Coordenadora de Equipas de Normalización Lingüística de Ferrolterra


Queremos Galego convoca manifestación en defensa da lingua o 8 de Febreiro
Chama a "todos os sectores da sociedade" a exercer "presión" nas rúas para frear a "política lingüicida" de Feijóo.

Sermos Galiza 19-12-2014


A Plataforma Queremos Galego convocou para o vindeiro 8 de febreiro de 2015 unha mobilización en defensa da lingua após coñecérense as "consecuencias" da política lingüística desenvolvida polo goberno de Alberto Núñez Feijóo. Os máis de 600 colectivos que integran Queremos Galego coidan que Galiza atravesa un "quinquenio negro" cuxo trazo fundamental é o "retroceso" na presenza social da lingua propia.

Na comparecencia estiveron presentes representantes dalgunhas das entidades que integran a plataforma. Entre elas, a CIG-Ensino , os Comités, a Liga Estudantil Galega, Galiza Nova ou a Mesa pola Normalización Lingüística.

A mobilización partirá ás 12:00h da Alameda de Santiago de Compostela e desde Queremos Galego chaman a participar a "todos os sectores da sociedade" que queren "vivir" na súa lingua. Especialmente, explicou en comparecencia de imprensa o presidente da plataforma, Marcos Maceira, aquelas persoas "agredidas" pola "política lingüicida de Alberte Núñez Feixóo".

A comisión xestora de Queremos Galego fixo balanzo esta quinta feira (18 de decembro) dos 35 anos de autonomía de Galiza e dos 31 da aprobación da Lei de Normalización Lingüística. Un período, sinalou Maceira, no que a lingua galega "pervive en liberdade vixiada" e nunha "oficialidade aparente" mais "que non é real".

Exclusión social

Para a plataforma o galego vive "excluído practicamente da vida de calquera cidadán ou cidadá" embora teren sido aprobados sucesivos intrumentos xurídicos a prol da súa normalización. Medidas como o Plano Xeral de Normalización Lingüística (2004) que contaron "cun amplo apoio social" e mesmo co "acordo unánime" das forzas políticas con representación parlamentar e da comunidade educativa.

Queremos Galego denuncia os "prexuízos" lingüísticos de Feijóo e exixe o cumprimento do marco normativo acordado cun "amplo apoio social"

Porén, acrecentou Marcos Maceira, coa chegada de Alberto Núñez Feijóo ao goberno da Xunta, en 2009, "os prexuízos" lingüísticos "reverdeceron" e o executivo iniciou un proceso normativo que "retrotraeu", afirman, a realidade lingúística galega "ao período pre-autonómico" ou mesmo "ao franquismo".

Queremos Galego fixo referencia así á "anulación da proba de galego" entre o funcionariado e, nomeadamente, á aprobación do "decretazo". Un texto normativo, subliñou Maceira que foi obxecto das "maiores mobilizacións" da historia en defensa dunha lingua propia, mesmo "de Europa".



Deste contexto que califican desde Queremos Galego como "quinquenio negro" resultan ao entender das máis de 600 entidades que conforman a plataforma, os dados feitos públicos polo Instituto Galego de Estatística (IGE) e que apuntan un enorme descenso no número de galegofalantes, principalmente entre as faixas de idade máis novas. Tres de cada catro menores de 15 anos non falan "nunca ou case nunca" na lingua propia do país, sinala o IGE.

O galego: "un elemento de cohesión"

Este fito histórico, afirmou Maceira en comparecencia de imprensa, devén da "exclusión social" do galego da que, sentencian, "Feijóo é responsábel". Así é que para Queremos Galego "os pequenos avances" que foron conquiridos ao longo dos últimos anos en materia lingüística resultaron da "mobilización social".

"Feijóo é responsábel da exclusión social do galego"

Razón pola que lanzan un chamamento "ao conxunto da sociedade galega" para se manifestar o vindeiro 8 de Febreiro en Compostela á fin de que "o decretazo se veña abaixo".

