERAL
ÁREA DE ATENCIÓN AL CIUDADANO
C/ Jorge Juan, 6
28001 - Madrid
2. Modelo/s de queixa: instancia oficial, que se pode descargar do seguinte enderezo:
https://www.agpd.es/portalweb/canalciudadano/quejas_y_sugerencias/common/modelo_quejas_sugerencias.pdf

Vai un en formato para as nais e outro para os pais.

No cadro "Datos de la Unidad que origina la queja o sugerencia": Xunta de Galicia- Consellería de Educación e Ordenación Universitaria e en "Fecha de la incidencia" pode poñerse a de cando se reciben as enquisas.

3. Escrito explicativo concretando os motivos da queixa, no que hai que colocar os datos que se piden do pai/nai que corresponda. Dado que neste escrito cítanse outros documentos é oportuno xuntalos na documentación

4. Enquisas segundo o nivel (hai tres arquivos a elixir: infantil, primaria e secundaria). As calidades non son as mellores (nalgúns casos son copia).

5. Arquivo da Orde publicada no DOG 27/4/2009 sobre os "ficheiros" que se mencionan como empregados. Pódese descargaraquí:
http://www.xunta.es/dog/Dog2009.nsf/0e5fb445f3681a75c1257251004b10d7/4138f1e85089c3a8c12575a2004b17da/$FILE/08000D005P035.PDF

6. Arquivo coas instruccións dirixidas pola Consellería aos equipos directivos dos Centros.


Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 18-06-2009 17:04
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Tribunal Superior de Xustiza: Non se poden prohibir actos divulgativos ou reparto de información nos centros
O Tribunal Superior de Xustiza vén de dar a razón á CIG de que non se poden prohibir actos divulgativos ou reparto de información nos centros
O Tribunal Superior de Xustiza de Galiza vén de resolver sobre a medida cautelar do recurso contencioso-administrativo, presentando pola CIG, solicitando a suspensión da instrución emitida pola Consellaría na que se ordena aos directores que prohiban actos a favor ou en contra do inquérito contra o galego. O Tribunal Superior non considera necesario suspender a instrución por canto nunca se pode ler no sentido de que restrinxa o exercicio dos dereitos fundamentais á liberdade de expresión e información, reunión, asociación e liberdade sindical.
A CIG-Ensino valora positivamente o AUTO do Tribunal Superior de Galiza impedindo calquera interpretación da instrución dada pola Consellaría que coarte a libre realización de actos informativos, reunións, difusión de opinións diferentes, e outros dereitos fundamentais que trataron de ser vulnerados coa escusa de que puideran ser un obstáculo para o desenvolvemento da Consulta. Un acto informativo ou un folleto nunca pode ser interpretado como coacción e o único que pode prohibir a Consellaría é actos que “entorpezan, obstaculicen ou dificulten” a Consulta.
En consecuencia, pedimos a todo o profesorado que facilite información á comunidade educativa sobre un inquérito que a Consellaría de Educación quixera facer con escurantismo, silenciando calquera voz discrepante da súa propaganda contra o noso idioma, ao ser ratificado polo Tribual Superior de Xustiza de Galiza que non se poden restrinxir ningún dos dereitos fundamentais que se pretenderon conculcar.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 18-06-2009 16:32
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