Coordenadora de Equipas de Normalización Lingüística de Ferrolterra


A posição galega no contexto da língua portuguesa
Sermos Galiza

Ângelo Cristóvão -Secretário da Academia Galega da Língua Portuguesa


A recente aprovação da lei 1/2014 de 8 de abril, Lei Para o Aproveitamento da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia, ou Lei Paz-Andrade, pela unanimidade dos deputados do Parlamento Autónomo da Galiza, representa uma mudança significativa na orientação da política linguística e na estratégia global da Comunidade Autónoma galega, que precisa de concretização através de ações do governo e da imprescindível colaboração da sociedade civil.

"Durante os últimos séculos, todo o esforço de relacionamento e aproximação linguística e cultural da Galiza em relação aos países de língua portuguesa foi realizado por personalidades e entidades da sociedade civil"

Durante as últimas décadas, e poderíamos dizer durante os últimos séculos, todo o esforço de relacionamento e aproximação linguística e cultural da Galiza em relação aos países de língua portuguesa foi realizado por personalidades e entidades da sociedade civil, em condições de escasso ou nulo apoio político. Estamos agora numa nova etapa em que essa experiência, esse caminho e discurso de integração no espaço lusófono é recolhido e legitimado institucionalmente, politicamente.

A base deste sucesso reside no trabalho do movimento lusófono galego, e mais recentemente nas mais de 17 000 assinaturas de cidadãos que apoiaram a Iniciativa Legislativa Popular Valentim Paz-Andrade. Apresentada com grande sucesso pelo porta-voz da Comissão Promotora da ILP, José Morell, foi aprovada pela unanimidade dos deputados para tramitação no Parlamento da Galiza, em 8 de março de 2013. Aceite o texto inicial, num segundo momento foi preciso chegar a um entendimento sobre a redação definitiva da lei. O governo e o grupo parlamentar do Partido Popular que o sustenta decidiu, em outubro de 2013, negociar o texto diretamente com os promotores da iniciativa em representação dos assinantes, da sociedade civil. Nesta negociação procurou-se recolher, quanto possível, as propostas dos grupos da oposição, PSdeG, AGE e BNG, apresentados formalmente através de emendas ao texto originário. Também foi tido em conta o ponto de vista dos representantes de algumas instituições culturais tradicionalmente contrárias à lusofonia galega, de forma que não ficassem excluídas do acordo político.
Desta forma, num processo de consultas e diálogo que se prolongou durante vários meses, a Comissão Promotora da Iniciativa Popular Valentim Paz-Andrade, com a colaboração ativa e discreta de todas as partes implicadas, logrou o mais amplo consenso possível, pondo de acordo o governo e os grupos da oposição numa unanimidade infrequente.

"A negociação converteu os promotores da lei Paz-Andrade e, em definitivo, as entidades lusófonas galegas, em interlocutores de facto e cooperadoras necessárias na aplicação da Lei".

A negociação converteu os promotores da lei Paz-Andrade e, em definitivo, as entidades lusófonas galegas, em interlocutores de facto e cooperadoras necessárias na aplicação da Lei. A Comissão Promotora, com o apoio de personalidades da cultura e o assessoramento das associações lusófonas galegas, entre as quais a AGLP elaborou, durante o verão de 2013, um Parecer sobre as possíveis linhas de atuação a desenvolver na aplicação da lei. Foi apresentado pelo nosso colega Joám Evans Pim em outubro de 2013 na II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, realizada na Universidade de Lisboa, e entregue ao governo galego e grupos do Parlamento Autónomo, recebendo uma excelente acolhida. O documento, disponível na Rede, inclui algumas das medidas que o governo autónomo poderia aplicar nos próximos tempos nas três áreas de intervenção dispostas na lei: a) Introdução do ensino do português no sistema escolar galego; b) Produção, intercâmbio e divulgação de produtos audiovisuais em português nas televisões e rádios da Galiza; c) Participação da Galiza em foros internacionais de língua portuguesa, como os da CPLP.

A Lei, aprovada por unanimidade dos deputados em março de 2014, foi publicada no Diário Oficial da Galiza em 8 de abril e posteriormente no Boletim Oficial do Estado espanhol, entrando em vigor sem que o governo de Madrid tenha apresentado reparo algum ao seu conteúdo, o que constitui outra prova da abrangência do consenso que esta iniciativa tem gerado.

Do ponto de vista das políticas linguísticas no Estado espanhol, é o único caso em que uma Comunidade Autónoma aprova uma lei para promover uma língua de um estado vizinho que é, também, língua oficial em outros 8 estados geograficamente situados em todos os continentes. Contudo, dizer isto é ficar muito aquém da intenção do legislador e do significado do texto, pois a própria lei, no seu preâmbulo, reconhece a singular relação entre a variedade portuguesa e a variedade galega da língua comum, assinalando o facto de existir uma fácil “intercompreensão” entre os falantes de aquém e além Minho. Ficou estabelecida, deste modo, uma fórmula de compromisso aceitável por todas as partes que não acarreta mudanças na legislação vigorante, amparando a promoção da língua portuguesa nas “competências em línguas estrangeiras” da Comunidade Autónoma Galega.

"É o único caso em que uma Comunidade Autónoma aprova uma lei para promover uma língua de um estado vizinho que é, também, língua oficial em outros 8 estados geograficamente situados em todos os continentes".