O obxectivo da mobilización é exixir ao goberno galego pór "en práctica os acordos" acadados desde 1983 e "repor o galego nos espazos que ten que estar" pois, desde a plataforma sinalan que "Galiza non pode existir sen a súa lingua propia". O galego é, enfatizou Marcos Maceira, "o principal sinal de identidade" e "un elemento de cohesión social", malia a "propaganda falsa", denuncian, difundida pola Xunta.

Esta é, concluíu, "unha convocatoria sen exclusións ao conxunto do pobo galego que sofre" as consecuencias da política lingüística de Feijóo.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 19-12-2014 21:33
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Brasil pode perder 30% de suas 200 línguas indígenas nos próximos 15 anos
Diário Liberdade - Publicado em Domingo, 14 Dezembro 2014

O Brasil corre o risco de perder, no prazo de 15 anos, um terço de suas línguas indígenas, estima o diretor do Museu do Índio, José Carlos Levinho.



Atualmente, os índios brasileiros falam entre 150 e 200 línguas e devem ser extintas, até 2030, de 45 a 60 idiomas.

"Um número expressivo de povos, inclusive na Amazônia, tem cinco ou seis falantes apenas. Nós temos 30% [das línguas] dos cerca de 200 povos brasileiros com um risco de desaparecer nos próximos dez ou 15 anos, porque você tem poucos indivíduos em condições de falar aquela língua", alerta Levinho.

Segundo ele, desde que o Museu do Índio iniciou um trabalho de documentação de línguas dos povos originais, chamado de Prodoclin, em 2009, os pesquisadores do projeto viram dois idiomas serem extintos, o apiaká e o umutina.

"Tem também a situação de [línguas faladas por] grupos numerosos, em que você tem um número expressivo de pessoas acima de 40 anos falando o idioma mas que, ao mesmo tempo, tem um conjunto de jovens que não falam mais a língua e não estão interessados em mantê-la. Então, você não tem condições de reprodução e manutenção dessa língua. A situação é um tanto quanto dramática. Esse é um patrimônio que pertence não só à comunidade brasileira como ao mundo", destaca Levinho.

É uma perda irreparável tanto para as culturas indígenas quanto para o patrimônio linguístico-cultural mundial. Especialistas e indígenas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que esses idiomas, que levaram séculos para se desenvolver, são fundamentais para a manutenção de outras manifestações culturais, como cantos e mitos.

Além disso, as línguas são sistemas complexos que, uma vez estudados e compreendidos, podem contribuir para uma melhor compreensão da própria linguagem humana. Indígenas ouvidos pela reportagem também consideram seu idioma materno um instrumento de autoafirmação da identidade e da cultura.

Quem também acredita que essa extinção possa ocorrer nos próximos anos é o linguista Wilmar da Rocha D'Angelis, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coordenador do grupo de pesquisas Indiomas, especializado em línguas nativas do território brasileiro. Sua estimativa é que pelo menos 40 línguas sejam perdidas no prazo de 40 anos.

"Nenhum linguista gosta de fazer esse tipo de vaticínio, até porque nosso papel costuma ser o de contribuir para que tais línguas minoritárias se fortaleçam e desenvolvam estratégias de sobrevivência", destaca D'Angelis. "Eu arriscaria dizer que devem se extinguir, nos próximos 40 anos, a média de uma língua por ano", completa.

O número de idiomas falados por indígenas brasileiros varia de uma fonte para outra, já que a definição de fronteiras entre as línguas é um exercício subjetivo, que depende de fatores como critérios gramaticais, linguísticos e até políticos. D'Angelis estima que existam no Brasil entre 150 e 160 idiomas.

No site do Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas da Universidade de Brasília (UnB) há uma lista com 199 idiomas.

O portal Ethnologue.com, que funciona como um banco de dados das línguas faladas hoje no mundo, lista cerca de 170 línguas indígenas com falantes vivos no Brasil. Entre esses idiomas, 37 são considerados quase extintos, ou seja, os falantes são idosos e têm pouquíssima oportunidade de usar o idioma. Há ainda 23 línguas consideradas moribundas, ou seja, são faladas apenas pela faixa etária mais velha da população, mas ainda são usadas no cotidiano por essas pessoas.

Excluindo-se essas 60 línguas, sobram cerca de 110 que ainda são usadas pelas parcelas mais jovens da população. Mesmo assim, é preciso considerar que muitas delas têm poucos falantes. D'Angelis diz, por exemplo, que 100 línguas brasileiras têm menos de mil falantes.

