Coordenadora de Equipas de Normalización Lingüística de Ferrolterra


Carlos Garrido: O tigre e a RAG
Sermos Galiza

Carlos Garrido é Professor de traduçom técnico-científica na Universidade de Vigo e membro da Comissom Lingüística da Associaçom Galega da Língua.


À Real Academia Galega (RAG), de 1980 para acá, poderíamos dissimular-lhe que tenha continuado, por tradiçom e emulaçom, a ostentar na sua denominaçom o inconveniente qualificativo de real (se nom fosse, ai!, que a dinastia para a qual tal título remete tem historicamente desprezado o galego!), que um seu presidente assinasse artigos de tema filosófico no jornal madrileno El País sob a estranha fórmula de «es Delegado del Gobierno en Galicia» (se nom fosse, ai!, que esse presidente da RAG interpujo junto do Tribunal Constitucional espanhol recurso contra umha lei autonómica que declarava, em igualdade com o castelhano, o dever de os cidadaos galegos conhecerem o galego!), que a última ediçom do seu dicionário da língua nom seja de excelente qualidade técnica (se nom fosse, ai!, que esse dicionário, cuja elaboraçom representa umha das máximas razons de ser da instituiçom académica, se revele de qualidade extremamente deficiente!) ou que, enfim, o Dias das Letras deste ano o tenha dedicado a um literato cuja erudiçom se tem revelado de escassa projeçom social (se nom fosse, ai!, que esse erudito colaborou ativamente com o franquismo!). Todo isso, sem os agravantes parentéticos, lho poderíamos desculpar, mas, ai!, nunca poderemos perdoar à RAG que, durante os últimos trinta críticos anos, atraiçoando os objetivos fundacionais da própria instituiçom [1] e a linha tradicional do galeguismo [2], tenha impedido o galego de se constituir numha verdadeira língua de cultura, capaz de atingir umha plena regeneraçom formal e funcional e de concorrer na atual Galiza em igualdade de condiçons com o castelhano.

Com efeito, tendo sido a RAG indigitada polos sucessivos governos autonómicos para estabelecer a codificaçom do galego e os critérios de correçom lingüística que haviam de ser aplicados em todos os ramos da administraçom, no sistema educativo, nos principais meios da comunicaçom social e nas publicaçons com direito a subsídio governamental, algumha parte importante de responsabilidade caberá a essa instituiçom pola drástica e contínua diminuiçom de utentes de galego que se tem registado, especialmente entre as novas geraçons, durante os últimos três decénios e que agora compromete a médio prazo a sobrevivência da língua na Galiza. Por açom ou por omissom, o modelo de língua elaborado pola RAG e a imagem da língua que ela projeta nom tenhem servido durante estes anos para reforçar, de maneira efetiva, a lealdade lingüística e a nobilitaçom expressiva entre os utentes primários de galego, nem para conseguir umha significativa incorporaçom de neofalantes, o que, de modo evidente, tem ficado a dever-se à insuficiência desse modelo de língua para prestigiar com eficácia, entre galegos galecófonos e galegos hispanófonos, a língua autóctone da Galiza frente ao concorrente castelhano.

Por açom ou por omissom, o modelo de língua elaborado pola RAG nom tem servido para reforçar a lealdade lingüística entre os utentes primários do galego nem para conseguir umha significativa incorporaçom de neofalantes


O triste, o dramático, da situaçom de prostraçom e declínio que hoje ameaça o futuro próximo do galego é que o modelo de língua mais largamente socializado, elaborado durante os três últimos decénios pola atual RAG e polo Instituto da Lingua Galega, representa a negaçom e a exclusom de um outro modelo, o reintegracionista, já consideravelmente elaborado, mas ainda minimamente socializado, que propom umha codificaçom do galego-português da Galiza que, sem renunciar ao reconhecimento de legítimos particularismos galegos, se orienta à coordenaçom com as vigorosas variedades lusitana e brasileira da língua, o que acarreta umha cabal regeneraçom formal e funcional do código e, a nível social, poderia determinar um notável prestigiamento da língua autóctone da Galiza e umha decisiva revalorizaçom dos seus usos. Frente a esta estratégia prestigiadora e plenamente regeneradora, que só cabe conceituarmos como natural e racional, a RAG, desde há trinta anos, teima, infelizmente, em erguer um modelo de galego caraterizado, em primeiro lugar, por umha profunda subordinaçom ao castelhano e, em segundo lugar, por um cego desprezo da convergência com as variedades lusitana e brasileira do galego-português, o que se repercute, sobretodo, nos planos ortográfico e lexical. Focalizando agora a nossa atençom no importante setor do léxico, vejamos, epitomadas nuns poucos exemplos (adscritíveis aos fenómenos degradativos da estagnaçom lexical e da suplência castelhanizante), estas duas irracionais tendências codificadoras da atual RAG:

1.º Profunda subordinaçom ao castelhano. Esta subordinaçom é tam intensa que chega ao obsceno, porquanto ela se verifica, no campo lexical, com freqüente sacrifício da idiomaticidade e da funcionalidade expressivas do galego. Assim, contra a idiomaticidade expressiva, e contra um elementar decoro, a RAG teimou em codificar, como denominaçom galega da letra q, o cacofónico *o cu, só para harmonizar com a denominaçom castelhana cu! Se o ativismo lingüístico nom demorou um ápice a denunciar tal aberraçom, denúncia apoiada na divulgaçom de escarninhos gracejos como aquele de que os professores isolacionistas «ensinam a escrever com o cu», a RAG tardou cerca de vinte anos (!!) a corrigir tal dislate, até que, felizmente, em 2003, véu a prescrever, de modo sensato, o nome o quê para essa letra, de harmonia com o lusitano e o brasileiro (no entanto, esta problemática continua a prejudicar a idiomaticidade do galego: ainda hoje, a RAG prescreve a voz *a silicona —si, «a sili-cona» (!!)— para denotar, com crassa subordinaçom ao castelhano, umha substáncia que nas variedades normalizadas do galego se chama o silicone). Por outro lado, contra a funcionalidade expressiva do galego, a RAG propom designarmos (DRAG: sub voce ‘cobra’) como cobras as espécies de cobras (= ofídios, serpentes) muito venenosas que dilatam a regiom cervical quando se excitam (cobras dos géneros Naja, Ophiophagus e Hemachatus, da família Elapídeos), só porque esse grupo de cobras exóticas se designam em castelhano como cobras! Mas se em castelhano cobra nom se confunde com culebra, em galego, língua em que todos os ofídios ou serpentes se denominam cobras, como vai ser possível referir-se a um grupo particular de cobras com a voz cobra? Surge, entom, aqui, umha flagrante disfuncionalidade expressiva, que se teria podido evitar, e que se pode evitar, simplesmente, mediante a natural coordenaçom com as variedades geográficas lusitana e brasileira do galego-português, nas quais as cobras deste grupo particular se denominam cobras-capelo, já que capelo, também em galego, designa o capuz (de monge) que estas serpentes parecem ostentar quando alarmadas (em termos simples, esta eficaz estratégia neológica pode explicar-se da seguinte maneira: se os galegos coincidimos com portugueses e brasileiros em chamarmos cobras às cobras, por que nom havemos de coincidir também com eles em chamarmos cobras-capelo a esse grupo particular de cobras exóticas?!).