Aceite este princípio, com um consenso alargado a todas as forças políticas e administrações implicadas, estamos certos que este passo legal facilitará a criação das fórmulas institucionais para que o amplo abano de associações e instituições culturais e cívicas lusófonas da Galiza possam desenvolver em pleno todas as suas potencialidades, e a sociedade venha tirar proveito da nossa língua comum como instrumento eficaz de comunicação e vertebração nacional.

A situação faz virar a atenção para diversos reptos, dificuldades e carências que se abrem nesta altura. É preciso perceber adequadamente a relação da língua portuguesa com os cidadãos galegos. Atendendo à realidade social, sabemos que podem existir vários tipos de motivações para aprender o português padrão. Enquanto para alguns é adquirir conhecimentos da língua nacional da Galiza, que lhes permite usar o galego com plenitude, para outros será uma língua de relação instrumental, laboral ou cultural. Todos são legítimos e coexistem na nossa sociedade. Uma grande maioria se aproxima do português com um nível alto de compreensão prévia, por conhecimento da variedade galega. Poderíamos dizer que, em termos gerais, os galegos não começam no grau zero, mas no nível intermédio. Dar aulas de português padrão na Galiza não é o mesmo que ministrar noutras latitudes linguísticas. Os docentes conhecem este facto e são conscientes da necessidade de adaptar os manuais escolares ou criar uns novos, específicos, para os nossos estudantes.

Por outro lado, a ninguém escapa que o período de políticas antilusófonas, desenvolvidas durante os últimos 30 anos pelos sucessivos governos autónomos, criou uma rede de interesses que, nesta altura, manifesta uma evidente resistência à mudança, resultando difícil de ultrapassar no curto prazo. Será preciso tê-lo em conta e fazer uma gestão apropriada desta questão.

"Precisa-se entender que a norma galega se insere no português europeu e dentro dos critérios aprovados pelo Acordo Ortográfico de 1990, mas apresenta características próprias na pronúncia, léxico, algumas formas verbais e, em geral, uma maior proximidade do antigo galaico-português".

A necessidade de promover uma norma do português galego, ideia até agora restrita a poucas entidades, começará a ter em breve uma maior audiência pela força do desenvolvimento dos factos. Precisa-se entender que a norma galega se insere no português europeu e dentro dos critérios aprovados pelo Acordo Ortográfico de 1990, mas apresenta características próprias na pronúncia, léxico, algumas formas verbais e, em geral, uma maior proximidade do antigo galaico-português. A articulação de fórmulas para a participação galega nos foros internacionais da língua portuguesa leva consigo esta opção que, como oportunidade, se revela também de grande versatilidade discursiva, entre a unidade gráfica e o necessário reflexo de traços identitários da Galiza. A este respeito, cabe lembrar que a utilização do português padrão em foros internacionais é cada vez mais normal entre os representantes políticos eleitos, como se tem evidenciado no Parlamento Europeu, e não só.

A recente revisão, ampliação e adaptação do Dicionário Estraviz ao Acordo Ortográfico, verdadeiro dicionário galego da língua portuguesa, com o apoio da AGAL, a Fundação Meendinho e a AGLP, é mostra da capacidade para contribuir de forma coordenada eficaz e atual a este património comum. Com 130 000 entradas é o maior dicionário produzido na Galiza, sendo atualizado diariamente. Em breve o Vocabulário Ortográfico Galego, em cuja elaboração está trabalhando uma comissão da AGLP sob a direção do académico Carlos Durão, com um número similar de entradas, virá completar o perfil lexicográfico galego.

A mudança que se está a operar na Galiza, com a aprovação da lei Paz-Andrade, não pode deixar indiferentes as instituições da CPLP nem os governos representados. Especialmente Portugal, que tem, nesta altura, uma dupla responsabilidade. Os redatores da lei Paz-Andrade quiseram manter e consolidar um dos signos mais enraizados na tradição da cultura galega, assinalando Portugal como sócio preferente da Galiza. Um privilégio que, em ocasiões, não tem encontrado correspondência em determinados governos portugueses. São umas relações alicerçadas no intercâmbio cultural que, desde meados do século XIX se vem produzindo entre intelectuais galegos e portugueses, e que, no nosso entender, ninguém tem direito a dilapidar.

Vistos os factos e consideradas as condições atuais, podemos dizer que a posição galega no contexto da língua portuguesa foi representada até agora por entidades privadas, da sociedade civil e de cariz claramente reintegracionista, participando em numerosos eventos de âmbito cultural ou académico, estabelecendo relações perduráveis, criando iniciativas transfronteiriças, tecendo relações e amizades. Em breve serão também outros atores, como o Governo Galego, a manter uma posição e um discurso institucional público em relação à língua portuguesa. Não é previsível que esta coincida com a da Academia Galega da Língua Portuguesa, pois aquele tem outros compromissos e atende outros critérios, menos técnicos, mais políticos. Contudo o interesse geral aponta para a necessidade de manter esta colaboração mútua, já solicitada e confirmada publicamente pelo Secretário-Geral de Política Linguística do governo autónomo, durante a sua intervenção no Seminário que sobre a Lei Paz-Andrade organizou a AGLP em Santiago de Compostela em 26 de junho de 2014.