O pesquisador lembra que cerca de mil idiomas indígenas brasileiros foram extintos nos últimos 500 anos. "Na esmagadora maioria dos casos, a extinção se deu junto com a extinção da própria comunidade de falantes, isto é, os próprios índios", afirma o pesquisador.

Segundo ele, hoje o maior risco para a existência desses idiomas não está mais no extermínio da população indígena. "Ainda que se conserve, em áreas como Mato Grosso do Sul, Rondônia e algumas outras partes da Amazônia, uma situação de violência institucionalizada que ainda tem essa marca genocida, a destruição das línguas minoritárias, no Brasil atual, não depende do extermínio dos falantes. Os processos de escolarização, a exploração da mão de obra indígena e diversos programas sociais, incluindo aqueles que favorecem a entrada da televisão em todas as aldeias, vêm causando impacto considerável."

Para o diretor da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, no Amazonas, Isaías Pereira, quando um índio deixa de falar sua própria língua, perde-se também uma parte importante de sua cultura. "Com o descobrimento do Brasil e a colonização, desde aquela época, começamos a perder nossa cultura. A gente tem que ficar lutando para manter nossa própria cultura, nossa própria fala."

Já o pesquisador Glauber Romling da Silva, que participa do projeto de documentação do Museu do Índio, compara a perda de uma língua à extinção de uma espécie. "Quando se preserva uma língua, se está preservando os costumes e tudo que vem junto com isso. Muitas vezes o perigo de extinção não é só na língua em si. Às vezes, a língua até mostra uma vitalidade, mas seus estilos formais, cantos, a parte cultural em que ela está envolvida somem muito rápido. De uma geração para outra, isso pode sumir", diz.

Romling lembra que a Constituição garante uma educação diferenciada aos indígenas, com escolas próprias, que ensinem o idioma nativo. No entanto, segundo ele, há uma série de dificuldades que comprometem o ensino do idioma e até a qualidade da escola como um todo, como a falta de professores treinados e de material didático, além de problemas estruturais na própria unidade de ensino. Diante disso, muitos jovens passam a frequentar escolas urbanas.

O diretor do Museu do Índio, José Carlos Levinho, acredita que, da forma como são estruturadas hoje, as escolas nas aldeias não contribuem para a preservação da cultura e da língua desses povos.

"A educação é um processo de socialização e quando ela é mal fundamentada cria mais problemas do que soluções. Você encontra aberrações desde a maneira como as escolas são construídas até sua lógica de funcionamento. A estrutura não tem a flexibilidade necessária para dar conta daquela realidade. O grande problema na relação com os índios é não considerar as particularidades", diz.

Segundo ele, é preciso que os governos dialoguem com os indígenas e levem em consideração a singularidade de cada povo. "É preciso enxergar o outro de verdade, respeitar o outro do jeito que ele é. E criar as condições para que se possa atendê-lo."

A secretária nacional de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Macaé Evaristo, diz que o governo tem buscado investir na formação de professores indígenas por meio do projeto Saberes Indígenas na Escola, para garantir que o idioma nativo seja passado para as crianças nas escolas.

"Nós organizamos redes com as universidades para atender à diversidade de línguas indígenas. Hoje no Projeto Saberes Indígenas estamos trabalhando na formação de professores em 77 línguas indígenas", explica. "Mas é uma longa caminhada. É uma agenda complexa."

Segundo ela, o Ministério da Educação (MEC) também tem investido na pesquisa e documentação de línguas indígenas, na preparação de materiais didáticos e na construção de escolas indígenas.

"Nós partimos do pressuposto da garantia da educação a crianças, adolescentes, jovens e adultos, independente de sua etnia em qualquer lugar do país. Nossa orientação aos sistemas de ensino é que se escute as populações no desenvolvimento do planejamento da oferta educativa. Que [os sistemas] garantam que aquelas populações que têm uma língua própria tenham acesso ao ensino em sua língua materna e acesso ao português como segunda língua", diz a secretária.