2.º Desprezo da natural, enriquecedora e emancipadora estratégia de coordenaçom do galego com as suas variedades geográficas socialmente estabilizadas, o lusitano e o brasileiro. Esta recusa a aproveitar os recursos expressivos disponibilizados polas variedades geográficas do galego leva com freqüência a RAG a preferir, para a designaçom de conceitos modernos, a antieconómica invençom dos elementos lexicais, mesmo no ámbito da neologia técnico-científica [3], antes do que a sua económica habilitaçom através da coordenaçom com o luso-brasileiro. Assim, a RAG chega ao extremo de instituir umha comissom de pretensos especialistas em lexicografia que, para referir em galego certos elementos gráficos usados em informática, em vez de adotar, de harmonia com o luso-brasileiro, os idiomáticos neologismos o ícone e o emotícone, nos propom, com insolente desembaraço, as soluçons inventadas a icona («a i-cona»!!) e a emoticona («a emoti-cona»!!), as quais, atentatórias contra qualquer decência expressiva, numhas coordenadas socioculturais menos anormais do que as nossas teriam constituído um verdadeiro escándalo e ipso facto teriam desqualificado os seus instauradores como incompetentes.

Eles nunca se atreveriam a propor para o castelhano ridículas soluçons como "el culo" para designar umha letra, nem culebra para designar as cobras-capelo, nem "el silicoño", "el icoño" ou "el emoticoño"!

Como vemos epitomado nestes exemplos, o irracional desprezo da congenial coordenaçom galego-portuguesa, que Manuel Portela Valadares crismava de cego impulso de arredamento, exacerba a subordinaçom ao castelhano da atual codificaçom da RAG, cujos representantes com freqüência nom parecem pensar em galego e para o galego (entretanto, eles nunca se atreveriam a propor para o castelhano ridículas soluçons como el culo para designar umha letra, nem culebra para designar as cobras-capelo, nem el silicoño, el icoño ou el emoticoño!!), e prejudica a idiomaticidade e a funcionalidade do galego, detraindo-lhe recursos e energias vitais para poder concorrer na Galiza com o prestigioso castelhano. É preciso, portanto, insurgirmo-nos contra esta codificaçom, profundamente subordinadora e incapacitante, imposta desde há trinta anos ao galego pola atual RAG e polo Instituto da Lingua Galega. Nom se trata, porém, de umha insurgência cega, de sinal destrutivo e sem alternativa construtiva, mas, antes, de um proceder sensato, bem refletido e planificado, continuador da doutrina tradicional do galeguismo e que, sem renunciar a nada que seja legitimamente galego, se baseia numha constante coordenaçom com o luso-brasileiro e no aproveitamento dos recursos já surgidos e usufruídos nas variedades normalizadas da nossa língua.

O castelhano, no seu agressivo avanço social na Galiza dos últimos tempos, é um tigre revigorado, que se abalança sobre o anho galego, enfraquecido desde há séculos. Para defendermos o anho, o galego, das garras do tigre, ao nosso alcance temos um vime e umha lança. A Real Academia Galega, com a sua atual codificaçom, parece ter optado por esgrimir o vime, e o anho está a receber graves laceraçons e ferimentos, talvez já conducentes à morte; deixada num canto, a lança, robusta e bem aguçada, espera a sua vez. Perante este dramático fracasso, quanto mais tempo vam demorar o galeguismo todo, a Real Academia Galega, o poder político galego, a empunharem a lança, a defenderem o anho, a darem-lhe algumha oportunidade?


NOTAS
[1]. Assim se exprimia, de facto, Manuel Murguia no discurso de apresentaçom pública da Real Academia Galega (30.9.1906):

«Comecemos polo estudo do idioma que falamos há mais de dez séculos. Povo que esquece a sua língua é um povo morto. O primeiro, a nossa língua, a língua que falou este povo, e a que falam e entendem cerca de três milhons de galegos, dezaoito milhons de habitantes de Portugal e dos seus domínios, doze do Brasil. Nom pode perecer um idioma que tem umha literatura gloriosa, e nomes que som orgulho da inteligência humana. Por isso, e para recolher na Galiza o seu verdadeiro léxico, dar a conhecer a sua gramática e afirmar a sua existência, se fundou esta Academia.»

E assim nos Jogos Florais de Tui, em 1891:

«O primeiro, o nosso idioma. O nosso idioma! O que falárom os nossos pais e vamos esquecendo, o que falam os aldeaos e nos achamos a ponto de nom entendê-lo; aquel em que cantárom reis e trovadores; o que, filho maior da pátria galega, no-la conservou e conserva como um dom da providência; o que ainda tem nos nossos lábios as doçuras eternas e acentos que vam ao coraçom; o que agora ouvides como se fosse um hino religioso; o formoso, o nobre idioma que do outro lado desse rio é língua oficial que serve a mais de vinte milhons de homes e tem umha literatura representada polos nomes gloriosos de Camões e Vieira, de Garret e de Herculano. [...] Vede, polo mesmo, meus senhores, se podemos dizer com verdade que nunca, nunca, nunca, pagaremos aos nossos irmaos de Portugal que nos tenham conservado estes e outros recordos e, sobretodo, que tenham feito do nosso galego um idioma nacional.»