"Contudo o interesse geral aponta para a necessidade de manter esta colaboração mútua, já solicitada e confirmada publicamente pelo Secretário-Geral de Política Linguística do governo autónomo"

O grande repto que temos pela frente é manter a coordenação entre todos os atores galegos, o que reforçaria esta posição já conhecida e elaborada durante as últimas décadas por diversos agentes culturais, universitários e intelectuais galegos no espaço da língua portuguesa.

A estratégia da Galiza no processo de aproximação da Lusofonia beneficia desta tradição consolidada, do facto de fazer parte do território originário da língua comum, da sua localização geográfica, da longa tradição de país com vocação marítima e atlântica, das amplas redes tecidas pela emigração nos quatro cantos do mundo, da ausência de conotações históricas negativas no imaginário coletivo dos falantes de português, e de ser um espaço com um alto nível económico e de desenvolvimento humano próximo da média europeia, o que poderá resultar atraente para os países emergentes e em vias de desenvolvimento.

A Galiza conta, portanto, com uma boa posição de partida, com vantagens claras que deverá saber maximizar, mesmo em relação a outros atores próximos, no desejável horizonte de um relacionamento triangular estável entre a Europa, América e África, sem esquecer Timor, Macau e os territórios de língua portuguesa da Ásia.

Comunicação ao XXII Colóquio da Lusofonia - Seia, Portugal

29 setembro de 2014
Comentarios (0) - Categoría: Opinión - Publicado o 15-10-2014 19:29
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Hai remedio para o descenso no uso do galego?
Praza Pública

Miguel Pardo | @depunteirolo

O estudo máis recente sobre a situación do galego elaborado polo IGE volve traer malas noticias para a lingua propia, que xa non é a habitual da maioría da poboación. Os datos amosan que, no período comprendido entre 2001 e 2011, as persoas que din falar "sempre" galego caeron trece puntos.



Os falantes habituais de galego pasan de achegarse ao 60% a non acadar nin o 45% en tan só dez anos

Na anterior vaga deste estudo o 57% da poboación do país tiña o galego como lingua de uso cotián. Mentres, o 30% sinalaba que o empregaba "ás veces" e o 13%, nunca. Unha década despois os falantes habituais de galego pasan de achegarse ao 60% a non acadar nin o 45%. Concretamente, quen usan "sempre" o idioma propio de Galicia son o 44% do total, mentres que é falado "ás veces" polo 45% da poboación e "nunca", polo 11%. A Xunta, ante esta nova estatística, presume de datos e "valora positivamente" o leve incremento do bilingüismo. Non obstante, expertos e grupos activistas pola normalización advirten da precaria situación da lingua propia e volven reclamar medidas que freen a deriva.

"Hai remedio", coinciden todos os expertos e colectivos consultados por Praza, que cren que malia que á sociedade tamén lle queda por facer, pouco se poderá avanzar se a Administración autonómica non cambia a estratexia da súa política lingüística e a súa posición de "desprestixio" cara á lingua propia. Un discurso prexudicial liderado polos actuais xestores da Xunta, que accederon ao poder difundindo "unha mentira e unha falacia" que falaba dunha "imposición do galego" tan irreal e surrealista como volven demostrar os últimos datos estatísticos.

"Noutros tempos, polo menos había unha política de prestixio do idioma, pero agora nin tan sequera hai iso", di Xosé Luís Regueira

"Remedio ten, pero outra cousa é que sexa fácil. Desde logo, a política lingüística seguida pola Xunta non está tratando de poñerlle remedio á situación, senón deixando a cousa ir, mantendo unha mínima e precaria alimentación para a lingua", di Xosé Luís Regueira, catedrático de Lingua Galega, membro do Instituto da Lingua Galega e académico da RAG. "Noutros tempos, polo menos había unha política de prestixio do idioma, pero nin iso hai agora. Trátase de deixa ir, sen máis", insiste.

Xabier P. Docampo, escritor e membro de Prolingua, tamén cre que a caída no uso do galego ten solución. "Remedio teno todo, pero é cuestión de vontade política. Do mesmo xeito que a situación actual é provocada por decisións políticas, estas tamén son reversibles", asegura quen cre que todo pasa "por esa vontade de poñer algo tan sagrado para unha nación como é o idioma por riba de rifas partidarias; trátase de conseguir ese consenso que manteña viva a lingua, porque é de todos e non pode ser materia de continua liorta sobre quen é maís amante do galego ou máis rexeitante del".

"Todo é cuestión da vontade política para poñer algo tan sagrado como o galego por riba de rifas partidarias", di Xabier P. Docampo

"O que fai falta é que haxa implicación do Goberno galego para, a partir de aí, ir poñendo as cousas no seu sitio para que se produza un cambio na sociedade que poida repoñer o idioma no lugar que lle corresponde", engade Marcos Maceira, presidente d'A Mesa pola Normalización Lingüística, que cre que "se pode reverter a situación" e que advirte de "exemplos como o catalán, o vasco ou mesmo o aranés" que o demostran. "Claro que ten remedio e non sería o primeiro caso no que unha lingua nun territorio concreto recupera falantes", coincide tamén Miguel R. Penas, presidente da Associaçom Galega da Língua (AGAL).

