Coordenadora de Equipas de Normalización Lingüística de Ferrolterra


C. A. Faraco: ''Nota-se um enorme cuidado em 'ignorar' o galego para evitar conflitos com Espanha''
Quarta, 26 Outubro 2011 02:00

261011_farac Galizalivre - Nos últimos tempos estám a ser várias as pessoas a divulgarem no Brasil que a Galiza é a origem da língua portuguesa.


Em 1998 aparecia na revista Çopyright o artigo de Júlio César Barreto Rocha "O Brasil fala a língua galega", e desde então, a reivindicação galega do Brasil não parou. Em abril deste ano, José Carlos da Silva, colaborador do PGL no Brasil, publicava um texto com o mesmo título na Revista Pessoa. Se a reivindicação lusófona da Galiza está a criar contradições nos governantes portugueses -que evitam entrar em confronto com Espanha e, ao mesmo tempo, introduzir um elemento perigoso para o seu relato nacional-, no Brasil está a gozar de grande simpatia, por ser um jeito de recorrer à comunidade lingüística comum -galeguia- sem passar polas alfândegas portuguesas que ainda ressoam a colonialismo -lusofonia-. Falamos sobre estes temas com Carlos Alberto Faraco, linguista brasileiro e professor de língua portuguesa da Universidade Federal do Paraná, do qual foi reitor durante os anos de 1990-1994, que está a realizar um grande trabalho de difusão do galego.

Neste ano 2011 celebraram em Curitiba o VII Congresso Internacional e o XX Instituto da Associação Brasileira de Lingüística. Você falou junto Xoán Carlos Lagares da situação da nossa língua na Galiza. Que tal foi a recepção entre o público da questão galega?

A recepção foi muito positiva. Houve, em primeiro lugar, uma espécie de descoberta do galego porque o prof. Lagares fez suas apresentações em galego e os alunos se surpreenderam ao perceberem a irmandade das duas línguas. Por outro lado, como o curso discutia políticas linguísticas, a situação do galego ocupou a maior parte do tempo e motivou boas discussões, ampliando o interesse dos alunos pela língua.

Tem comentado que a raíz das suas intervenções a imprensa brasileira se interessou muito polo galego. Fale-nos um pouquinho deste interesse.

Como sabem, pouca gente conhece, no Brasil, o galego. Assim, quando divulgamos que trataríamos da língua no nosso curso durante o Congresso da Abralin, muitos jornalistas me procuraram em busca de mais informações e sempre saíram muito surpresos ao conhecerem um pouco da história da nossa língua. É possível perceber que os jornalistas, quando alertados para a questão, têm uma recepção muito positiva ao tema.

No Brasil ainda hoje é muito desconhecida, mesmo nos âmbitos acadêmicos, a origem galega da língua brasileira. Quais são as razões desta situação de "esquecimento"?

Penso que há várias razões. Primeiro, porque no imaginário da cultura brasileira há uma ideia de que somos uma sociedade monolíngue, que fala apenas uma língua em todo o território nacional (justamente o português). A segunda razão é que, desde a Independência em 1822, o Brasil teve, durante muitos momentos, dúvida quanto à língua hegemônica do país. Que nome teria ela? A questão permaneceu sem solução política até que, na Constituição de 1946, estabeleceu-se que o governo designaria uma comissão de filólogos para esclarecer a questão definitivamente. E esta comissão definiu, então, que a língua "nacional"era o português. Uma terceira razão seria o fato de que, durante muito tempo, parte da elite intelectual brasileira buscou em Portugal as referências normativas, identificando a língua exclusivamente com Portugal. Em geral, as pessoas desconhecem completamente a história da língua e acreditam que ela surgiu com o reino de Portugal. Nem sequer o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, conseguiu expor esta história com a devida clareza. Assim, antes de "esquecimento", eu diria que é uma questão de generalizada ignorância.

Na Galiza vemos no conceito de lusofonia uma peça importante para a salvação da nossa língua no nosso país. Porém, no Brasil, por vezes tem-se denunciado as suas ressonâncias colonialistas. Há já escritores como Pepetela que têm reclamado o nome de "galeguia" como um conceito menos conotado para referenciar a nossa comunidade linguística. Que opina você desta questão?