[2]. Assim se exprimia, por exemplo, António Vilar Ponte a respeito da Real Academia Galega (em Pensamento e Sementeira: 345–346):

«Entre o galego e o português de hoje nom hai mais diferenças que as existentes entre o castelhano de Castela e o de Andaluzia e América; e a sua unificaçom é tam fácil, se nom mais, que a realizada por flamengos e holandeses com o idioma comum, que somente se diferenciava na ortografia e nalguns giros prosódicos. Quando se vam dar as normas precisas para tentála pouco a pouco? Pudérom ser chamados nunca a umha missom de maior transcendência no terreno da própria cultura, da cultura autóctone, a Academia Galega e o Seminário de Estudos Galegos?».

E, assim, Daniel Castelao no Sempre em Galiza (livro I, cap. 4, pág. 41–42):

«O galego é um idioma extenso e útil, porque —com pequenas variantes— se fala no Brasil, em Portugal e nas colónias portuguesas.»

[3]. Mesmo em contra do que a própria RAG proclama na «Introdución» às suas Normas Ortográficas e Morfolóxicas do Idioma Galego (2003: 12):

«4. As escollas normativas deben ser harmónicas coas das outras linguas, especialmente coas romances en xeral e coa portuguesa en particular, evitando que o galego adopte solucións insolidárias e unilaterais naqueles aspectos comúns a todas elas. Para o arrequecemento do léxico culto, nomeadamente no referido aos ámbitos científico e técnico, o portugués será considerado recurso fundamental, sempre que esta adopción non for contraria ás características estruturais do galego. As escollas deben decidirse de acordo cun criterio de coherencia interna, a fin de que o galego común non resulte arbitrario e incongruente.»
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 20-02-2015 10:20
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Xosé Lois García: A Galiza universal de Rosalía de Castro
Sermos Galiza

Aquel 24 de febreiro de 1837 nacía en Compostela María Rosalía Rita, “hija de padres incógnitos”. Así certificou o seu bautizo o crego, José Vicente Varela y Montero, e na marxe desta partida de nacemento, apuntaba: “No entró en la Inclusa”. Nestas circunstancias anómalas, nunha época de preconceitos e ocultismos, veu ao mundo a que sería a maior gloria e talento en concibir unha Galiza redenta e dona de si.

"Di Murguía, que estando Rosalía en Compostela, avistou un neno tísico pedindo esmola. Tal feito lle fixo tomar conciencia da situación do país".

Nos próximos días celebramos o 178 aniversario do nacemento de Rosalía. Naceu nun mes xélido que traía conmovedoras noticias co asasinato do escritor Aleksandr Pushkin e do suicidio de Mariano José de Larra, o que dixo de nós: “El gallego es un animal muy parecido al hombre, inventado para el alivio del asno”. Ese ano dramático traía outras conmocións como a Primeira Guerra Carlina, coa grata consolidación da Desamortización de Mendizábal, pola cal a Igrexa e a nobreza perdían patrimonio e influencia. Os “incógnitos” pais de Rosalía estaban, directa ou indirectamente vinculados a eses dous estamentos. Era o ano en que se restauraba unha constitución semi-liberal. E no que chegou a Galiza aquel vendedor de biblias inglés, George Borrow que deu á luz unha das mellores testemuñas escritas das precariedades polo que estaba sumida o noso pobo.

O ano de 1837, en que se inicia a vida de Rosalía, representa a longa marcha da guerra carlina, da depresión económica e demográfica que marcan unha época de confusas problemáticas, polas que pasa a Galiza de meados do século XIX, como a famosa fame de 1853, ano en que os labregos abandonaban as aldeas camiño das cidades. Di Murguía, que estando Rosalía en Compostela, avistou un neno tísico pedindo esmola. Tal feito lle fixo tomar conciencia da situación do país. Foi un impacto que imprimiu unha rebeldía sen reservas, tal como podemos ler neste poema de “Follas Novas”:

“Tembra un neno n’ ò pórtico húmido”;
d’ a fame e d’ o frío
ten ò sello ò seu rostro de anxel,
inda hermoso máis mucho, e sin brillo.

Farrapento e descalzo, n’ as pedras
os pobres peiños,
que as xiadas d’ o inverno lañaron,
apousa indeciso;
pois pares que ll’ os cortan coitelos
d’ aceirados fios.

Coma can sen palleiro nin dôno,
que todos desprezan,
n’ un corruncho s’ esconde tembrando
d’ a dura escaleira.
E cal lirio se dobra ô secárese,
o inocente a dourada cabeza
tamén dobra, esbaesido c’ as pedras.

E mentras qu’ él dorme,
trist’ imaxen d’ a dôr y a miseria,
van e ven <<¡a adoraren o Altísimo!>>
Fariseyos, os grandes d’ a terra,
sin que ô ver d’ o inocente a orfandade
se calme d’ os ricos
a sede avarienta.
O meu peito c’ angustia s’ oprime.
¡Señor! ¡Díos d’ o ceo!
¿Por qué hay almas tan negras e duras?
¿Por qué hay orfos n’ a terra, Díos boeno?”

Mais n’ en vano sellado está ò libro
d’ os grandes misterios...
Pasa a groria, ò poder y á alegría...
Todo pasa n’ á terra. ¡Esperemos!”

Reveladoras reflexións de Rosalía nun tempo de crises morais, sociais e económicas. A este poema temos que engadir o titulado: “A xustiza pol-a man”. Rosalía foi fiel a seu tempo; critica as irracionalidades do seu tempo, esta foi unha característica que a asistiu, dándolle á poesía o acervo necesario para combater os malos usos que proclaman miseria e inxustiza.

"Rosalía foi fiel a seu tempo; critica as irracionalidades do seu tempo, esta foi unha característica que a asistiu, dándolle á poesía o acervo necesario para combater os malos usos que proclaman miseria e inxustiza".