"É necesario mudar as estratexias normalizadoras, que deben ser converxentes co galego que se fala fóra de Galiza", cre a AGAL

"É necesario mudar as estratexias do proceso normalizador, tamén por suposto da Administación", insiste Penas, que cre que esa nova estratexia "debe ser converxente co galego que se fala fóra da Galiza". "Non cremos que sexa a variña máxica, pero si que pode ser unha axuda e un elemento dinamizador moi importante, aínda que ten que haber máis", insiste.

O dano do discurso da "imposición"

Todos eles coinciden en que o primeiro paso ten que pasar, obviamente, pola política lingüística que xorde do Goberno autonómico. "Claro que a sociedade ten que mellorar, pero a súa actitude é tamén un reflexo das políticas que se fan desde a Xunta", lembra Marcos Maceira, que advirte da "situación total de desprestixio e de non uso" que fomenta o Executivo. "Na medida na que se actúa doutra maneira, a cidadanía tamén está máis viva para defender o idioma; o que ocorre coa lingua é tamén un reflexo da frustración do pobo galego en moitos outros ámbitos", reflexiona nun discurso coincidente.

"A sociedade ten que mellorar, pero a súa actitude é un refelxo das políticas da Xunta", asegura A Mesa

"A sociedade ten que cambiar tamén, pero o que é demostrable é que a sociedade é totalmente educable e ten que saber cal é o valor da lingua; aqueles que teñen o deber de rexer o idioma teñen que poñérllelo de fronte á xente, explicarlle cales son as razóns para fomentar e defender o idioma", asegura Xabier P. Docampo, que cre que "máis aló de que cadaquén teña a liberdade falar o que queira", a Administración "ten a obriga de defender a lingua propia".

Xosé Luís Regueira vai incluso máis aló. "Estamos centrándonos moito no ensino, pero ese non é o único remedio, senón un elemento importante do que depende que a poboación teña competencia lingüística en galego (e que cada vez é menor)", di o académico, que aclara que o feito de que "a xente sexa bilingüe" non quere dicir "que vaia usar o galego". "Só o fará se o necesita. Cal é a motivación que unha persoa ten para falar galego? Pode ser ligar, acceder a un posto de traballo ou incluso ser moderno, pero se a propia Xunta desprestixia o idioma, reduce ou limita o seu uso na escola ou non exixe aos funcionarios que o teñan que saber, para que se vai esforzar a xente?", asegura.

"Cal é a motivación dunha persoa para falar galego se a propia Xunta desprestixia o idioma?", pregúntase Xosé Luís Regueira.

Porque todos os consultados coinciden no "dano" que fixo o discurso liderado por Feijóo e o seu partido antes de que o PP recuperase o poder. "Segue tendo efectos; había moita xente contraria á normalización do galego que non se atrevía a dicilo, pero a Xunta deulles voz, altofalantes e portadas", engade Regueira, que lembra que se "creou un discurso de que o galego non era necesario, de que só estaba ben para certas cousas". "Iso prendeu e continúa a ter efectos de desprestixio... Aquela certa recuperación do prestixio do idioma está freada e as que se descomplexizaron foron as ideoloxías antigalegas", insiste.

"Cando algo se fundamenta en mentiras, algo que sabían perfectamente, acaba por derrubarse. Isto foi o que lles pasou", di Xabier P. Docampo cando lembra aquela campaña da "imposición", as manifestacións contra a normalización do galego e o "tres ao caldeiro". "Aquilo era unha falacia e unha mentira que é continuamente desmontada pero que xa desmente o feito de que haxa case 500 disposicións xurídicas para favorecer o castelán e escasas para o galego que nin tan sequera se aplican", defende Marcos Maceira, que veu naquela falsa propaganda algo positivo. "Houbo resposta social; a pesar de todo, a maioría dos galegos sabían e saben que a situación do idioma propio é de inferioridade".

"Temos dúas linguas útiles e das de maior puxanza no mundo e unha delas non a aproveitamos"

"Todo o mundo ten a opinión xeral de que o bilingüismo é bo e nós apoiámolo, pero a idea que se intentou transmitir é que o castelán estaba en período de extinción cando a realidade mostra que é exactamente o contrario", di Miguel R. Penas, que aclara que "de dúas linguas que temos, útiles e das de maior puxanza no mundo, unha non a aproveitamos" e que, malia todo, ve "moitas actitudes positivas cara á lingua e tamén cara ao reintegracionismo". "Teño esperanzas, pero o que nos falta é unha Administración que aposte decididamente polo galego e polo galego cunha estratexia que o faga unha lingua extensa e útil", asegura.

"Na sociedade, a pesar de todo, hai interese de moita xente para dar o paso e falar o galego, tal e como se vía nas multitudinarias mobilizacións a prol da lingua, onde había xente que falaba español pero que é posible que dea o paso no futuro. O que non ten son condicións que faciliten ese paso e a sociedade debe responder, pero sen as condicións axeitadas non é posible", reflexiona Marcos Maceira.

"Aplicar de verdade o PXNL sería un grande avance respecto do que había e do que hai hoxe"

Xosé Luís Regueira cre que "un primeiro paso" para frear a caída do galego sería "aplicar de verdade o Plan Xeral de Normalización Lingüística". "Aínda sendo escaso e voluntarista, atacaba distintos ámbitos e sería un grande avance respecto do que había e do que hai hoxe; todo depende da vontade política por levalo a cabo", insiste. "Houbo casos peores nos que as linguas se recuperaron, pero a sociedade debe rearmarse", completa o presidente d'A Mesa, que advirte que os datos da enquisa do IGE "poden ser aínda peores" do que mostran, pero que "mentres haxa persoas que loiten polo galego, sempre haberá posibilidades de reverter a situación".