De fato, o termo lusofonia carrega para muita gente pesos muito negativos. O termo galeguia diz muito mais, mas acredito que seria de difícil aceitação. Pelo menos por ora. Vale a pena insistir nele como um gesto de esclarecimento da história da língua. Mas há inúmeros embaraços políticos para adotá-lo. Nota-se, entre os diplomatas e políticos, um enorme cuidado em "ignorar" o galego para evitar conflitos com o governo da Espanha. Ou seja, as razões de Estado parecem prevalecer nesta questão. Penso que uma forma de nos contrapormos a esta perspectiva redutora é intensificarmos as relações culturais, buscando estreitar laços entre as entidades culturais e universitárias de fala galego-portuguesa.

Neste sentido, que poderia supor a "descoberta" da Galiza como origem da língua portuguesa para o Brasil?

Penso que será uma oportunidade de "descoberta" das raízes linguístico-culturais do nosso país e poderá, de um lado, quebrar uma ideologia estreita que ainda existe no Brasil sobre a língua; e, de outro, ampliar nossas relações culturais, incluindo sempre a Galiza nas nossas preocupações com a língua.

Agradecemos-lhe muito a sua amabilidade ao nos conceder esta entrevista. Para finalizar acrescente qualquer questão que ache de interesse e esquecêssemos nas perguntas.

Eu é que agradeço a oportunidade de conversar sobre nossa língua e as questões que nos interessam como grande comunidade linguística.
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 27-10-2011 23:17
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A revista Tempos Novos crea unha publicación en galego na rede: temposdixital.com
A presentación será o xoves 27 ás 19.00 horas no Museo do Pobo Galego

SANTIAGO


O vindeiro xoves 27 de outubro, ás 19.00 horas no museo do Pobo Galego, en San Domingos de Bonaval, presentarase Tempos Dixital, a nova presenza na rede da revista Tempos Novos, un dos poucos medios escritos en galego que resiste a oleada de peches.

A revista dixital estará dirixida por Luís Álvarez Pousa, profesor da USC e director de Tempos Novos e coordinada por Denís Fernández Méndez, xornalista. Contará no seu consello de redacción con Comba Campoi, Paulo Carlos López, Sara Torreiro e Francisco Martínez Hidalgo. Esta revista dixital pretende "abrir o campo" de contidos do mensual, incluíndo ademais textos dirixidos a un público máis novo (entre 18 e 35 anos de idade) ampliando así o espectro do público lector do medio en papel. Por iso inclúe unha sección de deportes e prestará especial atención ás novas formas da cultura, manténdose na liña de xornalismo de análise e interpretación que vén caracterizando á revista Tempos Novos desde o seu nacemento en 1997, ano de fundación da empresa editora responsable tamén da revista de libros Protexta, dos Informes Galicia e agora tamén de Tempos Dixital.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 27-10-2011 23:16
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Teatro con G 2011-12 - Recitado
Comentarios (0) - Categoría: Actividades - Publicado o 26-10-2011 17:08
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Tirado do blog de Xabier Pérez Docampo
October, 2011