A cuestión galega presente na obra de Rosalía ten varias dimensións, cada unha delas sustentada por frecuentes dramas colectivos. Como é a emigración, produto da opresión centralista e de dunha política colonial potenciada polo Estado español que mantivo a Galiza na indiferenza e no silencio, amagando problemas existenciais.

En “Follas Novas”, Rosalía insiste no drama da emigración, comezando pelo prólogo, onde di: “A emigrazón e o Rei arrebátanlles de contino o amante, o irmán, o seu home, sostén da familia de cote numerosa; e así, abandonadas, chorando o seu desamparo, pasan a amarga vida antre as incertidumbres da esperanza, a negrura da soidade i as angustias de unha perene miseria”. Estas son as viúvas dos vivos e as viúvas dos mortos.

No prefacio de “Follas Novas” Rosalía fixo unha declaración de principios en favor das mulleres galegas. Hai poucos textos na literatura galega da época que teña unha contundencia tan determinante como a adoptada por ela. Isto evidencia un avance significativo na toma de conciencia sobre o panorama feminino galego. Neste aspecto, Rosalía foi unha lectora, alén da literatura española, de autoras estranxeiras que manifestaron fondas preocupacións pola falta de integración e emancipación da muller, como as alemáns Bettina von Arnim e Dorothea Schlegel ou as francesas Mme. de Staël e George Sand.

"Rosalía apuntou, con extraordinaria lucidez e claridade, cara problemas concretos e puntuais da Galiza que lle tocou vivir en resistencia".

Rosalía apuntou, con extraordinaria lucidez e claridade, cara problemas concretos e puntuais da Galiza que lle tocou vivir en resistencia. Tanto na súa prosa como na poética é fácil adiviñar a procura que ela tivo polo ser galego. Polo ser e o estar emerxente.

Rosalía expresou sentimentos moi fondos por todo o que conflúe nos atributos identitarios, como é a lingua, a cultura, a psicoloxía, a xeografía e, incluso a paisaxe. Entre Rosalía e a paisaxe galega existe unha interrelación tan profunda que moitas veces non entendemos a nosa paisaxe sen Rosalía e, do mesmo modo, non percibimos a metafísica da poeta sen a paisaxe. Na súa lírica hai un marco tan intimista e emocional, sobre a paisaxe galega, que transmite un sentimento e unha reflexión que nos leva a outras dimensións evocativas e emancipadoras.
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Xosé María Dobarro: O QUE HAI
Redacción Diario de Ferrol | Actualizado 15 Febrero 2015


Á vista dos resultados da última enquisa do Instituto Galego de Estatística (IGE), sobre o coñecemento e o uso do idioma galego, o presidente Núñez anuncia “un novo proxecto de dinamización” para poñerlle freo á progresiva e alarmante perda de falantes do mesmo. Ó tempo que fai saber que non pensa retirar o vixente Decreto de Plurilingüismo a non ser que se vexa obrigado polo Supremo. Lembremos que no seu día a Real Academia Galega interpuxo un recurso contra este Decreto que está pendente de resolución.
A publicación dos datos da citada enquisa motivou que o tema lingüístico volva a estar presente tanto nos medios de comunicación como en diferentes foros de debate. Á parte da importante manifestación celebrada o pasado domingo en Compostela.
A maioría das voces que puidemos escoitar o que piden é a retirada do Decreto, xa que se entende que é unha das principais causas da penosa situación actual, á que se ten chegado despois de máis de trinta anos da denominada Lei de Normalización Lingüística, sempre acompañada e/ou complementada por diferentes decretos e de non se sabe cantos cartos investidos en campañas de dinamización de todo tipo. Algo, por non dicir todo ou case todo, tivo que fallar. Ó meu entender, o que falla e fallou desde o primeiro momento foi unha clara vontade política de normalizar realmente a situación, de concederlle ó galego o papel social que en puridade debe corresponderlle no territorio no que naceu e no que, mal que ben, se desenvolveu ó longo dos séculos. Mais, en verdade, nunca se tomaron medidas para vigorizar a lingua, non se foi máis aló de adoptar diferentes actuacións, máis ou menos paliativas, para que a lingua non esmorecese.
Mais, realmente o problema é o decreto en si? Pois a verdade non podemos sabelo con certeza xa que nunca pasou do papel. A priori, parece escaso que no ensino só haxa un terzo das materias no idioma que se quere normalizar. Pero, se se cumprise sería máis do que existe actualmente. Aínda que isto non quere dicir que a situación fose ser moi distinta. Tampouco o sería co decreto anterior, ou con outros semellantes. De que serve estudar unha lingua que non é precisa fóra do ámbito académico?
Calquera estudoso da lingua, ou mesmo calquera cidadán, sabe sobradamente que unha lingua só se mantén vizosa se é necesaria ou se conta co respaldo do poder económico e político. O galego foi perdendo usuarios desde a entrada do español en Galicia, pero a situación é cada vez máis alarmante porque os factores externos son cada vez máis e máis opresivos: escola, prensa, radio, cinema, televisión, internet.... Hai anos o idioma era polo menos necesario para as funcións familiares e mesmo locais, do rueiro, do barrio,... pero ó desaparecer esta, só se pode manter creando medidas que o fagan necesario.
Por que a xente deixou pouco a pouco de estudar francés? Por que se pasou a estudar maioritariamente inglés? Por que están medrando significativamente os estudosos de alemán? Ou de chinés? Ou de ruso? Pero, o descenso de demanda exterior significa que en Francia se perdesen usos do francés? É obvio que non. E por que aquí se perden día a día? Nos múltiples porqués é onde hai que afondar dunha vez. Non todo é cuestión de cartos. Porque, pode pensar alguén que unha subvención do 90% para a montaxe de calefaccións nas vivendas de calquera capital caribeña motivaría colas interminables para solicitala? Acontecería isto mesmo se a oferta fose para instalar ventiladores refrescantes en vivendas de calquera dos polos? E se fose ó revés? Seguro que si.
Nin tampouco de sentimentos afectivos. Que foi o que levou a meu fillo máis novo a aprender e usar con fluidez un idioma tan difícil como o euskera cando vive e traballa en Donosti, que non nun afastado caserío? Non foi precisamente o amor, pois casou cunha sevillana.
As que non levan a ningures son túzaras actitudes como as do presidente que nos preside.
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 15-02-2015 15:21
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O futuro da lingua galega depende do uso que se faga dela no ámbito privado
Por Xosé González Martínez - Mundiario el 13 de febrero de 2015

Presidente do Foro E. Peinador. Colaborador de MUNDIARIO.