"A estatística é enganosa porque quen di que usa as dúas lingua pode ser aquel que di 'riquiño' ou o que de cando en vez di algo en español", aclara Xabier P. Docampo, que coincide con Regueira en que "as contestacións da xente tamen varían segundo as percepcións sociais da lingua". "Nin antes a realidade era tan boa nin agora é tan mala", di. "O que é evidente é que entre os máis novos, sobre todo nas cidades, a porcentaxe de uso do galego é ínfima e habería que ver a calidade dos usos desa xente moza que se di galegofalante... Claro que pode ser peor", engade Miguel R. Penas.

E malia todo isto, todos os consultados en que "hai remedio". Unha solución que pasa por moitas cousas, pero que non poderá ser de non acabar o Goberno galego coa súa política de inacción e de "desprestixio cara ao galego". A mesma Xunta que, logo de analizar os resultados, conclúe en "valoralos positivamente".
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 15-10-2014 17:45
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A poboación monolingüe en galego, menos do 50% por primeira vez na historia
Sermos Galiza

Os dados proporcionados polo IGE apuntan un retroceso de 13 puntos na última década, porén, a Xunta valora positivamente a situación lingüística en Galiza.


O número de persoas que se declaran monolingües en galego sitúase, por vez primeira na historia, por baixo do 50% da poboación. Esta é a cifra que deita a enquisa elaborada polo Instituto galego de estatística (IGE) a partir dun estudo sobre as condicións de vida das familias galegas.

No concreto, o IGE cifra no 43,8% a porcentaxe de galegofalantes, maiores de 5 anos, no 2011. Unha cifra que contrasta co 56,84% que se declaraba monolingüe en galego dez anos antes. Segundo o estudo publicado, Galiza perdeu na última década 311.294 falantes na lingua de seu.

En 2001 o 56,84% da poboación, en 2011 só o 43,8% é monolongüe en galego. Isto é, 311.294 persoas menos

Os dados deveñen dun proceso de substitución lingüística favorábel ao español pois a redución no número de monolingües en galego resulta dun notábel incremento das persoas que din empregar maioritariamente a lingua de Castela. Ora ben, o IGE sinala unha lixeira redución no número de persoas que declaran usar unicamente o castelán e "nunca" recorren ao galego. Fronte ás 332.791 que facían tal afirmación en 2001, en 2011 son 287.837 as que se definen monolingües en español. Isto é, aproximadamente dous puntos de diferenza.

Por comarcas, as zonas rurais de Lugo e Ourense continúan a situarse como os espazos onde a lingua propia goza de mellor saúde. Así, nas comarcas da Fonsagrada, A Terra Chá e Meira a porcentaxe de monolingües en galego sitúase por riba do 80%. O mesmo acontece nas ourensás Viana e a Limia. Pola contra, o eixo atlántico continúa a ser a faixa de territorio máis desgaleguizada --a excepción dalgunhas comarcas como A Costa da Morte.

Por cidades, tamén Lugo e Ourense son os lugares con maior número de galegofalantes. En troca, Pontevedra, Vigo, A Coruña e Ferrol amósanse como os espazos onde o castelán conta con máis presenza.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 14-10-2014 22:58
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I Certame Literario Carmela Loureiro
Comentarios (0) - Categoría: Actividades - Publicado o 12-10-2014 15:11
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Bases para o I Certame Literario Carmela Loureiro
Comentarios (0) - Categoría: Actividades - Publicado o 12-10-2014 15:09
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A Xunta dálle case 150.000 euros a La Voz por utilizar un 5% de galego
La Región tamén recibe 35.000 euros para “potenciar o uso do idioma galego”. O Goberno galego xa lle dera case 200.000 euros a outros grandes medios.

Galicia Confidencial - 10/10/2014


A Xunta segue destinando miles de euros para manter os grandes medios de comunicación. Unhas veces son convenios publicitarios coas súas consellerías, outros a través da Secretaría Xeral de Medios, outros a través do IGAPE e outros para que publiquen, cando menos, un 5% do seu contido en galego.

E, desta volta, é a Consellería de Educación a que decidiu asinar dous convenios con La Voz de Galicia e La Región para “potenciar o uso do idioma galego”. Unhas subvencións que, pola contra, non reciben os medios en galego.

De feito, o xornal de Santiago Rey recibe 149.000 euros para potenciar o galego que só se emprega no 5% do xornal e, principalmente, nos artigos de opinión. É dicir, por colaboradores alleos ao medio e non por xornalistas do Grupo Voz.

Esta cantidade é moi superior a que recibiron, por exemplo, este ano, as empresas xornalísticas que se desenvolven en galego, a maior parte das cales, están excluídas deste tipo de axudas e convenios.

Non é só La Voz de Galicia quen recibe cartos neste convenio de colaboración coa Consellería de Cultura, Educación e Ordenación Universitaria para potenciar o uso do idioma galego. Tamén o Grupo La Región, a través dos xornais La Región e Atlántico Diario, perciben 35.000,00 euros.
Outros 200.000 euros a outros medios

A estes cartos hai que xuntarlles, os case 200.000 euros que Educación destinou no primeiro semestre a grupos como Prensa Ibérica –Faro de Vigo e La Opinión de A Coruña--, Editorial La Capital – El Ideal Gallego, Diario de Ferrol, Diario de Bergantiños e Diario de Arousa--, Grupo El Progreso –AGN e El Progreso-- ou a Agencia EFE.