NOVA TERMINAL DE LAVACOLLA: DA LINGUA ESCARNECIDA



Pola vía de Martin Pawley chégame esta foto que fixo a amiga María Solar. Está na nova terminal de Lavacolla, esa que acaban de inaugurar hai uns días. Alguén, o/a responsábel da sinalética, o/ director/a do aeroporto, a empresa que se encargou de facer os carteis, algún deles, ou todos (que é o que máis ben creo) é un analfabeto absoluto ou forma parte dunha conspiración contra a nosa lingua. Ningún galego ou galega, ningunha persoa que leve vivindo en Galicia máis de seis meses e teña a ESO aprobada ignora que sún non di nada e aí debe dicir súa e iso debera darlle para comprobar ou mandar comprobar o letreiro, polo menos, tanto como se recomenda comprobar a etiqueta da equipaxe. Pero o desleixo no propio estase a converter nunha práctica frecuente por parte das persoas que máis deberan atender a respectalo, a dar o exemplo de valoración do noso idioma como parte do noso ser, do que nos fai o que somos, nada mellor nin peor, senón de algo que di de nós como galegos e que se nos identifique como tales. Estou seguro que alguén revisou debidamente a ortografía do texto castelán e do texto inglés, pero un pulo íntimo de desprezo levouno a non facer tal co texto en lingua galega e escribiu (e permitiu) un disparate. Estou seguro que esta persoa tense a si mesma por persoa culta, e non me sorprendería que fachendee de ignorar a lingua propia deste país, se é galego por autoodio e vergoña do seu e dos seus; se é de fóra porque ninguén lle aprendeu a sentir a necesidade de aprender a lingua do país que o acolle e lle dá un posto de traballo. Permítome lembrarlles que quen se sente orgulloso da ignorancia é un ignorante e quen en Galicia tamén sabe galego ou tamén sabe castelán, sabe máis có que só sabe unha das dúas linguas.
En fin, ese é o carteliño exposto para escarnio e vergoña dos responsábeis de tal lingüicidio.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 25-10-2011 21:38
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Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 25-10-2011 21:36
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Jeanne Pereira, brasileira a morar na Galiza: 'O galego é português e o português é galego'
DIÁRIO LIBERDADE

Segunda, 24 Outubro 2011 02:00

241011_jeanne_pereiraPGL - «O pequeno império deixa claro que a Galiza é uma periferia de Madrid e não uma nação com identidade própria»

Jeanne Pereira, brasilega, (metade brasileira, metade galega) achava estranho o galego se escrever com ortografia castelhana e pensa que temos que ter a ousadia de dizer a verdade sobre a língua da Galiza. É uma magnífica embaixadora do nosso país e da nossa língua.


PGL: Jeanne Pereira é baiana. Que te motivou a vires para a Galiza e como sentiste a integração no nosso país?

Jeanne Pereira: Por questões pessoais necessitava sair do Brasil. Eu já sabia que aqui havia um idioma que era parecido ao português. Por que era exatamente o que pensava por ter pesquisado algo em relação a Galiza, à sua historia, em sites de pesquisas que nada tinham a ver com a realidade do país. Lembro bem que procurei saber da realidade política, e porque esse idioma 'parecido' ao meu. O que me chamou a atenção foi a ortografia, achava estranho um idioma com uma escrita igual ao espanhol, principalmente porque diziam ser 'parecido' ao português. E pensei como é possível?

PGL: Falando em integração, como foi o teu contato primeiro com o reintegracionismo?

JP: Através de José Alvaredo, que foi um pessoa muito especial que no seu momento se dedicou a mostrar a verdade em relação a realidade da Galiza. Uma pessoa que foi importante para que eu pudesse chegar à realidade sociolinguística. Era interessante o que ele fazia, era uma preocupação diária, ja que colocava como página principal o site da AGAL e Vieiros. Quando eu abria o computador, estavam ali, então lia e tirava as dúvidas com ele, mesmo quando chegava em casa cansado do trabalho, nunca se negou a explicar-me e dedicar todo o tempo possível para dar-me esclarecimentos com uma paixão pela Galiza, pelo nosso idioma em comum, que me contagiava.

Foi a primeira pessoa que me disse que...o português nasceu na Galiza. As dúvidas eram tiradas e muito bem esclarecidas ao ponto de me deixar mais curiosa. Inclusive a realidade política veio a través dele. O meu primeiro comentário sobre a língua foi em Vieiros, que passei a difundir a realidade do país através deste jornal.

O primeiro dicionário consultado foi o Estraviz. Comecei a comentar artigos em Vieiros para chegar a outros brasileiros que não conheciam a realidade da Galiza. Aproveito para agradecer todo o apoio dado por esse grande mestre que no seu momento, como disse, foi extremamente importante para mim. Um muito obrigada Zé! Sigo adiante e com muita força valorizando tudo que aprendi.


PGL: Estás a estudar galego, versão ILG-RAG, na EOI. Este formato de galego pode funcionar bem na interação com pessoas do Brasil e de Portugal?