Unha cidadanía consciente, coa autenticidade dos seus exemplos e a radical autodeterminación lingüística, pode modificar os hábitos lingüísticos, segundo este comentarista.

Polemizar ou polinizar. Con esta disxuntiva remataba a anterior colaboración publicada en MUNDIARIO dedicada á memoria da primeira sentenza en lingua galega despois de cinco séculos de proscrición oficial. Comentaba que aquel fito histórico conseguírase en 1985, sendo maxistrado relator da Sala do Contencioso-Administrativo da Audiencia Territorial da Coruña o amigo Claudio Movilla Álvarez.

Para que non haxa ningunha dúbida, son o primeiro en afirmar que os poderes públicos teñen a obriga legal de cumprir e faceren cumprir a lei, arbitrando medidas para que a igualdade entre os cidadáns sexa real e efectiva. Están obrigados a velar polos dereitos dos cidadáns establecidos polo ordenamento xurídico, e permitir o seu libre exercicio sen discrminacións de ningún tipo, entre eles os lingüístico. Demandar os seus beneficios ou non depende da vontade dos individuos.

Pódese dicir que o exemplo persoal sempre foi determinante para provocar mudanzas ou crear escola. Tal aconteceu con moitos fitos históricos, mesmo de gran transcendentalidade, que non sempre foron precedidos por grandes acontecementos. Poden ter explicacións moito máis sinxelas. Unha amable conversa de amigos que compartiamos complicidades fixo posible rachar co secular maleficio que aqueixaba ao noso idioma. No canto de facermos estrondosos pronunciamentos, daquela optaramos por outros procedementos. Os mesmos que utilizamos para que os diarios oficiais da Xunta de Galicia e do Parlamento deixasen de ser editados a dobre columna, en castelán e en galego, modelo que non contribuía á alfabetización lingüística das funcionarias e funcionarios públicos.

Cando se estude o proceso de normalización lingüística dos últimos trinta anos, os historiadores que o fagan, terán que reparar por forza, se non queren errar nas súas conclusións, nas estratexias utilizadas polos distintos movementos que traballaron na restauración lingüística. Utilizar únicamente as crónicas que fan alusión ás reivindicacións públicas, máis ou menos acentuadas, e obviar aquelas manifestacións que responderon á oferta positiva, traballos desa natureza non ofrecerían conclusións rigorosas.

Ultimamente tense falado e escrito moito sobre a perda de galegofalantes e espazos sociais da lingua galega. Facer a transferencia da responsabilidade persoal á institucional pode agochar a falta de autenticidade do discurso na defensa da identidade en moitas persoas que, sen embargo, cohabitan con outras en formacións sociais e políticas de diverso signo.

En boa parte o futuro da lingua galega depende do uso que se faga dela no ámbito privado, onde os poderes públicos non se poden inmiscuír. Só unha cidadanía consciente, coa autenticidade dos seus exemplos e a radical autodeterminación lingüística, pode modificar os hábitos lingüísticos contaxiando o ámbito social da súa contorna para sermos máis nós.
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 15-02-2015 15:16
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Valentina Formoso: Desafiuzar o galego con estruturas disimulantes
Praza Pública


Está para pechar o prazo no que os centros de ensino poden solicitar axudas para fomentar o galego no ámbito non universitario. Xa abondo se ten analizado o despropósito dunha convocatoria cunha dotación económica ridícula e que se resolve a poucas semanas de finais de curso. Daquela non é preciso incidir no xa sabido, senón en destapar que hai aínda maneiras máis eficaces de desafiuzar o galego do ensino ca a asfixia económica. Ninguén dubida da necesidade dos cartos para levar adiante calquera empresa, tamén as da promoción da lingua (revísese o orzamento do Instituto Cervantes), mais o verdadeiro problema para o galego non está aí, senón na ideoloxía lingüística que se encarga de configurar o imaxinario social arredor da lingua propia de Galicia.

O verdadeiro problema para o galego está na ideoloxía lingüística que se encarga de configurar o imaxinario social arredor da lingua propia de Galicia

Unha ideoloxía que considera que o galego é lingua de segunda categoría, organiza a súa “promoción” dentro dese “marco”. O obxectivo é desafiuzar o galego do territorio que lle é propio case sen dar ordes explícitas. De feito, desde a administración só se sacou un Decreto en 2010 que se vendeu como a solución aos problemas lingüísticos da cidadanía galega presente e futura (familias que non teñen que sufrir axudando á rapazada a estudar en galego, nenos e nenas que van falar fluidamente inglés no futuro, cordialidade entre as “dúas” linguas existentes no territorio galego...) E só lexislou para o ensino, que é precisamente, segundo ese mesmo goberno, un ámbito que non inflúe, nada ou case nada, nos usos lingüísticos da cidadanía do futuro.

A ideoloxía é vella e o plan tamén. Actúase na escola porque, sen ser o único ámbito normalizador, é fundamental. É nos centros de ensino onde, ademais de adquiriren competencias, os e as falantes do futuro poden asentar valores e eliminar e corrixir moitos dos estigmas que pesan sobre a lingua desde hai séculos, cuestión fundamental para poder reverter a situación.