Edição: Lílian Beraldo.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 17-12-2014 21:56
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Apresentaçom do livro 'Quês e porquês do reintegracionismo'


Fundaçom ARTÁBRIA - 09-12-2014



Na próxima sexta-feira, 19 de dezembro às 19,30hs, terá lugar no nosso Centro Social a apresentaçom do livro 'Quês e porquês do reintegracionismo' editado por Através Editora. A autoria do livro, entre outras pessoas, é de Eduardo Maragoto e Valentim Fagim, que estarám presentes no ato.

Continua:

Autoras:
- Jose Ramom Flores das Seixas [Coordenador]
- Joseph Ghanime Lopes
- Beatriz Peres Bieites
- Valentim Fagim Rodrigues
- Eduardo Sanches Maragoto

Por que escrevedes tam ‘raro’? É necessário ir a Portugal para aprender galego? Quem foi o primeiro reintegracionista? Umha naçom, umha língua? Era Castelao reintegracionista? Sou eu reintegracionista? Por que os portugueses nos falam em castelhano? Quais som os países de língua oficial portuguesa e como escrevem?

Estas e muitas outras questões responde este livro, com um tom didático e descontraído. Pensado nom para especialistas em língua mas para a gente do comum, que queira conhecer de primeira mao os quês e os porquês do reintegracionismo.

Este movimento de que se pode afirmar, parafraseando Mark Twain, que “os rumores sobre a sua desapariçom fôrom grosseiramente exagerados”.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 17-12-2014 21:53
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Sermos Galiza - Segunda feira, 15 de Decembro do 2014

O presidente da Real Academia Galega critica a Mesa “por non crer na pedagoxía”
Alonso Montero asegura que a asociación pola normalización lingüística “non está na metodoloxía da persuasión” e cualifica de “sectarias” as persoas contrarias á concesión do Día das Letras a Filgueira.


O presidente da Real Academia Galega (RAG), Xesús Alonso Montero, considera que A Mesa pola Normalización Lingüística ten “unha visión limitada” da lingua galega xa que, segundo a súa opinión, “non cre na pedagoxía nin na metodoloxía da persuasión”.

Alonso Montero realizou estas críticas durante unha entrevista na Radio Galega, na que o académico e histórico do PCE en Galiza acusou a Mesa de “tratar como imbéciles e escuros a quen non pensa como eles”. “E non hai que chamarlle a ninguén 'imbécil e escuro'. O galego é de todos, non do Bloque, de Esquerda Unida, dos comunistas ou da dereita”, engadiu Alonso Montero.

O titular da RAG tamén asegurou que “toda a sociedade galega ten unha responsabilidade co galego, pero a Xunta máis”. Así, defendeu que o goberno autonómico tome a iniciativa e convoque os axentes a prol do idioma e faga "un pronunciamento público" en relación ás enquisas que indican un descenso do uso da lingua propia.

Por último, Alonso Montero volveu defender a concesión do Día das Letras 2015 a Xosé Filgueira Valverde a pesar do seu pasado franquista. “Hai moito sectarismo e fanatismo entre os que protestan por esa elección”, afirmou.
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Ten data de morte o galego?
O lingüista David Mackenzie di que o proceso de desaparición do galego está “moi avanzado”, pero cre que aínda ten remedio. Denuncia a falta de políticas para promover o uso do galego e critica que o PP foi o que “máis dano lle fixo ao idioma". Con todo, tamén critica que se queira impoñer unha normativa que “inclúe barbaridades sen sentido e que ninguén usa, só co fin de tentar captar aos lusistas”.

Por Galicia Confidencial | Compostela | 12/12/2014


David Mackenzie é toda unha institución no mundo da lingüística. Non é galego, pero leva a este país e a súa lingua no corazón, tanto ou máis que a súa patria. É un importante axente difusor da lingua, a literatura e a cultura de Galicia e catedrático de Estudos Galegos no mundo anglófono. Unha circunstancia pola que foi recoñecido cos Premios Galicia da Lingua no 2014 ou o Pedrón de Honra en 1994.

Por iso, polo seu gran coñecemento do galego e das políticas lingüísticas, recoñece a mala saúde na que se atopa o idioma. E aínda que non se atreve a poñer unha data para a morte do galego, recoñece que, desde os poderes públicos o traballo a prol da súa supervivencia é completamente errado. “E sobre todo, porque fóra nin nos ven nin saben onde está Galicia".