JP: Não, pela ortografia, que é espanhola, que nada tem a ver com português. É uma norma isolacionista que foi imposta pelo Estado espanhol, já que a Galiza pertence ao Estado e o governo autonômico, em vez de aproximar o galego ao português, pretende aproximá-lo ao espanhol, diluindo assim a identidade galega. É uma estratégia política do pequeno império, uma forma de colonizar a população galega, separando o nosso idioma em comum. Inclusive alguns brasileiros dizem que é um galego 'feio', 'mal escrito'. É uma questão tanto da fala como da escrita. Existem vícios de linguagem que infelizmente são muito utilizados pelos/as galegos/as pela influência do espanhol, daí que os/as brasileiros/as se aproximem ao espanhol e não ao galego, já que o galego raguiano é um dialeto do espanhol, e vista como uma língua 'misturada' do espanhol.

PGL: Não sei se sabias que nas EOI existe a figura de língua ambiental, aquelas que a priori existem na sociedade onde está inserido o centro. Na Galiza são três, galego, português e castelhano. Isto facilitou o teu dia a dia, não é?

JP: Deixemos de lado esse discurso ultrapassado dito por muitos galegos de que o português se parece muito ao galego e de que um galego pode aprender português por ser parecido, e mudemos para este: que o galego é português e o português é galego. A prova é que o galego já está no dicionário da Porto Editora desde 2008 no vocabulário comum e breve nos dicionários brasileiros.

A facilidade de entendimento é grande desde quando se abra a mente para isso. Para mim sempre tem sido fácil porque não importa se falam comigo em espanhol, eu falo em galego-português, estou na Galiza, e isso tenho claro. Já escutei muita gente falarem para mim "Não te entendo". Eu respondo, "pois deveria, estamos na Galiza, a língua do meu país nasceu aqui, temos inclusive um vocabulário comum.

Palavras que foram levadas daqui para o Brasil, que surgiram aqui". Infelizmente, por questões de imposição do estado espanhol, não podemos usar a nossa língua nas traduções juramentadas. Por exemplo, um título universitário do Brasil, tem que ser traduzido ao espanhol e não à língua própria do país.


PGL: No Brasil existe um desconhecimento da Galiza e da sua língua. Qual a reação média de uma pessoal do Brasil quando descobre?

JP: Muitos galegos que visitam o Brasil, de férias, para estudar, os emigrantes que vivem ali uma boa parte não são vistos como galegos e sim espanhóis. Inclusive Santiago de Compostela é destino para quem está a aprender espanhol. O pequeno império deixa claro que a Galiza é unha periferia de Madrid e não uma nação com identidade própria. Escuto de muitos galegos como uma brasileira pode saber tanto da Galiza ao ponto de dizer que o português e o galego é o mesmo e que eles sendo galegos não sabem nada da realidade e alguns se aborrecem afirmando que tudo isso é uma mentira, que a história mostra claramente as diferenças nas duas línguas que é impossível serem um único idioma com variantes diferentes.

Sempre cito como exemplo muitos galegos que estiveram ali no Brasil e que muitos brasileiros perguntavam de que região faziam parte, ou até mesmo de que estado. Infelizmente a realidade da Galiza ainda é desconhecida no meu país, mas faço minhas as palavras do José Carlos da Silva, que diz: "Reclamo um maior conhecimento da realidade da Galiza no Brasil".

Agora, o dia 6 de novembro estarei de volta a Salvador, mas levo comigo o compromisso de mostrar essa realidade, a de um país que possui um idioma em comum com o meu, e de que a sua língua nasceu aqui na Galiza. É com muito orgulho e muita gratidão por um país que aprendi a amar como sendo meu, um país que me acolheu, porque sempre deixo claro que fui acolhida pela Galiza e não pela Espanha, que lutarei para que esse conhecimento seja real no Brasil.


PGL: Achas que existem diferenças entre a cidadania galega na sua perceção do Brasil e da lusofonia em geral?

JP: Muitos galegos veem o Brasil como um destino turístico, não como um país com uma língua em comum. O Brasil ultimamente é visto por ser a sétima economia mundial e nos meios de comunicação aparece muito este facto, mais nada em relação questão da língua. O Brasil infelizmente não conhece essa realidade.

PGL: Certos círculos sociais em Santiago falam da figura do(a) brasilego(a), uma pessoa que vive na nossa língua cá na Galiza frente a atitude mais habitual de desenvolver-se em castelhano no dia a dia. É exportável esta forma de viver a outras cidades?