Calquera sociolingüística de patio de colexio ou de corredor de instituto é quen de determinar a realidade: o galego ten orde de desafiuzamento

Ninguén nega que a lingua se transmite nas familias, as mesmas que, desde hai décadas, aprenderon a lección de que o que falan non serve, que o galego é unha marca negativa… De feito hai moitas que xa se desfixeron dela hai dúas ou tres xeracións. Se ademais se lles segue a dicir (a familias, a empresarias, a docentes, a…) que estorba, que impide o progreso, xa que este se escribe en castelán e en inglés, etc... Se se segue repetindo a mesma mensaxe coma un mantra, pódese adiviñar a deriva. Sen macro-enquisas, calquera sociolingüística de patio de colexio ou de corredor de instituto é quen de determinar a realidade: o galego ten orde de desafiuzamento. A orde é clara aínda que coidan algo as apariencias mantendo nos centros unhas estruturas que empregan para disimular, chamémoslle “disimulantes”: os “Equipos de normalización lingüística”, agora denominados “Equipos de dinamización da lingua galega”.

Estruturas disimulantes que queren manter coma os ovos grolos, sabendo que non van facer a función para a que estaban destinados. O discurso institucional encárgase de que a mensaxe que se esforza por transmitir calle pouco, ás veces nada. Mantéñense esas estruturas para disimular a falta de interese na promoción da lingua propia no ensino. Por iso se regulan no mesmo Decreto no que se lle di á sociedade que o galego non é lingua que se poida empregar (é dicir, non serve) para explicar as matemáticas, a física ou a tecnoloxía. No mesmo que lle di que é posible (isto é, desexable) que a lingua vehicular sexa o inglés, tamén naquelas materias que se estaban impartindo en galego (oportunidade para que en Coñecemento do medio, sobre todos nos colexios privados-concertados, xa non se fale de nocellos, carballos ou toxos); no mesmo que impide que haxa liñas de galego en infantil, no mesmo que non di nada de atacar a lacra máis grande que ten a nosa lingua: os prexuízos. Se ao final, neste desafiuzamento programado non teñen contempladas alternativas, non hai posibilidade de dacción en pago. Disimulan unha moratoria mantendo as convocatorias de axudas aos EDLG, mesmo algúns premios en “dinamización”.

Convocatorias cunha redacción dun tempo pasado que buscaba acadar uns obxectivos marcados nun Plan, o xeral de normalización. Esa redacción na actual conxuntura pretende que os Equipos acaben padecendo a síndrome de Tourette. Distráese o persoal arredor das TICs que, tratadas como finalidade e non como ferramenta, acaban converténdose en “tics” normalizadores. Promóvense os tres uvedobres mais non se move o marco no que teñen encadrado o galego, aséntase. E faise mediante centos de mensaxes indirectas, semi-indirectas e directísimas de que o galego é unha lingua de segunda, xa entrada en anos, á que pouco lle queda e á que non lle dan o remate final porque a eutanasia non está permitida neste país, e tampouco para as linguas.

Este é seu Plan, o da ideoloxía lingüística que afianza o imaxinario social do galego como unha lingua B

O que realmente lles interesa é que se “dinamice” con actividades puntuais e se ten que ser movendo o rato que sexa para producir audiovisuais ou contidos na web 2.0 sen crítica ao status quo, onde o galego apareza de xeito ritual e mesmo descoidado, sen que se promova realmente o seu uso e moito menos se dignifique. Este seu Plan, o da ideoloxía lingüística que afianza o imaxinario social do galego como unha lingua B, sen posibilidade de ter voz na súa propia casa, é o que non programa campañas directas de apoio á transmisión da lingua, o que non impulsa que se realicen verdadeiros Proxectos lingüísticos que fomenten un plurilingüismo inclusivo no ensino, o que nunca lle “suxire” reportaxes aos medios para que difundan as vantaxes de saber galego. Na mesma liña tampouco lle din á sociedade que é importante saber galego para atender doentes, para estar nun xulgado, para peitear cabezas, para exercer a avogacía, para servir cafés ou para vender xoubas, que non “sardinillas”...

Con todo, segue habendo profesionais que van seguir planificando e deseñando obxectivos normalizadores, con TICs ou con cartolinas, mais mantendo con dignidade o galego na súa casa, negándose a convertelo nun elemento ritual, igual ca o traxe rexional que fica recluído nalgún roupeiro. O esforzo por manter e recuperar usos, por conseguir apegos, por mudar actitudes, por non abandonar o discurso normalizador é a nosa maneira de impedirmos o desafiuzamento da nosa lingua, mesmo sen axudas de fomento nin premios de innovación.
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 12-02-2015 10:17
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Manuel Mera: Apuntamentos encol da manifestación de Queremos Galego
Manuel Mera é Director da Fundación Moncho Reboiras. Foi presidente da CIG.

Sermos Galiza


A mobilización do pasado domingo a prol do galego foi un éxito de participación. Foino malia que os medios de comunicación máis importantes silenciaron en boa medida a convocatoria, e cando se viron obrigados a comentala, fixérono dándolle sobre todo a voz á Xunta do PP para desalentar a protesta. Foi acertado que Queremos Galego anunciase a manifestación con moita antelación, para xerar así expectativa e ademais puidese chegar a toda a base social do nacionalismo, que ten un metabolismo moi lento ao carecer de medios de comunicación de masas propios. Mesmo, neste caso, resultou secundario que a consigna e máis o cartaz necesiten dun intérprete para entender cal era o obxectivo da convocatoria.

A masividade desta manifestación amosa cal é o estado de ánimo da xente, rexeitando na práctica as actitudes pesimistas que se albiscan nalgúns militantes e cadros do nacionalismo. Agora ben, o éxito da mobilización tamén implica facer fronte a novos retos, demostrando que non foi unha resposta puntual, ritual, ou para desafogar o noxo contido por tanta discriminación e cinismo por parte das clases dominantes. Trátase de manter a presión, de seguir mobilizando ate que o PP rectifique ou/e sexa substituído nas institucións por partidos sensíbeis ás reivindicacións do povo (ou sexa, o nacionalismo de esquerda, o BNG). Cómpre polo tanto un programa de mobilizacións, como mínimo ate final de ano, que fixen no imaxinario colectivo que o nacionalismo ten unha folla de rota, obxectivos claros e a capacidade e atrevemento necesarios para transformar a realidade. Unha campaña que tense o debate e obrigue a Xunta e os partidos estatais a se definir sen ambigüidades encol do tema.