Mackenzie, un loitador nato, desta volta, recoñece que é "pesimista" sobre o futuro do galego e vaticina que o proceso de desaparición desta lingua está “moi avanzado como para solucionalo cunha vara máxica”. “Con todo, poida que non sexa do todo tarde, se hai un Goberno e unha vontade de facer algo, dous elementos craves para que esa realidade, por agora imaxinativa, sexa tanxible”, suliña.

E neste compromiso para a supervivencia do galego non dubida en disparar contra todos, especialmente, contra o Partido Popular, a quen fai principal responsable da situación actual do idioma. “Foi o que máis dano lle fixo á lingua galega”, comenta. Por iso, entende que os seus votantes “de dereitas e españolistas, coruñeses e vigueses, son unha batalla perdida", pero non así os mozos ou os nenos de hoxe, polo que insiste en focalizar neles todo o esforzo.

Neste sentido, insite na necesidade de inculcar o idioma desde o primeiro ano de escolarización dos estudantes até entrar na universidade e chama por un maior compromiso social e institucional. “Só una certa elite galega é consciente deste problema, mentres á outra parte non lle preocupa para nada", apunta.

Por iso, insiste, “aínda queda moito por facer” para que ao galego non lle ocorra o mesmo que ao gaélico, que trata de rexurdir das súas cinzas. “É importante que o galego camiñe cara onde se atopa o catalán, ou mesmo o vasco, que, aínda que o ten máis difícil, está con máis forza".

E, para iso, di, son necesarias políticas lingüísticas “adecuadas”, xa que “o galego e o castelán non conviven en igualdade de condicións, a pesar do afán das autoridades en afirmar que isto é así”. “E é deliberado que este goberno non quere promocionar o galego pola súa falta de valentía para proclamar que a lingua oficial é o galego", engade.

E como facelo?. Para este lingüista a chave non está só na normativa, que é ao que se reducen as institucións actuais. “É un invento, unha construción, unha amálgama, unha especie de mezcolanza de todas as variantes para facer unha lingua común", di ao tempo que se lamenta que os gobernantes non se dean de conta de que a “lingua que pesa nun ser humano é aquela en a que cada un fala”. “A escrita é simplemente un compromiso. Aínda que se traballe por un galego estándar sobre papel, o certo é que non existe”, apunta.

"Tentan facelo e fallan, fallan estrepitosamente, mesmo ao incluír barbaridades sen sentido e que ninguén usa, só co fin de tentar captar aos lusistas”, denuncia nunha entrevista da axencia EFE publicada en varios medios.

Mackenzie chegou a Galicia tras a súa xubilación en Irlanda para loitar por un idioma co que tiña un "'feeling' especial". O contacto co noso idioma débello ao ourensán Xosé Ramón Fernández-Oxea, coñecido como Ben-Cho-Shey, e aos irmáns López Facal, persoas todas elas comprometidas coa lingua e a cultura galega.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 13-12-2014 12:51
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Nove meses da Lei Valentín Paz Andrade
Após a aprobación no mes de abril da Iniciativa Lexislativa Popular para o aproveitamento da lingua portuguesa só 8 centros novos imparten a materia.

Sermos Galiza


Desde que se aprobou a ILP Valentín Paz Andrade para o aproveitamento e promoción da lingua portuguesa en Galiza van xa 9 meses. Durante este período 8 centros de ensino novos (32 en total) ofrecen o estudo deste idioma abranguendo un total de 861 estudantes nos ensino obrigatorio (ESO) e post-obrigatorio (BACH).

Desde o grupo parlamentar do BNG, a deputada Ana Pontón, criticou que a Xunta de Galiza e, no concreto, a consellaría de Educación, careza dunha "estratexia" planificada para promover a aprendizaxe da lingua portuguesa e asegura que existen retrocesos naqueles centros "pioneiros" no estudo do portugués.