Así, o Grupo El Progreso recibiu 103.000 euros; 60.000 para El Progreso e 43.000 para AGN. Este grupo mediático é o único que utiliza o galego, pero só na súa páxina Web, non así no xornal en papel ou no seu servizo de noticias. Pola súa banda, Faro de Vigo, que escasamente emprega o galego, percibe 40.000 euros, e o outro medio do grupo Prensa Ibérica, La Opinión de A Coruña, 30.000. O Grupo La Capital, que acaba de impulsar un novo ERE nos seus tres medios, tamén recibe 8.220 euros, mentres que a Agencia EFE, 23.000.
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A saúde do galego, dez anos despois
Galicia Hoxe - PABLO VAAMONDE

(Texto escrito a petición de Prolingua, para conmemorar os dez anos do PXNLG).


Semella que foi onte e xa van aló dez anos. O Plan Xeral de Normalización da Lingua Galega (PXNLG), no que tiven a honra de participar, foi aprobado por unanimidade no Parlamento galego en setembro de 2004. É, con certeza, un dos feitos máis positivos dos sucesivos mandatos de Manuel Fraga ao frente da Xunta de Galicia. Houbo quen prognosticou, xa na década dos setenta do pasado século, que o galego morrería antes de que pasasen trinta anos. Trabucouse, por fortuna, e o galego, malferido e atacado nos últimos tempos, resiste en moitas capas da sociedade. Segue a ser unha lingua viva e aínda maioritaria, que usamos a diario miles de persoas. Pero hai un serio problema: o seu uso é cada vez menor nas novas xeracións urbanas. Debemos traballar todos para evitar o lingüicidio, e nesa tarefa os sanitarios temos un papel importante para mellorar a saúde do noso idioma.

Houbo un desenvolvemento lexislativo, despois da morte do dictador, que favoreceu a recuperación do galego. A Constitución de 1978, o Estatuto de Autonomía (1981), a Lei de Normalización Lingüística (Lei 3/1983) e o citado PXNLG (2004) foron avances moi importantes. A maiores do avance normativo houbo outros elementos moi positivos para revitalizar o idioma: a existencia de medios de comunicación en galego (TVG, radio e prensa escrita), o Xabarín e o Luar (elementos galeguizadores onde os haxa) e a perseverancia incombustible dos colectivos que traballan a prol da lingua e de boa parte da comunidade educativa, que non cesan no seu labor a pesar dos atrancos impostos desde o poder.

No ámbito sanitario o galego está practicamente ausente. Sobrevive nos centros de saúde do medio rural, mais nos centros urbanos e nos hospitais a presenza da nosa fala é residual. No PXNLG rercórdase que “calquera manual deontolóxico dirá que o primeiro que precisa un enfermo é sentirse acollido de maneira personalizada. Neste caso, acollido na súa propia lingua, ese código lingüístico que leva directamente á afectividade da persoa que se quere auxiliar”.

Mais en Galicia dáse o fenómeno da ocultación da propia lingua: o paciente galegofalante inicia o contacto co médico en castelán, pois supón que ese é o seu idioma e pretende instalarse nese territorio lingüístico para facilitar a súa axuda profesional. É preciso, tal como reflicte o PXNLG, que os profesionais fagamos unha oferta positiva. Debe ser o profesional sanitario, de calquera nivel asistencial, “quen realice o camiño de aproximación lingüística ao paciente e non ao revés”. Tamén se recorda no PXNLG que a utilización da lingua galega na área médica contribúe a desbloquear o galego e a impulsar o seu uso mesmo noutras áreas pola elevada consideración social que teñen os servizos sanitarios favorece que as medidas de normalización do galego que neles se poñan en práctica resulten exemplares e teñan un impacto positivo na poboación, así como polo gran número de contactos que os cidadáns teñen co sistema sanitario, que multiplica o rendemento das actividades de promoción do idioma que se efectúen no dito sector.

A sanidade é clave para o mantemento e a recuperación do idioma galego e os profesionais debemos implicarnos nesta tarefa pois debemos garantir que ninguén se sinta discriminado polo uso do idioma e porque o uso compartido da lingua favorece a empatía e o entendemento entre o doente e o sanitario. A implicación dos profesionais é clave, e tamén a Administración sanitaria debe apoiar o uso do galego nos servizos de saúde. Mais cómpre recoñecer que a porcentaxe de profesionais comprometidos co galego é baixa e que a Administración amosa, cada vez con máis descaro, o seu absoluto desprezo polo idioma. A chegada ao poder de Núñez Feijoo en 2009 (que alimentou o inexistente conflito lingüístico para conseguir rédito electoral) provocou un grave retroceso na galeguización do sector e freou as tímidas medidas impulsadas polo goberno de Pérez Touriño.