Resulta evidente que o actual estado de ánimo da xente non se dá en exclusiva en relación á lingua, senón que se estende ao económico, ao social e ao político. E reflicte que non existe unha actitude tan pasiva como se pretende transmitir dende os medios hexemónicos, para poder controlar o reaxer social ou mediatizar a resposta política diante de tanta desigualdade, discriminación e inxustiza. A mobilización en relación coas cuestións xerais ten que reproducir aquela que ten éxito nos conflitos laborais e sociais, ou sexa, a que se mantén no tempo con obxectivos claros, e na que son os afectados os que deciden o fin da protesta. Ás veces, semella que o poder conseguiu que nos autolimitemos nas mobilizacións con carácter xeral, e polo tanto políticas.

O éxito desta manifestación amosou que o nacionalismo galego ten fortaleza, e que o atrevemento da dirección de Queremos Galego foi recompensado pola súa base social e recoñecido por outros segmentos da sociedade. Este é o camiño: mobilización, proposta e xestión rupturista, e abertura sen concesións ideolóxicas.

http://manuelmera.blogaliza.org/
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 12-02-2015 10:14
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Carme Adán: Voltamos a Compostela
Sermos Galiza

Carme Adán é Deputada do BNG no Parlamento Galego.


Voltamos a Compostela o domingo 8 de febreiro con gañas de festa. Con gañas de cantar e bailar pola nosa lingua. Con gañas de sentir a familiar humidade da Quintana ateigada de xente. Voltamos a Compostela porque nos peta. Porque somos así, teimosas e teimosos.

"Voltamos a Compostela fartas e fartos de mentiras sobre a lingua. Fartas de aturar seis anos de políticas de ultraxe ao galego, fartos de que o goberno de Feijóo contribuíra a desprestixiar a lingua como era difícil imaxinar desde o franquismo".

Voltamos a Compostela fartas e fartos de mentiras sobre a lingua. Fartas de aturar seis anos de políticas de ultraxe ao galego, fartos de que o goberno de Feijóo contribuíra a desprestixiar a lingua como era difícil imaxinar desde o franquismo. É certa unha acusación tan grave coma esta?

Si. Primeiro, porque Feijóo puxo en marcha unha campaña de desprestixio das políticas de normalización lingüística desde que como líder da oposición decidiu facer do tema campo de batalla electoral. De aí, o seu recurso a imaxe da “imposición del gallego” e o apoio a sectores ultras contrarios á nosa lingua. Foi exactamente un cálculo político para a súa posíbel carreira madrileña o que o levou no ano 2007 desmarcarse completamente do Plan de Normalización do ano 2004. Fíxoo enfrontando a concreción deste Plan no ensino mediante o decreto do 124/2007. Plan que, só a modo arqueolóxico, quero lembrar que contaba con todos os informe a favor, incluído o ditame favorábel do Consello Escolar de Galiza.

Segundo, porque Feijóo leva seis anos gobernando desde a soberbia propia de quen renega da súa lingua. No proceso de confección e aprobación do decreto denominado do Plurilingüismo sucedéronse manifestacións e informes contundentes sobre o desatino de tal norma. A propia RAG chegou a tildar o borrador en termos de inconsistente legalmente, “confuso e non rigoroso, co perigo de converter a cuestión lingüística nun motivo de permanente conflito na sociedade galega, é insólito desde o rigor pedagóxico e sociolingüístico.” Desoíu os informes da Real Academia e do Consello da Cultura, desoíu ao pleno do Consello Escolar de Galicia que rexeitou por maioría o anteproxecto do decreto. Os e as membros do propio Consello aprobaron unha emenda á totalidade impulsada por un total de sete organizacións – CIG-Ensino, FETE-UXT, CC.OO. Ensino e Confapa, entre elas-, con 24 votos a favor e 16 en contra, que esixían a devolución do texto para a súa reelaboración. Tamén desoídos.

"Feijóo puxo en marcha unha campaña de desprestixio das políticas de normalización lingüística desde que como líder da oposición decidiu facer do tema campo de batalla electoral".

Terceiro, porque o novo decreto converteuse nunha perversión normativa, xa que, pretende equiparar o ensino das dúas linguas oficiais en Galiza co ensino dunha terceira lingua estranxeira, servindo de coartada para contrapoñer inglés e galego. Asemade, por pretender interpretar a desexábel participación das familias como unha consulta sobre aspectos curriculares como son as competencias lingüísticas. Por último, por iniciar a etiquetaxe de centros educativos co obxectivo de incrementar indirectamente as subvencións a determinados centros privados. Ao final, menos galego e máis privada.

A isto podemos sumarlle o incesante labor por reducir a cultura galega mediante o esmagamento económico. E se alguén ten dúbidas da intencionalidade pode comparar o apoio ao audiovisual galego, ao teatro, á edición, á tradución, á música... e á promoción de Enrique Iglesias. Nunca un contrato foi tan elocuente do valor que ten para Feijóo a cultura galega. Nada novo por certo xa que o último Xacobeo foi un negocio para as empresas de Madrid.

"O problema está en quen ten un mandato estatutario de defender unha lingua e obrigar aos medios que subvenciona a publicar en galego"

Non é un problema das familias. Non é un problema de H&M ou El Corte Inglés que non teñan formularios en galego. Non é un problema dos medios de comunicación que traducen até os fonemas antes de seren pronunciados. O problema está en quen ten un mandato estatutario de defender unha lingua e obrigar aos medios que subvenciona a publicar en galego, velar para que as empresas privadas inclúan ao lado do catalán e o euskera tamén ao galego ou impulsar unha imaxe diferente dunha lingua que soporta séculos de humillación. Feijóo teno claro. Non é unha cuestión de convencelo ou de argumentar mellor. A súa aposta é contribuír a eliminar o galego nunha situación sociolingüística complicada para a súa supervivencia. A folla de servizos o require.

Nós tamén o temos claro. Queremos galego!
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 06-02-2015 21:43
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8F: respostas xa para o galego
Sermos Galiza - Editorial


A lingua está nunha situación límite, dramática, e as respostas deben ser agora e, visto o visto, só poderán vir do impulso social. Estamos no tempo do desconto, por empregarmos terminoloxía deportiva, e ou se reverten as políticas en curso ou en moi poucos anos o galego terá na Galiza un status similar ao do gaélico en Irlanda. Ou talvez peor, pois que o gaélico na república celta goza dunha protección legal da que carece o galego na Galiza, tratado como se fose unha lingua estranxeira de segunda (a lingua estranxeira de primeira, o inglés, camiña cara se converter na segunda do ensino no país).