JP: Em Santiago sim, mais noutras cidades não porque a fala predominante é o espanhol. Em Santiago também depende do ambiente que frequente ou que esteja. Há lugares que inclusive falo o meu 'baianês' com uma rapidez como se estivesse em Salvador. Chego a mudar completamente o meu sotaque e falar com uma desenvoltura que as vezes não me dou conta que estou em Santiago.

PGL: Tu segues os passos da estratégia luso-brasileira para o galego. Que tipo de táticas achas mais produtivas e quais achas que se deveriam implementar para a cidadania galega viver o galego como sendo extenso e útil?

JP: Táticas temos muitas, inclusive as redes sociais, são meios de grande importância para divulgar a nossa realidade. Há que sensibilizar e ter muita valentia e ousadia no falar, na hora de dizer a verdade sobra a realidade o país, sobre o seu idioma próprio e cultura, afirmando com muita força que "Galiza não é Espanha", e que isso fique bem claro, não tendo medo de falar a verdade em alto e bom som,para todo mundo ouvir.

O incentivo a leitura dos jornais na nossa língua, dando prioridade as publicações em galego-português, também nas redes sociais. Ao invés de estarmos publicando notícias de meios espanholistas, publicarmos noticias com o nosso idioma.

Aproveitar o momento político do Brasil pode ser algo importante, para mostrar que além de um país em crescimento com ofertas de emprego, para os galegos, há a vantagem de termos um idioma em comum, o que facilita muito no mercado de trabalho. A ousadia e a valentia de sempre dizer a verdade, sobre a realidade da Galiza, é importante. Já passou da hora de vencer todo esse auto-ódio que nos contamina de forma negativa, tirando a coragem e a força de muitos em falar a realidade e de lutar pelo seu país, livrando-se da colonização mental imposta pelo 'Reino de Espanha', por um pequeno Império fracassado, prepotente e complexado, em que infelizmente a Galiza tem sofrido por estar sendo Desgovernada por um partido que em nada representa o país, levando a Galiza ao retraso.


PGL: Que visão tinhas da AGAL, que te motivou a te associares e que esperas da associação?

JP: A nossa língua é extensa e útil, a nossa língua é internacional, e a AGAL cumpre perfeitamente esse papel como representante do nosso idioma, com muita seriedade e responsabilidade divulgando de forma séria o seu trabalho em prol da nossa língua e da realidade sócio-linguística do país. Levando ao conhecimento inclusive a nível internacional. Parabenizo a associação pelo grande trabalho que vem sendo realizado nesses 30 anos de existência, mostrando a internacionalidade da nossa língua em comum. Espero sempre o melhor e que esse trabalho cresça e continue recebendo todo o apoio merecido para dar continuidade a divulgação da nossa língua.

PGL: Como vai ser o Brasil do futuro?

JP: Espero que seja um país com menos desigualdade social, investindo em políticas sociais, fortalecendo a saúde pública como direitos de todos, com qualidade. Que o presidente ou presidenta que ali esteja, chegue a ONU, um dia no seu discurso, reivindicando e reconhecendo a liberdade e soberania de muitas nações como a Galiza.

Um sítio web: são vários, principalmente os relacionados a política e escritos no nosso idioma em comum. Por exemplo, leio todos os dias a revista Carta Maior.

Um invento: o que traga beneficio à humanidade

Uma música: Apesar de Você (Chico Buarque)

Um livro: O Golpe de 64 e a Ditadura Militar, de Júlio José Chiavenato. Esse livro foi uma grande referência para mim, a nível político e um grande presente dado por meu pai, quando tinha apenas 15 anos de idade.

Um facto histórico: a independência da Galiza

Um prato na mesa: um caruru completo (comida baiana)

Um desporto: Fórmula 1

Um filme: O auto da compadecida, de Ariano Suassuna.