Os altos cargos de Sanidade e dos hospitais empregan a cotío o castelán, agás honrosas excepcións. A documentación interna dos centros sanitarios e as aplicacións informáticas non usan o galego como idioma principal. E todo esto sucede mentres segue vixente a Instrucción 11/2005 sobre o emprego do galego nos documentos da Consellería de Sanidade e do Sergas, na que se establece con claridade que “deberá empregarse o idioma galego nas comunicacións escritas, orixinais ou normalizadas, que se produzan nos ámbitos de actuación da Consellería de Sanidade e do Sergas”.

O PXNLG fai unha análise da situación do idioma na sanidade, delimita os puntos fortes e débiles do galego no sector e propón unha serie de obxectivos e medidas a implementar para procurar a recuperación e potenciación do galego neste ámbito. Non se restrinxe só á relación médico-paciente nin á actividade asistencial pública e privada, senon que tamén explicita medidas aplicables non ámbitos da Farmacia, a Veterinaria, os Colexios profesionais e os centros de formación. Todas as medidas propostas son factibles e viables, con baixo custo e grande rendibilidade para a potenciación do idioma. Mais falta o principal: a decisión política. O actual goberno non impulsa medidas de mellora do idioma senon todo o contrario. Esa dinámica provoca que o galego estea cada vez menos presente nas actuacións públicas da Administracion sanitaria e na vida cotiá dos centros sanitarios. Tamén ten unha presenza residual nos Colexios profesionais e nas Facultades de Medicina, Veterinaria e Farmacia.

Ante esta situación de parálise un grupo de sanitarios crearon en 2011 a Irmandade da Sanidade Galega (ISAGA) que ten o propósito de recoller as propostas do PXNLG e impulsar unha rede crecente de profesionais comprometidos coa lingua para promover actuacións dirixidas a recuperar a presenza do galego no mundo sanitario. En liña co PXNLG reclamaron á Administración sanitaria, por medio dun manifesto, que se cumpla a Instrución 11/2005, de forma que o idioma galego figure en toda a sinalización interna e externa dos Centros Sanitarios, e que a documentación escrita elaborada nos Centros Sanitarios para usos internos e externos (circulares, notas interiores, folletos, follas de instrucións, formularios, etc.), sexa redactada integramente en galego.

Tamén solicitan da Administración que nos servizos de recepción e de atención ao usuario de todos os centros sanitarios de Galicia, o saúdo e o primeiro contacto cos usuarios (telefónico ou de presenza física) se faga sempre en galego, que sexa a lingua inicial e preferente nos soportes informáticos e nos programas utilizados nos centros sanitarios e administrativos do Sergas, e que os directivos do Sergas utilicen a cotío o noso idioma no desempeño do seu labor e nas comparecencias públicas.

Fíxose entrega pública deste documento ao representante da Administración sanitaria no transcurso da III Asemblea anual de ISAGA, celebrada en novembro de 2013 na sede da Real Academia de Medicina e Cirurxía de Galicia. Ainda non houbo resposta.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 07-10-2014 09:32
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O galego é unha das 26 linguas máis usadas nas redes sociais
O emprego nos novos soportes tecnolóxicos do idioma de Galicia acada un posto relevante entre as 6.000 linguas censadas.

NACHO BLANCO - Redacción / La Voz 05 de octubre de 2014


A lingua galega ten percorrido en Internet. Cada vez son máis os usuarios que empregan esta plataforma para verter as súas ideas, inquedanzas ou ben para socializar nun universo cada vez máis global. O galego está vivo na Rede. De feito, é unha das 26 linguas máis empregadas nas redes sociais entre máis de 6.000 idiomas censados. Elo non significa que o número de galegofalantes haxa medrado, senón que a actividade dos usuarios que falan a cotío en galego nos novos soportes de comunicación incrementouse considerablemente nos últimos anos.
Esto despréndese dos datos ofrecidos onte en Santiago de Compostela co gallo dun encontro ibérico de Tradutores de Software Libre e Linguas Minorizadas ao que asistiu o secretario xeral de Política Lingüística, Valentín García, quen veu de subliñar que os galegos son moi activos nas tecnoloxías da comunicación. Dito encontro reuniu a 35 especialistas, os cales coincidiron en que, sen dúbida, o futuro das linguas «vaise xogar no eido das novas tecnoloxías». Os expertos adiantaron os retos aos que as linguas minorizadas deben enfrontarse e o seu papel nas redes sociais.
Valentín García ve como un paso adiante e imprescindible a traducción ao galego do software libre. Un salto que constata xa bos resultados, como é no caso de programas como Modzilla, Debia, Apache OpenOffice ou Firefox, que inclúen o galego como opción.

Retos e problemas
Entre os retos que estudaron nestas xornadas está o de atopar para o galego na Rede un léxico axeitado, especialmente para aquelas palabras novas para as que non existe aínda equivalencia lingüística na lingua galega. É o caso de selfie, que tradúcese por unha palabra de cheiro antigo: autorretrato; ou os usuarios optan por manter a súa grafía inglesa.
O galego tampouco é alleo á teima de atopar recursos de tipo técnicos para conceptos empregados por colectivos de profesionais como médicos ou avogados, cunha terminoloxía propia e moi suxeita a neoloxismos ou latinismos respectivamente. Daí que os especialistas reunidos onte en no centro de Novas Tecnoloxías de Galicia apoien unha traducción de terminoloxía técnica que subsane as deficiencias, segundo manifesta un dos coordinadores deste encontro, Miguel Anxo Bouzada.
Ademáis desta problemática de adpatación lingüística -común tamén e outros idiomas- os expertos salientaron a carencia de infraestruturas coas que avanzar nas redes sociais.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 05-10-2014 10:17
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Sermos Galiza - Sexta feira, 03 de Outubro do 2014.