Case 2 mil estudantes

En sesión parlamentar a deputada nacionalista inquiriu o secretario xeral de Política lingüística, Valentín García, polas medidas adoptadas neste tempo para a aplicación da lei aprobada no mes de abril. García asegurou que no curso 2014-2015 hai 32 centros de ensino obrigatorio e post-obrigatorio no que se ofrece o estudo da lingua portuguesa --oito máis que antes de se aprobar a lei. En total, cursan estudos de portugués 861 persoas na ESO e Bacharelato xunto con 1.122 persoas através das Escolas Oficiais de Idiomas, o "duplo", segundo informou o secretario xeral, que o curso anterior. Aliás, indicou, "catro centros" contan con "seccións bilingües" en portugués.

Para alén do máis, Valentín García subliñou os acordos asinados co Instituto Camões para a formación de profesorado --através de estadías de dúas semanas no país veciño-- e da presenza de "profesorado nativo" no noso país.

Falta de promoción

A presenza desta lingua en Galiza, sinalou García, "vai medrando ano a ano" embora, acrecentou, "os medios son os que son". Porén, para Pontón (BNG) os dados evidencian a "falta de estratexia" por parte da Xunta para garantir o cumprimento da norma. "Non teñen ningún tipo de planificación", criticou a parlamentar do Bloque na súa quenda de réplica ao tempo que denunciou o "retroceso" en centros como o IES das Neves, "pioneiro" na oferta de portugués entre o alumnado mais que non pode impartilo no "primeiro curso" por falta de recursos.

O Bloque critica que en comparanza coa cifra total de estudantes, a cantidade de alumnado que cursa estudos de portugués é "ínfima"

"Cal é o peso do portugués en relación con outras linguas? Houbo campaña de promoción? Nas vindeiras oposicións crearanse prazas para que se garanta unha oferta xeralizada desta lingua?", preguntou Ana Pontón quen ao abeiro dos dados fornecidos polo secretario xeral entende que a cifra de estudantes é "ínfima" en relación ao conxunto do estudantado galego.

Desde o BNG critican que a promoción e aproveitamento do portugués sexa mellor en Estremadura. Pontón valeuse dunha información publicada no xornal luso Publico.pt na que se recolle a política lingüística estremeña en relación coa lingua portuguesa cuxo estudo se recolle no ensino regrado desde hai anos.

Porén, Valentín García gabouse de ter sido un "goberno" do Partido Popular o que aprobase a Lei Paz Andrade, iso si, após introducir mudanzas no texto lexislativo presentado como iniciativa popular. "Puido facerse antes", sinalou, "mais fíxose agora", como tamén, acrecentou, a emisión dun programa producido en parcería entre a TVG e a RTP, Aquí Portugal.
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 10-12-2014 10:02
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Extremadura ten máis estudantes de portugués que Galicia
O BNG lamenta que haxa máis interese polo portugués en Extremadura que en Galicia. Política Lingüística destaca que este ano hai máis estudantes galegos que elixen este idioma.

Por Galicia Confidencial | Compostela | 09/12/2014


Galicia e Portugal comparten unha lingua irmá, lazos culturais, históricos e arqueolóxico de miles de anos e, aínda así, son comunidades que viven case de costas. Así o acredita, cando menos, o número de estudantes galegos que queren aprender o portugués; 2.000 en todo o país.

Un número que contrasta cos máis de 14.000 alumnos de Extremadura que elixiron esta lingua o pasado ano. Unha porcentaxe que, ademais, vai en incremento. Por iso, a deputada do BNG Ana Pontón lamentou que sexa esta autonomía –tamén estremeira con Portugal-- a que teña que dar exemplo de boa veciñanza e criticou á Xunta que "non teña ningunha estratexia de desenvolvemento" para esa lingua.

Na comisión de Cultura e Educación do Parlamento, Pontón destacou as estratexias doutras autonomías para a aprendizaxe deste idioma, como é o feito, por exemplo de que a canle autonómica de televisión de Extremadura teña mesmo un programa titulado "Falamos portugués".

Pola súa banda, o secretario xeral de Política Lingüística defendeu a política da Xunta na aprendizaxe desta lingua e destacou que 32 centros educativos galegos de secundaria ofrecen a posibilidade de aprender o portugués. “Hai xa un total de 861 alumnos inscritos, o que supón un incremento respecto ao ano pasado", dixo.