De nada vale facermos un exercicio de profecía apocalíptica se non contribuírmos para pór remedio á situación. E o remedio pasa inescusabelmente por exercermos os nosos dereitos como cidadás e cidadáns. Facelo no día a día e no plano individual, séndomos esixentes coas administracións públicas e até coas empresas privadas, póndomos no debate social que hai un dereito humano elemental, o dereito a vivir con normalidade na nosa lingua, que está moi lonxe de se respectar.

2015 é un ano electoral. Un bon momento para o partido no poder recibir un recado clarísimo da sociedade: non se pode gobernar na Galiza contra a lingua galega

Exercermos os nosos dereitos no plano individual, si, mais no colectivo tamén. E aí temos este domingo unha cita imperdíbel, a grande manifestación que convoca Queremos Galego (12 horas, Alameda) baixo o lema de "Polas fillas dos nosos fillos", un lema cargado de futuro, mais tamén unha mensaxe para actuar desde o presente. Queremos galego e querémolo xa. Porque -as estatísticas do IGE móstrano ás claras, nomeadamente no que ten a ver coa rotura da transmisión xeracional- non hai tempo que perder.

Este domingo Compostela ten de ser un clamor. Unha esixencia multitudinaria de mudanzas profundas na política lingüística. 2015 é un ano electoral. Un bon momento para o partido no poder recibir un recado clarísimo da sociedade: non se pode gobernar na Galiza contra a lingua galega. Mais non todo consiste en dicir que non ao PP. É básico que as forzas da oposición poñan o galego no centro das súas alternativas políticas, porque sen lingua -sen conciencia de sermos o que somos- este país no ten futuro.
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 06-02-2015 21:41
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"Teño unha filla de 8 anos e no colexio ensínanlle galego practicamente como unha lingua estranxeira"
Sermos Galiza - Sexta feira, 06 de Febreiro do 2015

Carlos Ares é guionista -é un dos creadores da serie Era Visto!- e vive na Coruña. É unha das moitas voces implicadas estes días no chamamento a secundar a manifestación deste domingo en Compostela (12:00 horas, Alameda)


Carlos Ares é guionista -é un dos creadores da serie Era Visto!- e vive na Coruña, onde, entre moitas outras cousas, xoga ao fútbol gaélico no equipo mixto Cascarilha. Implicado estes días en colaborar no chamamento a secundar a manifestación deste domingo en Compostela (12:00 horas, Alameda), Ares agarda unha afluencia "masiva, como en todas as mobilizacións a prol do galego" e confía en que o goberno non faga ouvidos xordos ás demandas da sociedade de Galiza.

-Que motivos te levan a apoiar a manifestación convocada desde Queremos Galego?

-E terríbel que en pleno século XXI teñamos que seguir a saír á rúa a defender o dereito a vivir no noso noso idioma. Asistimos a unha perda continuada de falantes e temos un goberno que non cumpre coa súa obriga de defender o galego. Teño unha filla de oito anos e no colexio ensínanlle o galego como se practicamente fose un idioma estranxeiro. Por todo iso vou ir á manifestación. E porque o galego é unha lingua que non separa, une, é a lingua de todos.

- Cres que a mobilización social a favor do galego vai acabar por ter efectos sobre os responsábeis das políticas actuais sobre o idioma?

-Son optimista, así que agardo que si, que o goberno acabe por reflexionar e decatarse do que está a facer co galego. é tamén o seu idioma, aínda que non o falen. E teñen que ver que todas as mobilizacións que se fixeron polo galego foron un éxito.

- Falabas antes da continua perda de falantes, é esa unha realidade que aprezas na túa propia contorna?

- Vivo na Coruña e teño 48 anos. Na cidade vexo por veces que hai rapazadfa falando en galego, creo que serán dos que veñen estudar á Universidade. Mais onde a situación de perda de falantes si que se nota é nas vilas, zonas onde antes o idioma tiña presenza e agora ves que minguou moito.

- Tes unha filla pequena, é nese tramo onde si que se nota que o galego case non existe?

- Aí hai unha perda moi grande de falantes, moito. Cativos que falan galego e que deixan de facelo ao entrar no ensino, iso é algo que está pasando e que habería que atallar.

- Se tiveses que convencer a alguén que a priori non pensa acudir á mobilización de que o fixese, que argumentos empregarías?

- Pois diría que non hai razóns para non ir. O galego é de todos, non é so das persoas que o falamos. É un patrimonio de todo o mundo, non só de Galiza. Sería terríbel que desaparecese, por iso hai que dar pasos para que non aconteza. Se desaparecese un idioma como o noso... o mundo sería peor.
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 06-02-2015 21:39
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Xosé Manuel Pazo: Lingua
LINGUA

Xosé Manuel Pazo - Diario de Ferrol - 03 Febrero 2015


Os datos publicados sobre a saúde da lingua propria de Galiza reflicten unha situación de extrema gravidade: a transmisión familiar rachou. Son moitas as causas e diversos os axentes que dun xeito activo procuraron que esta situación acontecera. É certo. Pero tamén o é aqueles que pretendíamos que a realidade fora outra non fomos quen de modificar este resultado. En algo nos debemos equivocar. Por iso, responder coas receitas dos últimos corenta anos talvez non sexa o máis acaído para esta crítica situación que contrasta con aquela de hai cen anos na que o 90% da poboación empregaba o galego e transmitíallo aos seus fillos. Se callar as medidas que se deben tomar deberan brotar dun acordo nacional, no que a maioría da sociedade se sinta incluída, que marque mínimos e prazos.
O mar de fondo a bramar nas furnas foi quen de encher a noite. E o crecente –case cheo- agáchase, ora si ora non, entre os nubeiros.
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 03-02-2015 21:21
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Caderno da Coordenadora de Equipas de Normalización Lingüística de Ferrolterra








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