O Consello de Europa envía o seu Comité de expertos para avaliar a situación do galego
O Comité de expertos do Consello de Europa estudará na Galiza o cumprimento da Carta Europea das linguas. A Mesa presentará un informe negativo e a CTNL denuncia a súa exclusión.


O Comité de expertos do Consello de Europa reunirase esta segunda feira con diversas entidades e colectivos co fin de obter informacións e opinións sobre o grao de cumprimento da Carta Europea das linguas no caso do galego, despois de que o anterior informe fora claramente negativo para o goberno da Xunta. A Mesa xa avanzou que lle trasladará na xuntanza os incumprimentos en ámbitos como o ensino, a xustiza, a administración ou as relacións económicas e servizos sociais. “É importante pór en evidencia que o Estado español e a Xunta de Galiza incumpren sistematicamente os tratados internacionais en materia lingüística”, sinala o seu presidente Marcos Maceiras.

O Comité de expertos examinará dos anos 2010 a 2013 e contrastarán a información aportada polo Estado para a elaboración dun informe que terá que pasará posteriormente ao Consello de Ministros do Consello de Europa. Os anteriores informes evidenciaron o incumprimento da Carta Europea no caso galego, de maneira especial no ámbito do ensino onde defendía que tiña que “ofertarse unha educación predominantemente en galego” así como na xustiza e na administración pública.

“O desprezo do Estado e da Xunta polas linguas diferentes da española, en particular á galega, está nos máis altos niveis da historia autonómica, malia estaren comprometidos por tratados europeos como a Carta Europea das Linguas, que xuridicamente forma parte do corpo constitucional do Estado”, sinala Marcos Maceira presidente da Mesa, entidade que está a ultimar un informe para entregarlle ao Comité de Expertos na xuntanza da segunda feira.

A CTNL denuncia exclusión

Pola súa banda, a Coordinadora de Traballadores/as de Normalización da Lingua (CTNL) vén de denunciar que o Comité de Expertos non vai ter en conta o coñecemento e a visión de quen traballa de maneira continuada no proceso de normalización lingüística en Galiza.

Lamentan que o Comité, que se reunirá con diversas entidades públicas e colectivos sociais, non convocase á CTNL e o seu presidente, Nel Vidal, cualifica o feito como “un erro que empobrece o informe” xa que, ao seu ver, técnicos e técnicas poderían aportar datos, opinións e valoracións que farían que o documento final fose máis “completo e obxectivo”. A Mesa expresou tamén o seu malestar por non ter convocado outras entidades en defensa da lingua.

Con respecto ao informe previo elaborado polo Estado, a CTNL denuncia que, con respecto ao galego, “non recoñece practicamente ningún problema e pinta unha situación case ideal, moi afastada da realidade». Ao igual que a Mesa, lembran que o anterior informe era “tremendamente crítico co goberno galego e denunciaba múltiples incumprimentos deste con respecto á lingua propia, mais a situación aínda foi a peor pois a acción da Xunta con respecto ao galego é de desleixo e desprotección”, din.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 03-10-2014 12:47
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‘Te o digo eu’: 1 de outubro, Día do Orgullo Neofalante
Sermos Galiza

Na data de nacemento de Andrés do Barro, AGAL chama os e as ‘neos’ a presumir de idioma (galego) malia falalo 'daquela maneira'.


É o día para dicir sen enroibar ‘te o digo’, ‘que díxenche’ ou ‘me o dis ou me o contas’. O 1 de outubro, Día do Orgullo Neofalante. Sen medo, sen complexos. Botar a lingua a pacer sen importar colocación dos pronomes, se o xis se pronuncia como ese ou se non se acerta unha. Das vogais abertas e pechadas xa nin falamos.

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) promove a celebración do Dia do Orgulho Neofalante. A escolla da data débese ao aniversario do nacimento do cantor Andrés do Barro, designado hai varios anos por diferentes colectivos como símbolo das persoas neofalantes de galego.

As galegas e galegos paleo-falantes tamém poden participar, no seu caso publicando un cartaz no que exhiban apoio e solidariedade coas e cos neofalantes

Con esta iniciativa, AGAL recupera a idea do coletivo Sei o que nos Figestes. As persoas interesadas en participar están chamadas a enviar autofotos cun cartaz que poña «Son neofalante e estou orgulllos@o» e publicalas no evento criado na rede social Facebook.

As galegas e galegos paleo-falantes tamém poden participar, no seu caso publicando un cartaz no que exhiban apoio e solidariedade «con aquelas persoas que, nunha dada altura das súas vidas, deciden pasarse ao galego».

Ademais, para esta e outras redes sociais foron escollidas unha serie de palabras-chave: #1outubro #DdoONF #OrgulhoNeofalante #OrgulhoNeo.

Finalmente, as persoas que ainda son español-falantes mais teñen vontade de pasar para o galego, poden enviar unha autofoto cun cartaz coa lexenda «De hoje nom passa! Hoje passo ao galego!».
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 30-09-2014 17:40
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Caderno da Coordenadora de Equipas de Normalización Lingüística de Ferrolterra








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