Ademais, suliñou que hai ademais 1.122 alumnos matriculados na aprendizaxe desa lingua en diversas escolas de idiomas, o que supón un incremento respecto ao curso 2008-9, en que había 692. E para destacar a importancia que o portugués ten para o Goberno galego, lembrou que, recentemente, as cadeas públicas de Portugal e Galicia emitiron o primeiro programa de televisión "en directo desde a praza maior de Ourense".
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 10-12-2014 10:01
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Víctor Aneiros finalista dos premios Martín Códax da música galega 2014


Finalistas dos premios Martín Codáx da Música Galega 2014. En compañía de bos amigos. — con Xacobe Martínez Antelo, Víctor Aneiros e Manuel Gutiérrez.

Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 10-12-2014 10:00
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Galician people speak galego
Sermos Galiza

Non só de novidades escribe o noso crítico, tamén bota unha olladela retrospectiva ás súas músicas favoritas, na súa sección "Volvendo a escoitar..."

VOLVENDO A ESCOITAR...

Yellow Pixoliñas. Galician People Speak Galego. (Sons Galiza, 1992).



Formados en Monforte de Lemos, Yellow Pixoliñas foron, sen dúbida algunha, unha das bandas máis influentes no rock galego dos 90 e o seu álbum de debut, Galician People Speak Galego,revolucionou o panorama musical de tal xeito que xa nada volvería a ser igual. Un disco no que primaba o rock do xeito máis ecléctico case achegados ao punk como en “A moto minicross” (versión salvaxe do Brand New Cadillac de Vince Taylor & The Playboys (1959), ao pop de “My Guitar”, pasando polo ska de “Mariluz”.

O sarcasmo, surrealismo e irreverencia das súas letras, cantadas en galego ou nalgúns casos no que poderíamos chamar galeguinglish, como no tema de apertura do “Chiringuing in the rain” (Big napia in the face, I non vexo in the dark), fixeron deste álbum un disco indispensábel, e fixeron aos Yellow Pixoliñas un merecido oco na historia do rock do país.

Listaxe de Cancións:

1.Chiringuin in the rain
2.Telexornal
3.Marilú
4.Churras pitas
5.Néboa na explanada
6.A moto minicross
7.O cobrador
8.A vaca marela
9.Joao dopao
10.My guitar
11.Dios queira que chovan nabos
12.Ra
13.Teño sede

Facebook Oficial: www.facebook.com/GalicianPeople
Comentarios (0) - Categoría: 00-Xeral - Publicado o 10-12-2014 09:56
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"Se a lingua inicial non é o galego, a lingua pérdese"
Galicia Confidencial

'Zapatillas Rotas' é a última obra de Xabier Quiroga, un escritor un "pouquiño clandestino", pero comprometido coas xentes e a lingua do país. A súa obra é un retrato do tempo que nos toca vivir.

O galego, en vías de desaparición

Por Cris Mosteiro Reboredo | Lalín | 08/12/2014

Xabier Quiroga describe na súa última obra as rutinas produtivas dunha redacción moi acertadamente e é que el, vai algún tempo, traballou como correspondente de Lalín para un diario impreso, e que abandonou pola complexidade de publicar os seus textos, integramente, en galego. De feito en Zapatillas rotas está moi presente esa denuncia da perda da lingua.

"O tránsito das xeracións, os números, as enquisas están aí, non fai falla moito número para ver. Nas zonas rurais ou de vila é un pouquiño menos pero nas cidades é escandalosa a porcentaxe de familias que non falan en galego e se a lingua inicial non é o galego, a lingua pérdese. E se encima os medios políticos non toman decisións … Por exemplo, o decreto do plurilingüismo do 2010 é moi claro, é dicir, elimínase o galego ou díselle aos pais que escollan, se o 90’% dos pais teñen o castelán como lingua vehicular e lingua inicial pois van escoller o castelán; entón alá se vai. Parece mentira que os poderes políticos non miren doutra maneira para iso: o galego está en perigo de extinción e non sei fai nada por elo, senón todo o contrario, lexíslase á contra", conta nesta entrevista de Cris Mosteiro en GC Tendencias.
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