Uma maravilha: a descoberta da vacina contra o vírus da Sida

Além de brasileira: brasilega
Comentarios (1) - Categoría: Opinión - Publicado o 25-10-2011 21:33
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Máis de 3.000 apoios ao escrito contra a marxinación do galego nos medios
NUNHA SOA SEMANA

Galicia Hoxe SANTIAGO. REDACCIÓN


O pasado 10 de outubro tivo lugar en lugar en Compostela a presentación dun escrito contra a marxinación do galego nos medios de comunicación que recibiu xa, a tan só unha semana da presentación do sitio http://marxinaciondogalegonosmedios.es, onde pode ser consultado e asinado- o apoio de máis de 3000 persoas e colectivos de variados ámbitos, profesións e opcións ideolóxicas, representación do amplo espectro da sociedade galega, cunha sobranceira presenza de persoas relevantes do mundo da Cultura e o Ensino. Naturalmente, hai tamén un nutrido grupo de xornalistas. Este masivo apoio, que segue a medrar día a día, demostra que as reclamacións expresadas son compartidas por un amplísimo sector da poboación do noso país.

Os asinantes reclaman:

1) A presenza do galego nun 50% da totalidade do espazo escrito ou do tempo de programación

2) A reprodución literal en galego das entrevistas, declaracións e intervencións feitas nesta lingua

3) A transcrición literal dos eslógans e pancartas das mobilización na súa lingua orixinal.

Os promotores do escrito afirman no sitio web que "esta reclamación do mínimo respecto seralles trasladada aos empresarios ou directores dos medios, e se estes continuaren na súa actitude discriminatoria estudaremos facer valer os nosos dereitos ante os tribunais de Xustiza e as instancias internacionais pertinentes."
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 20-10-2011 20:46
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GB presenta ante o TSXG as denuncias de sete pais que reclaman o primeiro ensino en lingua materna
Galicia Hoxe 13.10.2011

Gloria Lago recorda que o 6 de setembro dirixiuse ó presidente da Xunta, Alberto Núñez Feijóo, para pedirlle que se atendesen os recursos dos pais que, amparados na Lei de Normalización Lingüística e na xurisprudencia existente, "reclamaban para os seus fillos o dereito a recibir no primeiro ciclo de ensino primario en lingua materna"

SANTIAGO DE COMPOSTELA. E.P.


A asociación Galicia Bilingüe presentou ante o Tribunal Superior de Xustiza de Galicia recursos contencioso administrativo por parte de sete pais para esixir que se respecte o dereito dos seus fillos a recibir o primeiro ciclo de ensino primario en lingua materna.
Nun comunicado, a entidade presidida por Gloria Lago recorda que o 6 de setembro dirixiuse ó presidente da Xunta, Alberto Núñez Feijóo, para pedirlle que se atendesen os recursos dos pais que, amparados na Lei de Normalización Lingüística e na xurisprudencia existente, "reclamaban para os seus fillos o dereito a recibir no primeiro ciclo de ensino primario en lingua materna".
"Pretendían así poder deter o proceso iniciado por eles hai un ano por vía Administrativa e cuxo seguinte paso era reclamar os seus dereitos ante os tribunais", sinalaron, para criticar que a Xunta "desprece" a estes proxenitores "ó non dar unha resposta fundada ás súas peticións".
Finalmente e ante a "inacción do presidente da Xunta", o equipo xurídico de Galicia Bilingüe presentou este xoves ante o TSXG os recursos contencioso administrativos que, no caso de prosperar, obrigaría ó Executivo galego a modificar o decreto do plurilingüismo, aseguran.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 16-10-2011 13:25
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Unanimidade para declarar 2012 Ano de Celso Emilio Ferreiro
Galicia Hoxe

ACTIVIDADES DE DIFUSIÓN DA SÚA BIOGRAFÍA E OBRA

O PP defende "honrar a súa figura" e PSOE e BNG cren que "manipula" a súa obra dada a súa vixencia ante a política lingüística da Xunta


Os tres grupos con representación no arco parlamentario galego acordaron este martes, a instancias do PP, "honrar a figura de Celso Emilio Ferreiro" no centenario do seu nacemento. Deste modo, ao longo de 2012, programaranse diferentes actividades de "promoción e difusión" para dar a coñecer a súa biografía e a súa obra.
Malia o acordo do pleno da Cámara, o debate sobre esta iniciativa, que insta á Xunta a elaborar un catálogo de actuacións e a buscar a colaboración doutras entidades para difundir a súa obra e dar a coñecer a súa "actividade política de compromiso con Galicia e en defensa dos valores democráticos", non estivo exento de polémica.
E é que tanto Concepción Burgo (PSOE) como Ana Pontón (BNG) afearon ao voceiro do PP na materia, Agustín Baamonde, a súa "manipulación" da biografía do autor ao definilo como "un defensor da liberdade de uso" das linguas galega e castelá por escribir en ambos os dous idiomas.
"Non é un representante do seu biling~ismo harmónico", espetoulle a socialista, dando lectura a un fragmento dunha entrevista na que o celanovés puntualizaba que escribiu en castelán "dun modo forzado", xa que, nos tempos que lle tocou vivir, "non se podía usar o galego".
Pola súa banda, a parlamentaria do Bloque recordou que o autor de 'Longa noite de pedra' era "un nacionalista galego" --cofundador da UPG--. "Estaba comprometido cos dereitos nacionais de Galicia e sufriu nas súas carnes o franquismo", subliñou, aludindo á súa condena a morte e ao seu exilio.

"INCÓMODO" PARA O PP
"Vostedes pintan a súa vida coma se fose un edén", censurou Pontón, para concluír --e con ela coincidiu Burgo-- que a figura de Celso Emilio Ferreiro "resulta incómoda" a un partido que "aínda non condenou o franquismo".
Despois de que Baamonde destacase que Celso Emilio Ferreiro forma parte dunha "estirpe de galleguistas que loitaron con valentía por Galicia", a socialista e a nacionalista incidiron na vixencia da súa obra ante a política ling~ística da actual Xunta.
De feito ambas as dúas compararon aos dirixentes autonómico cos "pequenos mequetrefes son raíces / que ao pór a garabata xa non saben / afirmar se non amor dous devanceiros, / falar a fala nai" do seu poema 'Deitado fronte ao mar'.

"UN BO E XENEROSO"
Mentres as bancadas populares recriminaban ás bancadas da oposición utilizar o poeta para "facer política", Agustín Baamonde pechou o debate denunciando a "manipulación" da súa figura por parte Burgo e Pontón. "Aprovéitanse dunha grande figura de Galicia e fáltanlle ao respecto facendo crer que é un voceiro de PSOE e BNG", censurou.
"Todos nos podemos sentir identificados con el", resaltou, e utilizou o Himno Galego para finalizar remarcando que "un bo e xeneroso" merece que "se honre a súa figura e a súa memoria".
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 12-10-2011 10:34
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Proposta e chamemento da Fundación Rosalía de Castro
Galicia Hoxe


A nosa institución é moi consciente do significado e transcendencia de Cantares Gallegos, e eo por tratarse non só do primeiro libro en galego de Rosalía senón polo feito de que a crítica, en xeral, considérao o texto fundacional da Literatura Galega.

Dentro de ano e medio, pois, cumpriranse cento cincuenta anos da edición de libro tan fundamental na historia do discurso literario en lingua galega. Aconteceu en Vigo, na imprenta de Juan Compañel, o 17 de maio de 1863. Trátase, sen dúbida, dunha data auroral.

A nosa Fundación fai un chamemento á Sociedade galega para que o ano 2013 non pase inadvertido como efeméride rosaliana e para que as institucións culturais organicen, a ser posible dun xeito coordinado, actividades de estudo e divulgación da vida e da obra de Rosalía. Así pois, se o 2011 foi o Ano Álvaro Cunqueiro, o ano 2013 será o Ano Rosalía de Castro, un ano que deberá ser fecundo en xornadas de estudo, en sesións de lectura , en reedicións de textos, en encontros escolares e en cantas actividades signifiquen un mellor coñecemento e unha maior difusión da biografía e da bibliografía de Rosalía de Castro.

O desafío está nas mans da sociedade galega e , sobre todo, no compromiso, na vontade e nas iniciativas das institucións culturais.

Nesta perspectiva, a Fundación Rosalía de Castro tiña a obriga de adiantarse con este chamemento e ten, ademais, o compromiso de colaborar con todas aquelas institucións dispostas a converteren en realidade vizosa o Ano Rosalía de Castro.

En Padrón 10 de outubro de 2013, 153 anos despois da voda, en Madrid, Rosalía de Castro/Manuel Murguía.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 11-10-2011 08:40
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